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terça-feira, 9 de abril de 2013

Mercado reduz perspectiva de inflação e crescimento em 2013

Analistas baixaram previsão do PIB, de 3,01% para 3%, em 2013.

Expectativa do mercado para o IPCA passou de 5,71% para 5,70%.


Do G1, em São Paulo


Os economistas do mercado financeiro reduziram, na semana passada, sua estimativa para o crescimento da economia brasileira de 3,01% para 3%, segundo informou o Banco Central nesta segunda-feira (8), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento é fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Sobre a inflação de 2013, medida pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro também foi reduzida, de 5,71% para 5,70%
 
Para 2014, a expectativa dos analistas do mercado financeiro para o crescimento econômico permaneceu estável em 3,50%.

O IBGE informou, no começo deste mês, que o PIB de 2012 avançou somente 0,9%, no pior desempenho desde 2009. Para este ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que vinha prevendo expansão superior a 4%, revisou sua estimativa para um crescimento de 3% a 4% em 2013.

Sobre a inflação de 2013, medida pelo IPCA, a estimativa do mercado financeiro também foi reduzida, de 5,71% para 5,70% na última semana. Para 2014, porém, a expectativa do mercado financeiro para o IPCA subiu de 5,68% para 5,70%.

Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o IPCA. Para 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Desse modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.

Quanto à Selic, os analistas mantiveram suas projeções em 8,50% para o fim de 2013 e também de 2014, as mesmas da semana anterior. Atualmente, a taxa básica de juros está em 7,25% ao ano.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Inflação oficial acelera para 0,86% em janeiro, mostra IBGE

Esta é a maior taxa para meses de janeiro desde 2003.


Em dezembro, IPCA foi de 0,79%, fechando 2012 com variação de 5,84%.



Lilian Quaino Do G1, no Rio de Janeiro


IPCA de janeiro de 2013 (Foto: Editoria de Arte/G1)IPCA de janeiro de 2013 (Foto: Editoria de Arte/G1)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, por ser usado como base para as metas do governo, acelerou para 0,86% em janeiro, contra 0,79% em dezembro do ano passado, segundo informou nesta quinta-feira (7) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro de 2012, a taxa havia ficado em 0,56%.
Este é o maior IPCA mensal desde abril de 2005, quando o indicador subiu 0,87%, e o maior para meses de janeiro desde 2003 – quando a alta foi de 2,25%, de acordo com o instituto. No acumulado de 12 meses até janeiro, o IPCA avançou 6,15% no mês passado, mostrando alta ante os 5,84% de dezembro.
Com isso, o indicador se aproxima cada vez mais do teto da meta do governo para este ano, de 6,50%, o que pode colocar em risco a manutenção da Selic na atual mínima histórica de 7,25% por vários meses.
Principais influências
Cigarros, tomate e aluguel residencial foram os principais responsáveis pela subida do IPCA no mês. Os três itens tiveram as altas de preços que mais impactaram o índice, segundo Eulina Nunes dos Santos, coordenadora da Coordenação de Índices de Preços do IBGE.
A coordenadora explica que os cigarros tiveram uma variação de 10,11% em janeiro, contra 3,94% em dezembro, por conta do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Já o tomate sofreu as conseqüências dos problemas climáticos que afetaram as safras e variou 26,15% em janeiro, contra 6,26% em dezembro. O aluguel residencial, que saiu de uma variação de 0,54% em dezembro para 1,56% em janeiro, vem apresentando alta há vários meses, diz Eulina.

Segundo a coordenadora, o grupo de alimentos e bebidas continua subindo, saindo de uma variação de 1,03% em dezembro para 1,99% em janeiro. É o grupo de despesas que teve a maior alta em janeiro, com impacto de 0,48 ponto percentual no índice. Desta forma, o grupo de alimentos e bebidas respondeu por 56% do IPCA.

Os efeitos do clima, com seca em várias regiões, prejudicaram as safras, fazendo subir o preço de alimentos básicos na mesa do brasileiro. Contribui ainda para a alta de preços o aumento da demanda, principalmente entre a classe C, segundo Eulina. Além do tomate, ficou caro para botar na cesta de compras a batata inglesa (alta de 29,58% em janeiro contra uma variação de -1,80% em dezembro) e a cebola, que subiu de -0,42% para 14,25%.

O cenário internacional também fez aumentar o preço do pão: com a seca nos Estados Unidos e na Argentina, as safras de trigo foram bem menores que o esperado e o preço no mercado internacional está muito alto, diz Eulina, lembrado que a produção de trigo brasileira não é suficiente para atender à demanda.

