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terça-feira, 8 de maio de 2012

Globo sai da caverna e defende Rupert Civita

 

A Globo mantém a liderança na batalha para tirar Robert(o) Civita da forca.

Primeiro foi o Merval Imortal.

Depois, a Urubóloga.

Agora, é o patrão.

Na pág. 6 da edição impressa, o Globo desta terça-feira publica furibundo editorial com o título “Roberto Civita não é Rupert Murdoch”.

(É pior !)

É claro que os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – denunciam uma “tentativa de atemorizar a imprensa”.

É o mesmo argumento contra a Ley de Medios: é uma “tentativa de amordaçar” o direito de Robert(o) Civita e o Globo derrubarem governos trabalhistas.

É o que eles chamam de “liberdade de imprensa”.

Servir invariavelmente à Casa Grande, como diz o Mino Carta.

A certa altura, os filhos do Roberto Marinho – eles não têm nome próprio – acusam “blogs, veículos de imprensa de chapa branca” e “reportagens de tv”.

Isso deve ser com a TV Record, que melou o mensalão e mostrou os áudios das edificantes conversas do Carlinhos Cachoeira com a Veja, munida de sua liberdade de imprimir.

Deve ser também com a turma dos blogs sujos do Barão de Itararé.

Eles se reunem em Salvador, agora, no dia 25, para celebrar seu III Vitorioso Encontro, inflamados por duas frases sugeridas pelo Ministro Ayres Britto (aquele que abriu a janela do STF para entrar o sol, depois de seis anos de sombras), fixadas em banners iluminados:

“A liberdade de expressão é a maior expressão da liberdade”, de Ayres Britto.

E “o excesso de liberdade se cura com mais liberdade”, de Tocqueville.

(Clique aqui para ler “Barão de Itararé convida Ayres Britto para encontro de blogs sujíssimos”.)

Sobre o veículo “de imprensa chapa-branca” … isso deve ser com o Mino.

Compreende-se o desespero dos filhos do Roberto Marinho.

A Globo e a Veja são a corda e a caçamba.

Sem a Globo, a Veja não ia mais a lugar nenhum.

Não passaria de uma revisteca provinciana à beira da extinção e que, mal e mal, sustenta uma editora mais combalida, ainda.

A Globo é o balão de oxigênio do Robert(o) Civita.

Por que ?

Porque a Globo pega o detrito sólido de maré baixa da Veja, extraído de duzentos telefonemas ao Carlinhos Cachoeira, e transforma em Chanel #5.

É crime, sim.

O Robert(o) Civita é pior que o Rupert.

Porque a televisão do Rupert (na Inglaterra) não tem o alcance que a Globo tem no Brasil.

E na Inglaterra uma TV não ousaria fazer o que a Globo faz aqui: sistematicamente tentar derrubar os presidentes e governadores trabalhistas.

O jornal nacional criou agora uma seção fixa que se chama “o Brasil é uma m…”.

Nesta segunda-feira, descobriu uma cidade de mil habitantes no interior do Maranhão que tem uma estação rodoviária, mas não tem ônibus.

Culpa do Lula e da Dilma !

A Globo é a próxima na fila.

E essa fila anda.

O Brasil tem um encontro marcado com os filhos do Roberto Marinho, aquele que simulou um atentado para fingir que era vítima e, não, cúmplice do regime militar.

O regime militar acabou.

E os filhos do Roberto Marinho, mesmo com a ajuda do Miro, não são o Roberto Marinho.

Como o Robert(o) Murdoch não é o “seu” Vitor Civita.

Que não ia entregar o patrimônio nas mãos de um Policarpo.

A batata da Globo também assa.

A Ley de Medios vem aí assim como o fim da Lei da Anistia.

Porque, hoje, no Brasil, ficou mais fácil identificar bandido.

Por causa dos blogs sujos.

E do Mino.

E jornalista bandido bandido é.

Não era.


Paulo Henrique Amorim



domingo, 6 de maio de 2012

A fonte, o beija-mão, o vale-tudo e a Veja

Por Marco Antonio L.

Da Carta Capital

Veja, um caso sério - coluna de Maurício Dias

Desde 1996, Marcus Figueiredo investiga os processos eleitorais a partir da cobertura feita pelos jornais Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo. Nesse período, Figueiredo, agora coordenador do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), reuniu evidências sólidas para poder afirmar com segurança: “Há certa resistência, da parte dos jornalistas, em admitir a legitimidade da análise de mídia. Os próprios meios dedicam pouco espaço ao tema”.


