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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Câmara aprova limite para meia-entrada; medida pode valer em até seis meses






10/07 às 10h34
Proposta que tramitava no Congresso há nove anos define uma cota de 40% para os ingressos de eventos artístico-culturais
Por Folhapress / Flávia Foreque e Márcio Falcão

A Câmara dos Deputados aprovou projeto que limita o pagamento de meia-entrada. A medida está prevista no Estatuto da Juventude, que segue para a sanção da presidente Dilma Rousseff. Ela tem 15 dias para avaliar o projeto, que, se sancionado, entra em vigor em até seis meses.

A proposta, que tramitava no Congresso havia nove anos, define uma cota de 40% para os ingressos de eventos artístico-culturais e esportivos reservados aos estudantes entre 15 e 29 anos.



Essa era uma demanda da classe artística, que justificava os altos preços dos ingressos de shows com o grande número de meias-entradas disponíveis. A regra não vale para os grandes eventos esportivos sediados no Brasil, como a Copa e as Olimpíadas.

O texto aprovado pelos deputados permite ainda que jovens com renda familiar de até três salários mínimos paguem meia-entrada mesmo que não sejam estudantes, mas eles também obedecerão ao limite dos 40%.

Para ter acesso ao benefício, as famílias dos jovens carentes devem se registrar no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Na votação, os deputados rejeitaram uma sugestão de mudança na proposta feita pelo DEM que pretendia evitar a centralização da expedição da carteira estudantil pela Associação Nacional de Pós-Graduandos, pela União Nacional dos Estudantes e pela União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

A relatora, no entanto, esclareceu que eles terão preferência para emitir o documento e não exclusividade.

Para o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) a medida cria o monopólio das carteiras estudantis. “Nós defendemos a liberdade aos grêmios e associações estudantis para emitir documento que, pelas regras, vão dar acesso aos eventos culturais”, afirmou.

Representantes da UNE acompanharam a votação e fizeram pressão nos deputados para a manutenção da medida.

O líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), chegou a criticar a movimentação e defendeu que eles deveriam ocupar as galerias da Casa, espaço reservado aos populares.

A relatora da matéria na Casa, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) fez mudanças sobre a meia-passagem em viagens interestaduais. Ela manteve trecho do texto do Senado que limita o benefício a quatro assentos, mas retomou texto da Câmara que concedia o benefício sem limite de vagas aos estudantes.

A mudança gerou dúvidas sobre os efeitos e pode ser decidida em análise pela presidente Dilma. A deputada, no entanto, retirou o trecho que estendia o benefício a viagens intermunicipais.

Os deputados aprovaram ainda uma trava que tenta impedir o aumento das passagens por conta do benefício. A proposta fala que preferencialmente a meia-passagem vai ser custeada “com recursos orçamentários específicos extratarifários”.

Henrique Alves cancela licitação de aluguel de carro após reportagem

 


Vinicius Sassine, O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN, foto abaixo), desistiu de ter dois carros utilitários esportivos exclusivamente à sua disposição no Rio Grande do Norte, seu estado natal. Sete dias depois do lançamento do edital para o aluguel dos dois veículos, ambos com ar condicionado e direção hidráulica e um deles blindado, o presidente determinou ao diretor-geral da Câmara, Sérgio Sampaio, que cancelasse a licitação para a contratação da empresa fornecedora dos carros.

– A licitação está cancelada. O presidente vai ficar andando com o carro dele – disse Sérgio Sampaio ao GLOBO na noite desta terça-feira, depois de receber uma ligação de Henrique Alves.






Leia mais em Henrique Alves cancela licitação de aluguel de carro após reportagem

Câmara aprova visitas periódicas de filhos a pais presos

 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou, em caráter conclusivo, proposta que assegura a crianças e adolescentes o direito à convivência com o pai ou a mãe presa. A medida está prevista no Projeto de Lei 2785/11, do Executivo, segundo o qual os filhos poderão fazer visitas periódicas aos pais acompanhados de seus responsáveis legais independentemente de autorização judicial.

De acordo com a proposta, caso os filhos estejam em uma instituição de acolhimento, a visita aos pais será responsabilidade dessa entidade. O relator, deputado João Paulo Lima (PT-PE), defendeu a medida: “As visitas periódicas reforçam laços familiares, promovem o entendimento em famílias atingidas por rupturas e a convivência de pais privados da liberdade com seus filhos”.

O projeto já havia sido aprovado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Seguridade Social e Família. Como tramita de forma conclusiva, ele será enviado ao Senado, a menos que haja recurso para análise em Plenário.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Comissão sobre plebiscito será instalada na terça, anuncia Fontana

 

O relator da reforma política, deputado Henrique Fontana (PT-RS), informou que a comissão destinada a analisar o plebiscito proposto pela presidente Dilma será instalada na próxima terça-feira, e deverá apresentar seus resultados em até 90 dias. A comissão será formada por oito deputados: cinco indicados pelos cinco maiores partidos da Casa, e outros três indicados por partidos menores. Fontana será o representante do PT.
Além de sugerir perguntas para o plebiscito, a comissão também deverá listar os projetos relativos à reforma política que poderiam ser votados com rapidez.
“Não há a exclusão de um cenário sobre o outro, pois existem correntes no Parlamento a favor de um plebiscito e a favor de um referendo do que for votado”, explicou.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Terça-feira bancada federal do RN se reunirá com prefeitos potiguares em Brasília

 

Na próxima terça-feira, às 17h, a bancada federal potiguar estará reunida, em Brasília, com os prefeitos do Estado. O encontro, que será no Plenário 10, da Ala das Comissões Permanentes, no anexo II da Câmara dos Deputados, ocorre durante a Marcha dos Prefeitos, marcada para ser realizada do dia 9 a 11 de julho.

Os gestores municipais deverão pedir apoio dos deputados e senadores do Rio Grande do Norte para os pleitos coletivos.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Alves vai pagar R$ 9,7 mil para cobrir viagem de parentes, diz assessoria

Presidente da Câmara deu carona para a noiva e familiares em voo oficial.


Ele classificou o episódio de “erro” e decidiu pagar viagem.

Fabiano Costa e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
 

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vai depositar R$ 9,7 mil nos cofres da União para cobrir as despesas de viagem de seis acompanhantes que foram com ele de Natal para o Rio de Janeiro em avião da Força Área Brasileira (FAB), informou a assessoria do deputado.

