Governo do RJ oficializa Odebrecht, IMX e AEG como gestoras do estádio depois da Copa das Confederações. Consórcio perdedor não vai recorrer
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Chamado de “Consórcio Maracanã”, o grupo apresentou toda a documentação necessária para o processo de licitação e foi aprovado por unanimidade pela Comissão Especial de Licitação, superando o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" - composto por Construtora OAS S.A., Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited. O concorrente teria cinco dias para recorrer do resultado da licitação, mas abriu mão da medida, o que gerou comemoração entre os representantes do "Consórcio Maracanã" presentes à sessão.
"O Consórcio Maracanã S.A, liderado pela Odebrecht Participações e Investimentos, que também integra as empresas IMX e AEG, confirma que será responsável pela gestão, operação e manutenção do Complexo do Maracanã pelo período de 35 anos. O Consórcio está comprometido em promover uma gestão de nível internacional e garantir a modernização do complexo para consolidá-lo como polo de entretenimento do Rio de Janeiro e do Brasil. Aguarda a homologação do resultado para se pronunciar oficialmente", diz a nota divulgada pelos vencedores.
Consórcio vencedor será responsável pelo Complexo do Maracanã por 35 anos (Foto: Divulgação)A comissão informou que o processo será encaminhado até sexta para o secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fichtner, para que o resultado seja homologado e publicado no Diário Oficial. Do lado de fora do Palácio Guanabara, ao contrário da primeira sessão, o clima foi de paz, com poucos pessoas reclamando da licitação do estádio, que foi reinaugurado no dia 27 de abril com um evento-teste para a Copa das Confederações. Além da faixa "O Maraca é nosso", os manifestantes usavam máscaras criticando o governador Sérgio Cabral, o prefeito Eduardo Paes e o empresário Eike Batista.
- É um momento muito importante para o Rio de Janeiro. Esse talvez seja o grande legado da Copa do Mundo para o país. Quase todos os estádios da Copa estão nesse processo de profissionalização. O Rio de Janeiro não poderia ficar para trás. O resultado foi excelente. O Maracanã será gerido por três empresas de altíssimo nível. A AEG tem mais de 80 arenas pelo mundo e é a melhor e maior administradora de estádios do mundo. Odebrecht, uma grande empresa brasileira, e a IMX, que é especializada em grandes eventos. O resultado não poderia ter sido melhor - disse Fichtner, que explicou ainda como será feita a assinatura do contrato:
- É um processo muito rápido. Assim que terminamos a homologação, teremos a assinatura do contrato. Posso dizer que até o final deste mês, antes do amistoso do Brasil contra a Inglaterra (2 de junho), o estádio já estará nas mãos do concessionário (NR: na verdade, o estádio passa a ser controlado pela Fifa a partir do dia 24 deste mês).

À esquerda, muitos membros do Consórcio Maracanã. À direita, apenas dois do rival (Foto:Felippe Costa)
'Consórcio Maracanã' teve melhores notas e proposta financeira maior
| EMPRESA DONA DO LAKERS FAZ PARTE DO 'CONSÓRCIO MARACANÃ' |
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| A empresa americana AEG, que tem sede em Los Angeles, opera mais de 100 arenas em 14 países e é dona de clubes de futebol (Los Angeles Galaxy) e de basquete (Los Angeles Lakers). A AEG ainda gerencia eventos como o Grammy e turnês mundiais de artistas como Paul McCartney, Black Eyed Peas, Bon Jovi e Rolling Stones. No Brasil, além do Maracanã, a empresa vai ajudar a gerenciar outros três estádios: a Arena Pernambuco, também em parceria com a Odebrecht; a Nova Arena Palmeiras, junto com a W Torre; e a Arena da Baixada, do Atlético-PR. |
Após sair na frente na disputa, o “Consórcio Maracanã” também teve a melhor avaliação na disputa técnica. Na segunda fase do processo de licitação, o grupo recebeu 98,26 pontos, contra 94,4624 dos concorrentes. Faltava apenas a habilitação dos documentos, que ocorreu nesta quinta, para Odebrecht, IMX e AEG serem confirmadas como novas donas do palco da final da Copa do Mundo de 2014.
No edital está ainda a previsão de quanto o consórcio vencedor terá que gastar com investimento total no Complexo do Maracanã: R$ 594.162.148,71. O concessionário vencedor terá como compromisso a demolição do estádio de Atletismo Célio de Barros e do parque aquático Julio Delamare e a remodelação do Museu do Índio, que será o Museu Olímpico, localizados no complexo do Maracanã. No local, o concessionário terá que construir áreas de entretenimento, museus do futebol e olímpico e um amplo estacionamento. Além disso, terá de erguer centros esportivos de atletismo e natação nas proximidades do estádio.
- Vamos sentar com o consórcio e definir o que é possível ser concluído até a Copa do Mundo. Não teremos uma Copa com obras no Maracanã. Após a Copa das Confederações terão início as obras que serão finalizadas até a Copa - afirmou o secretário da Casa Civil.
Como os clubes de futebol foram proibidos de participar diretamente do processo de licitação, a vencedora terá de negociar com pelo menos dois deles, como manda o edital. Caso a empresa não cumpra as exigências, o governo do Rio de Janeiro pode abrir nova licitação.
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