O Rio Grande do Norte estará representado, a partir desta sexta e pelos próximos sete dias, em eventos nos Estados Unidos com o objetivo de atrair investimentos para o Estado.
A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) chegou a cogitar a viagem para o país de Barack Obama. Ela lideraria a comitiva potiguar que é integrada ainda pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Motta (PMN), e pelos secretários Obery Rodrigues (Planejamento) e Benito Gama (Desenvolvimento Econômico).
A viagem da governadora chegou a ser noticiada por vários veículos, durante a semana passada. Inclusive por este blog. Em contato com o blogueiro no último domingo, porém, o secretário de Comunicação desmentiu a informação .
Pelo que se comenta nas rodas governistas, a governadora estava mesmo planejando o embarque para os Estados Unidos, mas o litígio político com o vice-governador Robinson Faria (PSD) a fez recuar da ideia.
Embora a Constituição Estadual permita à governadora se ausentar do Estado por até 15 dias em viagens para fora do país, havia rumores de que a participação de Rosalba nos eventos de Nova Iorque e Las Vegas poderia ser alvo de contestação judicial.
A questão é que não havia – nem há – nenhuma intenção da governadora em transmitir o cargo para o seu vice durante os períodos em que ela precisar se ausentar.
Diante disso, há quem entenda que deixar o Estado sem governador, ainda que temporariamente, poderia deixar Rosalba vulnerável no aspecto jurídico. E que isso colocaria em risco até a permanência dela à frente do Governo.
Uma ação desse tipo poderia até não provocar nenhum efeito prático. Mas a abertura da ação, por si só, representaria um desgaste político desnecessário.
Por via das dúvidas, a governadora foi aconselhada a não arriscar.
Ela optou mesmo por permanecer no Estado, abrindo mão de representar o Rio Grande do Norte nos seminários dos Estados Unidos.
Somente os auxiliares viajarão.
Nota do Blog do Carlos Santos - Essa picuinha é uma pequena mostra de nossa pequenez política, a ponto de comprometer à própria gestão dos interesses públicos. Uma delegação que vai aos Estados Unidos (EUA), à cata de pavimentação de negócios para o estado, sem seu principal agente público, a governadora, é uma comitiva capenga e diminuída.
A arenga do grupo da governadora, que impôs humilhações e ‘vomitou’ o vice-governador Robinson Faria do poder (pelo menos de modo prático), em nada melhorou o governo e sua imagem.
E vale lembrar, por exemplo, que na confecção do Orçamento Geral do Estado-2012, o governo chegou a reduzir a rubrica da Secretaria de Recursos Hídricos (que era ocupada por Robinson), em mais de 74%. Ou seja, para esvaziar suas ações e poder, mesmo se levando em conta o papel estratégico dessa pasta para o povo potiguar.
Quanto atraso.
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