O valor devolvido pelo deputado do PMDB foi calculado pela assessoria da presidência da Câmara com base nos preços médios das passagens entre o Rio Grande do Norte e o Rio de Janeiro. Segundo os assessores de Alves, um assistente da presidência foi enviado a uma agência bancária da capital federal na tarde desta quarta para efetuar o pagamento por meio de uma Guia de Recolhimento da União (GRU).

No último final de semana, Alves deu uma carona a sua noiva e a parentes na aeronave disponibilizada à presidência da Câmara, em voo entre Natal (RN) e o Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quarta pelo jornal "Folha de S. Paulo".

Nesta manhã, o deputado do Rio Grande do Norte admitiu que transportou familiares no avião da FAB. Ele classificou o episódio de “erro” e disse que iria ressarcir os valores correspondentes às passagens do grupo.

“O meu erro, e isso eu reconheço, foi ter permitido que pessoas me acompanhassem, pegando carona no meu voo para o Rio de Janeiro. E por esse erro, estou reconhecendo aqui, já mandei ressarcir o valor de cada passagem correspondente”, afirmou Alves nesta quarta, ao chegar à Câmara.

De acordo com o peemedebista, ele viajou ao Rio para um encontro com o prefeito Eduardo Paes (PMDB). No dia seguinte ao compromisso com Paes, Alves e seus parentes assistiram à final da Copa das Confederações, no Maracanã, entre Brasil e Espanha. Eles ocuparam cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades.

De acordo com o jornal, a aeronave partiu da capital potiguar, base eleitoral de Alves, na noite de sexta-feira e retornou do Rio na noite de domingo. A bordo, estavam a noiva do deputado, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, e um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta.

Presidente da Câmara decide pagar por carona de parentes em avião da FAB

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), informou nesta quarta-feira (3) que vai pagar à União os custos da viagem de sete pessoas que pegaram carona com ele em um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para assistir ao jogo da seleção no Maracanã no domingo.

Segundo a assessoria, Eduardo Alves encomendou ao seu gabinete um levantamento de quanto custariam às passagens de Natal para o Rio de Janeiro para poder pagar a viagem aos cofres públicos.

Vera Magalhães: "Voos da alegria'' são marcas do patrimonialismo
Presidente da Câmara usa avião da FAB para levar noiva e parentes ao Maracanã

A Folha mostrou hoje que um jato C-99 da FAB foi buscar a turma em Natal, terra do deputado.

Decolou às 19h30 de sexta-feira rumo ao Rio de Janeiro e retornou no domingo, às 23h, após o jogo.

Pegaram carona com o deputado sete pessoas: sua noiva, Laurita Arruda, dois filhos e um irmão dela, o publicitário Arturo Arruda, com a mulher Larissa, além de um filho do presidente da Câmara. Um amigo de Arturo entrou no voo de volta. Se tivessem que pagar pela viagem de Natal ao Rio, ida e volta, cada passageiro gastaria pelo menos R$ 1,5 mil.

Todos aproveitaram para passear no Rio no sábado e, no dia seguinte, foram à final da Copa das Confederações, vencida pelo Brasil.

O deputado e seus convidados usaram cadeiras destinadas a torcedores, e não às autoridades.

De acordo com assessores, Eduardo Alves tinha uma agenda com o prefeito do Rio, Eduardo Paes. O encontro não estava previsto na agenda oficial dos dois.

terça-feira, 2 de julho de 2013

De que lado?

  
Elogios a adversários em potencial

Ficou difícil descobrir se Benedita da Silva anda mais descolada dos anseios da população ou do seu partido, disposto a lançar candidatura própria ao governo do Rio de Janeiro, contra Luiz Fernando Pezão.

Em seu discurso, ontem, Benedita parabenizou a seleção brasileira pela conquista da Copa das Confederações e soltou uma série de pérolas.

Disse Benedita, a respeito da competição internacional e da Jornada Mundial da Juventude, que também acontecerá no Rio:

- É o momento de mostrar ao mundo que fomos capazes de organizar um grande evento, que tivemos um grande salto de qualidade de vida e que seguimos querendo mais, porque temos consciência de nossa capacidade em transformar a realidade. Parabéns, Brasil! Parabéns, campeões! Parabéns dentro e fora dos estádios.

Mas Benedita é corajosa: deu nome aos bois, jogando confetes sobre Cabral, Paes, Dilma Rousseff e Lula:

- Quero parabenizar, sim, o governador, o prefeito, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma.
Lindbergh Farias deve ter adorado.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pressionada camara vai votar pec 37 e royalties para educacao


da Folha de S. Paulo
Numa tentativa de dar resposta às manifestações populares, a Câmara dos Deputados deve colocar em votação nesta terça-feira (25) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) 37, que tira poderes de investigação do Ministério Público, e o projeto que garante receitas de petróleo para a educação.

A agenda positiva foi costurada pelos líderes partidários ao longo de toda manhã. A ideia dos deputados é esvaziar parte das reivindicações dos protestos programados para esta quarta-feira.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) e líderes disseram que a PEC 37, que se tornou uma das principais reclamações das ruas, deve ser derrubada.
Durante as discussões, apenas o PT e o PP se mostraram contrários à votação da proposta ainda hoje. Eles defenderam mais tempo para trabalhar a proposta, deixando a votação para agosto.

A expectativa é que a maioria das bancada libere os deputados na votação. "Vou liberar e vão votar com a consciência", disse o líder do PMDB Eduardo Cunha (RJ).

No formato atual, a PEC tira o poder de investigação do Ministério Público e limita esta atribuição às polícias civil e federal. Os procuradores e promotores poderão somente solicitar ações no curso do inquérito policial e supervisionar a atuação da polícia.

Desde abril, um grupo de trabalho discutiu uma proposta alternativa, mas não houve consenso. O Ministério Público não aceitou investigar de forma extraordinária apenas quando houve risco da investigação ser inviabilizada pelas policias.

Na próxima semana, a Câmara deve discutir um projeto do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que é promotor, para regulamentar a investigação criminal, mas preservando a atuação do Ministério Público.

ROYALTIES

Um dia após serem cobrados pela presidente Dilma Rousseff, os líderes da Câmara decidiram colocar em votação o projeto que destina royalties de petróleo para educação. Ficou definido que haverá a proposta será alterada para garantir 75% dos royalties para educação e 25% para saúde.

Pelo texto do Executivo, os recursos dos royalties e da participação especial referentes aos contratos firmados a partir de 3 de dezembro do ano passado, sob os regimes de concessão e de partilha de produção de petróleo, destinam-se exclusivamente à educação. A proposta também determina que 50% dos rendimentos do fundo social do pré-sal também devem ser direcionados para o setor.

Os deputados vão colocar em votação ainda hoje uma medida provisória com crédito extraordinário para o Ministério das Comunicações e as novas regras para divisão do FPE (Fundo de Participação dos Estados).


quinta-feira, 6 de junho de 2013

Congresso promulga PEC que cria quatro Tribunais Regionais Federais


Com viagem de Renan Calheiros, deputado André Vargas promulgou a PEC.

Promulgação contraria o presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
 

Sob o comando do deputado petista André Vargas (PR), o Congresso Nacional promulgou nesta quinta-feira (6) a Proposta de Emenda à Constituição que cria quatro novos Tribunais Regionais Federais.

A PEC prevê a criação de tribunais em Minas Gerais, Amazonas, Paraná e Bahia, e foi aprovada pelo Congresso no começo de abril. Para entrar em vigor, o texto deveria ser promulgado pelo presidente do Congresso, o que ainda não havia ocorrido porque o presidente, Renan Calheiros (PMDB-AL), dizia que poderia haver inconstitucionalidade na matéria, um suposto “erro material”.

A possibilidade de inconstitucionalidade foi levantada por opositores do projeto, como o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que afirmou que a iniciativa deveria ter partido do Judiciário, e não do Legislativo. Barbosa também criticou os custos que a criação dos tribunais demandaria, e questionou se a ampliação da estrutura resolveria, de fato, os problemas de celeridade da Justiça Federal.

Nesta segunda-fera (3) o primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), anunciou que promulgaria a PEC quando assumisse a presidência do Congresso durante viagem oficial de Renan Calheiros, que deixou Brasília na noite desta quarta.

De acordo com a proposta,  o Tribunal Regional Federal da 6ª Região terá sede em Curitiba e jurisdição nos estados do Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. O Tribunal Regional Federal da 7ª Região terá sede em Belo Horizonte e jurisdição em Minas Gerais. O Tribunal Regional  da 8ª Região terá sede em Salvador e jurisdição no estado da Bahia, e o Tribunal Regional Federal da 9ª Região terá sede em Manaus e jurisdição nos estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.

Atualmente existem cinco tribunais regionais federais instalados em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Sul, que cuidam de processos com origem nos demais estados.

A favor da criação dos tribunais regionais, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) estima que as novas cortes custarão cerca de R$ 700 milhões  por ano, com uma média de R$ 175 milhões por tribunal.


Antes de promulgar a PEC, André Vargas havia afirmado que não procede a afirmação do presidente do STF de que a implantação dos TRFs custaria R$ 8 bilhões. “R$ 7,2 bilhões custa toda a Justiça Federal, toda a Justiça – a primeira a segunda e a terceira instância, dos quais 20% são para a instância intermediária. Portanto, o máximo que poderíamos ter é um incremento de 10%, 12%, R$ 700 milhões por ano”, afirmou na última segunda (3).

O Presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado, elogiou a PEC e disse que a criação dos tribunais aproximará a Justiça Federal dos cidadãos. “Faço uma saudação à criação dos novos tribunais pela aproximação da Justiça ao povo ao qual ela se destina. Este é o ganho principal dos novos tribunais: a Justiça Federal mais próxima das questões que serão julgadas”, afirmou em discurso na tribuna do Senado.

Vinícius Furtado também opinou que o Congresso não extrapolou suas funções ao criar as novas cortes. “É uma vitória da cidadania, uma vitória da competência do Congresso Nacional na legislação, na edição de atos legislativos. Neste poder estão representadas as minorias.

Os Congressistas foram eleitos pelo voto popular. Neles cabe o direito de dizer as normas que o Supremo deve cumprir e interpretar” [...] “Não faz sentido esse argumento do vício de origem.

 Não faz sentido retirar da atual maioria parlamentar o direito de representar o povo. Não faz sentido tirar do Congresso o poder e dever de fazer a justiça mais próxima do povo”.

Segundo o presidente da OAB, é “preciso defender a competência do Congresso de editar as normas e fazer valer a vontade popular”.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Mais um capítulo

  
Novas bizarrices

Para quem estava sentindo falta das bizarrices de Marco Feliciano, ele está de volta. Hoje, após a reunião da Comissão de Direitos Humanos em que foi debatido o chamado projeto da “cura gay”, Feliciano disse que a proposta abre a homossexuais a possibilidade de tratarem a angústia que sentem por, segundo ele, serem gays.

Quando perguntado por que um homossexual deve sentir-se angustiado com sua própria condição, Feliciano saiu com essa pérola:

- Não sei. Não sou gay, sou um pai de família, bem definido e que nunca precisou de psicólogo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Câmara quer liberar campanhas na net

                       

InternetDiabolicaThinkstock


Do Blog do Josias de Souza
 
A Câmara dos Deputados prepara a votação de um projeto de lei que libera os políticos para fazer campanha na internet a qualquer tempo. Hoje, um pedido de voto enviado por e-mail ou um aviso de candidatura pendurado no Twitter antes da hora submetem os autores ao risco de ficar inelegíveis. Isso vai mudar.
 
As alterações constam de proposta elaborada pelo grupo de trabalho constituído pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), para fazer uma meia-sola na legislação eleitoral. Coordenado por Cândido Vaccarezza (PT-SP) e integrado por líderes e vice-líderes dos partidos, o colegiado discute dois projetos.
 
Num, conforme já noticiado aqui, sugerem-se mudanças que atenuam os efeitos da Lei da Ficha Limpa. Um retrocesso, na visão do presidente da OAB, Marcus Vinícuis Furtado. Noutro, alteram-se artigos do Código Eleitoral, da Lei dos Partidos Políticos e da Lei das Eleições. Deseja-se aprovar tudo em tempo para vigorar já em 2014.
 
No pedaço que trata da internet, o projeto em discussão livra o Brasil de normas esdrúxulas. A legislação eleitoral em vigor impõe à internet as mesmas regras que valem para as mídias tradicionais. Blogs, e-mail, Twitter, Facebook e outras redes sociais só podem ser usadas com fins eleitorais a três meses do dia da eleição.
 
Dito de outro modo: o político não pode apresentar-se como candidato nem debater suas ideias com a plateia na internet antes de 5 de julho do ano da eleição. Do contrário, comete crime eleitoral.  A coisa ganha ares de excentricidade se for comparada com o que ocorre nos EUA, onde Barack Obama fez da internet a grande vitrine de suas campanhas.
 
O projeto traz outra mudança saneadora. Prevê que, nas disputas majoritárias, os partidos só poderão substituir candidatos até 20 dias antes da eleição. Optou-se por 20 dias porque esse é o prazo que a Justiça Eleitoral necessita para alterar as urnas eletrônicas, substituindo o nome e a fotografia do candidato.
 
