A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chega a sua sétima edição mais uma vez com representantes da Europa e da América do Sul como favoritos.
A história pode ser reescrita em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe o evento pelo segundo ano consecutivo antes de ele retornar ao Japão em 2011. Seis campeões continentais e mais o convidado Al Wahda tentarão dar sequência aos feitos de Barcelona, Manchester United e Milan, últimos três campeões.
Quem tem a missão de levar a taça novamente para a Europa é a Internazionale. Após os títulos incontestáveis da Liga dos Campeões, do Campeonato Italiano e da Copa da Itália, os nerazzurri querem adicionar outra conquista nesta inesquecível temporada.
Por outro lado, a fase de readaptação após a saída de José Mourinho e chegada de Rafael Benítez e os altos e baixos das últimas semanas aumentaram sua responsabilidade. Mais do que nunca, a hora é de provar que os altos investimentos e a força do futebol no Velho Continente podem fazer a diferença no final.
O representante sul-americano tem aspectos semelhantes e outros distintos do rival. Além do nome, o Internacional também se superou no título da Copa Libertadores, tendo na troca de treinador antes da semifinal um fator decisivo para a arrancada.
Mais tarde, o relaxamento e os testes promovidos por Celso Roth influenciaram nos resultados, mas não diminuíram o ímpeto para repetir o feito de 2006.
E Roth ainda aponta outro fator como trunfo para o bi. “Temos jogadores com qualidade e bagagem. Se eles transformarem força individual em coletiva, teremos grandes chances”, destacou em entrevista ao FIFA.com.
Se chegam com menos prestígio e a obrigação de disputar preliminares, os outros cinco candidatos certamente esbanjam otimismo e disposição. No caso do Pachuca, a terceira participação é aguardada com ansiedade por um time que espera ser o primeiro mexicano a obter resultado expressivo na competição.
O primeiro passo para apagar este passado infrutífero pode ser dado no dia 10, contra o TP Mazembe, da República Democrática do Congo. Mas, assim como os rivais, o bicampeão africano vem disposto a mostrar uma nova imagem após as derrotas de 2009. Por isso, pouco após superar o Espérance na final continental, o foco já estava em Abu Dhabi. "Estudamos o Pachuca e queremos ganhar um jogo não apenas pela torcida, mas pela África”, revelou Robert Kidiaba ao FIFA.com.
Na outra chave, o Seongnam Chunma vai tentar manter o momento sul-coreano após a boa campanha do Pohang Steelers. Apesar da recente conquista na Liga dos Campeões da Ásia, vem da eliminação na liga nacional e agora aposta em Dzenan Radoncic e Mauricio Molina para obter a redenção. Nas quartas, seu rival sairá do duelo entre Al Wahda e Hekari United, o que proporcionará à Internazionale um adversário estreante na semifinal.
Para a torcida, a esperança é que o time de Abu Dhabi ao menos passe pelo surpreendente campeão da Oceania no jogo que abre o torneio, na próxima quarta-feira. É o que também espera o capitão Haidar Ali. "Espero que o sucesso venha, especialmente na partida de abertura".
Caminhos, expectativa e elencos são diferentes para cada equipe, mas todos entram em ação com o mesmo objetivo: terminar um ano marcante para o futebol com um resultado igualmente histórico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário