sábado, 4 de maio de 2013

Prefeitura aguarda notificação para se manifestar sobre decisão do STF de pagar 20 anos de PCCS

 

Município foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a pagar o plano de cargos, carreiras e salários em vigor desde 1992

Por Ciro Marques

Para evitar qualquer declaração inoportuna ou fora da realidade, a Prefeitura de Natal, por meio do seu procurador-geral Carlos Castim, não vai se manifestar, até ser notificada oficialmente, da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que julgou como positiva a ação que o Sindicato dos Servidores Municipais (Sinsenat) contra a administração municipal, para o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), em vigor desde 1992. Segundo Carlos Castim, apesar de ter acompanhado parte do processo, ele ainda não sabe dizer como realmente se deu a decisão e quais as formas que STF definiu sobre o pagamento.

“É muito complicado se manifestar nesse momento porque realmente não fomos notificados da decisão e precisamos saber o que exatamente o STF decidiu. Ficamos sabendo por meio da imprensa. Sabemos que a prefeitura já vem pagando essa diferença, então é necessário precisar, ver o teor do que foi decidido, a partir de quando vai incidir esses planos, entre outras questões”, explicou Carlos Castim em contato com o portalnoar.com.

Apesar de ter poucas informações sobre o assunto, o procurador-geral afirmou que é preciso ver, sobretudo, a questão da prescrição do processo. “Sei que foi uma ação proposta em 2002 ou 2003, não sei bem, então tem que ver esse aspecto, até porque é complicado (em 2013) pagar um plano de 1992″, analisou, ressaltando, em seguida, “que é muito cedo fazer qualquer análise a respeito do assunto e só será possível um posicionamento melhor quando houver a notificação”.

De qualquer forma, segundo a informação que o portalnoar.com teve acesso, é que nas gestões municipais de Wilma de Faria, Carlos Eduardo e Micarla de Sousa o plano não era cumprido, fazendo com que a atual administração do Sinsenat entrasse com ação no Tribunal de Justiça e que há cinco anos transitava no STF. Apenas em 2011 o plano de cargos foi cumprido.

“Os servidores, independente do tempo de serviço e sua qualificação, recebiam apenas um salário mínimo. Era uma situação penosa”, fala a presidente. Agora, os beneficiados serão oito mil que estão enquadrados no Plano Geral. Soraya Godeiro diz que, paralelamente, tentava negociação com a prefeitura. “Todos os gestores que passaram não cumpriam, não tinham sensibilidade perante o caso”, expõe.

A presidente do Sinsenat não sabe informar o valor do pagamento. “O montante é muito alto, pode comprometer as finanças da prefeitura, mas tentamos contato com os prefeitos que passaram desde 1992”, fala.

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