Se estivesse em vigor nas eleições municipais do ano passado, essa novidade teria livrado Paulínea (SP) de um vexame. Nessa cidade, o ex-prefeito Edson Moura (PMDB) recandidatou-se à prefeitura carregando sobre os ombros três condenações do Tribunal de Justiça de São Paulo por improbidade administrativa.
 
Ficha suja, Edson fez campanha graças a uma liminar obtida na Justiça. Às vésperas da eleição, renunciou à candidatura. O PMDB colocou no lugar dele o filho homônimo: Edson Moura Júnior. As urnas eletrônicas traziam a foto e o nome do pai. Mas foi Júnior quem se elegeu. Em decisão tomada há nove dias, o TSE considerou legal a manobra. Há no tribunal mais de três dezenas de casos iguais a esse por julgar.
 
Noutro trecho, o projeto do grupo de trabalho da Câmara sugere uma mudança nas normas que regem a substituição de políticos eleitos para cargos majoritários e, posteriormente, cassados pela Justiça Eleitoral. Hoje, a lei prevê duas maneiras de resolver o problema: ou toma posse o segundo colocado ou convoca-se nova eleição. A proposta sugere eliminar a primeira hipótese. Argumenta-se que a ascensão do segundo funciona como um prêmio ao derrotado.
 
 
O grupo sugere, de resto, um lote de mudanças que “desburocratizam” o relacionamento dos candidatos com a Justiça Eleitoral. Por exemplo: os políticos seriam desobrigados de apresentar recibos de doações de campanha. A comprovação da movimentação financeira seria feita por meio de extrato bancário da conta do comitê de campanha. Os bancos emitiriam um documento específico, com nome, CNPJ (empresas) e CPF (pessoas) de todos os doadores.
 
Se tudo correr como o planejado, os dois projetos elaborados pelo grupo de trabalho irão direto ao plenário da Câmara. Para que isso ocorra, será necessário que os líderes partidários assinem um requerimento de urgência. Aprovado pelos deputados, o texto vai ao Senado. Dali, segue para a mesa de Dilma Rousseff, a quem cabe sancionar ou vetar.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Câmara aprova MP que garante desconto na conta de luz


Após acordo com oposição, base aliada conseguiu aprovar a proposta.

Texto ainda terá de ser submetido ao Senado antes de ser sancionado.
Fabiano Costa Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (28) a medida provisória que permite o uso de recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para subsidiar descontos  concedidos pelo governo para contas de luz das indústrias e dos consumidores residenciais.

A Conta de Desenvolvimento Energético é um fundo que financia programas do governo federal no setor elétrico. A principal despesa autorizada pela medida provisória na CDE servirá para neutralizar os efeitos da decisão de algumas concessionárias de energia elétrica, como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que não aderiram à proposta do governo de renovação antecipada dos contratos de concessão em troca do desconto.

O projeto correu o risco de perder a validade em razão de um impasse político na Câmara. Partidos oposicionistas e até mesmo legendas aliadas ao Palácio do Planalto exigiam a votação de um projeto de lei que trata da extinção da contribuição adicional de 10% ao FGTS devida pelos empregadores à União em caso de demissão sem justa causa para apreciar a MP da conta de luz.

A queda de braço entre governo e oposição inviabilizou em duas ocasiões a votação da proposta. Na última tentativa de analisar a MP, na noite desta segunda (27), a Casa não alcançou o quórum de 257 parlamentares e a sessão foi encerrada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

No final da manhã desta terça, o deputado potiguar anunciou que havia costurado um acordo com a oposição para votar a MP que garante descontos na energia elétrica e outra que estende os benefícios fiscais da desoneração da folha de pagamento a diversos segmentos da economia.

Para demover a obstrução às MPs, Alves se comprometeu com oposicionistas e, inclusive, com líderes da base aliada a colocar em votação no dia 3 de julho o projeto que põe fim à contribuição extra do FGTS.

O esforço do presidente da Câmara se deu para que as medidas pudessem chegar com sete dias de antecedência ao Senado, já que caducam em 3 de junho. A antecedência de uma semana é uma exigência feita pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que declarou que não admitirá mais a apreciação de MPs que cheguem “em cima da hora”.

Desconto na conta de luz

 A redução das tarifas de energia elétrica foi anunciada em setembro do ano passado pela presidente Dilma Rousseff. Para os consumidores residenciais, a conta de luz caiu, em média, 18%. E para a indústria, agricultura, comércio e setor de serviços o desconto alcançou até 32%.

Para bancar a queda no custo da conta de luz, o governo deve gastar R$ 19 bilhões em indenizações às empresas do setor elétrico e mais R$ 3 bilhões por ano para o fundo criado para compensar as reduções de encargos.

O texto aprovado nesta terça pelos deputados federais prevê que as receitas e despesas do fundo deverão ser tornadas públicas, todos os meses, na internet.

Ao anunciar a queda das tarifas, o governo ofereceu a todas as transmissoras e distribuidoras de energia elétrica brasileiras que tinham contratos vencendo até 2017 a possibilidade de renovarem as concessões antecipadamente. Em contrapartida, impôs novas condições, pagando menos pelos serviços.

A renegociação desses contratos era indispensável para o Executivo conseguir baixar as tarifas para os consumidores. Porém, algumas empresas, especialmente aquelas sediadas em estados administrados por partidos que fazem oposição ao governo federal, se recusaram a acatar as condições do Palácio do Planalto.

Para viabilizar os descontos de energia elétrica, Dilma decidiu publicar a medida provisória que garantiu recursos para compensar a diferença financeira gerada no momento em que parte das concessionárias não aceitou prorrogar os contratos em troca de uma menor remuneração.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Câmara aprova MP dos Portos; Senado tem até fim do dia para votar

 

Medida provisória perderá a validade se Senado não aprovar nesta quinta.


Aprovação do texto na Câmara foi possível graças a acordo PT-PMDB.

Fabiano Costa Do G1, em Brasília
 

A Câmara dos Deputados concluiu na manhã desta quinta-feira (16), após 41 horas em dois dias de longas sessões, a votação da MP dos Portos. A medida provisória, que pretende ampliar investimentos e modernizar o setor no país, segue agora para votação no Senado, que tem sessão marcada para as 11h. Se não for aprovada até a meia-noite desta quinta pelos senadores, a MP perde a validade. A redação final já foi encaminhada para o Senado.

