Há vários meses, estes países e a Europa negociavam na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) a reforma do dispositivo - revisado em 2007 - que permite às companhias aéreas estrangeiras receber uma garantia de empréstimo governamental para facilitar a compra de aviões.
O surgimento de novos competidores para as construtoras europeia Boeing e americana Boeing, como a brasileira Embraer e a canadense Bombardier, reforçou a necessidade de revisão dos créditos à exportação.
Outras companhias europeias e americanas que não estavam incluídas no dispositivo também reclamavam uma reforma. As negociações formais foram concluídas na sexta-feira em Paris, mas desde então as partes discutiam os últimos detalhes do acordo.
Uma fonte europeia explicou que o novo texto responderá, em parte, às reivindicações das principais companhias americanas e europeias (Air Berlin, Air France, British Airways, Delta Airlines, Lufthansa e Virgin).
As empresas de transporte, que até agora não tinham acesso aos créditos, denunciavam a existência de ajudas de organismos como a Coface na França, Euler na Alemanha, Exim Bank nos Estados Unidos, a taxa de juros muito inferiores às praticadas nos mercados financeiros.
Agora, as empresas poderão ser beneficiadas, mas sob determinadas condições, por empréstimos a taxas de juros preferenciais. Airbus e Boeing conseguiram um período de transição, em virtude do princípio de "grandfathering" (cláusula de anterioridade), durante o qual a uma determinada quantidade de aviões, parte deles encomendados em 2007, o aumento não será aplicado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário