Um cala-boca para o PMDB mineiro da Câmara, um novo nome do PDT e quem sabe um carinho no PR e uma sinalização para o PSD. Mas se Dima Rousseff acha que a chiadeira por cargos vai estancar após a reforma ministerial, não conhece o PMDB e deveria pedir para Ideli Salvatti dar um pulinho no Senado.
Os senadores do partido que não dizem amém a Renan Calheiros incondicionalmente – leia-se todos menos José Sarney e Romero Jucá – assistiram às substituições na Esplanada à distância e terminaram chupando o dedo. Agora, começará um processo de pressão e envio de recadinhos ao Planalto, até que Dilma resolva agraciá-los.
A avaliação dos peemedebistas é que o núcleo Renan não tem mesmo do que reclamar: patrocinou Edison Lobão e Garibaldi Alves, além de responder por um latifúndio em cargos de segundo escalão de outros braços do governo fora da Esplanada.
Um integrante da cúpula peemedebista, descontente, resumiu:
- Eles vão ficar com tudo? Se ela acha que agradando só PMDB da Câmara e a panelinha de Renan, já basta, é bom saber que a bancada do Senado tem vinte parlamentares: outros dezessete não querem saber de Renan.

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