segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Mundial de Clubes: A última glória em um 2010 histórico

A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chega a sua sétima edição mais uma vez com representantes da Europa e da América do Sul como favoritos.

Por Redação, Fifa.com

Um ano que ficou marcado pela realização da primeira Copa do Mundo da FIFA em solo africano se encerra em grande estilo com um torneio que novamente atrairá as atenções de todo o planeta. A Copa do Mundo de Clubes da FIFA chega a sua sétima edição mais uma vez com representantes da Europa e da América do Sul como favoritos, mas com outros cinco concorrentes se inspirando no feito da Espanha para poderem enfim se instalar no primeiro escalão.

A história pode ser reescrita em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, que acolhe o evento pelo segundo ano consecutivo antes de ele retornar ao Japão em 2011. Seis campeões continentais e mais o convidado Al Wahda tentarão dar sequência aos feitos de Barcelona, Manchester United e Milan, últimos três campeões.

Quem tem a missão de levar a taça novamente para a Europa é a Internazionale. Após os títulos incontestáveis da Liga dos Campeões, do Campeonato Italiano e da Copa da Itália, os nerazzurri querem adicionar outra conquista nesta inesquecível temporada.

Por outro lado, a fase de readaptação após a saída de José Mourinho e chegada de Rafael Benítez e os altos e baixos das últimas semanas aumentaram sua responsabilidade. Mais do que nunca, a hora é de provar que os altos investimentos e a força do futebol no Velho Continente podem fazer a diferença no final.

O representante sul-americano tem aspectos semelhantes e outros distintos do rival. Além do nome, o Internacional também se superou no título da Copa Libertadores, tendo na troca de treinador antes da semifinal um fator decisivo para a arrancada.

Mais tarde, o relaxamento e os testes promovidos por Celso Roth influenciaram nos resultados, mas não diminuíram o ímpeto para repetir o feito de 2006.

E Roth ainda aponta outro fator como trunfo para o bi. “Temos jogadores com qualidade e bagagem. Se eles transformarem força individual em coletiva, teremos grandes chances”, destacou em entrevista ao FIFA.com.

Se chegam com menos prestígio e a obrigação de disputar preliminares, os outros cinco candidatos certamente esbanjam otimismo e disposição. No caso do Pachuca, a terceira participação é aguardada com ansiedade por um time que espera ser o primeiro mexicano a obter resultado expressivo na competição.

O primeiro passo para apagar este passado infrutífero pode ser dado no dia 10, contra o TP Mazembe, da República Democrática do Congo. Mas, assim como os rivais, o bicampeão africano vem disposto a mostrar uma nova imagem após as derrotas de 2009. Por isso, pouco após superar o Espérance na final continental, o foco já estava em Abu Dhabi. "Estudamos o Pachuca e queremos ganhar um jogo não apenas pela torcida, mas pela África”, revelou Robert Kidiaba ao FIFA.com.

Na outra chave, o Seongnam Chunma vai tentar manter o momento sul-coreano após a boa campanha do Pohang Steelers. Apesar da recente conquista na Liga dos Campeões da Ásia, vem da eliminação na liga nacional e agora aposta em Dzenan Radoncic e Mauricio Molina para obter a redenção. Nas quartas, seu rival sairá do duelo entre Al Wahda e Hekari United, o que proporcionará à Internazionale um adversário estreante na semifinal.

Para a torcida, a esperança é que o time de Abu Dhabi ao menos passe pelo surpreendente campeão da Oceania no jogo que abre o torneio, na próxima quarta-feira. É o que também espera o capitão Haidar Ali. "Espero que o sucesso venha, especialmente na partida de abertura".

Caminhos, expectativa e elencos são diferentes para cada equipe, mas todos entram em ação com o mesmo objetivo: terminar um ano marcante para o futebol com um resultado igualmente histórico.

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