Antes e depois. Lula eleito, a mídia mergulhou na oposição

Há poucos dias, no entanto, o veterano jornalista Merval Pereira, de O Globo, quebrou essa regra não escrita e se dedicou ao tema. Saiu em defesa da revista Veja, envolvida com questões do receituário da CPI.

“O relacionamento de jornalistas da revista Veja com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e seus asseclas nada tem de ilícito”, assegurou Merval.

Essa afirmação vigorosa se sustenta em bases frágeis. Merval enalteceu o “jornalismo investigativo” praticado na revista. Veja, no entanto, foi parceira de um jogo criminoso. Aliou-se a um contraventor e, no afã de denunciar escândalos, criou escandalosamente um deles. Cachoeira oferecia a munição e Veja atirava.

No futuro, esse episódio e outros deverão ser objeto de estudo acadêmico possivelmente sob o título de “O caso Veja”. Melhor seria abandonar o formalismo acadêmico e chegar a um título mais adequado à tese “Veja é um caso sério”.

Não é a primeira vez que a revista sapateia sobre as regras do jornalismo. Mais do que isso. Frequentemente, ela sai do jogo e -adota o vale-tudo.

Em 2006, por exemplo, Veja foi protagonista de um episódio inédito no jornalismo mundial, ao acusar o então presidente Lula de ter conta no exterior. Na mesma reportagem, no entanto, confessa não ter conseguido comprovar a veracidade do documento usado para fazer sustentar o que denunciava. Só o vale-tudo admite acusação sem provas.

A imprensa brasileira, particularmente, tem assombrosos erros históricos. Um prontuário que inclui, entre outros, a participação na pressão que levou Vargas ao suicídio, em 1954, e quando se tornou porta-voz do movimento de deposição de Jango, em 1964.

A ascensão de um operário ao poder é outro marco divisório da imprensa brasileira. A eleição de Lula acirrou os ânimos dos “barões da mídia”. O noticiário passou a se sustentar, primeiramente, nas divergências políticas e, depois, mas não menos importante, no preconceito de classe. A imprensa adotou o que Marcus Figueiredo chama de “discurso ético de autoqualificação diante dos leitores”.

No exercício diário, semanal ou semestral, porém, essa propaganda se esfuma. Figueiredo fez um flagrante em 2006:

(…) o que vimos são diferenças no tratamento conferido aos candidatos, de amplificação de certos temas negativamente associados a Lula, contraposto à benevolência no tratamento de temas espinhosos relacionados aos seus adversários”.

É possível recolher na história das redações inúmeros exemplos de desvios éticos provocados pela busca da informação exclusiva. Mas tudo, em geral, provocado pelo afã de profissionais em busca do “furo” sensacional.

Essa prática se mantém, mas sustentada muitas vezes em parceria criminosa e não em investigação jornalística.

Certas reportagens de Veja nos põem diante de um caso assim. A informação chega à redação de mãos beijadas. No caso, as mãos de Carlinhos Cachoeira.

Fernando Ferro: Jornalismo investigativo ou cumplicidade com o crime?

 


sábado, 29 de outubro de 2011

Dedo Duro......................

A repercussão da suposta relação entre do jornalista William Waack, da Rede Globo, com funcionários do governo americano foi um dos principais assuntos das redes sociais desde a tarde de quinta-feira.

No entanto, analisando mais a fundo os documentos da vazados pelo Wikileaks a respeito da mídia brasileira, é possível colher um panorama mais amplo das impressões que o governo dos Estados Unidos teria do jornalismo nacional.

Mídia paulista na frente

Entre os veículos mais citados nas mensagens estão os jornais Folha de S. Paulo (384 mensagens), Estado de S. Paulo (317 mensagens), O Globo (89 mensagens), Valor Econômico (em 84), Jornal do Brasil (em 23) e Correio Braziliense (em 11). A Veja lidera entre as revistas, presente em 85 mensagens.

Classificação


Cada veículo também recebe uma classificação de acordo com a sua suposta orientação política. O JB é visto como centro-esquerda, a Folha como liberal e Estadão, O Globo e Veja são de centro-direita, segundo as autoridades americanas. A revista Carta Capital aparece como nacionalista de esquerda. Alguns relatos classificam matérias da Veja como 'exageradas'. O exemplo mais notório foi a reportagem sobre o suposto envolvimento do PT com guerrilheiros das Farc.