Um verdadeiro cemitério de cadáveres metálicos insepultos, em decomposição a céu aberto. É assim o local onde o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/RN) está guardando em Natal os carros apreendidos em grande parte do Estado.
São centenas de automóveis e motocicletas ocupando na verdade o que deveria ser um estacionamento, para aborrecimento dos cidadãos que vão ao órgão.
Além de ocupar as vagas, os carros ficam expostos ao sol torrencial da capital e à chuva, causando uma deterioração rapidíssima. Pior que isso, proprietários reclamam que, mesmo pagando uma taxa de permanência do veículo no local - uma diária de sete reais - os veículos têm acessórios e objetos furtados.
Além de ocupar as vagas, os carros ficam expostos ao sol torrencial da capital e à chuva, causando uma deterioração rapidíssima. Pior que isso, proprietários reclamam que, mesmo pagando uma taxa de permanência do veículo no local - uma diária de sete reais - os veículos têm acessórios e objetos furtados.

As motos apreendidas também abarrotam o estacionamento
Segundo a direção do Detran, são cerca de 600 carros e motos, resultantes de apreensões motivadas por inadimplência com multas, taxas e impostos em geral.
Além de uma área enorme do estacionamento os veículos ocupam também dois galpões na Cidade da Esperança - hoje também completamente abarrotados. Automóveis e motocicletas de todos os anos, de todas as marcas e modelos.
Alguns são bastante novos, quase do ano. Outros já não permitem que se identifiquem a cor original, já que o ferrugem já tomou conta de toda a lataria. A sujeira é normal, nem precisa falar. A camada de poeira em alguns deles causaria mal a um alérgico facilmente. Alguns proprietários vestiram o carro com uma lona cinza, na tentativa de barrar a ação do tempo, mas não é o que a maioria faz.
"A maioria desses veículos foi abandonado pelos donos", disse o diretor geral do Detran, Érico Valério Ferreira de Souza. Ele lembra que o problema é antigo, e que já o encontrou quando chegou à frente do órgão. "É um problema que ocorre em todos os departamentos do País".
Além de uma área enorme do estacionamento os veículos ocupam também dois galpões na Cidade da Esperança - hoje também completamente abarrotados. Automóveis e motocicletas de todos os anos, de todas as marcas e modelos.
Alguns são bastante novos, quase do ano. Outros já não permitem que se identifiquem a cor original, já que o ferrugem já tomou conta de toda a lataria. A sujeira é normal, nem precisa falar. A camada de poeira em alguns deles causaria mal a um alérgico facilmente. Alguns proprietários vestiram o carro com uma lona cinza, na tentativa de barrar a ação do tempo, mas não é o que a maioria faz.
"A maioria desses veículos foi abandonado pelos donos", disse o diretor geral do Detran, Érico Valério Ferreira de Souza. Ele lembra que o problema é antigo, e que já o encontrou quando chegou à frente do órgão. "É um problema que ocorre em todos os departamentos do País".
Para resolver a situação, o diretor conta que irá tentar arranjar outro lugar para os carros serem depositados e que ainda este ano pretende organizar o primeiro leilão de sua gestão.
Sobre os problemas advindos da permanência dos veículos no local, Érico Ferreira admite que muitas reclamações chegam ao órgão pela falta de vagas. "Sempre tem gente reclamando, as pessoas têm dificuldades para encontrar local para estacionar". Mas quanto à queixa de furtos no estacionamento, ele nega veementemente que isso ocorra. "Aqui não temos este problema não", disse o diretor.
O fato é que, enquanto muitos proprietários não se interessam em retirar os veículos - alguns precisaram pagar tanto dinheiro para a retirada que não podem fazê-lo, os carros continuam no local - e eles continuam lá, expostos bem em frente ao bloco que abriga o gabinete da direção geral.
Segundo Érico Ferreira, os carros que não puderem ser leiloados, já que não têm valor comercial, acabam tendo placas e chassis retirados e são mandados para sucatas ou reciclagem. "Depois deste primeiro leilão vamos procurar fazer vários outros na sequência, na tentativa de resolver o problema", revelou o diretor do departamento.
Sobre os problemas advindos da permanência dos veículos no local, Érico Ferreira admite que muitas reclamações chegam ao órgão pela falta de vagas. "Sempre tem gente reclamando, as pessoas têm dificuldades para encontrar local para estacionar". Mas quanto à queixa de furtos no estacionamento, ele nega veementemente que isso ocorra. "Aqui não temos este problema não", disse o diretor.
O fato é que, enquanto muitos proprietários não se interessam em retirar os veículos - alguns precisaram pagar tanto dinheiro para a retirada que não podem fazê-lo, os carros continuam no local - e eles continuam lá, expostos bem em frente ao bloco que abriga o gabinete da direção geral.
Segundo Érico Ferreira, os carros que não puderem ser leiloados, já que não têm valor comercial, acabam tendo placas e chassis retirados e são mandados para sucatas ou reciclagem. "Depois deste primeiro leilão vamos procurar fazer vários outros na sequência, na tentativa de resolver o problema", revelou o diretor do departamento.
Carro roubado foi encontrado totalmente depenado

