domingo, 8 de julho de 2012

Banqueiro prodígio, André enfrenta viés de baixa

Site 247
                      
Banqueiro prodígio, André enfrenta viés de baixa
Foto: Edição/247

À frente do grupo BTG Pactual, André Esteves montou grupo bilionário, mas alguns de seus negócios e sua imagem começam a derrapar; nota no Radar informa que o Panamericano perde R$ 80 milhões/mês; além disso, o empresário está com um jato apreendido pela Polícia Federal por suposta sonegação fiscal


247 – Uma nota publicada na coluna Radar, da revista Veja, neste fim de semana, promete agitar o mercado financeiro nos próximos dias. Diz o texto, do jornalista Lauro Jardim, que a banco Panamericano vem contabilizando prejuízos de R$ 80 milhões por mês. O Panamericano é aquele mesmo banco que pertenceu ao empresário Silvio Santos e foi à lona, deixando um rombo de R$ 4,2 bilhões. Depois disso, ele foi comprado pelo BTG Pactual, do jovem bilionário André Esteves, e capitalizado pela Caixa Econômica Federal. Imaginava-se que, depois disso, o banco sairia do buraco. Aparentemente, no entanto, não é o que está ocorrendo.

Na mesma coluna, Jardim informa ainda que o BTG Pactual perdeu a preferência para a aquisição do banco BMG – o favorito, agora, é o Bradesco. Com a aquisição do mineiro BMG, especializado em crédito consignado, o BTG Pactual poderia utilizar uma linha de crédito de R$ 10 bilhões, disponibilizada pela Caixa Econômica Federal. O que indica que o Panamericano não vem conseguindo originar operações de crédito na velocidade adequada.

De todos os movimentos empresariais conduzidos por André Esteves, a compra do Panamericano foi o mais arriscado. Ainda que tenha utilizado recursos do Fundo Garantidor de Crédito, o banco sofreu uma crise de imagem, da qual ainda não se recuperou completamente – há poucos meses, cogitava-se até trocar a marca da instituição financeira. No último mês, a ação do banco chegou a cair mais de 30%.

Assim como ocorre no banco, André Esteves, pela primeira vez em sua trajetória, começa a sofrer problemas de imagem. Ele e outro sócio do BTG Pactual, Marcelo Kalim, estão com jatos apreendidos pela Operação Pouso Forçado, da Polícia Federal. A acusação é de que teriam sonegado impostos, ao simular que os aviões, usados apenas por brasileiros, seriam norte-americanos. O delegado responsável pela operação, Jessé de Almeida, declarou que os donos das aeronaves são pessoas de “grande capacidade econômica” e afirmou que R$ 192 milhões em impostos deixaram de ser recolhidos.

Este é um problema que Esteves, bilionário da lista da Forbes, poderá resolver com relativa tranquilidade. Basta colocar a mão no bolso e resolver as eventuais pendências com a Receita Federal. Mais complexa, no entanto, será encontrar uma solução para o Panamericano, caso prejuízos tão grandes estejam sendo registrados mês a mês.

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