O projeto da lei orçamentária anual
que estima a receita e fixa a despesa do Estado
do Rio Grande do Norte para o exercício financeiro de 2013
começará a tramitar na Comissão de Fiscalização e Finanças (CFF) ainda
esta semana, logo após sua publicação no Boletim Oficial da Casa. O projeto foi
encaminhado pelo governo do Estado na sexta-feira, 14, lido em plenário e está
sendo processado pela Secretaria Legislativa.
Segundo o presidente da
Comissão, deputado Tomba Farias (PSB), a partir da publicação, prevista para
esta semana, os parlamentares serão comunicados de que terão um prazo de
dez dias para apresentar suas emendas e
sugestões, que serão encaminhadas ao relator, informalmente o deputado José Dias
(PMDB), cujo nome será oficializado logo após a publicação do projeto no
boletim.
“O
relator vai receber as emendas individuais e coletivas e as demais sugestões dos
deputados”, disse Tomba. O relator pode acatá-las ou não, e apresentar emendas
modificativas que tem que ser submetidas aos outros membros da comissão. Nesse
ínterim, antes do relatório ser elaborado e aprovado pela comissão, o relator e
o presidente podem convocar audiências públicas para aprofundar os debates,
inclusive com as outras comissões permanentes da Casa.
Após a conclusão
do relatório, ele será votado pela CFF e encaminhado para o plenário. Os
deputados tem até o dia 15 de dezembro para votação e até que seja votado o
Orçamento Geral do Estado (OGE), eles não poderão entrar em recesso e caso
ultrapassem o prazo, nesse caso a Assembleia Legislativa fica funcionando
somente com esta finalidade. “A gente vai ter que analisar os pleitos das
instituições que aqui estiveram, equalizando com a disponibilidade do governo e
também com as prioridades mais urgentes para a população”, disse
Tomba.
Tribunal de
Contas
O presidente do
Tribunal de Contas do RN, conselheiro Valério Mesquita, esteve na Assembleia na
manhã de hoje (19) com sua equipe técnica, apresentando a proposta orçamentária
do tribunal, que foi reduzida pelo governo em mais de R$ 16 milhões. O TCE está
solicitando R$ 81 milhões e o governo projetou R$ 64 milhões, um valor 20%
menor.
Valério Mesquita argumentou que essa redução vai prejudicar, principalmente, as
duas prioridades para 2013: a necessidade de investimentos na informatização dos
processos e em pessoal. Segundo o presidente, o tribunal deu andamento a mais de
25 mil processos e tem ainda uma grande demanda. “O tribunal sendo célere,
confere poderes para interceptar os entes públicos que porventura estejam com
evidentes sinais de superfaturamento. No ano passado, graças ao processo de
informatização, mais de R$ 58 milhões foram economizados”, segundo o presidente.
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