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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Nos ares

  
Gol: parceria com Ronaldo Fenômeno

A 9INE, de Ronaldo Fenômeno, fechou um contrato com a Gol para cuidar dos interesses da empresa no futebol, agora que é patrocinadora da seleção brasileira.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Presidente da Câmara usa avião da FAB para levar noiva e parentes ao Maracanã

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), usou um avião da Força Aérea Brasileira para levar a noiva, parentes dela, enteados e um filho ao jogo da seleção no Maracanã no domingo.

Um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado. Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo
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Presidente da Câmara decide pagar por carona de parentes em avião da FAB
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Ao pedir o avião, Alves informou que 14 passageiros poderiam viajar. Pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil.

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades. Eles postaram fotos em redes sociais de dentro do estádio. No Twitter, Alves comemorou: "BRASIL, seleção nota 10! E a torcida tb, nota 10! O campeão voltou!!"
Sua noiva também: "O campeão voltou... Rouquidão de hoje compensada". Se tivessem que pagar pela viagem de Natal ao Rio, ida e volta, cada passageiro gastaria pelo menos R$ 1,5 mil.

sábado, 18 de maio de 2013

Cenipa muda normas e vai investigar casos de 'quase colisão' entre aviões

Até agora, aproximação entre aeronaves era avaliada só por controle aéreo.


Só acidente com morte, grave ou com drones terá investigação profunda.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

quase colisão (Foto: Arte/G1)

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) mudou as regras para apuração de acidentes aéreos no país. A partir de agora, somente acidentes que resultem em mortes, que envolvam aeronaves de grande porte ou com aviões não tripulados (drones, conhecidos no Brasil como "vants"), é que terão uma investigação aprofundada com a produção de um relatório final.

Outra medida é que passará a ser de responsabilidade do Cenipa investigar casos de "quase colisão" entre helicópteros e/ou aviões, que serão considerados como “incidentes graves”.  É considerada uma quase colisão quando a distância mínima entre uma aeronave e outra é inferior a 500 pés (152,4 metros). A situação é chamada de “bolha de risco crítico”.

Neste caso, o TCAS (equipamento do avião que alerta sobre aproximação de outro)  aciona um alarme. O risco crítico também pode ser informado pelo piloto quando uma das aeronaves não tem o aparelho.

O alerta de risco de colisão (RA) é emitido pelo TCAS, quando as aeronaves se aproximam demais e o choque pode ocorrer em até 30 segundos (veja arte). Antes, outro alarme, o TA (alerta de tráfego), avisa os pilotos de que uma colisão pode ocorrer em até 45 segundos.

A mudança nos procedimentos de investigação do Cenipa, chamada de Norma do Sistema do Comando da Aeronáutica (NSCA 3-13), foi publicada por portaria da FAB no Diário Oficial da União de 6 de maio, mas será retroativa a 1º de janeiro de 2013.

Desde o choque no ar de um Boeing da Gol com um Legacy na Serra do Cachimbo (MT), em setembro de 2006, deixando 154 mortos, ocasiões em que aviões com risco são apuradas pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), por se caracterizam como incidente de tráfego aéreo.

O que muda com as novas normas de investigação de acidente aéreo:

Quase colisão
 
O Cenipa passará a investigar casos graves de aproximação de aviões ou helicópteros. Antes, a apuração ficava só com o controle aéreo.
 
Relatório finais complexos só em casos

excepcionais
- quando há morte ou ferido grave
- em caso de acidente grave com aeronave que pese mais de 2.250 quilos
- incidente grave com aeronave que pese mais de 5.700 quilos
- casos em que outros países enviem um representante para participar
Drones
Acidentes ou casos de risco de colisão de aeronaves tripuladas com drones serão investigados
Fonte: NSCA 3-13 e Cenipa

Segundo o brigadeiro Carlos Lourenço, chefe do Cenipa, agora, assim que o piloto comunicar à torre de controle um “resolution advisory (RA)”, como é chamado o procedimento de quase colisão, o Decea avisará o Cenipa, e os dois órgãos vão avaliar se se caracteriza como incidente grave com risco crítico. Antes, dizia ele, o Cenipa era informado e a apuração ficava com o Decea.

Agora, o Cenipa, e não mais o Decea, fará uma investigação sobre o caso, resultando em um relatório final de caráter público. O  controle aéreo fornecerá as informações para que a apuração possa ser feita.

Para a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a mudança é vista como “positiva”. Quando há risco de quase colisão, a companhia precisa tirar pilotos e comissários do trabalho.

Isso porque uma norma da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspende os certificados de saúde. Para a Abear, agora, isso será feito em casos excepcionais.

“Com este novo procedimento, o número de tripulantes de aeronaves que vai ser encaminhado para exame médico vai diminuir drasticamente. Hoje, a maioria dos reportes de quase colisão não representa nenhum risco porque são feitas com base de projeções de trajetórias. É uma boa norma para todos”, diz o comandante Ronaldo Jenkins, diretor de operações e segurança de voo da Abear.

A FAB não adota oficialmente o termo "quase colisão" , mas, sim, "risco crítico de colisão".

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que a suspensão dos certificados médicos ocorre após comunicação oficial de risco pelo Cenipa. Em 2012, 287 pilotos e comissários tiveram que refazer os exames de saúde por estarem envolvidos em acidentes ou incidentes graves. Em 2011, haviam sido 190.

Ano Acidentes
Incidentes graves
 
2012 184 73
2011 159 61
2010 113 60
2009 113 39
2008 110 29
Fonte: Cenipa

Só casos graves terão relatório

 Outra mudança importante é que, a partir de agora, o Cenipa só fará relatórios de investigação completos quando 1) tragédias resultarem em mortes ou ferimentos graves; 2) acidentes graves envolverem aeronaves que pesem mais de 2.250 quilos ao decolar e 3) incidentes considerados graves envolvam aeronaves que pesam mais de 5.700 quilos.