As negociações para aprovar a matéria na Câmara se arrastaram desde a semana passada, com forte pressão de deputados da própria base aliada para alterar pontos do texto elaborado numa comissão especial em acordo com o governo, além de resistência da oposição.

A sessão para votação da MP dos Portos foi iniciada por volta das 11h de terça-feira (14). O texto base foi aprovado por volta das 20h35, mas os destaques não foram apreciados nas quase 18 horas de trabahos _a sessão foi interrompida às 4h55. Cerca de 5 horas depois, às 11h30, a sessão foi reaberta. No esforço para acelerar a votação, o governo cedeu e fechou acordo com o PMDB para incluir uma emenda que derrubava outras emendas e destaques com conteúdo semelhante.

Todos os destaques foram votadas até 1h40. Na sequência, muitos deputados foram embora acreditando que a votação havia acabado, mas faltava a apreciação da redação final do texto. A sessão aberta às 2h19 arrastou-se até as 7h19 sem atingir quórum suficiente _257 deputados. Por volta das 8h,  a sessão atingiu o quórum e com 353 deputados, a MP dos Portos foi aprovada às 9h43.

Divergências e acordos

 As divergências culminaram num processo de discussão e votação iniciado na segunda (12) e só concluído nesta quinta. O principal entrave vinha do PMDB e de setores do PT, PSB, PDT e PTB, principalmente, que exigiam mudanças, em parte concedidas pelo Planalto ao fim das negociações. DEM e PSDB pressionavam pela derrubada, exigindo que o novo marco regulatório fosse implementado por projeto de lei, não medida provisória.

Na noite desta quarta-feira (15), um acordo político entre PT e PMDB viabilizou o avanço da votação. O governo cedeu ao permitir a renovação de contratos de concessão em portos públicos, "por uma única vez e pelo prazo máximo previsto", desde que o operador privado faça os investimentos na expansão e modernização.

Além disso, aceitou a obrigação de enviar ao Congresso, todos os anos até o fim de março, relatório sobre a implementação das ações tomadas com base na medida provisória. Outra alteração aceita, aprovada na terça, permite ao presidente da República reduzir o tamanho da área de um porto público.

O que é a MP dos Portos
A medida provisória  595/2012, conhecida como MP dos Portos, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão para uso) para a iniciativa privada de terminais de movimentação de carga em portos públicos. Leia mais
Mesmo com essas concessões, a votação se estendeu pela madrugada desta quinta em razão de diversos requerimentos para verificar as decisões e novas propostas pontuais para mudar o texto, em meio a discursos contra e favor da matéria. Quando o plenário finalizou a análise das emendas, por volta das 2h17 desta quinta, a sessão expirou pouco antes de votar a redação final. Muitos deputados entenderam que já não era necessária a presença e deixaram a Casa. Líderes governistas passaram então a chamar os deputados que já estavam em casa para que retornassem à Câmara. Foram abertas outras sessões, mas em seguida, deputados contrariados se retiravam para impedir a formação de quórum, impedindo a votação final.

Durante toda a madrugada e manhã, deputados de oposição ainda insistiram em manobras e pedidos de retirada de pauta. A MP acabou sendo aprovada somente às 9h43.

Mudanças rejeitadas

 No primeiro dia de votação, na quarta, o Planalto saiu vitorioso ao conseguir rejeitar uma emenda aglutinativa do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que agregava uma série de mudanças que contrariavam o governo. Entre outras modificações, a emenda rejeitada exigia licitação para a abertura de portos privados e dava aos estados prerrogativa de realizar licitações.

Prevaleceu a vontade do governo, de licitar apenas portos públicos e de concentrar o poder de licitações, sem delegação aos estados. O texto aprovado contraria o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), potencial candidato à Presdiência, que pretendia manter sob sua alçada as licitações do Porto de Suape.

Outra emenda rejeitada é a que obrigava terminais privados que movimentam carga de terceiros a contratar trabalhadores do Órgão Gestor de Mão-de-Obra (Ogmo), um órgão público que controla a oferta de trabalhadores nos portos.

Negociação

 A ofensiva do Palácio do Planalto para aprovar a medida provisória colocou em campo ministros, líderes partidários e até mesmo o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP). O peemedebista foi escalado por Dilma para tentar enquadrar o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), que se tornou um dos principais opositores da proposta do governo.

Os líderes do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do PT, José Guimarães (CE), se desdobravam no plenário para convencer os integrantes da base governista a votar de acordo com a orientação do governo. Irritado com a articulação do PT, Eduardo Cunha se aliou à oposição no esforço de prolongar ao máximo a apreciação do projeto.


Diante do risco de derrubada, Chinaglia e Guimarães negociaram com Cunha a recuperação da proposta de renovação dos contratos de arrendamento em portos públicos, um dos pontos da emenda aglutinativa apresentada por ele e que havia sido derrubada na última terça.


As negociações tiveram continuidade ao longo desta quarta, por meio de telefonemas e conversas reservadas. Algumas das reuniões ocorreram no próprio plenário da Casa, no intervalo das votações de emendas. De seu gabinete, o vice Michel Temer fez ligações para Cunha, na tentativa de convencê-lo a encerrar a obstrução.

No início da noite de quarta, Cunha aceitou a proposta e ajudou a derrubar quatro emendas aglutinativas (conjunto de alterações pontuais) e dois destaques (supressões) que amarravam o fim da votação.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Governo admite negociar com PMDB para votar MP dos Portos


Líder do governo disse que poderá apoiar proposta para acelerar votação.

Nesta terça, Câmara derrubou emenda do PMDB que contrariava Planalto.
Nathalia Passarinho e Fabiano Costa Do G1, em Brasília
 


O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia, afirmou nesta quarta-feira (15) que poderá ceder e apoiar alguma proposta de alteração à MP dos Portos defendida pelo PMDB. O objetivo seria acelerar a votação da medida, que se arrasta devido à apreciação individual de 13 emendas e destaques que modificam o texto.

O líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), confirmou a negociação com o governo, mas não deu detalhes sobre o teor da proposta que poderá ganhar o aval do Planalto. "O PMDB está negociando. Ainda estamos vendo o que pode ser votado", disse.

Nesta terça (14), o plenário da Câmara derrubou emenda encabeçada por Cunha, com alterações à proposta que contrariavam o Planalto. Em resposta, Eduardo Cunha resolveu que o partido discutiria cada uma das demais emendas apresentadas no plenário, em vez de votar em bloco.

A decisão fez com que a sessão de votação se estendesse por 18 horas e terminasse por volta das 5h sem a aprovação final da MP dos Portos. A votação foi retomada nesta quarta (15), com a apreciação de emendas que ainda não haviam sido apreciadas.