Não alimentícios
No grupo de despesas com produtos não alimentícios, além do cigarro e do aluguel residencial, também houve aumento relevante no preço das passagens de ônibus intermunicipais, com alta de 2,84%.

Segundo Eulina, a aceleração do IPCA de janeiro, que chegou a 0,86%, foi contida pela redução nas contas de energia elétrica residencial, uma variação de -3,91%. Também o setor de vestuário ajudou a conter a inflação. Por causa das liquidações, o segmento teve uma variação negativa de 0,53% em janeiro.

Para o IPCA de fevereiro, a coordenadora espera os impactos do aumento da gasolina – “Vamos ter que medir o comportamento nas bombas”; da tarifa de água e esgoto em Porto Alegre, de 7,5% a partir de 2 fevereiro; e do ônibus urbano em Recife, 4,64% a partir 6 janeiro.
INPC
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,92% em janeiro e ficou 0,18 ponto percentual acima do resultado de 0,74% de dezembro, destaca o IBGE. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 6,63%, acima da taxa de 6,20% dos 12 meses anteriores. Em janeiro de 2012, o INPC foi de 0,51%.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Inflação oficial fecha 2012 em 5,84%, aponta IBGE

Em dezembro, IPCA ficou em 0,79%, depois de subir 0,60% no mês anterior.


Gastos com domésticas exerceram principal impacto individual sobre índice.



Do G1, em São Paulo


Evolução do IPCA (Foto: Editoria de arte/G1)

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a "inflação oficial" do país, por ser usado como base para as metas do governo, passou de 0,60% em novembro para 0,79%, em dezembro, fechando 2012 em 5,84%, conforme divulgou, nesta quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2011, a inflação oficial avançara 6,50% e, em dezembro do mesmo ano, 0,50%.

De acordo com a pesquisa, a variação mensal é a maior desde março de 2011. Considerando apenas os meses de dezembro, foi o maior índice desde 2004, quando a taxa foi de 0,86%.

Entre os grupos de gastos pesquisados pelo IBGE, o de despesas pessoais registrou a maior variação, 10,17%, após fechar em 8,61% no ano anterior. O destaque ficou com o aumento dos serviços dos empregados domésticos, de 12,73%, que exerceram a maior contribuição individual para o avanço do IPCA (0,45 ponto percentual).Também tiveram forte alta os preços de cigarro (25,48%), excursão (15,25%), manicure (11,73%), hotel (9,39%), costureira (7,42%) e cabeleireiro (6,80%).
 
O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do IPCA e por meio do qual as famílias mais percebem o peso da inflação, subiu 9,86%
 
Na sequência, o grupo de gastos com transportes, que tem o segundo maior peso (19,52%) na taxa, variou 0,48%, após o avanço de 6,05% em 2011. Com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), os automóveis ficaram 5,71% mais baratos. "Este item deteve o principal impacto para baixo no índice", disse o IBGE. Já os preços dos automóveis usados ficaram 10,68% menores.

Também contribuíram para a formação da taxa os preços dos combustíveis, que caíram 0,72% - o litro do etanol ficou 3,84% mais barato e o da gasolina, 0,41%. Na contramão, subiram os preços das passagens aéreas (26%); do seguro de veículo (7,78%), das tarifas de ônibus intermunicipais (6,35%), das tarifas de ônibus urbano (5,26%) e do conserto de automóvel (5%).

O grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso na composição do IPCA e por meio do qual as famílias mais percebem o peso da inflação, subiu 9,86% - acima da taxa de 7,18% registrada em 2011.

Dentro desse grupo, os alimentos consumidos fora de casa tiveram seus preços elevados em 9,51% em 2012 - taxa menor do que a de 10,49% vista no ano anterior. O item refeição fora de casa, cujos preços subiram 8,59%, exerceu o segundo principal impacto individual sobre o IPCA do ano. Já os alimentos consumidos no domicílio subiram mais do que em 2011, passando de 5,43% para 10,04%, em 2012. O IBGE atribui esse comportamento a "problemas climáticos".


Os artigos de residência, outro grupo de despesas analisado pelo IBGE, subiram 0,84%, depois de não mostrar variação em 2011, com os principais destaques para as quedas dos preços de televisão, 13,25%, microcomputador, 5,17%, refrigerador, 2,28%.

