Datafolha divulga dados de pesquisa com duas casas decimais. Vantagem do Fla sobre o Corinthians é de 0,71%. Flu tem 1,46% contra 0,51 da Lusa

A divulgação da pesquisa ainda sem as casas decimais, no último sábado, causou polêmica por conta de vários números. Corinthians e Flamengo estariam empatados com 16% em primeiro lugar. Com a divulgação dos novos números após consulta do GLOBOESPORTE.COM, o Rubro-Negro tem 16,27%, contra 15,56% dos campeões mundiais.
Pelos números originais, Fluminense e Portuguesa estavam empatados com 1% por causa do arredondamento feito pelo instituto. Os dados novos mostram o Tricolor carioca com 1,46%, contra 0,51% do time do Canindé.
- Mesmo com os novos números, a torcida do Fluminense ser três vezes maior do que a da Portuguesa ainda me parece pouco. Se o instituto de pesquisa tinha esses detalhes, deveria divulgar na primeira pesquisa. De 1,46% para 0,51% é muita coisa. Se eles divulgassem pelo menos uma casa decimal, o Fluminense já teria seu número arredondado para 1,5%. Isso tudo coloca em risco a credibilidade da pesquisa - disse o vice-presidente de marketing do Fluminense, Idel Halfen.
O blogueiro Vinícius Paiva, que publicou
no Teoria dos Jogos uma análise da pesquisa na segunda-feira, criticou a
forma de divulgação escolhida pelo Datafolha, inicialmente sem qualquer casa
decimal.
No tocante ao empate de Fluminense e Portuguesa, o Tricolor tem praticamente um ponto percentual a mais - o triplo da torcida da Lusa na pesquisa! Assim o instituto assume posição de vidraça e se expõe a críticas bastante pertinentes - disse Vinícius.
Autor do blog Olhar Crônico
Esportivo, Emerson Gonçalves também lamenta a divulgação inicial dos números
do instituto sem as casas decimais.
No Sul, a vantagem do Corinthians sobre o Flamengo passou de dois pontos em 2010 (9% a 7%) para seis em 2012 (12% a 6%). No Nordeste, os rubros-negros perderam vantagem (24% a 10% em 2010, contra 22% a 12% em 2012). No Norte/Centro-Oeste a frente do time carioca despencou quase pela metade (de 28% a 10% em 2010, para 23% a 13% em 2012).
Segundo o Datafolha, “nas regiões há que se levar em conta a margem de erro em cada uma. Quanto menor o número de entrevistas, maior a margem de erro. A margem para o total da amostra é de dois pontos para mais ou para menos, considerando uma amostra de 2.588 entrevistas. No Sudeste, foram 1007 entrevistas, com margem de erro de três pontos percentuais. No Sul, foram 364 entrevistas com margem de erro de cinco pontos. No Nordeste, 727 entrevistas e margem de erro de quatro pontos; e no Norte/Centro Oeste, foram 420 entrevistas, com margem de erro de cinco pontos para mais ou para menos”.
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