O que é a MP dos Portos
 
A medida provisória  595/2012, conhecida como MP dos Portos, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão para uso) para a iniciativa privada de terminais de movimentação de carga em portos públicos. Leia mais
 
 “Tem um requerimento que o Eduardo Cunha vinha negociando com o governo, que eu não sei dizer qual é. Houve uma aproximação sucessiva, mas o governo foi contrário que ele fosse aprovado pela emenda aglutinativa. Como a proposta foi derrotada ontem, não sabemos o que pode substituir”, disse Chinaglia.

De acordo com o líder do governo na Câmara, PMDB e governo verificam se há alguma emenda ou destaque com igual teor ou conteúdo parecido com as propostas apresentadas no texto assinado por Cunha e que foi derrubado pelo plenário. “Estou disposto a fazer um acordo para que não haja obstrução. O governo poderá apoiar [alguma emenda]”, afirmou.

Com uma série de modificações ao texto acordado com o governo, a emenda original assinada pelo PMDB exigia licitação para portos privados (o governo quer apenas em públicos); dava a estados prerrogativa de realizar licitações (o governo federal quer concentrar esse poder); além de prever mudanças na resolução de conflitos entre governo e operadores privados.

Chinaglia disse ainda que negocia com outros líderes da base aliada a possibilidade de eles retirarem algumas das 13 emendas em votação no plenário. “Ando conversando com os líderes da base, tentando fazer algum tipo de negociação para que determinados destaques ou emendas possam ser retirados. É óbvio que depois de uma guerra política é minha responsabilidade tratar com todos os partidos políticos”, afirmou.

Emenda

 A emenda do PMDB rejeitada nesta terça já havia sido reduzida quando o PT retirou uma proposta do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ) que exigia a realização de licitações também para autorizar o funcionamento de portos privados. O governo quer que apenas as concessões de áreas em portos públicos passem por licitação; autorização para portos privados dispensaria licitação, senfo feita somente mediante chamada pública.

Diante do novo cenário, o PMDB apresentou um texto mais enxuto que o anterior e motivou uma troca de acusações no plenário da Casa. Mesmo assim o governo não cedeu e decidiu aprovar apenas o texto inicial, aprovado em comissão.

A emenda de Cunha ainda permitia Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) delegar aos estados a realização de licitações para terminais privados em portos públicos. O texto do governo, que acabou prevalecendo, reserva esse poder para a Antaq, concentrando no governo federal o poder de contratação e elaboração de editais.

A alteração feita pelo PMDB era apoiada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), potencial candidato à Presdiência, porque garantiria maior participação do estado na administração do Porto de Suape.

A emenda do PMDB também previa a possibilidade de ampliar a área dos portos públicos, que compreende instalações e infraestrutura de proteção e acesso, somente após realização de audiência pública em caso de “justificado interesse público”, o que o governo considerava um problema.

Um outro artigo derrubado muito criticado pelo governo previa a possibilidade de os concessionários e a União resolverem litígios relativos a débitos através da arbitragem, mesmo se estivessem em curso processo administrativo ou judicial. O texto do governo prevê a possibilidade de utilização da arbitragem, mas não simultaneamente a outras formas de resolução de conflitos.

Novas emendas

 Enquanto o governo se esforça para acelerar a votação da MP dos Portos, a oposição tenta obstruir e postergar ao máximo a apreciação da matéria. No início da sessão, o DEM apresentou nove novas emendas aglutinativas, com o objetivo de atrasar a votação.

A iniciativa, contudo, não foi adiante porque o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, não acolheu as propostas. Ele argumentou que elas continham alterações previstas em emendas já votadas e derrubadas pelo plenário na sessão desta terça (14). O DEM, então, protocolou outras emendas aglutinativas, dessa vez reunindo propostas ainda não analisadas pelos deputados.  Henrique Alves aceitou quatro.

Após 18 horas de sessão, Câmara suspende votação da MP dos Portos

Sessão começou às 11h de terça; às 5h desta quarta, faltou quórum.


Presidente da Câmara convocou nova sessão para as 11h desta quarta.

Fabiano Costa e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
 

Deputados votam durante sessão que aprovou a MP dos Portos na Câmara, na madrugada desta quarta (15) (Foto: Gustavo Lima/Ag. Câmara)Deputados votam durante sessão da MP dos Portos na Câmara, na madrugada desta quarta (15) (Foto: Gustavo Lima/Ag. Câmara)

Após quase 18 horas de sessão arrastada por bate-bocas, tumultos e repetidas tentativas de impedimento, a Câmara acabou não concluindo a votação da medida provisória enviada pelo governo com o objetivo de atrair mais investimentos privados para o setor portuário, a chamada MP dos Portos.

A sessão começou às 11h de terça. Às 4h55 desta quarta, não havia mais quórum para votação, o que obrigou o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a encerrar os trabalhos e convocar sessão extraordinária para as 11h desta quarta.

"Eu não entendo como parlamentares vieram aqui há 15 minutos atrás e deram quórum, e 15 minutos depois não estão mais aqui. Perde o sentido esse esforço sobrehumano de todos que colaboraram. Está encerrada esta sessão por falta de quórum", anunciou o presidente da Câmara.


Ao término da sessão, faltavam ser votados pelo menos 14 destaques (tipo de dispositivo para remover ou alterar partes do texto).

A medida provisória perderá a validade se não for votada pela Câmara e pelo Senado até esta quinta-feira (16). Se isso acontecer, a presidente Dilma Rousseff pode ter de recorrer a decretos para fazer valer os principais pontos da medida provisória.

O Senado aguardou uma decisão da Câmara até por volta de 22h50, quando marcou sessão extraordinária para as 12h desta quarta, na expectativa de já poder iniciar a tramitação do texto aprovado pela Câmara e tentar aprová-lo até esta quinta.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Deputado invade Mesa da Câmara e interrompe sessão da MP dos Portos

Toninho Pinheiro (PP-MG) protestou contra retenção de verbas para saúde.


Presidente da Câmara deu ordens para retirada e suspendeu sessão.

Fabiano Costa e Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília
 


Um protesto do deputado Toninho Pinheiro (PP-MG) acabou interrompendo a já tumultuada sessão que pretende votar nesta terça-feira (14) a MP dos Portos, prioridade do governo para modernizar a logística de transportes no país. Com uma faixa nas mãos, o parlamentar se posicionou em frente à Mesa Diretora para protestar contra a retenção, pelo governo, de verbas para investimento em saúde indicadas por parlamentares.