Perderam força

No grupo de despesas com comunicação, cuja taxa passou de 1,52% para 0,77%, as contas de telefone fixo caíram 1,59%, exercendo a maior influência. Já no grupo educação, que fechou 2012 em 7,78%, depois de subir 8,06%, a alta das mensalidades dos cursos regulares, foi de 8,35% e dos cursos diversos, de 9,67%.

Também perdeu força a alta dos preços no grupo de saúde e cuidados pessoais (de 6,32% para 5,95%). Mostraram avanço os gastos com plano de saúde (7,79%), consultas médicas (11,11%) e dentárias (8,36%), serviços de hospitalização e cirurgia (7,11%) e remédios (4,11%). Entre os artigos de vestuário, com variação de 5,79% em 2012, depois de fechar o ano ano anterior em 8,27%, tiveram destaque os calçados, que subiram 7,59%, e as roupas, que avançaram 4,67%.

Praticamente estável, o grupo de gastos com habitação passou de 6,75%, em 2011, para 6,79%, em 2012. O aluguel residencial teve aumento de 8,95%, bem como mão de obra para reparos no domicílio (11,57%), condomínio (8,75%) e taxa de água e esgoto (8,84%).

Por região

Depois de mostrar o índice mais baixo em 2011 (4,74%), a inflação em Belém chegou a 8,31% em 2012, o índice mais elevado, pressionado pelo preço de alimentos.Já o índice mais baixo em 2012, foi registrado na região metropolitana de São Paulo (4,72%).

INPC

O INPC ficou em 0,74% em dezembro, fechando 2012 com a taxa de 6,20%, acima dos 6,08% de 2011.Os alimentos tiveram variação de 10,41% e os não alimentícios, 4,54%. Em 2011, os alimentos subiram 6,27% e os não alimentícios 6,00%.

Inflação resistente

Em nota, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que a meta para a inflação foi cumprida em 2012 pelo nono ano consecutivo que foi observado recuo da inflação sobre 2011. "No curto prazo, a inflação mostra resistência, mas as perspectivas indicam retomada da tendência declinante ao longo de 2013."

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Governo aumenta para 5,2% projeção oficial de inflação para 2012

 

Wellton Máximo, Agência Brasil

A equipe econômica aumentou de 4,7% para 5,2% a projeção oficial de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A nova estimativa foi divulgada hoje (20) pelo Ministério do Planejamento, que enviou ao Congresso Nacional o Relatório de Receitas e Despesas do 5º Bimestre. O documento contém previsões para a economia e informações sobre a execução do Orçamento Geral da União.

Apesar de ser divulgado pelo Ministério do Planejamento, as estimativas para o comportamento da economia são de autoria da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. Com o ajuste, a previsão para o IPCA passou a coincidir com as projeções do Banco Central (BC), apresentadas no último relatório de inflação, lançado em setembro.

Leia mais em Equipe econômica aumenta para 5,2% projeção oficial de inflação para 2012

sábado, 10 de março de 2012

Inflação oficial desacelera em fevereiro, com alta de 0,45%








O Globo

A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), desacelerou em fevereiro com a alta de apenas 0,45% no mês, abaixo da expansão de 0,56% em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o menor resultado desde outubro do ano passado.

A taxa acumulada no ano ficou em 1,01%, ante 1,64% registrada em igual período de 2011. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o índice perdeu força para 5,85%, a menor taxa desde dezembro de 2010, bem abaixo do resultado de 6,22% obtido nos 12 meses até janeiro.

O resultado do IPCA de fevereiro veio dentro das expectativas do mercado financeiro, segundo a pesquisa Focus feita pelo Banco Central com economistas. Na última edição do boletim, com cálculos feitos no dia 2 de março, a mediana das estimativas dos analistas estava em 0,46% para fevereiro e 0,45% para março. Para o ano de 2012, a projeção mediana estava em 5,24%.

O grupo Educação, com avanço de 5,62% nos preços em fevereiro ante 0,39% em janeiro, foi o principal responsável pela inflação no mês. Respondeu por 54% da taxa. O aumento nas mensalidades de cursos regulares, que subiram 6,93%, foi o maior impacto individual no índice.

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Inflação oficial desacelera para 0,45% em fevereiro, indica IBGE

Principais influências partiram das variações de alimentos e transportes.

Em janeiro, IPCA havia registrado alta de 0,56%.


Do G1, em São Paulo



A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou para 0,45% em fevereiro, após subir 0,56% no mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período de 2011, o indicador havia ficado em 0,80%. Em 12 meses, o índice, também conhecido como inflação oficial, acumula alta de 5,84%.

