Dia foi marcado por declarações de Mantega sobre intervenção no câmbio.
O dólar fechou em alta de 0,7%, cotado a R$ 1,926 nesta sexta-feira (4),
seguindo o movimento da moeda no exterior, com os investidores atentos às
atuações do Banco Central no mercado de câmbio. A moeda mantém a maior cotação
desde 17 de julho de 2009, quando fechou a R$ 1,9280.
O dólar acumula valorização de 3,07% no ano e de 2% na semana. Nestes
primeiros dias do mês de maio a moeda subiu 1%.
Ao longo do pregão, a divisa oscilou entre a mínima de R$ 1,9075 e a máxima
de R$ 1,9285.
"O tom realmente foi dado pelo mercado lá fora. Tem eleição na França, por exemplo, e os mercados estão apreensivos. Com isso, o dólar está ficando acima de R$ 1,90 e está querendo galgar o R$ 1,95", disse o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil Ovídio Soares.
Nesta sexta-feira, além das eleições na França e na Grécia, que ocorrem no final de semana e estão trazendo alguns temores em relação à situação na Europa, foi reportado que a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado. Empregadores acrescentaram apenas 115 mil vagas a suas folhas de pagamento no mês passado, informou o Departamento do Trabalho do país. A expectativa do mercado era de abertura de 170 mil vagas.
Com o humor negativo após a divulgação dos dados, o dólar também subiu ante outras moedas. Às 17h51 (horário de Brasília), ante uma cesta de divisas, o dólar tinha alta de 0,35%. O operador da Interbolsa também citou que a perspectiva de queda da taxa básica de juros, a Selic, após mudanças nas regras da caderneta de poupança, pode ter colaborado um pouco para a alta do dólar ante o real nesta sexta-feira, já que uma Selic menor deve atrair menos investimentos para o Brasil.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na quinta-feira que, toda vez que a Selic ficar igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança passará a ser de 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR). Quando a Selic for maior do que 8,5%, as regras atuais ficam mantidas -remuneração de 0,50% ao mês mais a TR-, anunciou o ministro.
De acordo com operadores, a curva de juros já precifica praticamente mais duas quedas de 0,50 ponto percentual da Selic, o que levaria a taxa, atualmente em 9% ao ano, a 8%. Para Soares, se o cenário externo continuar negativo como nesta semana, a tendência de alta pode continuar na semana que vem. "O mercado está mais comprador. Olhando para hoje, a tendência é de alta", disse.
Em relação à atuação do Banco Central, que completou nesta sexta-feira quatro sessões consecutivas sem realizar leilões de compra de dólares no mercado à vista, o operador diz acreditar que, aparentemente, a instituição não viu necessidade de atuar, já que, na maioria dos dias, a moeda subiu e não deve ter ocorrido um fluxo expressivo de entrada de dólares no país.
O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel, também atribui principalmente ao cenário externo a alta do dólar vista nesta sexta-feira e ao longo da semana. Battistel afirma não ver, por enquanto, espaço para quedas. "A tendência é de alta se lá fora a situação continuar ruim assim. Vai depender também do que acontecer no final de semana, com os resultado das eleições na França", completou.
O ministro
da Fazenda Guido Mantega afirmou nesta sexta que o BC atuou para conter a queda
do dólar para evitar danos à economia. “Procuramos discutir esta questão da
manipulação cambial nos organismos internacionais, alertando para deixar o
câmbio flutuar. Como não fomos ouvidos, começamos a tomar medidas de
intervenção. Se não estivéssemos fazendo isto, o câmbio estaria quase US$ 1 para
R$ 1”, falou. Se a cotação do dólar chegasse ao patamar de R$ 1,30 ou R$ 1,40, a
indústria brasileira estaria “destruída”, segundo a avaliação do ministro.
O dólar fechou em queda ante o real nesta
quinta-feira (2) após cinco sessões consecutivas fechamento em alta, num dia
marcado pelo anúncio
de mudanças nas regras da caderneta de poupança. A moeda norte-americana
caiu 0,64%, vendida a R$ 1,9123. Na quarta-feira, o dólar tinha fechado em alta
de 0,93%, a R$ 1,9247, na maior cotação desde 17 de julho de 2009, quando ficou
em R$ 1,9280.
"O tom realmente foi dado pelo mercado lá fora. Tem eleição na França, por exemplo, e os mercados estão apreensivos. Com isso, o dólar está ficando acima de R$ 1,90 e está querendo galgar o R$ 1,95", disse o operador de câmbio da Interbolsa do Brasil Ovídio Soares.
Nesta sexta-feira, além das eleições na França e na Grécia, que ocorrem no final de semana e estão trazendo alguns temores em relação à situação na Europa, foi reportado que a criação de vagas de trabalho nos Estados Unidos ficou abaixo do esperado. Empregadores acrescentaram apenas 115 mil vagas a suas folhas de pagamento no mês passado, informou o Departamento do Trabalho do país. A expectativa do mercado era de abertura de 170 mil vagas.
Com o humor negativo após a divulgação dos dados, o dólar também subiu ante outras moedas. Às 17h51 (horário de Brasília), ante uma cesta de divisas, o dólar tinha alta de 0,35%. O operador da Interbolsa também citou que a perspectiva de queda da taxa básica de juros, a Selic, após mudanças nas regras da caderneta de poupança, pode ter colaborado um pouco para a alta do dólar ante o real nesta sexta-feira, já que uma Selic menor deve atrair menos investimentos para o Brasil.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na quinta-feira que, toda vez que a Selic ficar igual ou abaixo de 8,5% ao ano, a remuneração da poupança passará a ser de 70% da Selic mais Taxa Referencial (TR). Quando a Selic for maior do que 8,5%, as regras atuais ficam mantidas -remuneração de 0,50% ao mês mais a TR-, anunciou o ministro.
De acordo com operadores, a curva de juros já precifica praticamente mais duas quedas de 0,50 ponto percentual da Selic, o que levaria a taxa, atualmente em 9% ao ano, a 8%. Para Soares, se o cenário externo continuar negativo como nesta semana, a tendência de alta pode continuar na semana que vem. "O mercado está mais comprador. Olhando para hoje, a tendência é de alta", disse.
Em relação à atuação do Banco Central, que completou nesta sexta-feira quatro sessões consecutivas sem realizar leilões de compra de dólares no mercado à vista, o operador diz acreditar que, aparentemente, a instituição não viu necessidade de atuar, já que, na maioria dos dias, a moeda subiu e não deve ter ocorrido um fluxo expressivo de entrada de dólares no país.
O gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel, também atribui principalmente ao cenário externo a alta do dólar vista nesta sexta-feira e ao longo da semana. Battistel afirma não ver, por enquanto, espaço para quedas. "A tendência é de alta se lá fora a situação continuar ruim assim. Vai depender também do que acontecer no final de semana, com os resultado das eleições na França", completou.
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