Até então, todos os casos de acidentes da aviação civil brasileira, que resultavam ou não em mortos e feridos, eram investigados profundamente pela Aeronáutica e era necessário a produção de um relatório final detalhado.

Em 2012, houve 184 acidentes (178 com aeronaves de bandeira nacional) e 73 incidentes aéreos graves, que deveriam resultar em um relatório do Cenipa. Destes, apenas um foi concluído até então e publicado no site do órgão.

Para o brigadeiro Luis Roberto do Carmo Lourenço, as mudanças irão acelerar o processo de trabalho e fazer com que recomendações de segurança sejam feitas de forma mais rápida. A estimativa é que, em relação aos 249 casos de 2012, haja uma redução de 56% no número de relatórios.

A demanda reprimida de relatórios em produção atualmente, segundo o oficial, “não chega a mil”. O Cenipa possui cerca de 200 servidores, contando a sede, em Brasília, e os sete serviços regionais de investigação e prevenção.

“No Brasil, tínhamos a cultura de investigar profundamente toda e qualquer ocorrência. Agora, separamos os protocolos sobre acidentes da aviação civil dos da militar e estabelecemos novas orientações em função da demanda de trabalho. O que faremos agora é dar prioridade e produzir relatórios para os que a ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil) recomenda. Os demais, vão gerar sumários mais sintéticos”, disse o chefe do Cenipa ao G1.

“Temos expectativa de produzir as investigações com maior velocidade”, afirma o brigadeiro.
No Brasil, tínhamos a cultura de investigar profundamente toda e qualquer ocorrência. O que faremos agora é dar prioridade e produzir relatórios para os que a ICAO recomenda. Os demais, vão gerar sumários mais sintéticos"
Brigadeiro Lourenço,
Chefe do Cenipa

Nos casos de incidentes e acidentes com helicópteros e aviões de menor porte e que não forem considerados graves, o Cenipa produzirá uma análise sucinta, chamada de “suma de investigação”, de até três folhas.

Isso porque alguns casos são considerados com “elevado índice de repetitividade”, ao exemplo de  colisões com pássaros ou balões, estouro de pneus, incidência de raio laser, dentre outros e “não trazem novos ensinamentos para a prevenção”, diz o documento.

“Nenhum acidente deixará de ser investigado. Mas, agora, nem todos terão um relatório. Alguns acidentes são repetitivos e nós já conhecemos o porquê deles ocorrerem. A mesma regra que passamos a adotar agora é usada pelos órgãos de investigação dos EUA, França, Austrália. É uma evolução do sistema”, diz o brigadeiro Lourenço.

Acidentes com drone

 Outra novidade é que o Cenipa passará a investigar acidentes ou incidentes que envolvam drones civis, os veículos aéreos não tripulados (vants, na sigla em português). Segundo o documento, a investigação somente será realizada quando “o vant possuir uma aprovação de projeto e/ou operacional ou se houver o envolvimento em Incidente de Tráfego Aéreo de Risco Crítico com aeronave civil tripulada”.

Isso significa casos em que houver risco de colisão devido à proximidade de drones com aviões ou helicópteros. A Anac será comunicada das ocorrências com drones, independentemente de haver ou não investigação.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Embraer e Buffet

  
Embraer entrega primeira aeronave

A Embraer entrega na quarta-feira em Melbourne, EUA, o primeiro jato executivo Phenom 300 para a NetJets, empresa do grupo Berkshire Hathaway, do investidor americano Warren Buffet.

Em 2010, a Embraer e a NetJets assinaram um Acordo de Compra para 50 aeronaves, com opção de aquisição de mais 75.

Embraer fecha contrato para vender 30 aviões à United Airlines

Contrato prevê que opção para compra de mais 40 jatos.


Se chegar às 70 aeronaves, operação tem valor estimado em US$ 2,9 bi.

Do G1, em São Paulo
 

Avião da Embraer com logo da United (Foto: Divulgação/United Airlines)
Avião da Embraer com logo da United
(Foto: Divulgação/United Airlines)

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer anunciou, nesta segunda-feira (29), que assinou um contrato com a United Airlines para a venda de 30 jatos Embraer 175. O contrato também prevê opções para mais 40 aviões. Se todas as opções forem exercidas, a operação tem valor estimado de US$ 2,9 bilhões, segundo a empresa.

“Estamos muito satisfeitos com este pedido, pois reforça e amplia a nossa parceria de longa data com a United Airlines, então como Continental Airlines, cliente de lançamento do jato ERJ 145, em 1996”, disse, em nota,  Paulo Cesar Silva, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial.

A primeira entrega, segundo a Embraer, está prevista para o primeiro trimestre de 2014. Os aviões, que serão operados sob a marca United Express, serão configurados com 76 assentos.

Em nota, a United Airlines informou que as aeronaves da Embraer vão substituir alguns dos antigos jatos regionais de 50 assentos da frota da companhia. "Os E175s vão consumir 10% menos combustível por assento e terão menos emissões de CO2 por assento que a aeronave de 50 assentos que vão substituir".

Também nesta segunda-feira, a Embraer anunciou que encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 61,7 milhões, uma queda de 67% frente ao mesmo período de 2012. Nos primeiros três meses do ano passado, o lucro da empresa ficara em R$ 187,6 milhões.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Projeto de lei obriga companhias aéreas a devolver até 95% do valor da passagem quando usuário desistir de viajar

 

Projeto institui reembolso

Um projeto de lei previsto para ser apreciado amanhã na reunião da CCJ no Senado tentará proteger os passageiros de avião da sede das empresas do setor.

A proposta, de autoria de Pedro Taques, obriga as companhias aéreas a devolver 95% do valor da passagem quando o usuário desistir de viajar.

