Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Mundo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 4 de junho de 2013

Brasil e outros 59 países assinam tratado sobre comércio de armas

Representantes de 60 países, incluindo a delegação do Brasil, assinaram o Tratado sobre o Comércio de Armas, na sede das Nações Unidas em Nova York, nos Estados Unidos. O Ministério das Relações Exteriores disse que o Brasil participou do processo de negociação do tratado em busca de reduzir a um possível desvido dessas armas para o mercado ilícito.

A ideia do tratado é evitar o incentivo a conflitos internos que estimulam a violência armada. A iniciativa ocorre no momento em que se intensifica, por exemplo, a crise na Síria, que já dura 25 meses e que divide europeus, norte-americanos, russos e chineses. Os europeus se dispõem a vender armas para a oposição ao governo sírio, enquanto russos pretendem abastecer o grupo do presidente sírio, Bashar Al Assad.

O representante permanente do Brasil na Conferência do Desarmamento, o embaixador Antônio José Vallim Guerreiro, destacou  que o processo de negociação do tratado levou sete anos, mas lembrou que o Brasil foi um dos pioneiros a defender uma iniciativa ampla e multilateral.

"Meu país participou ativamente do processo de elaboração do tratado ao longo de suas diferentes fases, sempre comprometido com a meta de um instrumento juridicamente vinculativo que regule o comércio legal de armas convencionais e forneça ferramentas eficazes para impedir que essas armas sejam desviadas para o mercado ilegal", afirmou o embaixador.

Vallim Guerreiro reiterou a necessidade de exigir de todos a implementação de "medidas legais e administrativas para reforçar o controle nacional sobre as transferências internacionais de armas convencionais". Segundo ele, “[a ação] constitui uma contribuição importante para a proteção das populações civis em situações de conflito, para a prevenção de conflitos internacionais e para a redução da violência armada urbana".

O embaixador brasileiro considera o tratado, para o Brasil, um marco na busca de um mundo mais pacífico e seguro. "Cada um foi fundamental para tornar realidade essa aspiração", disse. "O país está totalmente empenhado em assegurar que as abordagens equilibradas, objetivas e não discriminatórias prevaleçam, bem como a cooperação internacional e a assistência para assegurar um papel central em todos os esforços".

Com informações da Agência Brasil

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Velho conteúdo

  
A mesma ladainha

Michel Temer não poderia sentir-se mais em casa do que onde está agora, em Quito, acompanhando o discurso do presidente Rafael Correa. O presidente atacou a mídia, como de hábito:

- Defendemos a liberdade de imprensa dos equatorianos, não de determinados grupos de imprensa.

domingo, 19 de maio de 2013

Dicionário de crianças colombianas surpreende adultos

 


Por alfeu

Da BBC

 

 
 
Crianças produziram cerca de 500 definições, que viraram livro de sucesso
São definições cheia de poesia e sabedoria, apesar da pouca idade de seus autores. Ou talvez por isso mesmo.
 
Vão desde A de adulto ("Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si", segundo Andrés Felipe Bedoya, de 8 anos), até V de violência ("A parte ruim da paz", na definição de Sara Martínez, de 7 anos).

O dicionário está no livro "Casa das estrelas: o universo contado pelas crianças", uma obra que surpreendeu ao se tornar o maior sucesso da Feira Internacional do Livro de Bogotá, no final do mês de abril. A surpresa aconteceu especialmente porque o livro foi publicado pela primeira vez na Colômbia em 1999 e reeditado no início desse ano.
Leia mais

sábado, 18 de maio de 2013

Morre Videla, o braço da Operação Condor em Buenos Aires

 


Ex-general era julgado por participar de colaboração entre ditaduras

Elisa Martins, O Globo

A morte do ex-ditador argentino Jorge Videla traz de novo à tona um dos aspectos mais repressivos dos regimes autoritários na América Latina: a Operação Condor, estabelecida por militares do continente a partir dos golpes de Estado no Chile e no Uruguai, em 1973.