O protesto ocorreu em meio a uma acalorada troca de acusações entre o líder do PR, Anthony Garotinho (RJ), e líderes do DEM, Ronaldo Caiado (GO), e do PSDB, Carlos Sampaio (SP). Logo que subiu à Mesa, seguranças tentaram retirá-lo do local. Neste momento, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), advertiu que o regimento da Casa não permite esse tipo de manifestação do plenário.

Irritado, o deputado do PP, no entanto, resistiu às ordens para descer e insistiu em mostrar a faixa dizendo que o governo deixou de desembolsar, em 2012, R$ 8,3 bilhões em recursos de emendas parlamentares para a saúde. Após o tumulto, o parlamentar foi convencido por outros parlamentares a se retirar do plenário. A sessão foi retomada por volta das 17h30.

Toninho Pinheiro (PP-MG) sobe na Mesa da Câmara com faixa em protesto contra retenção de emendas da saúde (Foto: Laycer Tomaz/Ag. Câmara)Toninho Pinheiro (PP-MG) sobe na Mesa da Câmara com faixa em protesto contra retenção de emendas da saúde (Foto: Laycer Tomaz/Ag. Câmara)

É a segunda vez que a sessão para votar a MP é interrompida nesta terça. O governo corre contra o tempo porque a MP perde a validade na próxima quinta-feira (16) e ainda precisa passar por votação no Senado para ir à sanção presidencial.


O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) saiu em defesa do parlamentar que fez a manifestação em plenário. “É de fato uma vergonha a questão da aplicação de dinheiro na saúde. Ele já vinha dizendo à bancada de Minas que faria uma manifestação contra o descaso com a saúde. Sempre foi atuante nessa área”, disse.

O deputado Antônio Roberto (PV-MG) ajudou o Toninho Pinheiro a descer do plenário e o aconselhou a ir para casa, sem falar com a imprensa. Antônio Roberto criticou o segurança que tentou conter o parlamentar à força.

“A forma de penalizar um deputado é representar contra ele, suspender a sessão. O segurança está aqui para proteger os deputados, não agir dessa forma”, afirmou.

O que é a MP dos Portos
 
A medida provisória  595/2012, conhecida como MP dos Portos, estabelece novos critérios para a exploração e arrendamento (por meio de contratos de cessão para uso) para a iniciativa privada de terminais de movimentação de carga em portos públicos.

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Divergência

 O principal foco de divergências entre os deputados se concentra numa emenda aglutinativa (que reúne várias alterações ao texto da MP acordado com o governo) do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). A emenda, no entanto, ficou esvaziada depois que o PT retirou dela uma proposta que exigia a realização de licitações pelo governo para portos privados; o governo pretendia que apenas portos públicos passassem por licitação, liberando portos privados apenas com chamada pública, um processo de seleção menos rigoroso.

A invasão da Mesa se dava num momento em que Garotinho respondia às críticas de oposicionistas, que resistem a votar a MP por causa de acusações do deputado feitas na semana passada sobre as negociações da MP. Garotinho disse que a emenda de Cunha é motivada por lobbies do setor.

A emenda de Cunha, no entanto, ainda contraria o governo, por manter a previsão de que procedimentos de licitação, em portos públicos, possam ser realizados pelos estados, e não apenas pelo governo federal. O texto anterior oncentra no governo federal todo o poder de contratação e elaboração de editais de licitação.

A alteração feita pelo PMDB é apoiada pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), potencial candidato à Presdiência, porque garantiria maior participação do estado na administração do Porto de Suape.

O texto da emenda do PMDB também prevê a possibilidade de ampliar a área do porto, após audiência pública, em caso de “justificado interesse público”. O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), afirmou mais cedo que o governo já cedeu o que pode no texto elaborado pela comissão especial. Segundo ele, não há mais espaço para negociar mudanças no teor da proposta. “Eu não li, não gostei e vou encaminhar contra a aprovação dessa emenda. O governo já fechou posição. Vai votar o relatório da comissão e ponto”, afirmou.

Bate-boca

 Antes do protesto, parlamentares assistiam a uma violenta troca de acusações entre Garotinho e Ronaldo Caiado. O líder do DEM subiu à tribuna para pedir esclarecimentos acerca de suspeitas de que as acusações de Garotinho foram feitas a pedido da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

“A imprensa toda disse que a ministra Ideli pediu a vossa excelência que derrubasse a sessão, porque o governo não podia perder para aquela emenda aglutinativa. Houve, então, um processo de intervenção da ministra. Porque duas coisas iam acontecer naquela noite: vossa excelência ia perder a liderança, e aquela denúncia. Não perdeu a liderança, e a denúncia desapareceu. Foi orientação da ministra?”, disse no plenário da Câmara.

O deputado Garotinho respondeu dizendo que não é verdadeira a afirmação de que Ideli teria pedido a ele que atrapalhasse a votação fazendo denúncias contra o PMDB. “Se houve intervenção da ministra Ideli, para que fosse acionado um parlamentar para fazer uma denúncia, para derrubar uma sessão, isso é gravíssimo, presidente, isso é gravíssimo”, continuou Caiado.

O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), pediu, então, a palavra para negar participação do Planalto na atuação de Garotinho. “Ele [Caiado] disse que a ministra Ideli, e se apoiou num suposto noticiário, teria orientado o líder Garotinho para derrubar a sessão. O líder Garotinho disse: ‘não! É mentira’. E ele insistiu. Eu exijo que ele retire o que falou sob pena de eu exigir que ele prove. E eu antecipo, meu prezado deputado Caiado, que a ministra Ideli já tem em mãos a lista de ligações que ela fez e recebeu naquela noite.”

Caiado, então, afirmou que a informação sobre a participação da ministra Ideli foi veiculada na mídia, e não pelo DEM. E que, portanto, o governo não pode cobrar que o DEM comprove os fatos.

 Garotinho voltou a subir à tribuna para rebater Caiado e disse que as acusações feitas pelo parlamentar do DEM não podem ser usadas "como desculpa" para adiar a votação.

Afirmou ainda que só dará no Conselho de Ética novas informações sobre os suspostos "interesses econômicos" que estariam por trás da emenda aglutinativa. "Arranjem outra desculpa para não votar. Se o DEM e o PSDB desejam tanto essa informação, terão o momento oportuno. Poderão representar ao Conselho de Ética, poderão representar à corregedoria."

Enfurecido com a fala de Garotinho, Caiado voltou à tribuna e fez duras acusações, chamando-o em alto tom de “chefe de quadrilha”. “Chefe de quadrilha, você não tem legitimidade moral para falar.