Mas para garantir esse reembolso, o passageiro precisará informar o cancelamento em até cinco dias antes da data prevista para o embarque.

Quando a desistência ocorrer em cima da hora, ou seja, num prazo inferior a cinco dias, a empresa seria obrigada a restituir apenas 90% do preço pago pela passagem.

Hoje, a devolução do dinheiro só é prevista quando a própria companhia aérea cancela ou remarca a viagem.

terça-feira, 26 de março de 2013

Nos ares

 
Não são boas as projeções que a Gol faz para este ano. Num comunicado enviado à CVM admite que sua oferta de assentos em 2013 cairá 7% em relação ao ano passado.

Prevê também que o PIB brasileiro crescerá entre 2,5% e 3% – um percentual menor do que o projetado pela média do mercado.

Em compensação, afirma que o seu resultado deste primeiro trimestre será melhor do que o obtido nos três primeiros meses de 2012.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Números impressionantes

 
Terceiro mercado

O Brasil fechou 2012 como o terceiro maior mercado doméstico de aviação do mundo. Transportou 81 milhões de passageiros no ano passado. Menos apenas do que os EUA (625 milhões) e a China (256 milhões).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Aeroporto internacional no Piauí não recebe voos regulares há 13 anos

Terminal para 100 mil passageiros ao ano recebeu 2.828 pessoas em 2012.

Com custo mensal de R$ 320 mil, base com a maior pista do PI dá prejuízo.



Patrícia Andrade e Tahiane Stochero* Do G1, no Piauí e em São Paulo


Aeroporto Internacional de Parnaíba está concuído, mas encontra-se subutilizado (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Aeroporto Internacional de Parnaíba recebeu menos de 4 voos por dia, em 2012
(Foto: Patrícia Andrade/G1)
 
O Aeroporto Internacional Prefeito Dr. João Silva Filho, em Parnaíba (PI), a 350 km da capital Teresina, não tem voo comercial regular há 13 anos. Com infraestrutura para receber até 100 mil pessoas anualmente, o terminal teve movimento de apenas 2.828 passageiros de voos privados e de táxi aéreo em 2012, com média de 3,6 operações diárias, segundo dados da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o espaço desde 2004.
 
arte_aeroportos_300 (Foto: Editoria de Arte / G1)

O custo mensal de manutenção é de R$ 320 mil, e o aeroporto registrou prejuízo de R$ 1,16 milhão de janeiro a novembro de 2012. A Infraero afirma que são necessários voos regulares para evitar o déficit, embora faça parte da estratégia de desenvolvimento da aviação regional sustentar locais que operam no vermelho – e que "precisam existir" – com verba arrecadada de terminais que dão lucro.

Construído na década de 1970, quando era usado na exportação de produtos agropecuários para a Europa, o aeroporto tem localização turística estratégica: fica entre o litoral do Ceará e os Lençóis Maranhenses. A distância para a praia de Jericoacoara (CE), por exemplo, é de 270 km, inferior aos 297 km que turistas precisam percorrer vindos de Fortaleza (CE). Até a Praia de Atalaia (PI), são apenas 13,9 km, distância muito menor que os 339 km de Teresina (PI) até o ponto turístico (veja algumas distâncias na tabela ao lado). Mesmo assim, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) diz não ter qualquer pedido de voo regular para a cidade.

"Nos anos 80 e 90, grandes empresas tinham voos nacionais com destino ou origem em Parnaíba. Como aeronaves mais modernas passaram a ser aplicadas nos últimos anos, as companhias deixaram de operar aqui. Infelizmente, nosso fluxo hoje é só de táxi aéreo, helicópteros e pequenos aviões privados e jatos, a maioria de políticos, empresários ou turistas", afirma Celso Lara Vital, gerente de operações da Infraero em Parnaíba.


Procuradas pelo G1, as companhias Azul e Trip disseram que novos destinos possíveis estão sendo avaliados, mas que não há previsão sobre o início de operações em Parnaíba. A Gol não quis falar sobre o tema e apenas informou que, "como uma empresa competitiva, está sempre avaliando oportunidades que agreguem valor ao negócio". A TAM disse que não tem interesse em operar no local. Já a Passaredo não se manifestou.

A Avianca disse que trabalha com aviões grandes, como Airbus, que não teriam condições de operar no local. O último voo comercial regular feito no aeroporto, em 2000, foi da Ocean Air, comprada pela Avianca. A assessoria de imprensa da empresa não conseguiu dizer por que as operações foram suspensas na época e qual era o destino do voo.

"Temos recebido consultas de empresas de aviação regional interessadas em conhecer a infraestrutura do aeroporto, mas ainda não há uma confirmação de início de atividades", diz Jorge Tadeu de Andrade, gerente regional de Comunicação Social da Infraero Nordeste.

aeroporto_pista_parnaiba_300 (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Com 2.500 metros, pista do aeroporto de Parnaíba
é 4ª maior do Nordeste (Foto: Patrícia Andrade/G1)

Maior pista do Piauí
Em 2010, uma reforma ao custo de R$ 7 milhões ampliou a pista do aeroporto de Parnaíba de 1.800 metros para 2.500 metros, superando em extensão os 2.200 metros a estrutura da capital Teresina e alcançando o posto de quarta maior pista do Nordeste – atrás apenas de Recife (3.300 metros), Petrolina (3.250 metros) e Fortaleza (2.545 metros), segundo dados da Infraero.

O governo federal liberou R$ 8 milhões para a construção de um novo pátio para aeronaves, em investimento que integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a obra está parada desde agosto de 2011. Segundo a Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, a empresa responsável pela obra solicitou rescisão contratual com a Infraero por falta de condições técnicas para cumprir o acordo. O processo aguarda decisão judicial.