Radamares Martins teve acessórios do veículo roubado
Na manhã do dia 31 de agosto, quarta-feira, Radameres Martins Câmara veio a Natal "resgatar" o veículo apreendido há pouco mais de um mês em Goianinha. E se revoltou ao ver o estado do Gol branco, ano 2000, recolhido no estacionamento-depósito do Detran. Segundo ele, alguém furtou o painel do toca CD, um perfume que estava no console, o extintor de incêndio do veículo e o pneu de suporte.
"É um absurdo isso. A gente paga a taxa para o carro ficar aqui e ainda é roubado. Quem vai me pagar o prejuízo? Ninguém", disse o rapaz. De acordo com Radamés, o carro foi pego numa blitz por estar com o emplacamento atrasado. Naquele dia, além de ter que pagar o imposto atrasado, o órgão lhe cobrara mais de R$ 280, somente pela taxa de permanência do carro no local.
Mas ao abrir o carro, teve a desagradável surpresa. Com a testemunha de dois amigos, Radameres percebeu a falta dos objetos. "O carro está todo revirado por dentro. E no lugar do suporte original, colocaram um de Fiat", esbravejava o proprietário, revoltado. Para ele, além de pagar o imposto atrasado e as diárias de permanência, ainda vai ter que gastar para repor os equipamentos retirados.
Radameres conta que costumava frequentar o local para verificar as condições do veículo e que a última vez que tinha ido ao pátio fazia uma semana. Foi neste ínterim que alguém entrou no local e teria furtado os objetos.
"É um absurdo isso. A gente paga a taxa para o carro ficar aqui e ainda é roubado. Quem vai me pagar o prejuízo? Ninguém", disse o rapaz. De acordo com Radamés, o carro foi pego numa blitz por estar com o emplacamento atrasado. Naquele dia, além de ter que pagar o imposto atrasado, o órgão lhe cobrara mais de R$ 280, somente pela taxa de permanência do carro no local.
Mas ao abrir o carro, teve a desagradável surpresa. Com a testemunha de dois amigos, Radameres percebeu a falta dos objetos. "O carro está todo revirado por dentro. E no lugar do suporte original, colocaram um de Fiat", esbravejava o proprietário, revoltado. Para ele, além de pagar o imposto atrasado e as diárias de permanência, ainda vai ter que gastar para repor os equipamentos retirados.
Radameres conta que costumava frequentar o local para verificar as condições do veículo e que a última vez que tinha ido ao pátio fazia uma semana. Foi neste ínterim que alguém entrou no local e teria furtado os objetos.
"Não sei como isso aconteceu. Só digo uma coisa: se deixar o carro vir para cá, já era. Pode ter certeza que vão roubar", disse. No momento em que verificava as condições do veículo Radameres esperava a presença do vistoriador para fazer a liberação. E por ironia, ainda foi chamado a atenção pelo segurança do local, já que não poderia mexer no próprio carro sem a presença do funcionário público que iria fazer a vistoria.
Detran tem planos para leiloar mais 258 veículos no RN

Érico Valério, diretor geral do Detran/RN
O Detran/RN deve leiloar ainda este ano 258 veículos, entre carros e motocicletas. Mas como o trâmite é longo e burocrático, ainda não há data certa para o evento. "Estamos cumprindo todos os prazos, todo o trâmite, para que o leilão seja realizado", explicou o diretor geral, Érico Valério Ferreira de Souza.
Ele explica que para ser leiloado, é preciso que o veículo esteja apreendido há pelo menos noventa dias, para só então ser iniciado o processo.
Primeiro os proprietários são notificados por correspondência, a fim de que se manifestem sobre o interesse ou não de reaver o carro ou a moto. "Poucos mostraram interesse", revelou o diretor. Depois dessa fase, é preciso que se publique no Diário Oficial do Estado e logo em seguida jornal de circulação, duas vezes em cada local. É exatamente esta a fase em que se encontra atualmente o processo. A publicação no DOE deve sair nos próximos dias.
O leilão é coordenado por uma comissão, composta por integrantes do Detran, da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado. Ainda são realizadas vistorias para que se estabeleçam o valor comercial de cada veículo e o lance inicial de cada lote. "Lembrando que só podem ser leiloados aqueles veículos que ainda possuem um certo valor comercial", disse o diretor geral.
Será o primeiro leilão da gestão de Érico Ferreira, mas ele diz que a partir de agora vai intensificar o estabelecimento de outros logo adiante. "É difícil resolver o problema de superlotação nos galpões porque nós retiramos os carros, mas outros continuam sendo apreendidos", argumentou Érico.
Primeiro os proprietários são notificados por correspondência, a fim de que se manifestem sobre o interesse ou não de reaver o carro ou a moto. "Poucos mostraram interesse", revelou o diretor. Depois dessa fase, é preciso que se publique no Diário Oficial do Estado e logo em seguida jornal de circulação, duas vezes em cada local. É exatamente esta a fase em que se encontra atualmente o processo. A publicação no DOE deve sair nos próximos dias.
O leilão é coordenado por uma comissão, composta por integrantes do Detran, da Polícia Rodoviária Federal, Ministério Público e Procuradoria Geral do Estado. Ainda são realizadas vistorias para que se estabeleçam o valor comercial de cada veículo e o lance inicial de cada lote. "Lembrando que só podem ser leiloados aqueles veículos que ainda possuem um certo valor comercial", disse o diretor geral.
Será o primeiro leilão da gestão de Érico Ferreira, mas ele diz que a partir de agora vai intensificar o estabelecimento de outros logo adiante. "É difícil resolver o problema de superlotação nos galpões porque nós retiramos os carros, mas outros continuam sendo apreendidos", argumentou Érico.
O leilão também não tem local definido, mas isso deverá ser amplamente anunciado assim que tudo estiver decidido. A expectativa do Detran/ RN é que o leilão conte com um bom número de pessoas interessadas em conseguir um veículo com um bom preço bem abaixo do mercado.
Texto e fotos: Jornal O Metropolitano
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