O plano consistia na colaboração entre as ditaduras do Cone Sul (Brasil, Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai) para a troca de informações sobre integrantes de movimentos de esquerda, chamados por elas de subversivos. A cooperação incluiu, ainda, operações conjuntas de perseguição e prisão de opositores, muitos dos quais terminaram assassinados.



Leia mais em Videla, o braço da Operação Condor em Buenos Aires

Morre na prisão Jorge Rafael Videla, o 1º presidente da ditadura argentina

‘Nem com a sua vida Videla poderá pagar as que arruinou’, diz vítima

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Congresso do México aprova ampla reforma de telecomunicações

 


O Globo

O Congresso do México concedeu nesta terça-feira aprovação final a uma expansiva reforma do setor de telecomunicações, que tem como objetivo promover competição na indústria e domar tipos como o bilionário Carlos Slim e a radiodifusora Televisa.

O projeto encoraja maior investimento estrangeiro na indústria de telecomunicações e dá a reguladores o poder de impedir que companhias controlem mais de 50 por cento do mercado.



Leia mais em Congresso do México dá aprovação final a ampla reforma de telecomunicações

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Suspeito nº 1 de ataque em Boston é morto, e polícia procura o segundo

Suspeitos são irmãos da Chechênia; eles trocaram tiros com a polícia.


Ataque a bombas matou 3 e feriu 176 em chegada de maratona segunda.



Do G1, em São Paulo


 
O chefe da polícia de Boston, Ed Davis, confirmou nesta sexta-feira (19) que um dos suspeitos do atentado na Maratona de Boston, na segunda-feira (15), foi morto durante a madrugada em uma troca de tiros nas imediações de um shopping center na região de Watertown, subúrbio de Boston.
 
O segundo suspeito segue foragido, mas é caçado por uma megaoperação policial nas cidades de Watertown e de Boston.

Segundo Davis, o rapaz morto é o suspeito do "boné preto", o mesmo cuja foto foi apresentada pelo FBI, a Polícia Federal dos Estados Unidos, na quinta-feira (18), como suspeito número 1 do ataque ocorrido na segunda-feira, na reta de chegada da maratona, e que deixou 3 mortos, 176 feridos e chocou os EUA.
 

No dia da maratona ele usava um boné preto, óculos de sol e carregava uma mochila, na qual a polícia acredita que estivesse uma das bombas usadas do atentado.

A imprensa americana identificou os suspeitos, que seriam dois irmãos chechenos.
 
Dzhokhar A. Tsarnaev, de 19 anos, seria o suspeito número 2, que é perseguido. O suspeito morto seria Tamerlan Tsarnaev, de 26. Eles seriam moradores de Cambridge.

mapa perseguição boston (Foto: AP)

Não havia confirmação oficial. Uma autoridade federal ouvida pela Reuters disse que a suspeita é que o "extremismo islâmico" seria a motivação do ataque.

Perseguição policial

A polícia chegou a eles após um incidente no campus do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Boston, onde um policial foi encontrado morto em seu carro.

O local é separado de Boston pelo Rio Charles.

Pouco depois, os policiais receberam informações sobre um roubo de carro na região. O motorista teria sido mantido refém por meia hora e solto em um posto.

Os policiais localizaram o carro. Houve uma perseguição, durante a qual a dupla atacou a polícia com explosivos e tiros. O suspeito 1 foi baleado, detido e levado ao hospital, onde acabou morrendo. Um outro policial foi ferido.

Imagens da TV americana mostram uma pesoa que seria o suspeito, nu e andando, sendo levado ao carro policial para ser hospitalizado.

Um médico do Beth Israel Deaconess Medical Center, que não quis se identificar, disse à agência Reuters que o suspeito morreu vítima de múltiplas feridas de tiros e possivelmente do estouro de um explosivo.

Imagem divulgada pelo FBI na quinta (18) mostra o suspeito do boné preto, morto nesta sexta em Watertown, e o suspeito do boné branco, que é procurado (Foto: Reuters)Imagem divulgada pelo FBI na quinta (18) mostra o suspeito do boné preto, morto nesta sexta em Watertown, e o suspeito do boné branco, que é procurado (Foto: Reuters)

Ele chegou ao hospital com parada cardíaca.