De acordo com a secretaria, o terminal de Parnaíba está entre os 270 aeroportos brasileiros que o governo listou, em dezembro de 2012, como parte do projeto de desenvolvimento da aviação regional. O espaço, portanto, é considerado prioritário para o avanço do setor, mas futuros investimentos, dentro do pacote federal, ainda vão ser analisados.

Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança"
 
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba
 
Pista do aeroporto foi ampliada e é a mais extensa do Piauí (Foto:  Patrícia Andrade/G1)
 
Terminal com capacidade para receber até 100 mil
passageiros por ano foi listado como alternativa de
transporte para a Copa (Foto: Patrícia Andrade/G1)
 
O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias"
Marco Bona, secretário de Turismo do Piauí
 
Risco de acidentes afasta aéreas

A Força Aérea Brasileira vetou, em março do ano passado, a operação por instrumentos no aeroporto de Parnaíba porque há "obstáculos" na região que poderiam provocar acidentes.

Segundo a Infraero, o aumento da metragem da pista fez com que algumas edificações da cidade passassem a atrapalhar as operações. Agora, quando as condições meteorológicas são ruins, pilotos estão proibidos de pousar e decolar sem ter uma visão clara da pista.

A mudança não impede voos no local, mas oferece menos segurança às companhias aéreas, que preferem aeroportos em que possam operar com ambas as opções, segundo o gerente de operações Celso Lara Vital. A Infraero afirma trabalhar para recuperar a autorização.

"A Aeronáutica encontrou irregularidades, edificações, torres e obstáculos no raio de 8 km ao redor do aeroporto, que é área de segurança. Fora desta área, a cerca de 20 km, há uma usina eólica, que está em uma elevação", explica Vital. "Comunicamos o governo estadual e a prefeitura para tomar providências. Acredito que a FAB já teve o retorno sobre grande parte dos pontos e os que não poderão ser retirados serão informados nas cartas aeronáuticas, para dar ciência aos pilotos".

O secretário de Turismo do Piauí, Marco Bona, afirmou ao G1 que o laudo técnico da FAB apontou a existência de torres de emissoras de rádio em altura irregular e que o governo determinou a resolução do problema. "O laudo não impede em nada as operações. São diferenças de 20 cm em algumas torres. O que impede a realização de voos regulares é a falta de interesse das companhias", disse.

O secretário de Desenvolvimento Urbano de Parnaíba, Paulo Meireles, confirmou que a prefeitura foi notificada de obstáculos na área de aproximação dos aviões à pista, mas que alguns dos pontos, como a autorização para a instalação das torres de telefonia móvel e de comunicação, foram previamente autorizados pela Aeronáutica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Transportes do Piauí, o governo ainda irá elaborar um plano de proteção exigido pela Aeronáutica sobre medidas de segurança que deverão ser feitas ao redor do aeroporto.

Alternativa para a Copa de 2014

O terminal de Parnaíba está na lista de alternativas para a Copa do Mundo de 2014, devido à proximidade com Fortaleza (CE), que vai sediar jogos do mundial. A lista foi elaborada pela Secretaria de Aviação Civil e engloba 50 aeroportos de destino para as 12 cidades sedes e mais 42 alternativas para o tráfego de passageiros. A Infraero aponta, porém, que ainda não há uma definição se o aerporto de Parnaíba será usado durante a competição.

O aeroporto não conta com sistema de radares e torre de controle, e a troca de informações com pilotos é feita por estação de rádio, que funciona das 6h às 24h. Para Celso Lara Vital, a estrutura é suficiente para receber voos de passageiros.

Estrutura para receber 100 mil passageiros por ano é subutilizada  (Foto: Patrícia Andrade/G1)
 
Sem voo regular há 13 anos, terminal é usado para
operações de fretados e de táxi aéreo; Aeronáutica
vetou pousos e decolagens por instrumentos após
identificar "obstáculos" (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial.
 
Celso Lara Vital, gerente de
operações da Infraero em Parnaíba
Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros"
Edilson Morais Brito,
proprietário de agência de viagens
 
Pista do aeroporto (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Localização do aeroporto é estratégica para turismo
no litoral de três estados (Foto: Patrícia Andrade/G1)
 
"Temos todas as condições de receber voos regulares, como sistemas de raio-x, de combate a incêndio e de informação sobre a situação dos voos, além de salas de embarque e detectores de metais, todos os mesmos que você vê nos grandes aeroportos, como Guarulhos ou Galeão. O que falta é interesse das empresas de operar aqui".

O número de voos no aeroporto, que já é pequeno, caiu 18% no ano passado – o de táxi aéreo despencou 52%. Celso Lara Vital acredita que a suspensão das operações por instrumentos interferiu pouco na queda, pois as aeronaves que ali pousam são de pequeno porte e atuam com pousos e decolagens visuais. Ele aponta a logística da cidade e a busca por outros terminais próximos como principais fatores que interferiram na queda.

"Acreditamos que a retomada das operações por instrumentos mostrará às empresas que o aeroporto está seguro para operar em 2014 e trabalharemos para atrair mais o público, tanto executivo quanto comercial. Pretendemos instalar uma lanchonete e caixa eletrônico para o conforto dos passageiros. As empresas aéreas querem fazer voos rentáveis e elas não estão vislumbrando uma quantidade de passageiros na região que permita a realização de voos para cá", afirma.

Objetivo é atrair estrangeiros

Turistas que desejam conhecer o litoral piauiense tem que desembarcar em Teresina ou em Fortaleza e fazer o resto do percurso de ônibus ou carro, com tempo de viagem que pode durar de quatro a cinco horas. De avião, o tempo estimado das citadas capitais até Parnaíba, se houvesse um voo regular, seria de aproximadamente 50 minutos.

"Muita gente desiste de conhecer o litoral porque tem que desembarcar na capital. O aeroporto seria um grande incentivo para atrair estrangeiros", diz Edilson Morais Brito, proprietário de uma agência de viagens na cidade.

