Alfredo Junqueira e Fábio Fabrini,
Estadão.com.br
A organização criminosa liderada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o
Carlinhos Cachoeira, operou dentro da Controladoria-Geral da União (CGU) para
prejudicar um concorrente da Delta Construções.
Investigações da Polícia Federal mostram que a empreiteira quis usar um
funcionário ligado ao araponga Idalberto Matias Araújo, o Dadá, para atingir a
Warre Engenharia e Saneamento - empresa envolvida em irregularidades em obras em
Goiânia.
A CGU já requisitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) cópia do inquérito da
Operação Monte Carlo e deve instaurar sindicância interna.
Chamado pelo araponga de “amigo lá da CGU” e “companheiro da CGU”, o suposto
servidor do órgão de controle interno do governo federal teria atuado para
incluir a Warre em auditoria realizada no ano passado para apurar desvios
cometidos em convênios firmados pelo Ministério do Turismo com ONGs.
As fraudes já haviam sido alvo de outra investigação da PF, batizada de
Operação Voucher, realizada no dia 9 de agosto do ano passado, mas que não
colocou a empreiteira no radar da PF.
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