sexta-feira, 17 de maio de 2013

Passageiros de voo são presos com R$ 465 mil na cueca em Brasília

 

  • Dois homens tentavam embarcar no aeroporto em direção ao R
Jailton de Carvalho
Evandro Éboli
 

BRASÍLIA — A Polícia Federal flagrou nesta quinta-feira de manhã dois homens tentando embarcar num voo de Brasília para o Rio de Janeiro com R$ 465 mil em espécie escondidos em meias, cuecas e outras peças de roupa. Um dos homens, que se identificou como Michel, disse ao GLOBO que portava R$ 229 mil. O economista e empresário Eduardo Lemos, dono da Fides Advisor Consultoria Financeira, se apresentou como dono do dinheiro. A polícia abriu inquérito para investigar a origem dos recursos.

No caso de hoje, porém, o empresário diz que o dinheiro não é de contratos com órgãos públicos e que seria enviado ao Rio de Janeiro para ser usado na compra de um apartamento para a mãe e no pagamento de uma dívida de R$ 50 mil.

— Eu não tenho contrato com o serviço público, não tenho ligação com político. Esse dinheiro é meu e eu quero meu dinheiro de volta — disse Lemos, pouco antes de ser chamado para depor.

Os dois homens flagrados com o dinheiro no corpo, seriam funcionários de uma empresa de factoring da mãe de Lemos. A transação seria feita em espécie a pedido do vendedor do imóvel. O empresário considerou normal a exigência, mas deixou escapar que o negócio poderia resultar em sonegação de impostos

— Nem todo mundo declara o verdadeiro valor de um negócio que faz — disse.

O empresário disse que não viu nada demais em mandar dois homens levar dinheiro camuflado no corpo numa viagem. Ele argumentou que transportar dinheiro não é crime e a camuflagem seria a forma mais segura de movimentar os recursos sem chamar a atenção de ladrões. Disse que não mandou os dois homens botarem o dinheiro em malas porque as bagagens poderiam ser extraviadas. Alegou ainda que a empresa dele fatura R$ 15 milhões por ano e que a quantia não é tão grande assim.

— Muito para quem? Não para mim. O meu relógio custa R$ 200 mil. Eu vim para cá (para o prédio da polícia) num Porsche — disse Lemos.

Depois de interrogados, os dois funcionários foram liberados.


Nenhum comentário:

Postar um comentário