O suspeito foragido é procurado na cidade de Watertown, onde uma grande operação policial ainda está em andamento, com um cerco com contingente do FBI, agentes armados com fuzis, especialistas do esquadrão antibombas, veículos blindados e helicópteros.

arte mapa boston versão 5 (Foto: 1)

Segundo a polícia, ele é um homem branco, de cabelos castanhos e encaracolados.
Pelo menos 20 quarteirões foram isolados para o trabalho policial.

Os policiais, federais e locais, fazem uma busca "casa por casa" na região.

Todo o sistema de transporte da baía de Boston foi suspenso até segunda ordem, segundo as autoridades.

As autoridades pediram aos moradores que continuem em suas casas e não atendam às campainhas de casa.

"Acreditamos que é o terrorista. Acreditamos que é um homem que veio para matar gente. Precisamos pegá-lo em custódia", disse o policial Davis.

As televisões locais transmitem ao vivo o desdobramento da ação dos agentes, que vasculham a área minuciosamente.

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

Moradores de Watertown ouvidos pela BBC relataram que o clima na cidade é de medo.

Policial morto

As operações em Watertown começaram horas após o assassinato de um agente no campus universitário do Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston.
 
O tiroteio, que também feriu um policial da empresa de transporte público de Boston, aconteceu pouco após as 22h30 locais (23h30 de Brasília), cinco horas depois de terem sido publicadas, pelo FBI, as primeiras fotos dos suspeitos dos atentados.

Obama

O presidente dos EUA, Barack Obama, foi informado da situação por um assessor da área de combate ao terrorismo e está acompanhando o desenrolar do caso, segundo a Casa Branca.

Na véspera, ele fez um emocionado discurso em cerimônia ecumênica em Boston, no qual reafirmou o compromisso de prender os culpados e levá-los à justiça.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Prazo curto para eleição favorece herdeiro de Chávez

 

:
O ex-motorista de ônibus Nicolás Maduro deve tirar vantagem do clima de comoção que ainda envolve o país pela morte de Hugo Chávez, na terça-feira 5; eleição presidencial está marcada para 14 de abril e campanha se dará, oficialmente, entre 2 e 12 e abril; oposicionista Henrique Capriles, que obteve 44% dos votos no ano passado, tende a ter pior desempenho

 

terça-feira, 5 de março de 2013

Morre aos 58 anos Hugo Chávez, presidente da Venezuela

Ele lutava contra um câncer desde 2011 e passou por tratamento em Cuba.


Vice Maduro anunciou morte e disse que mobilizou as Forças Armadas.



Do G1, em São Paulo


O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, na capital Caracas, após mais de um ano e meio de luta contra o câncer.
 
A morte ocorreu às 16h25 locais (17h55 de Brasília), segundo o vice-presidente Nicolás Maduro, herdeiro político de Chávez, que fez o anúncio em um pronunciamento ao vivo na TV.
 
"Às 16h25 locais (17h55 de Brasília) de hoje 5 de março, faleceu o comandante presidente Hugo Chávez Frías", disse Maduro, emocionado e cercado pelo ministério.
"Nesta dor imensa desta tragédia histórica que hoje toca a nossa pátria, nós chamamos todos os compatriotas, homens, mulheres de todas as idades, a ser vigilantes da paz, do respeito, do amor, da tranquilidade desta pátria", disse.

"Pedimos ao nosso povo para canalizar nossa dor em paz e tranquilidade. Suas bandeiras serão erguidas com honra e com dignidade", afirmou. "Vamos ser dignos herdeiros filhos de um homem gigante como foi e como sempre será na memória o comandante Hugo Chávez."

Chávez estava internado em um hospital militar na capital, Caracas. Na véspera, um boletim médico pessimista havia relatado uma piora no seu estado de saúde.
 
Ao fazer o anúncio nesta terça, o vice Maduro afirmou que mandou as Forças Armadas para as ruas, para garantir a segurança.

O clima da população na capital, Caracas, inicialmente era de apreensão e silêncio, à espera dos próximos acontecimentos. Após o anúncio da morte, uma grande confusão tomou as ruas.
 
