
"Ao entrar no nono mês, o governo Dilma deixa transparecer os primeiros traços de sua cara. Que permite divisar contornos mais homogêneos e menos oblíquos que a fisionomia do ciclo Lula.
As diferenças não se devem a razões de natureza política e nem de longe se abrigam na discutível hipótese, de viés conspirador, de que as criaturas, mais cedo ou mais tarde, acabam se rebelando contra o criador. Quem apostar na idéia de que, um dia, a criatura Dilma Rousseff tomará rumos diferentes do criador Luiz Inácio, perderá feio.
Os dois atores fazem parte do mesmo enredo. E até se completam porque o que sobra nele falta nela e vice-versa.
Exemplo: carisma e experimentação, de um lado, apuro técnico e organicidade, de outro. Um distanciamento, mesmo ocasional, traria perda para ambos. A configuração mais retilínea da atual administração, em comparação com a anterior, resulta da identidade da presidente, da qual se extrai a ênfase em vetores como planejamento, controles e cobranças, análise de performances, calibragem da máquina, substituição de peças e sintonia fina nos programas.
O dilmismo, como se pode designar tal modelagem, terá o condão de lapidar o lulismo, expurgar excessos, preencher reentrâncias, aplainar caminhos.
A imagem do “pente fino” cai bem sobre as operações que o lulismo desenvolveu em diversas frentes. Convém, primeiro, definir o lulismo."
Leia a íntegra em O Lulismo e o Dilmismo
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