As principais influências para o resultado de fevereiro partiram das variações de preços relativos a alimentação e bebidas (de 0,86% para 0,19%) e a transportes (de 0,69% para –0,33%). No grupo de alimentos, as maiores quedas foram vistas nos preços de carnes (de -0,64% para –1,99%), tomate (de 8,09% para –16,96%) e açúcar refinado (de –0,75% para –3,67%), entre outros itens.


Quanto ao grupo de gastos com transportes, o maior impacto para o recuo no mês partiu das passagens aéreas, cuja variação de preços passou de 10,61% para –8,84%. Também exerceram influência os preços de ônibus urbanos, que desaceleraram de 2,54% para 0,72%, e as tarifas dos ônibus intermunicipais, cuja variação passou de 3,23% para 1,07%.

Seguiram o mesmo comportamento as taxas relativas a vestuário, que passou de 0,07% para -0,23%, "em período de liquidações no mercado", e ao grupo comunicação (de 0,21% para –0,17%).

Na contramão, o grupo educação apresentou grande aumento de preços, com variação de 0,39% em janeiro para 5,62% em fevereiro. O resultado reflete os reajustes típicos de início de ano, segundo apontou o IBGE, por meio de nota.

Ganhou força também a alta de preços de habitação (de 0,53% para 0,60%), saúde e cuidados pessoais (de 0,30% para 0,70%) e despesas pessoais (de 0,71% para 0,88%).

No grupo de despesas pessoais, a variação também foi significativa, de 0,74% para 1,78%.

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também desacelerou a alta de 0,51% para 0,39%. O acumulado do índice do ano fechou em 0,90% e, em 12 meses, ficou em 5,47%. Em fevereiro de 2011 o INPC havia ficado em 0,54%.

Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,21% em fevereiro, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,46%. Em janeiro, os resultados ficaram em 0,74% e 0,42%, respectivamente.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

IGP-M fecha fevereiro com deflação de 0,06%, diz FGV

Maior contribuição partiu dos alimentos; taxa passou de 1,47% para -0,05%

Em 12 meses, o indicador acumula aumento de 3,43% e, no ano, de 0,19%.


Do G1, em São Paulo


O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), conhecido como a inflação do aluguel, fechou fevereiro com variação negativa de 0,06%, segundo aponta levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (27). Em janeiro, o índice havia registrado alta de 0,25%. Em 12 meses, o indicador acumula aumento de 3,43% e, no ano, de 0,19%.

Usado no cálculo do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), também chamado de inflação no atacado, recuou 0,26%, aprofundando a queda, de 0,07% em janeiro.

Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,27%, ante alta de 0,97% em janeiro. A maior contribuição partiu do grupo alimentação, cuja taxa passou de 1,47% para -0,05%. Dos 22 grupos de despesa analisados, 17 tiveram recuos nas taxas, com destaque para carnes bovinas (de 0,69% para -3,13%), hortaliças e legumes (de 8,43% para -1,66%), aves e ovos (de 1,17% para -1,54%), adoçantes (de -0,74% para -1,91%), massas e farinhas (de 0,35% para -1,09%) e pescados frescos (de 3,17% para -0,37%).

Seguiram o mesmo comportamento as taxas de relativas a educação, leitura e recreação (de 3,33% para 1,18%), transportes (de 0,76% para 0,29%), vestuário (de 0,04% para -0,22%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,48% para 0,45%).

Na contramão, a taxa do grupo despesas diversas registrou acréscimo, passando de 0,27% para 0,41%. O destaque dessa classe de despesa foi o item cartório, cuja taxa de variação avançou de 2,65% para 3,55%.

Já o grupo habitação manteve a taxa de variação da última apuração, 0,32%. Comunicação, classe de despesa que passa a fazer parte da estrutura do IPC, a partir deste mês, registrou variação de 0,18%.

Custo da construção

Em fevereiro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) vairou 0,42%, abaixo do resultado de janeiro, de 0,67%. Dois dos três grupos componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: materiais e equipamentos, de 0,27% para 0,32%, e serviços, de 0,68% para 0,73%.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

IPCA muda cálculo da inflação

Clara Spitz, O Globo


Menos gastos com educação, mais dispêndio com bens duráveis. Menos empregados domésticos, mais passagens aéreas.

