Vice-presidente da República está no comando da legenda desde 2001.
Encontro terá participação da presidente Dilma Rousseff, que
discursará.

O vice-presidente da República, Michel Temer,
discursa durante convenção nacional da Juventude do PMDB, nesta sexta (1), em
Brasília (Foto: Ed Ferreira / Agência Estado)
Desde 2001 no comando do PMDB, o vice-presidente da
República, Michel Temer, deve ser
aclamado neste sábado (2) pelos correligionários para um novo mandato de dois
anos à frente do partido. A convenção peemedebista, que elegerá o novo diretório
nacional da sigla, será prestigiada pela presidente Dilma Rousseff, que deve discursar
no evento.
Está previsto que a presidente discurse rapidamente
para homenagear o principal sócio do PT no governo federal. Dono da maior bancada do
Senado e da segunda maior da Câmara dos Deputados, o PMDB aguarda que Dilma faça
um gesto de “carinho”, reconhecendo a “importância” do partido na manutenção da
estabilidade de sua administração.
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A sigla, contudo, descarta que a presidente aproveite a oportunidade para
fazer qualquer sinalização sobre uma eventual reedição, em 2014, da chapa que
elegeu Dilma e Temer para o Palácio do Planalto.
Por outro lado, expoentes do próprio PMDB devem usar os holofotes do
evento para reforçar o desejo de que a dobradinha que conduziu Dilma à
Presidência seja mantida no ano que vem.
Na última quarta (27), a presidente estreitou ainda
mais a proximidade com o PMDB ao comparecer a um jantar em homenagem ao
ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) no Palácio do Jaburu,
residência oficial do vice-presidente da República. Estavam presentes ao evento
parlamentares, lideranças e ministros do PMDB.
Integrantes do PMDB estudam propor uma alteração no estatuto da legenda, a fim de autorizar que Temer acumule a presidência do partido e a vice-presidência da República.
Atualmente, as regras internas do partido não permitem que membros do Diretório Nacional exerçam cargos no Poder Executivo.
Em razão dessa restrição do estatuto, Temer teve de se licenciar do comando da sigla no momento em que ingressou no Planalto. Na ocasião, ele passou a presidência do PMDB para o senador Valdir Raupp.
Por isso, há a possibilidade de Temer ser reeleito neste sábado e, imediatamente, voltar a se licenciar do cargo, deixando a gestão da legenda, mais uma vez, sob a responsabilidade de Raupp. Segundo o senador de Rondônia, esse é o cenário mais provável.
“Ele [Temer] tem falado que não há a possibilidade de acumular a vice-presidência da República com o comando do partido. A tendência é de que ele se licencie novamente”, ressaltou Raupp.
Cerca de 700 integrantes do PMDB são esperados para o evento partidário na capital federal. Os delegados eleitos pelos diretórios estaduais do partido terão a atribuição de eleger o novo diretório nacional. Essa escolha ocorrerá entre 9h e 15h.
Na sequência, os peemedebistas eleitos para o diretório nacional escolherão a nova executiva nacional da sigla. Como só há uma chapa inscrita para a eleição, a escolha dos novos dirigentes deve ocorrer por aclamação.
Eleições 2014
Com a deflagração antecipada da corrida eleitoral para o ano que vem, os líderes do PMDB pretendem usar o evento deste final de semana para fortalecer os palanques do partido nos estados. Parte de uma estratégia para manter seu espaço no Congresso Nacional, a sigla pretende lançar candidatos a governador na maioria das unidades da federação.
Um dos estados que preocupa as lideranças
peemedebistas é o Rio de Janeiro, atualmente administrado pelo governador Sérgio
Cabral, do PMDB.
O PMDB quer reeditar a aliança com o PT no Rio, em 2014. No entanto, os petistas fluminenses cogitam lançar o senador Lindbergh Faria (PT-RJ) para a disputa estadual.
Na tentativa de frear as pretensões de Lindbergh, o presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, vai usar o evento para ler um manifesto redigido pelo diretório estadual.
Segundo Raupp, o texto vai apelar para que, se possível, PT e PMDB evitem um palanque duplo para Dilma no estado.
O presidente do PT, Rui Falcão, também comparecerá
à convenção peemedebista e deverá ler uma carta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, que defende a manutenção da aliança PT-PMDB.
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