Apesar de não contar com nenhum voo regional ou nacional diário, o gerente de operações da Infraero Celso Lara Vital sonha com voos internacionais, que estão autorizados desde outubro de 2005 por portaria da Aeronáutica. A última vez que um avião com turistas de outro país pousou no local foi entre o final de 2006 e o início de 2007, com oito voos charters (voos fretados) procedentes de Verona, na Itália.

"Temos um pátio pequeno, mas podemos receber voos internacionais de modelos como o Boeing 767-300, se alguma companhia tiver interesse. Neste caso, como não temos aqui postos de alfândega, da Polícia Federal ou da Anvisa, avisaríamos para os órgãos enviar equipes e atender o voo", diz Vital.

*Colaborou Fábio Amato, do G1 em Brasília.

sábado, 29 de dezembro de 2012

Preço de voo para o réveillon chega a triplicar em 6 meses, aponta site

Levantamento mostra variação de julho a dezembro em 5 trechos.

Entre Rio e Recife, valor subiu de R$ 451 para R$ 1.313 nesse período.



Do G1, em São Paulo


O brasileiro que comprou passagens aéreas de última hora para a viagem de réveillon dentro do país chegou a pagar quase três vezes mais do que aquele que fez a compra com antecipação. É o que mostra um levantamento feito pelo buscador de viagens Mundi.
 
RÉVEILLON em Salvador (Foto: Jota Freitas/Divulgação)
Queima de fogos em Salvador, na Bahia
(Foto: Jota Freitas/Divulgação)

Um bilhete para viajar do Rio para o Recife durante a virada, que custava em média R$ 451 no mês de julho, por exemplo, saiu por R$ 1.313 no mês de dezembro.

Já uma passagem de São Paulo para Fortaleza, que era vendida por R$ 418, em média, em julho, saía por R$ 1.216 em dezembro. No espaço de apenas um mês, entre outubro e novembro, o preço para esse trecho aumentou 63,7% -- foi de R$ 682 para R$ 1.118.

A pesquisa usou como base o valor médio de cinco trechos nacionais, comumente pesquisados pelos usuários, com datas de ida entre os dias 26 e 31 de dezembro.

No comparativo mês a mês, foram registradas somente duas quedas, ambas no trecho São Paulo-Fortaleza: o valor das passagens caiu 8% entre julho e agosto e 2% entre novembro (R$ 1.505,08) e dezembro (R$ 1.470, 70), uma queda de apenas 2,20%.

Confira a variação de preços em cada trecho nos gráficos a seguir.

Arte sobre variação de preços de passagens áreas para o réveillon (Foto: Editoria de arte/G1)

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Com oferta menor de voos, preço de passagens subirá de 8% a 10%

 


Danielle Nogueira, O Globo

O brasileiro que se acostumou a viajar de avião pagando pouco pelo bilhete pode se preparar para um 2013 de passagens mais caras. Analistas avaliam que o preço médio das tarifas dos voos domésticos deve subir entre 8% e 10% no ano que vem, dando alívio às companhias aéreas, que enfrentaram prejuízos bilionários em 2012.

Com isso, há quem já fale em queda na movimentação de passageiros em 2013. Para este ano, é esperada uma desaceleração no ritmo de expansão para cerca de 7,5% no número de pessoas que embarcam e desembarcam nas rotas nacionais, após três anos de dois dígitos de crescimento.

O reajuste será resultado do corte na oferta de assentos nos voos domésticos pelas duas maiores empresas do setor, TAM e Gol, e da maior concentração do mercado. A TAM anunciou que reduzirá em 7% sua oferta em 2013.

Leia mais em Com oferta menor de voos, preço de passagens subirá de 8% a 10%

sábado, 8 de dezembro de 2012

Ponte aérea Brasil-Equador

 
Decolando em janeiro

A companhia aérea Tame passará a operar o voo Guarulhos-Guayquil a partir de janeiro. O Equador é o único país latioamericano sem conexão direta com o Brasil.

Os dados da Embratur indicam que a Tame está fazendo bom negócio: 25 000 equatorianos vieram ao Brasil no ano passado, aumento de 5% em relação a 2010.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Gol anuncia fim da Webjet e desligamento de 850 funcionários

Primeira medida é a extinção das operações de voo.


Companhia prevê que haverá aumento 'pontual' de custos.



Do G1, em São Paulo


A companhia aérea Gol anunciou na manhã desta sexta-feira (23) o início do processo de encerramento das atividades de sua controlada Webjet e a descontinuidade de sua marca.
De acordo com o presidente da companhia, Paulo Kakinoff, 850 funcionários, entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves, serão desligados. Desse total, 143 são técnicos (comandantes e copilotos), 400 são de operação comercial e o restante é de profissionais do grupo de manutenção. A Webjet tinha um quadro de 1.500 funcionários. Uma parte será absorvida pela Gol.

"A primeira medida é a extinção das operações de voo", diz a empresa, em comunicado ao mercado. A Webjet possui aviões modelo Boeing 737-300, que, segundo a empresa, são de idade média elevada, alto consumo de combustível e defasagem tecnológica. Vinte aeronaves serão devolvidas até o final do primeiro semestre de 2013.

A Gol concluiu a compra da WebJet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.

Quanto aos clientes e passageiros da Webjet, todos deverão ser assistidos pela Gol, conforme informou a companhia e terão seus voos garantidos. "Nesse sentido, todas as providências necessárias serão tomadas."

Diante de todas essas mudanças, a companhia prevê que haverá aumento "pontual" de custos durante o quarto trimestre de 2012. "Tais medidas deverão resultar em uma operação mais eficiente a partir de 2013."

A Gol prevê uma redução da oferta doméstica entre 5% e 8% no primeiro semestre do próximo ano sobre o mesmo período do ano anterior.