 
A cúpula das Forças Armadas também apareceu na TV estatal, para jurar lealdade a Maduro e respeito à Constituição.
 
Com a morte de Chávez, A Constituição da Venezuela prevê a realização de novas eleições presidenciais no prazo de 30 dias.
 
Espera-se que o Tribunal Supremo de Justiça, principal corte do país, pronuncie-se sobre o que vai ocorrer em seguida.

Maduro, de 50 anos, é apontado como candidato quase certo. Ele deve enfrentar a Henrique Capriles, oposicionista derrotado por Chávez nas urnas em outubro.
 
Após o anúncio da morte de Chávez, Capriles adotou um tom conciliador e falou em união nacional.
 
Posse adiada

A luta contra o câncer havia impedido Chávez de tomar posse em 10 de janeiro, depois da reeleição obtida em outubro de 2012 para um terceiro mandato de seis anos.

Em janeiro, a Assembleia Nacional concedeu ao presidente uma permissão indefinida de ausência do país para tratar a doença, em Cuba, enquanto o Tribunal Supremo autorizou que a posse de Chávez fosse adiada para quando ele tivesse condições de saúde.

A oposição protestou fortemente contra essas decisões, exigindo que o governo desse informações mais claras sobre o estado de saúde do líder e sobre se ele tinha condições de continuar no governo, e clamando pela realização de novas eleições se necessário.

O governo retrucava pedindo "tempo" e "respeito à privacidade" do Chávez convalescente e acusando a oposição de tentativas de desestabilização.

Dilma Rousseff

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, disse que a morte de Chávez "deve encher de tristeza todos os latino-americanos".
 
Os presidentes do Uruguai, Jose Mujica, e da Bolívia, Evo Morales, aliados de Chávez, anunciaram que estão viajando para Caracas nas próximas horas.
 
Discurso agressivo

Horas antes de anunciar a morte de Chávez, Maduro havia feito um discurso agressivo na TV, em resposta aos crescentes boatos sobre o estado de saúde do presidente. Ele acusou os adversários políticos, EUA principalmente, de "conspiração" e disse que o presidente socialista enfrentava o momento "mais duro" desde sua última cirurgia.
 
O governo também anunciou a expulsão de dois adidos militares americanos supostamente envolvidos em "contatos não autorizados" com militares venezuelanos.
 
Após o anúncio da morte de Chávez, o presidente dos EUA, Barack Obama, divulgou nota dizendo que deseja um "novo relacionamento" construtivo com a Venezuela, rival aberta dos norte-americanos durante os governos de Chávez.
 
Luta contra o câncer

Chávez lutava contra um câncer desde junho de 2011 e, após realizar um tratamento em Cuba contra a doença, havia voltado ao país natal em fevereiro deste ano.

Chávez foi um dos mais destacados e controversos líderes da América Latina. Desde que assumiu o comando da Venezuela, em 1999, o militar da reserva promoveu mudanças à esquerda, na política e na economia.
 
Ele nacionalizou empresas privadas, atribuiu ao Estado atividades essenciais, além de mudar a Constituição, o nome, a bandeira e até o fuso horário do país (1h30 a menos que o horário de Brasília).

Chávez foi reeleito pela primeira vez em 2006, com mais de 62% dos votos, e novamente em 2012, com 54%.

Ele tentou chegar ao poder pela primeira vez em 1992 através de uma tentativa fracassada de golpe de Estado, que fez com que fosse preso.

Em 2002, já no comando do país, sofreu um golpe de Estado que o tirou do poder por quase 48 horas. Foi restituído por militares leais, com a mobilização de milhares de seguidores.

A Venezuela, que é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), possui uma economia dependente das exportações do combustível, tendência que Chávez queria mudar com a entrada do país no Mercosul. O país tem 30 milhões de hectares de terras cultiváveis, mas importa até 70% dos alimentos que consome. A população é de quase 29 milhões de habitantes.

