Ruben Berta, O Globo
Às vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento
sustentável (Rio+20), a bicicleta elétrica, um dos veículos considerados mais
ecologicamente corretos da atualidade, está no centro de uma confusão que
promete atormentar a cabeça de proprietários e de quem está pensando em comprar
uma delas.
Após a divulgação do caso do ciclista que foi multado em mais de R$ 1.700
durante uma Operação Lei Seca no Arpoador, ninguém se entende: para o estado, a
bicicleta só está liberada para quem tem uma habilitação semelhante à de quem
dirige motos.
A prefeitura, por sua vez, diz que é possível andar à vontade, sem documento
específico ou mesmo capacete, se o condutor não passar de 30km/h; por fim, a
União, através do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), afirmou nesta
quinta-feira em nota:
“Os ciclomotores somente poderão circular quando o município tiver
regulamentado a matéria”. Traduzindo: no Rio, cidade que não tem regras
definidas, bicicletas elétricas não podem circular.
A posição do estado, que é quem coordena a Lei Seca através da Secretaria de
Governo, foi reforçada nesta quinta-feira. Os dois agentes que multaram um
cinegrafista e recolheram sua bicicleta na madrugada de domingo foram afastados.
Não por abuso de poder, mas por terem montado a blitz fechando a passagem na
ciclovia da Rua Francisco Otaviano com uma tenda e um carro.
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