A transformação social que aconteceu no Brasil nos últimos anos, com ascensão para classe média de milhões de famílias, chegou ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo IBGE, que orienta o sistema de metas de inflação do governo.

A nova ponderação do indicador passa a valer a partir deste mês. Luis Otávio de Souza Leal, do Banco ABC Brasil, calcula que se a nova ponderação já tivesse começado a valer em 2011, a inflação teria ficado em 6,1% e não em 6,5%. Pela pesquisa Focus, a inflação este ano deve ficar em 5,31%.

A mudança do consumo tirou do cálculo da inflação a máquina de costura, o chuchu e o chope. Também deixaram de existir para o cálculo da inflação o velho filme de máquina fotográfica e flash descartável.

Em seus lugares, entram itens como o salmão e o pacote combo de TV e internet, que passaram a fazer parte da vida das famílias brasileiras nos últimos anos.

Para o IBGE, os novos pesos no índice passarão a traçar um retrato mais fiel das despesas no bolso do consumidor.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Preço da passagem aérea sobe 56% em 2011 até novembro; veja ranking

Lista elaborada por consultoria considera variação absoluta no IPCA.

Alho, televisor e DVDs estão entre os preços que mais caíram.
Do G1, em São Paulo

 

Os preços de passagens aéreas e de alimentos como mandioca, quiabo e tomate ficaram entre as maiores altas registradas entre janeiro e novembro de 2011 pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice de inflação elaborado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de acordo com levantamento feito pela Tendências Consultoria Integrada.

A pesquisa considera apenas as variações absolutas, sem avaliar o peso de cada item dentro do índice.

A lista foi elaborada nesta segunda-feira (26) e mostra que, entre janeiro e novembro de 2011, o preço das passagens aéreas acumulou alta de 56,11%, liderando o ranking da inflação no período.
Na outra ponta, aparecem entre os preços que mais caíram o do alho (-29,75%), do televisor (-15,39%) e dos aparelhos de DVD (-11,22%).
Cada item com forte variação absoluta tem, no entanto, pouca participação no peso do IPCA.
Confira a lista:
PREÇOS QUE MAIS SUBIRAM
DE JANEIRO A NOVEMBRO DE 2011
PREÇOS QUE MAIS CAÍRAM
DE JANEIRO A NOVEMBRO DE 2011
* Em variação absoluta, sem considerar o peso de cada item no índice de inflação.
Cada item com forte variação absoluta tem, no entanto, pouca participação no peso do IPCA.

1) Avião 56,11%
1) Alho -29,75%
2) Mandioca 50,64%
2) Feijão fradinho -22,83%
3) Quiabo 38,90%
3) Laranja-pêra
-17,16%
4) Tomate 37,99%
4) Televisor
-15,39%
5) Pimentão 28,75%
5) Abacaxi
-13,77%
6) Repolho 28,36%
6) Milho verde em conserva
-12,70%
7) Polpa de açaí 26,96%
7) Filé Mignon
-12,21%
8) Peixe-Piramutaba
24,87%
8) Feijão preto -11,55%
9) Café moído
22,50%
9) Aparelho de DVD
-11,22%
10) Cebola
21,44%
10) Aparelho telefônico
-10,99%
11) Mudança
20,57%
11) Feijão carioca
-10,64%
12) Asilo 19,56%
12) Goiaba
-10,01%
13) Joia 18,44%
13) Maracujá
-9,71%
14) Fubá de milho 18,29%
14) Microcomputador
-9,39%
15) Roupa de banho 18,26%
15) Peixe Merluza
-9,04%
16) Fava 17,36%
16) Ameixa
-8,99%
17) Hotel 17,36%
17) Inhame
-8,22%
18) Sorvete 16,93%
18) Ervilha em conserva
-7,75%
19) Melancia 16,72%
19) Limão
-7,61%
20) Auto-escola 16,70%
20) Excursão
-7,37%

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Inflação oficial acelera para 0,52% em novembro, mostra IBGE

Em 12 meses, IPCA acumula alta de 6,64%, acima do teto da meta do BC.

Grupo de alimentação pressionou o índice neste mês.


Do G1, em São Paulo



O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país usada como base para as metas do governo, acelerou para 0,52% em novembro, após subir 0,43% no mês anterior, segundo divulgou, nesta quinta-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em novembro do ano passado, o índice havia ficado em 0,83%.

Em 12 meses, o indicador acumula alta de 6,64% e de 5,97% de janeiro a novembro. O IPCA em 12 meses segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para 2011, que é de 6,5%.