As ações da Gol subiam 1,14% por volta das 13h20, cotadas a R$ 9,79. No mesmo instante, o Ibovespa tinha alta de 1,23%.

Funcionários demitidos colocaram nariz de palhaço em ato (Foto: Janaína Carvalho / G1)Funcionários demitidos colocaram nariz de palhaço em protesto no Rio. (Foto: Janaína Carvalho / G1)

Para sindicato, demissões ampliam 'duopólio TAM e Gol'

O Sindicato Nacional dos Aeronautas afirmou ter ficado "surpresa com o anúncio das demissões em massa, pois em contatos com a Gol, nas últimas semanas, a direção da empresa falou que só realizaria demissões em último caso".

A entidade informou que já está em contato com o Ministério do Trabalho, "pedindo providências" e marcou uma coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira para anunciar as ações que serão tomadas pelo sindicato.

Para o sindicato, o processo de demissões "amplia o duopólio TAM e Gol, prejudicando trabalhadores e passageiros, levando ao aumento do valor das passagens e à piora dos serviços prestados pelas empresas aéreas".

Histórico

A Gol concluiu a compra da WebJet em outubro de 2011, por R$ 70 milhões, além de ter assumido dívidas de cerca de R$ 200 milhões.

A aquisição foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 10 de outubro último, condicionada ao cumprimento de um acordo para garantir um patamar de 85% de eficiência na operação dos slots do aeroporto de Santos Dumont, no Rio de Janeiro.

A Gol afirmou, após o aval do Cade ao negócio, que pretendia concluir a integração da malha da WebJet em dezembro, divulgando até o fim do ano um plano de sinergias que poderiam ser alcançadas.

As ações da Gol subiam 0,31% às 10h20, cotadas a R$ 9,71. No mesmo instante, o Ibovespa tinha variação negativa de 0,19%.

Demissões

Desde o início do ano, a Gol vem reduzindo seu quadro de funcionários, num processo de "racionalização de custos". De acordo com Kakinoff, no final do ano passado, a companhia contava com 20.500 funcionários. Hoje, são 17.000. A frota está da empresa está em 130 aeronaves.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Milhas aéreas viram moeda e criam um mercado de R$ 2 bilhões por ano

 


Marcio Beck, O Globo

As milhas aéreas, mais do que nunca, valem dinheiro – principalmente porque deixaram de ser simplesmente uma forma de adquirir passagens grátis e movimentam um mercado estimado em R$ 2 bihões por ano. A Gol lançou, na semana passada, um shopping virtual em que o cliente pode gastar seus pontos nas lojas 30 de parceiros. A empresa também vende milhas para os clientes que precisarem completar pontos para alguma aquisição. É possível comprar de 1 mil milhas (R$ 75) e 40 mil milhas (R$ 2.040).

A Multiplus, subsidiária da TAM criada em 2010, já mantinha uma estrutura de troca de milhas por produtos, com 120 mil itens de 207 parceiros. Os pontos nos programas de fidelidade também se tornaram alvo de comércio paralelo na internet, que começa a preocupar as aéreas e o Serviço de Proteção ao Consumidor (Procon).

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terça-feira, 23 de outubro de 2012

Companhia aérea vai contratar 1.500 profissionais em 2013


A American Airlines anunciou nesta segunda-feira (22) que irá contratar 1.500 comissários de bordos ao longo de 2013. O processo de recrutamento e contraração começa a partir de novembro. A primeira turma de novos contratados participarão de um treinamento em janeiro.

"Valorizamos nossos comissários de bordo e apreciamos as importantes contribuições que dão todos os dias à nossa empresa. Estamos ansiosos para receber as caras novas e trabalhar juntos para trazer uma nova energia para a nossa equipe, ao mesmo tempo dando aos atuais comissários de bordo a oportunidade de subir na lista de antiguidade e reduzindo o número atual de comissários de bordo que precisam ficar na reserva", afirmou Lauri Curtis, Vice-Presidente de Serviços de Voo da American.

A companhia aérea publicará as vagas de emprego em novembro, quando os potenciais candidatos poderão visitar o site aacareers.com e registrar o seu interesse.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vereador eleito no RN perde festa de partido após incidente em Viracopos

Vereador eleito José Rivaldo Lima (PMDB), o Bada, pela cidade de Acarí (RN) (Foto: Luciano Calafiori/G1 Campinas)
Vereador eleito José Rivaldo Lima (PMDB), o Bada,
perde festa no RN (Foto: Luciano Calafiori/G1)


O fechamento do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), desde a noite de sábado (13) causa transtornos para centenas de passageiros até a manhã desta segunda-feira (15). O último balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) apontou que 338 voos previstos em 36 horas foram cancelados por causa de problemas no trem de pouso de uma aeronave de carga na aterrissagem, que ficou parada no local. A única pista de Viracopos segue fechada e não há previsão de liberação.

Entre os passageiros que foram prejudicados com o cancelamento das operações está um vereador eleito pela cidade de Acarí (RN), que vai perder a festa de comemoração da eleição porque não conseguirá embarcar a tempo para Natal (RN). José Rivaldo Lima (PMDB), o Bada, foi eleito com 440 votos e viajou para Campinas para internar a mãe doente no hospital.

O retorno estava previsto para sábado, mas o voo foi cancelado por causa do problema com uma aeronave de carga que teve problemas no trem de pouso na aterrissagem e interditou a única pista de Viracopos. A festa marcada para o fim de semana teve a data alterada para esta segunda-feira, mas o vereador eleito conseguiu adquirir passagem partindo de São Paulo (SP) nesta noite. "Não vai dar tempo, vou perder a festa", lamenta.