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia a morte de Hugo Chávez (Foto: Telesur/AFP)O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia a morte de Hugo Chávez nesta terça-feira (5) (Foto: Telesur/AFP)
 
Doença

Desde que foi reeleito mais uma vez, em outubro de 2012, o líder venezuelano apareceu em público poucas vezes, a maioria delas para liderar conselhos de ministros no Palácio de Miraflores. Chávez também deixou de utilizar frequentemente sua conta na rede social Twitter.

A falta de informações e detalhes sobre a doença e a presença menos frequente de Chávez em eventos desde que anunciou a luta contra o câncer alimentaram os rumores de que seu estado de saúde poderia ser mais grave do que o governo queria divulgar.

Em 10 de junho de 2011, a imprensa venezuelana noticiou que Hugo Chávez havia passado por uma cirurgia de emergência em Cuba devido a um problema na região pélvica. Rumores sobre a doença circularam nos dias seguintes, mas o governo venezuelano negou que se tratasse de um tumor.
Em 30 de junho, no entanto, o presidente confirmou que havia sido operado em razão de um câncer. Não foram revelados maiores detalhes sobre a doença.
 
Chávez voltou à Venezuela dias depois e voltaria a Cuba nos meses seguintes para sessões de quimioterapia. Em agosto de 2011, apareceu com o cabelo raspado: "É meu novo visual", disse.
 
Em outubro do mesmo ano, após fazer exames médicos em Cuba, o governante declarou-se livre do câncer. "O novo Chávez voltou [...] Vamos viver e vamos continuar vivendo. Estou livre da doença", afirmou, fardado e eufórico.
 
Hugo Chávez chegou a dizer que o câncer, que atingiu cinco líderes sul-americanos – entre eles a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula – teria sido induzido pelos Estados Unidos. "Não seria estranho se tivessem desenvolvido uma tecnologia", disse
Em fevereiro de 2012, ele anunciou que seria operado novamente por uma lesão na mesma região em que teve o tumor removido. A cirurgia também ocorreu em Cuba e, posteriormente, ele passou por tratamento de radioterapia.

sábado, 8 de dezembro de 2012

É uma vergonha ainda haver pobreza na América Latina, diz Correa

 

Renata Giraldi, Agência Brasil

Depois de passar a noite viajando, o presidente do Equador, Rafael Correa, montou hoje (7) uma agenda repleta de compromissos antes e depois das reuniões da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Inquieto, Correa liga um tema ao outro na conversa com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

“É uma vergonha que a América Latina ainda tenha pobreza”, disse ele, definindo a erradicação da pobreza como prioridade da região. Disputando a reeleição em fevereiro e aparecendo com vantagem nas pesquisas de intenção de voto, ele negou sentir-se vitorioso: “É um erro o excesso de confiança”.






Leia mais em É uma vergonha ainda haver pobreza na América Latina, diz presidente do Equador

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Após suicídios, Espanha tenta mudar hipoteca

 

Estadão

Líderes do conservador Partido Popular espanhol, do governo, e do Partido Socialista vão se reunir nesta segunda-feira para discutir um acordo que leve a mudanças nas leis que regem as hipotecas no país. A iniciativa por reformas acontece em meio à indignação popular diante dos suicídios de dois mutuários que tiveram suas hipotecas executadas e estavam para ser expulsos de suas casas.

No sábado, o banco de poupança e crédito Kutxabank, do País Basco, a suspender as execuções de hipotecas contra mutuários inadimplentes. Segundo líderes do governo e da oposição, entre as opções que os partidos vão discutir está a de suspender temporariamente as execuções de hipotecas contra pessoas necessitadas; outra é estabelecer condições para que todos os devedores possam renegociar suas dívidas sem ser expulsos de suas casas.

Grupo Clarín pode ser obrigado a vender licenças de TV e rádio

 

O Globo

Para o governo argentino, no dia 7 de dezembro (que já está sendo chamado de “7-D”) o grupo Clarín deverá implementar a nova Lei de Serviços Audiovisuais e vender dezenas de licenças de TVs a cabo, aberta e de rádio.

O Clarín insiste em defender “direitos adquiridos” (a maioria das concessões vence a médio e longo prazos) e, no pior dos casos, argumenta que no dia 7 de dezembro começaria a valer o prazo de um ano para o “processo de desinvestimento”.

