segunda-feira, 16 de abril de 2012

CPI vs. Mensalão, por Marcos Coimbra



Semana passada, o assunto político mais importante foi a criação da CPI do Cachoeira. Só se falou dela no Congresso e na imprensa.

De acordo com o requerimento para sua instalação, a comissão mista de senadores e deputados deverá investigar as ligações de Carlos Cachoeira com “agentes públicos e privados”. Poderá, portanto, examinar as relações do bicheiro e de seu grupo com parlamentares, governos estaduais, prefeituras e empresas.

É uma CPI inusitada, a começar pelo fato de ter sido proposta e bancada pelos partidos governistas. Normalmente, quem insiste na criação de CPIs são as oposições, para embaraçar o governo, gerar noticiário negativo e manter o foco da mídia em temas que o desgastem.

Não por outra razão, o governo costuma convocar seus aliados para evitá-las.

Quem correu para que a nova CPI fosse instalada foi o PT, secundado pelo PMDB. Com o apoio dos maiores partidos, a proposta queimou etapas e a comissão deve começar a funcionar na terça feira.

Ela recebeu o endosso de Lula, o que não é pouco. Mais que apenas por cálculo partidário, o ex-presidente teria motivos pessoais para querer que fosse criada. Consta que a vê como oportunidade para acertar as contas com adversários na política e na indústria de comunicação.

Pelo pouco que se conhece, até agora, da atuação de Cachoeira, parece que, em termos ideológicos, ele se alinhava preferencialmente com as oposições, seja na política nacional, seja em Goiás. Sua intimidade com Demóstenes Torres, o paladino do combate anti-petista no Senado, é reveladora dessa inclinação.

Leia a íntegra em CPI vs. Mensalão

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