Consultora de negócios Franciele Custódio não consegue embarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (Foto: Luciano Calafiori/G1 Campinas)
Consultora de negócios não consegue embarcar no
aeroporto (Foto: Luciano Calafiori/G1 Campinas)

A consultora de negócios Franciele Custódio mora em Florianópolis (SC) e passou o feriado em Americana (SP) na casa dos pais. Ela pretendia embarcar no voo da Azul às 18h05 de domingo (14), mas não conseguiu e retornou para a cidade onde a família mora. O deslocamento foi pago pela passageira. A consultora retornou ao aeroporto de Campinas na manhã desta segunda, e novamente não embarcou. Ela fez o estorno do valor da passagem e vai tentar comprar outro bilhete partindo da Grande São Paulo.

Por causa dos transtornos, ela pretende processar a companhia aérea e por isso registrou em fotos a situação no terminal e o painel que aponta os pousos e decolagens cancelados.

Trabalhos de remoção

 A Infraero informou que todo o efetivo do terminal trabalha na remoção do avião, da Centurion Cargo, para a retomada dos voos. Ao todo, são 70 pessoas envolvidas na retirada da aeronave, entre funcionários da estatal, da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e da companhia aérea responsável pelo cargueiro.

Os trabalhos começaram na noite de domingo (14) e, segundo a assessoria da Infraero, o retorno das operações só será liberado após a limpeza e a manutenção na pista, já que a explosão do pneus provocou uma fissura no asfalto. Para a remoção do avião foi preciso solicitar equipamentos da capital paulista, devido à complexidade da operação.


Passageiros são levados de ônibus

Os passageiros de voos que tinham partidas previstas de Viracopos na manhã desta segunda estão sendo levados de ônibus pelas companhias aéreas para os terminais de Congonhas, em São Paulo (SP), e de Guarulhos (SP).

Outros grupos estão seguindo direto nos coletivos para o Rio de Janeiro (RJ) e Belo Horizonte (MG). Funcionários das empresas estão os orientando sobre as opções para seguirem viagem. Uma equipe da Anac foi enviada para o aeroporto para fiscalizar o serviço prestado aos passageiros prejudicados.

No fim de semana, a série de cancelamentos de voos deixou os clientes das aéreas irritados pelas longas filas e falta de informação das companhias. Passageiros chegaram a esperar seis horas para saber que não poderiam embarcar. Quem não seguiu de ônibus para a Grande São Paulo, recebeu hospedagem, de acordo com informações das companhias. Nesta segunda-feira, a situação é tranquila nas filas de check-in.

A Azul, que responde por 85% dos voos de passageiros em Viracopos, decidiu cancelar todas as operações até as 15h desta segunda-feira. A companhia aérea informou que até este horário, os cancelamentos da empresa soma 450. "As vendas dos voos de e para Campinas continuam suspensas, com o intuito de facilitar a reacomodação dos clientes prejudicados pelos voos cancelados", informou a Azul em nota divulgada na manhã desta segunda-feira.
Concessão de Viracopos

 Atualmente, o aeroporto está em transição para a iniciativa privada. O projeto de ampliação foi apresentado pela concessionária que venceu o leilão em setembro e anunciou a intenção de antecipar a construção da segunda pista de pouso, inicialmente prevista para 2018.

O processo de transição da operação do aeroporto da Empresa Brasileira de Infraero para a iniciativa privada foi iniciado em 13 de agosto e está dividida em três etapas. Até meados de novembro a operação segue sob responsabilidade da Infraero, mas é assistida pela equipe da concessionária, que está se familiarizando com todos os processos.

Posteriormente, a concessionária assume a operação de Viracopos, com a supervisão da Infraero, por um prazo de 90 dias. Em fevereiro de 2013, a responsabilidade da operação de Viracopos passa a ser exclusiva da iniciativa privada.

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Avião foi removido da pista do Aeroporto de Viracopos, SP (Foto: Ricardo Custódio / EPTV)Avião de carga na pista do Aeroporto de Viracopos, SP (Foto: Ricardo Custódio / EPTV)

Sistema de check-in da TAM apresenta falhas em todo o país

Problema foi detectado por volta das 5h e solucionado pouco depois das 8h. O reflexo é que até as 10h ainda havia grandes filas nos guichês da companhia.


O sistema usado no check in da companhia aérea TAM, no Aeroporto de Congonhas, apresentou problemas por mais de 3 horas na manhã de hoje (15), e as impressões dos cartões de embarque e etiquetas de bagagem precisaram ser feitas manualmente. O problema foi detectado por volta das 5h e solucionado pouco depois das 8h. O reflexo é que até as 10h ainda havia grandes filas nos guichês da companhia aérea.

Segundo nota divulgada há pouco pela empresa, o sistema Amadeus (usado nos procedimentos de embarque), que sofreu uma instabilidade no início da manhã desta segunda-feira (15), voltou a operar normalmente desde as 8h25. A Tam informa que o problema, ocorrido em todos os aeroportos do mundo em que a empresa opera, já solucionado e “deve impactar na pontualidade da malha da companhia durante o dia de hoje”.

Segundo o comunicado, a TAM está prestando toda a assistência necessária aos clientes e lamenta os inconvenientes causados pela situação

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Gol anuncia compra de 60 aviões da Boeing

Novas aeronaves serão entregues a partir de 2018.


737 MAX está sendo desenvolvido com ajuda de profissionais da Gol.



Simone Cunha Do G1, em São Paulo


 
A empresa aérea Gol anunciou nesta segunda-feira (1º) que irá comprar 60 aviões 737 MAX da Boeing, que deverão ser entregues a partir de 2018.
 
"A companhia utilizará os novos aviões, principalmente, para a renovação de sua frota no futuro", diz a companhia em nota.

O gasto da Gol com a encomenda dos 60 novos aviões 737 Max será de US$ 6 bilhões, já que cada aeronave custa por volta de US$ 100 milhões. Os pedidos dos 60 aviões, que serão entregues até 2026, são todos pedidos firmes, ou seja, confirmados.

