
Gustavo Uribe e Catarina Alencastro, O Globo
Em um esforço para viabilizar uma aliança no segundo turno da disputa à prefeitura de São Paulo, os pré-candidatos do PT e PMDB selaram um pacto de não-agressão para o primeiro turno da corrida eleitoral.
O enlace, que teve o aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi fechado no apartamento do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB), na capital paulista, em um jantar com o ex-ministro Fernando Haddad (PT) e a esposa, além de Lurian Cordeiro Lula da Silva, filha do ex-presidente petista e assessora do pré-candidato peemedebista.
Haddad e Chalita acordaram que irão evitar ataques mútuos na campanha para, em um segundo turno, unir forças contra a candidatura do ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB).
- É evidente que divergências políticas podem haver, mas isso sempre será feito com base no respeito, na discussão de ideias, em esclarecer ao cidadão sobre o que está em jogo. É disso que depende a qualidade da eleição. Então, nós simplesmente celebramos essa vontade mútua de contribuir com o debate público na cidade de São Paulo - afirmou Haddad, ressaltando que mantém uma relação de amizade e de respeito com Chalita desde 2002, quando o peemedebista presidiu o Conselho Nacional de Secretários de Educação.
- Foi uma reunião na qual os dois colocaram a precaução de manter a seriedade na corrida municipal. Um desgaste na campanha é ruim para a boa relação entre PT e PMDB, tanto na esfera municipal como na federal - acrescentou Chalita.
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