Entre os grupos de despesas avaliados pelo IBGE, o de alimentação e bebidas exerceu a maior pressão sobre o indicador de novembro (48% da taxa), aumentando a variação de preços de 0,56% em outubro para 1,08% em novembro. O destaque ficou com o item carnes, que subiu 2,63%. por outro lado, entre os alimentos que tiveram queda, o leite teve recuo de 2,02%.


Considerando os grupos de gastos não alimentícios, a variação foi de 0,35%, após subir 0,39% no mês anterior. O item empregados domésticos exerceu o segundo maior impacto sobre o índice, com variação de preços passando de 0,10% para 1,36%. Também ficaram mais caros os serviços de manicure (de 0,88% para 1,98%), cabeleireiro (de 0,54% para 1,19%) e costureira (de 0,41% para 1,64%). O grupo despesas pessoais passou de 0,22% para 0,88% em novembro.

Na contramão, os outros grupos apresentaram desaceleração. O grupo de gastos transportes variou 0,01%, após ter avançado 0,48% no mês anterior. De acordo com o IBGE, uma das causas está no preço das passagens aéreas. Depois de os preços das passagens subirem, em média, 14,26% em outubro, a alta ficou em 3,91% em novembro. O preço da gasolina também influenciou. O preço do litro ficou 0,25% mais barato depois de aumentar 0,17% em outubro.

As despesas com habitação tiveram reduação da variação: de 0,62% em outubro para 0,47% em novembro, com destaque para mão de obra (de 1,21% para 1,46%), aluguéis residenciais (de 0,80% para 0,81%) e energia elétrica (de 0,40% para 0,72%). Também desaceleraram a alta de preços de vestuário (de 0,74% para 0,58%), saúde e cuidados pessoais (de 0,45% para 0,42%) e educação (de 0,07% para 0,02%).

INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acelerou de 0,32% em outubro para 0,57% em novembro. No ano, o índice acumula alta de 5,54% e, em 12 meses, de 6,18%. Em novembro de 2010, o INPC havia ficado em 1,03%.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Inflação do aluguel desacelera em novembro, diz FGV

No ano, IGP-M acumula alta de 5,22% e, em 12 meses, de 5,95%.

Inflação no atacado teve recuo ainda maior no mês.


Do G1, em São Paulo

 

A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado para reajustar a maioria dos contratos imobiliários, desacelerou de 0,53% em outubro para 0,50% em novembro, segundo informou, nesta terça-feira (29), a Fundação Getulio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 5,22% e, em 12 meses, de 5,95%. Em outubro, o IGP-M apresentava alta de 4,70% no ano e, em 12 meses, de 6,95%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que faz parte do cálculo do IGP-M e é conhecido como a inflação do atacado, teve recuo mais forte, passando de 0,68% para 0,52%.

Também usado para calcular a inflação do aluguel, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) não seguiu o comportamento dos outros índices e acelerou de 0,26% para 0,43%. Das sete classes de despesa que integram o IPC, três tiveram alta nas taxas de variação, com destaque partindo de alimentação (de -0,09% para 0,52%). As maiores influências partiram de hortaliças e legumes (de -5,92% para 1,58%), frutas (de -0,85% para 0,72%) e carnes bovinas (de 0,86% para 1,95%).

Seguindo a mesma tendência estão os grupos de despesas com educação, leitura e recreação (de 0,21% para 0,46%) e vestuário (de 0,74% para 0,76%), com destaque para os preços de passagem aérea (de 7,20% para 9,10%) e roupas femininas (de 0,84% para 1,23%).

Na contramão, com alta menor de preços ou até baixa, estão os grupos habitação (de 0,61% para 0,53%), transportes (de 0,00% para -0,06%), despesas diversas (de 0,25% para 0,23%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,38% para 0,37%), com destaque para taxa de água e esgoto residencial (de 2,14% para 0,00%), gasolina (de -0,14% para -0,64%), alimento para animais domésticos (de 1,96% para -0,24%) e dentista (1,29% para 0,11%).

Custo da construção

Em novembro, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) acelerou para 0,50%, acima da taxa de outubro, de 0,20%. Dos três grupos componentes do índice, dois aceleraram. A taxa do grupo materiais e equipamentos passou de 0,23% para 0,26%, enquanto a do grupo mão de obra avançou de 0,16% para 0,73%. Em sentido oposto, o grupo serviços apresentou desaceleração, tendo a taxa recuado de 0,34% para 0,30%.