O clima entre jornalistas argentinos que trabalham em meios de comunicação considerados adversários pelo governo é de crescente tensão. Todos os dias, algum funcionário, congressista ou a presidente questionam e, muitas vezes, agridem verbalmente, jornais, canais de TV e rádios locais. Algumas vezes, os ataques são públicos. Outras, privados.






Leia mais em Grupo Clarín pode ser obrigado a vender licenças de TV e rádio

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Reeleito, Obama diz que volta à Casa Branca mais determinado e inspirado

'O melhor está por vir', disse presidente em discurso em Chicago.


Democrata bateu Romney no colégio eleitoral e terá mais 4 anos no poder.



Do G1, com agências internacionais



O presidente dos EUA, Barack Obama, reeleito após vencer o republicano Mitt Romney na eleição da véspera, disse nesta quarta-feira (7) que, para os Estados Unidos, "o melhor ainda está por vir" e que ele volta à Casa Branca "mais determinado e inspirado" para o segundo mandato.

Obama, que ganhou mais quatro anos para continuar implantando seu programa de mudanças, teve dificuldades para iniciar seu discurso. A plateia gritava para o presidente: "Mais quatro anos! Mais quatro anos".

Obama disse que parabenizou o candidato republicano, Mitt Romney, e seu candidato a vice, Paul Ryan, pela campanha.

O democrata, falando a uma multidão, fez uma declaração de amor à primeira-dama, Michelle, e às filhas, Sasha e Malia, citou o "primeiro cachorro", Bo, e também agradeceu a sua equipe de campanha.

Obama afirmou que nunca teve tantas esperanças sobre o futuro do país.

"Apesar de todas as nossas diferenças, muitos compartilham esperanças para o futuro dos Estados Unidos", disse.

O presidente celebrou o processo democrático no país e disse que quer "trabalhar com líderes dos dois partidos", pois há muito trabalho a fazer.

Ele citou a necessidade de reduzir o déficit, reformar o código tributário, aprovar a reforma da imigração e diminuir a dependência do país do petróleo estrangeiro.

O presidente reeleito também disse que quer conversar com o derrotado Romney. "Podemos trabalhar juntos para levar o país adiante", disse.

O presidente reeleito dos EUA, Barack Obama, discursa nesta quarta-feira (7) em Chicago (Foto: AP)
O presidente reeleito dos EUA, Barack Obama, discursa nesta quarta-feira (7) em Chicago (Foto: AP)

Reeleito

Obama habia conseguido, até a última atualização desta reportagem, 303 votos de um total de 538, contra 206 do rival, segundo projeção da AP. Eram necessários 270 votos para garantir a vitória.
No voto popular, Obama tinha 56.129.652, contra 54.674.214 do rival até o momento.

A festa da vitória acontece no McCormick Place, em Chicago, base política de Obama e cidade onde ele acompanhou a apuração.
"Isto aconteceu graças a vocês, obrigado. Mais quatro anos", disse Obama - um pioneiro em utilizar politicamente as redes sociais - no Twitter, logo após ter a certeza da vitória.
 
 
As pesquisas de intenção de voto realizadas dias antes da eleição apontavam um empate técnico entre os dois candidatos em âmbito nacional, no voto popular, mas com ligeira vantagem para o presidente nos chamados estados-chaves.

No complexo sistema eleitoral americano, é o resultado em cada estado é que importa. Ao votar em um candidato, a população na verdade escolhe um colégio eleitoral dentro de seu estado, composto por delegados, que só então elegerá o presidente. Por isso, muitas vezes, o candidato preferido na soma total dos votos acaba não sendo o eleito.
 
Antes da eleição, os estados de Nevada (6 delegados), Colorado (9 delegados), Iowa (9 delegados), Wisconsin (10), Ohio (18), Pensilvânia (20), Michigan (16), Virgínia (13), Carolina do Norte (15), New Hampshire (4) e Flórida (29) eram considerados tecnicamente empatados, e oficialmente poderiam ser ganhos por qualquer um dos candidatos.

