sábado, 28 de julho de 2012

Os jogos sexuais, por Zuenir Ventura

Zuenir Ventura, O Globo

Como as Olimpíadas são para mim um espetáculo visual e plástico, mais do que esportivo, pois não entendo a regra da maioria das competições, acho que a primeira grande perda foi a da bela atleta australiana Michelle Jenneke, que virou um hit na web por causa da dancinha sexy e cheia de graça que ela pratica para se aquecer antes de iniciar a corrida.

Ela mexe e remexe os quadris, como se estivesse embalada por um ritmo de “oi, oi, oi” imaginário, dá uns pulinhos, agita braços e mãos com tanta sensualidade que o dono de um site erótico anunciou que, se a desportista de 19 anos resolver posar nua para um ensaio no portal, ele está disposto a pagar uma quantia “generosa”.

O problema é que Michelle, tão boa de remelexo, ficou em terceiro lugar na lista de atletas que vão disputar por seu país a prova dos 100m com obstáculos.

Em compensação, já está lá a bela italiana Federica Pellegrini, que no ano passado, no Mundial de Esportes Aquáticos de Xangai, trocou de namorado, provocando sérias reações de ciúme entre o ex e o do momento, os quais quase chegaram a vias de fato no hall de um hotel.

Esta semana, sem precisar estrear, ela já roubou a cena: ao se exibir fazendo alongamento na piscina, atraiu a atenção e muitos olhares de cobiça. É possível que apronte de novo. Mas a grande sensação pelo que é e pelo que disse foi a deslumbrante goleira americana Hope Solo (foto abaixo), que parece confirmar a impressão de que os Jogos vão ser, senão mais, pelo menos tão sexuais quanto olímpicos.






“Rola muito sexo”, ela revelou. “É uma experiência única, você quer guardar memórias, não importa se sexuais, de festas ou no campo.”

Em 2008, em Pequim, onde conquistou medalha de ouro, ela viu “gente transando ao ar livre”. A musa dos EUA informou que as conversas começam assim: “Qual é o seu esporte?” Pelo jeito, a resposta predominante deve ser: “Sexo”.

As revelações de Hope provocaram polêmica e obrigaram o prefeito da Vila Olímpica, Sir Charles Allen, a relativizar a questão das relações sexuais entre os atletas. Para Allen, sexo não é umas das primeiras coisas que passam pela cabeça dos competidores. Ele acredita que, depois de treinar por quatro ou oito anos, a prioridade deles e delas seja vencer.

Mas, posto que os vencedores são minoria, é possível que os que perdem, isto é, a maioria, busquem consolo transando.

O engraçado é que a própria organização dos Jogos pareceu não acreditar muito nas inocentes palavras do prefeito, pois anunciou que distribuirá 150 mil camisinhas para os cerca de 10.500 esportistas que competirão. Ou seja, caberá uma média de 15 camisinhas para cada um.

Assim, é capaz de haver mais atleta praticando sexo do que correndo, nadando ou saltando.

No mais, a presidente Dilma ficou presa no trânsito engarrafado de Londres. Já ia dizendo: imagina na Copa.

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