À esquerda, Constantino Jr., presidente do conselho de administração da Gol, e à direita o presidente da companhia, Paulo Kakinoff (Foto: Simone Cunha/G1)
À esquerda, Constantino Jr., presidente do
conselho de administração da Gol, e à direita o
presidente da companhia, Paulo Kakinoff
(Foto: Simone Cunha/G1)
 
“O que temos é opção de calendarização (de alteração das datas de entrega das aeronaves)”, afirmou o presidente da Gol, Paulo Kakinoff.

Segundo ele, a forma de pagamento será definida de acordo com o momento econômico de cada entrega, podendo ser leasing, financiamento. Em relação à entrega das aeronaves, a companhia informou que duas aeronaves do novo modelo serão entregues já em 2018.

A compra – anunciada como a “maior encomenda em número de aviões de uma companhia na história da aviação da América do Sul” – feita no momento em que a empresa enfrenta resultados negativos, não foi vista como uma contradição pelo presidente da Gol.

“O prejuízo é uma questão transitória na nossa avaliação, o fato de fazer a maior compra da nossa história atesta isso. É uma renivação da nossa convicção de que é algo transitório. Para a empresa a alta dos combustíveis é um momento que estamos vivendo hoje”, disse Paulo Kakinoff. “Num horizonte de médio prazo devemos voltar a ter um ambiente competitivo saudável e sustentável que irá viabilizar o caminho para a compra que estamos anunciando hoje”, afirmou.

A Gol teve prejuízo no segundo trimestre deste ano, de R$ 354,6 milhões, e defende que os resultados são decorrentes da depreciação do real frente ao dólar, do aumento bem maior que o esperado nas despesas com combustível e o aumento dos custos das tarifas aeroportuárias nos principais aeroportos do país.

Kakinoff abriu a entrevista coletiva de imprensa anunciando que o acordo de compra havia sido firmado minutos antes do anúncio, divulgado logo após o fechamento do mercado financeiro nesta segunda. “Estamos decidindo os nossos próximos 15 anos em relação ao tipo de equipamento com os quais devemos operar”, disse Adalberto Bogsan, vice presidente de operações da Gol.

O 737 Max está sendo desenvolvido pela fabricante norte-americana Boeing em conjunto com engenheiros e técnicos da Gol, segundo os executivos. Os destaques da compra das novas aeronaves são, segundo a Gol, a menor quantidade de combustível que ele carrega, que dá menor peso e maior performance ao avião, e as “radial tires”, pneus com menor peso e maior durabilidade. "Estas e outras inovações reduzirão o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes em até 13%, na comparação com os Boeing 737 Next Generation (usados atualmente pela companhia)", disse a empresa.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Justiça multará aérea que cobrar mais de 10% para remarcar voo

Decisão obriga companhias a comprovarem o cumprimento de sentença.


Caso não comprovem, cada empresa será multada em R$ 100 mil.

Do G1, em São Paulo

A Justiça Federal publicou nesta segunda-feira (13) decisão que obriga companhias aéreas a comprovarem o cumprimento de sentença de 2011 que determina a redução das taxas cobradas para remarcação ou cancelamento das passagens, que pode ser de até 10%.

Caso não comprove o atendimento da decisão judicial, cada empresa será multada em R$ 100 mil, de acordo com o Ministério Público Federal no Pará, autor do processo.

A decisão vale para as companhias TAM, Gol, Cruiser, TAF e Total Linhas Aéreas. As empresas têm 15 dias para atender à decisão, contados a partir desta segunda-feira.

Decisão

O ministério afirma que o pedido foi feito em março deste ano após informações encaminhadas por clientes das companhias aéreas. O procurador Bruno Araújo Soares Valente informou à Justiça que as empresas vinham ignorando a determinação judicial que foi publicada em maio de 2011.

Segundo a decisão, para pedidos de cancelamento ou de remarcação das passagens aéreas feitos em até 15 dias antes da data da viagem, a taxa máxima permitida é de 5% sobre o valor da passagem. Se a solicitação for feita nos 15 dias que antecedem a data do voo, a tarifa máxima só pode chegar a 10%.

A decisão também estabeleceu que empresas terão que devolver aos consumidores os valores cobrados além desses limites. A devolução deverá ser feita em todos os casos ocorridos desde 5 de setembro de 2002.

Segundo levantamento do MPF, autor da ação, em 2007, quando o caso foi encaminhado à Justiça, as taxas para remarcação ou cancelamento de passagens chegavam a 80% sobre o valor dos bilhetes.
Procuradas pelo G1, a Gol e a TAM afirmaram que vão se manifestar nos autos do processo.
A Total Linhas Aéreas disse que ainda não foi notificada, mas afirmou que não opera voos regulares de passageiros desde 2008. Em casos retroatrivos, a empresa disse que avaliará qual será o procedimento.
O G1 aguarda resposta da Cruiser sobre o assunto. A TAF não foi localizada.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Falha em pouso de aeronave interdita pista no aeroporto de Brasília

Anac diz que dois pneus estouraram durante pouso de avião vindo de BH.

Infraero afirma que não há feridos e que aeroporto funciona normalmente.
Do G1 DF


Uma das pistas do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, foi interditada no início da noite desta segunda-feira (6) após uma aeronave da Avianca ter problemas para pousar. De acordo com informações preliminares da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), dois pneus do avião estouraram durante o procedimento de pouso.

O avião vinha de Belo Horizonte, em Minas Gerais. A reportagem do G1 entrou em contato com a Avianca, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

A Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) informou que, apesar da falha, os passageiros que estavam no avião desembarcaram normalmente e que ninguém se feriu.

A empresa disse ainda que o aeroporto de Brasília continua funcionando porque os vôos foram remanejados pela torre