A vitória em Ohio acabou sendo crucial para determinar a vitória de Obama, após um tenso processo de apuração.
Incentivar o voto foi um movimento intensivo dessas eleições, já que a escolha do presidente não é obrigatória nos Estados Unidos. Em suas campanhas, os dois candidatos movimentaram mais de US$ 2 bilhões, e boa parte de seus gastos foram em propaganda.
 
Obama passou o dia em Chicago e não precisou ir a um local de votação – ele já havia depositado seu voto 12 dias antes, em 25 de outubro, na mesma cidade. O gesto – o primeiro de um mandatário dos EUA na história – foi um modo de incentivar o voto antecipado pelos eleitores. Segundo estimativas de institutos de pesquisa, cerca de 31 milhões de americanos votaram antes desta terça.
 
Avanços

Obama apostou nos avanços conseguidos em seu governo para garantir um segundo mandato. "Nós sabemos que a mudança não viria de maneira rápida ou fácil. Nunca vem", disse ele em 2011 ao confirmar ser candidato à reeleição.

Os slogans sobre "esperança" e "mudança", usados quando o candidato se apresentou como um líder visionário para mudar o destino dos Estados Unidos, sumiram.

Sob o lema "América avança", no entanto, a atual campanha de Obama buscou ecoar o mesmo entusiasmo do pleito anterior, afirmando que o país "precisa proteger o progresso conquistado".

Mas o cenário atual é bem diferente. Apesar de muitos problemas do país terem começado antes de sua presidência, Obama tornou-se face da lenta recuperação econômica da nação. Durante a campanha, um raio de esperança surgiu em forma de número: o desemprego caiu para menos de 8%, o menor índice desde janeiro de 2009.
Nos quase quatro anos de governo, Obama não conseguiu cumprir grandes promessas da campanha anterior, como o fechamento da polêmica prisão de Guantánamo, em Cuba, onde estão suspeitos de terrorismo. A reforma no sistema de saúde americano ainda gera divisões.

O presidente também é questionado por republicanos descontentes com o posicionamento dos Estados Unidos diante da crise na Líbia – onde quatro funcionários de um consulado americano foram mortos em ataque terrorista – e nos países do Oriente Médio.

Em contrapartida, Obama tentou colocar em prática sua luta por mudanças: além da reforma do sistema de saúde, promoveu mudanças nas regras para o sistema financeiro, ordenou o fim da restrição que obrigava homossexuais a esconder sua orientação sexual nas Forças Armadas, estimulou o relaxamento de leis para jovens imigrantes ilegais, anunciou a retirada de tropas do Iraque e ordenou a ação que resultou na morte do líder da rede terrorista da Al-Qaeda, Osama bin Laden.

Congresso dividido

Apesar da reeleição, Obama deve continuar enfrentando problemas para aprovar suas medidas no Congresso, que manteve sua divisão: Câmara controlada pelos republicanos, e Senado, pelos democratas.
 
Isso dificulta o trabalho do presidente – ele precisa usar sua base nas casas para que elas proponham e aprovem as leis e reformas de seu interesse.

Na eleição de 2008, os democratas também ganharam a maioria no Senado e na Câmara de Representantes. Nas eleições legislativas de 2010, entretanto, os republicanos recuperaram a maioria entre os deputados – atualmente, são 241 republicanos e 194 democratas.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Família de premier chinês faz fortuna durante seu mandato

 

O Globo

Após uma sucessão de escândalos nos últimos meses, uma nova denúncia coloca em xeque a imagem dos líderes da China - a exatas duas semanas da abertura do congresso do Partido Comunista Chinês, quando todo o comando do país será substituído.

Uma investigação promovida pelo chefe do escritório em Xangai do jornal americano “New York Times”, David Barboza, revelou que a família do primeiro-ministro Wen Jiabao (foto abaixo), um político considerado populista e chamado na China de “o premier do povo” e “Vovô Wen”, acumulou nada menos que US$ 2,7 bilhões durante o mandato dele, iniciado em março de 2003.






Leia mais em Família de premier chinês faz fortuna durante seu mandato

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Cuba facilita visita temporária de emigrantes considerados ilegais a parentes e amigos

As medidas se estendem a profissionais de saúde e atletas que deixaram a missão, não retornaram ou deixaram o país ilegalmente após 1990.


