Cássio Bruno, Natanael Damasceno
e Antonio Werneck, O Globo
O secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, disse nesta sexta-feira
não ter se sentido constrangido com as fotos e os vídeos divulgados pelo
deputado federal Anthony Garotinho (PR).
Antes de participar da cerimônia de homenagem ao ex-presidente Lula promovida
por universidades públicas, no Rio, Lopes afirmou que o grupo liderado pelo
governador Sérgio Cabral (PMDB) em viagem a Paris, em 2009, estava fazendo um
trabalho importante. Lopes, Cabral e outros secretários aparecem ao lado de
Fernando Cavendish, dono da Delta Construções.
— Não fiquei constrangido. De forma alguma. Não me parece que eu estivesse em
um momento constrangedor. Nós estávamos fazendo um trabalho importante para a
divulgação da cidade e para o próprio desenvolvimento do estado — afirmou Lopes,
o primeiro integrante da caravana do governo a se manifestar publicamente sobre
o caso.
(...) Um dos ministros de Dilma Rousseff revelou que
Cabral encomendou pesquisa para avaliar o estrago provocado pelo episódio.
Segundo ele, o resultado foi o pior possível:
— O episódio provocou um choque na administração. Foi
declarada guerra (a Garotinho) — disse o ministro.
Cabral, novamente, não deu entrevistas no evento de homenagem a Lula. Aliados
no governador afirmaram que ele pediu cautela. A ordem é esperar o caso esfriar
para só então contra-atacar.
Além da tropa de choque do governo, Cabral já recrutou deputados estaduais da
base aliada. A avaliação é de que, ao menos no Rio, a oposição não conseguirá
abrir uma CPI para investigar o caso.
O vice-governador Luiz Fernando de Souza, o Pezão, saiu em defesa de Cabral e
disse que o governador tem recebido solidariedade:
— Mas o clima agora está melhorando. Todos os líderes do partidos no país
ligaram para o Sérgio, prestando solidariedade. Todos. Lula e a presidente Dilma
também.
Na avaliação do vice-governador, o desgaste provocado pelas fotos faz parte
da política.
Nenhum comentário:
Postar um comentário