Deu no Correio Braziliense
Escanteado no setor elétrico, o PMDB da Câmara recolheu as armas.
Pelo menos por enquanto, a ordem é manter a calma e aguardar o momento certo de retomar a guerrilha.
Por isso, quem ouvir hoje o líder da sigla na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), jamais poderá imaginar que há dois dias ele ameaçava entregar todos os cargos que o partido detém no governo.
“A conversa com Antonio Palocci (ministro da Casa Civil) foi muito positiva, afinamos a viola. O governo está sensível aos partidos da base aliada. O ministro Edison Lobão escolheu Decat. Então, puxei o freio de mão. Vamos procurar outro espaço para a bancada do Rio. A partir de agora, o PMDB decidirá tudo em conjunto.
Furnas foi o último decidido só pelo nosso ministro”, comentou Alves, referindo-se ao engenheiro Flávio Decat, anunciado novo presidente de Furnas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na quinta-feira.
Alves conversou com Palocci sobre os cargos que o PMDB gostaria de manter. Nesse rol está a Diretoria Internacional da Petrobras.
O deputado citou ainda o fato de o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ter sido convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Autoridade Publica Olímpica (APO), cargo que estava reservado para o PCdoB.
“Meirelles ainda está analisando, mas o PMDB fica muito feliz”, afirmou Alves. “Tudo está muito bem com o governo. O ruído no setor elétrico é página virada. Já foi esclarecido”, disse.
No caso do setor elétrico, ficou definido que José Antonio Muniz, ex-presidente da Eletrobras, será deslocado para a Eletronorte. Falta apenas a oficialização. A Chesf seguirá sob a tutela do PSB. O nome mais cotado é o do secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, João Bosco de Almeida, que já foi diretor da empresa. A Eletrosul deve ficar mesmo com o PT.
Em meio aos pedidos, o PR, que domina o setor de transportes, também aguarda o seu quinhão em outras áreas.
A cúpula do partido deseja indicar diretores da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil como forma de compensar a possível entrega da Valec, a empresa responsável pela Ferrovia Norte-Sul, ao PT.
O nome mais cotado para o cargo hoje é o do ex-deputado Virgílio Guimarães, que concorreu ao governo de Minas como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-senador Hélio Costa (PMDB).
Troco
O PMDB vai esperar que o quadro do segundo escalão — pelo menos no que se refere aos principais cargos — esteja fechado para decidir quando e como tirar as armas do armário.
Os peemedebistas concluíram que, neste início de governo, não é momento de impor suas vontades. Até porque, como pré-candidato a presidente da Câmara em 2013, Alves não quer estremecer as relações desde agora.
A bola está com a presidente Dilma, como esteve com Luiz Inácio Lula da Silva de 2003 até o escândalo do mensalão, em 2005, quando ele precisou do PMDB na Câmara.
Como diz um ministro do governo, “nenhuma equipe é montada para durar quatro anos”.
Os peemedebistas esperam que essa configuração em curso com maioria de petistas e indicações próprias do Planalto dure bem menos.
Escanteado no setor elétrico, o PMDB da Câmara recolheu as armas.
Pelo menos por enquanto, a ordem é manter a calma e aguardar o momento certo de retomar a guerrilha.
Por isso, quem ouvir hoje o líder da sigla na Casa, Henrique Eduardo Alves (RN), jamais poderá imaginar que há dois dias ele ameaçava entregar todos os cargos que o partido detém no governo.
“A conversa com Antonio Palocci (ministro da Casa Civil) foi muito positiva, afinamos a viola. O governo está sensível aos partidos da base aliada. O ministro Edison Lobão escolheu Decat. Então, puxei o freio de mão. Vamos procurar outro espaço para a bancada do Rio. A partir de agora, o PMDB decidirá tudo em conjunto.
Furnas foi o último decidido só pelo nosso ministro”, comentou Alves, referindo-se ao engenheiro Flávio Decat, anunciado novo presidente de Furnas pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, na quinta-feira.
Alves conversou com Palocci sobre os cargos que o PMDB gostaria de manter. Nesse rol está a Diretoria Internacional da Petrobras.
O deputado citou ainda o fato de o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ter sido convidado pela presidente Dilma Rousseff para assumir a Autoridade Publica Olímpica (APO), cargo que estava reservado para o PCdoB.
“Meirelles ainda está analisando, mas o PMDB fica muito feliz”, afirmou Alves. “Tudo está muito bem com o governo. O ruído no setor elétrico é página virada. Já foi esclarecido”, disse.
No caso do setor elétrico, ficou definido que José Antonio Muniz, ex-presidente da Eletrobras, será deslocado para a Eletronorte. Falta apenas a oficialização. A Chesf seguirá sob a tutela do PSB. O nome mais cotado é o do secretário de Recursos Hídricos de Pernambuco, João Bosco de Almeida, que já foi diretor da empresa. A Eletrosul deve ficar mesmo com o PT.
Em meio aos pedidos, o PR, que domina o setor de transportes, também aguarda o seu quinhão em outras áreas.
A cúpula do partido deseja indicar diretores da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Banco do Brasil como forma de compensar a possível entrega da Valec, a empresa responsável pela Ferrovia Norte-Sul, ao PT.
O nome mais cotado para o cargo hoje é o do ex-deputado Virgílio Guimarães, que concorreu ao governo de Minas como candidato a vice na chapa encabeçada pelo ex-senador Hélio Costa (PMDB).
Troco
O PMDB vai esperar que o quadro do segundo escalão — pelo menos no que se refere aos principais cargos — esteja fechado para decidir quando e como tirar as armas do armário.
Os peemedebistas concluíram que, neste início de governo, não é momento de impor suas vontades. Até porque, como pré-candidato a presidente da Câmara em 2013, Alves não quer estremecer as relações desde agora.
A bola está com a presidente Dilma, como esteve com Luiz Inácio Lula da Silva de 2003 até o escândalo do mensalão, em 2005, quando ele precisou do PMDB na Câmara.
Como diz um ministro do governo, “nenhuma equipe é montada para durar quatro anos”.
Os peemedebistas esperam que essa configuração em curso com maioria de petistas e indicações próprias do Planalto dure bem menos.

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