 Embaso os meus argumentos e me preparo para embates políticos. Jamais vi na vida o que estamos assistindo, esse nível de debate. Esse chefe de quadrilha está sendo provocativo a tudo minuto. Chefe de quadrilha tem que estar é na cadeia. Não podemos admitir esse tipo de comportamento aqui na casa”, afirmou Caiado.

Garotinho subiu à tribuna para rebater o líder do DEM e iniciou o discurso dizendo que os “fracos” apelam para a “violência”. “Quando as pessoas não têm razão, elas partem para a violência, para o arroubo. Aqueles que são fracos partem para a agressão.”

Garotinho também insinuou que Caiado “deu as costas” para o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), depois que o parlamentar foi cassado por denúncias de ter relações suspeitas com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.  “Eu não abandono amigo meu. Eu não finjo que não conheço Demóstenes. Eu não virei as costas ao Demóstenes Torres depois de ter andado pelo estado de braços dados com ele.”

O líder do PR afirmou ainda que não se “ofende” por ter sido chamado de “chefe de quadrilha”. “Não me ofende vossa excelência me chamar de quadrilheiro, porque sei, não que não sou. Não me ofende vossa excelência dizer que tenho cheiro de porcos, porque não tenho. Quando vossa excelência falou aquela besteira sobre uma condenação por um juiz de primeiro grau, não diz que ele o fez a pedido do senhor Sérgio Cabral e do senhor Ricardo Teixeira . Eu denunciei o caso ao Conselho Nacional de Justiça”, afirmou.

Nesse momento, em que os ânimos estavam acalorados, o deputado Toninho Pinheiro subiu à Mesa do plenário da Câmara para protestar contra a falta de recursos para a saúde, o que provocou a interrupção da sessão. Após 30 minutos, a votação da MP dos Portos foi retomada.

Pedido de CPI

 Logo antes do bate-boca entre Garotinho e Caiado, o líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), anunciou  que seu partido irá protocolar um pedido de CPI para investigar as denúncias de que a emenda aglutinativa apresentada pelo PMDB teria sido motivada por interesses econômicos.

A acusação foi feita por Anthony Garotinho na primeira tentativa de votação da MP dos Portos, na sessão da última quarta (8). Na ocasião, o deputado fluminense protagonizou uma troca de acusações no plenário com o líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ). Durante a discussão, Garotinho criticou duramente a emenda aglutinativa assinada pelo peemedebista, que reuniu modificações de diversos partidos à medida provisória que prevê modernizações no setor portuário brasileiro.

Entre outros pontos, a emenda exigia que as autorizações para exploração de portos privados fossem concedidas por meio de licitação, e não por processo seletivo ou consulta pública, como defende o governo federal. Irritado com a iniciativa de Cunha, o líder do PR sugeriu, sem citar nomes, que o dispositivo apresentado pelo peemedebista seria a “emenda Tio Patinhas”. Ele ainda disse que os parlamentares haviam transformado o texto original do Palácio do Planalto na “MP dos Porcos”.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Próximo round: Presidente da Câmara marca sessão extraordinária para votar MP dos Portos

  
Antecipando a pauta

Na corrida para a MP dos Portos não perder a validade, Henrique Eduardo Alves colocará a proposta na pauta na segunda-feira. Com a anuência de Ideli Salvatti e Michel Temer, o próximo round acontecerá numa sessão extraordinária, às 18h.

Antes, às 14h, haverá sessão ordinária para debater a MP, que precisa passar por Câmara e Senado até quinta-feira, prazo-limite de validade.

Se houver tempo, algo pouquíssimo provável, os deputados também votarão na segunda-feira outra MP, a que isenta de imposto de renda quem receber até 6 000 reais em participação de lucros de empresas.

Henrique Alves, claro, sabe que haverá nova batalha – de resultado imprevisível – na apreciação da MP dos Portos. O presidente da Casa protege-se no discurso óbvio:

- A Câmara precisa cumprir seu dever com o país.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Não sou só eu




Defesa na ponta da língua
Henrique Eduardo Alves fuçou nos arquivos da Câmara até achar um álibi para rebater o fuzilamento que vem recebendo por não ter instalado a comissão especial para apreciar a PEC 37, que retira o poder de investigação do Ministério Público.
Agora, quando questionado sobre o tema, Henrique Alves buscará no passado a sua absolvição. Segundo o presidente da Câmara, há nas gavetas da Casa 108 PECs aprovadas na CCJ – assim como a PEC 37 – cujas comissões jamais saíram do papel.
Henrique Alves tem os números de seus antecessores na ponta da língua: Michel Temer, enquanto presidente, instalou 32 comissões especiais para apreciar PECs que passaram pela CCJ, enquanto o petista Arlindo Chinaglia assinou a formação de doze colegiados durante sua gestão. Marco Maia mandou instalar dezesseis comissões especiais.
Capitaliza Henrique Alves:
- Há uma fila. Para furar essa fila, é necessário o presidente determinar, e, por ser um tema tão delicado, não vou mandar instalar a comissão especial. É simples.

Batendo o pé

  
Disparates na tribuna

O deputado maranhense Lourival Mendes (PTdoB), autor da famigerada PEC 37, que retira poder de investigação do Ministério Público, subiu na tribuna da Câmara ontem de tarde para defender sua obra, como havia prometido. Em seu discurso, com plenário às moscas, Mendes proferiu pérolas como esta:

- O Ministério Público vem abrindo trincheiras contra governos, instituições e categorias profissionais, tornando-se um importante desagregador da governabilidade.

Mendes é delegado da Polícia Civil e jura de pés juntos que seu projeto não tem sequer um pingo de corporativismo ou áurea revanchista. Mas, quando provocado, não se aguenta e manda:

- O MP tem funções importantíssimas, mas essa questão (competência para investigar) é desejo de poder. O MP mal dá conta de todas suas funções constitucionais. Agora, só falta acabarem com a função de delegado. E quem tem mais capacidade de produzir uma investigação: um delegado, que passou pela academia, ou um promotor?

O autor do mais recente pesadelo de promotores e procuradores levanta uma possibilidade, que, segundo ele, vem sendo debatida entre delegados e integrantes do MP – uma espécie de acordo.
A ideia, que deverá ser levada à comissão especial formada para debater a PEC, é: o MP continuaria investigando, desde que fosse dado às polícias o direito de oferecer denúncia.

Mendes admite:

- Estamos discutindo essa possibilidade.

Mas se perguntam-lhe qual sua posição a respeito da proposta, o autor da PEC 37 tira o corpo fora, mas não a critica, óbvio:

- Ainda não pensei sobre isso.