
Na falta de um projeto alternativo para o país, a oposição encontra na grande mídia quem lhe paute e lhe ajude a formular uma agenda contra o governo. Diariamente, jornalões e revistas ditas de grande circulação, todos de propriedade dos grandes conglomerados de mídia brasileiros, publicam suas reportagens e dão voz a seus articulistas para se posicionarem contra medidas adotadas pelo governo em diversas áreas.
As matérias – muitas das quais de apuração duvidosa – chegam ao cinismo de criticar aquilo que até bem pouco tempo defendiam.
Um exemplo desta contradição pode ser apontado nas reportagens publicadas neste final de semana pelo Estadão, contrárias às iniciativas regulatórias lançadas pelo governo na economia. Estranhamente, criticavam o governo Lula, a quem acusavam de não fortalecer o papel das agências reguladoras, ignorando que durante a era FHC as mesmas agências tinham função meramente decorativa.
Agora, se mostram contra o processo de regulação do mercado de energia, de telecomunicações, de saúde e bancário e atacam iniciativas que têm reduzido o custo da energia, do crédito e das tarifas bancárias, além de enquadrar os planos de saúde e as operadoras de telefonia, para defender os usuários dos abusos que vinham sendo praticados.
Investidos de nenhuma racionalidade e muita vontade de encontrar problemas, o tucanato e seus aliados na imprensa acusam o governo de não respeitar o mercado, de intervir na economia e afugentar os investimentos.
Chegam ao ponto de atribuir às medidas de regulamentação a depreciação das ações de empresas do setor elétrico, bancário e de telecomunicações na Bolsa de Valores.
Defendem que as empresas de energia terão enormes prejuízos com a redução da conta de luz determinada pela presidenta, Dilma Rousseff, e que ficarão sem condições de fazer investimentos. Mas se esquecem de mencionar que o governo está aberto à negociação e indenizará as possíveis perdas dos concessionários do setor.
Leia a íntegra em A fraca agenda da oposição
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