O governo de Cuba anunciou medidas que favorecem visitas temporárias de pessoas consideradas migrantes ilegais, especialmente médicos e atletas de alto rendimento que deixaram o país e passaram a viver refugiados no exterior. A decisão foi confirmada pelo secretário do Conselho de Estado, Homero Acosta, em entrevista veiculada na emissora estatal de televisão.

"Será normalizada a entrada temporária no país dos que emigraram ilegalmente depois dos acordos de 1994 com os Estados Unidos para aprofundar e intensificar o relacionamento com a emigração cubana ", disse Acosta.

As medidas se estendem a profissionais de saúde e atletas que deixaram a missão, não retornaram ou deixaram o país ilegalmente após 1990, desde que tenha mais de oito anos da partida. Acosta disse ainda que o movimento não afeta aqueles que passaram da Baía de Guantánamo sob administração dos Estados Unidos: "[Isso não ocorrerá] por razões de defesa e segurança nacional."

O repatriamento deve beneficiar os que deixaram o país com menos de 16 anos ou que desejam retornar para cuidar de parentes. De acordo com o secretário, viajaram a Cuba em 2011 cerca de 400 mil cubanos que vivem no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

A reforma nas leis cubanas de imigração entra em vigor em 14 de janeiro de 2013. Acosta informou que, com a medida, o governo cubano responde a um "momento histórico" da revolução, marcada por "transformações econômicas e sociais".

Há uma semana, Cuba anunciou que, a partir de janeiro de 2013, não será mais necessário que cidadãos do país obtenham permissão de saída para viajar ao exterior. A imprensa estatal disse que a medida é uma atualização das leis de imigração e reflete "circunstâncias atuais e futuras".

Atualmente, os cubanos que querem viajar ao exterior têm de passar por um processo longo e caro para obter a permissão. Em 2013, será necessário apenas um passaporte válido para que eles deixem o país. A medida é a mais recente de um pacote de mudanças promovidas pelo presidente Raúl Castro.

Com as alterações, cubanos com residência permanente na ilha poderão ficar no exterior até 24 meses sem necessidade de renovar a documentação. Atualmente, o prazo é 11 meses. Sob o comando de Raúl Castro, que sucedeu o irmão, Fidel Castro, em 2008, o país vive um processo de abertura, com a gradual redução de diversas restrições nas áreas política, econômica e social.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cuba vai eliminar visto de saída para viagens

Medida entrará em vigor a partir de janeiro

HAVANA - O governo cubano anunciou nesta terça-feira a flexibilização de procedimentos para os seus cidadãos poderem viajar para o exterior com mais facilidade, modificando como parte das reformas empreendidas pelo presidente Raúl Castro uma política de imigração que permaneceu intacta por quase meio século.

O jornal oficial Granma informou em seu site que as mudanças da nova lei de imigração entrará em vigor em 14 de janeiro de 2013 e incluem a eliminação de licenças de saída e a chamada Carta Convite.

Ambos os requisitos são dois dos maiores obstáculos enfrentados pelos cubanos para sair da ilha, apesar de terem um visto para entrar no país de destino. A autorização de viagem custa atualmente cerca de 150 dólares e convites dos Estados Unidos chegam a custar entre 150 e 190 dólares.

"Como parte do trabalho que tem sido feito para atualizar a atual política de imigração (...) o governo cubano, no exercício de sua soberania, decidiu retirar o pedido de autorização de saída procedimento para viagens ao exterior e revogar a exigência da Carta Convite ", diz o jornal do Partido Comunista em seu site.

Atualmente cubanos que vivem na ilha precisam de uma permissão de saída, conhecido como "cartão branco", concedido pelo Estado e um convite para viajar a negócios pessoais.

O relaxamento da política de imigração local é uma das reformas mais esperados desde que o presidente Raúl Castro assumiu o lugar de seu irmão doente Fidel, em fevereiro de 2008.

Granma disse que a partir de 14 de janeiro de 2013 "apenas exigirá a apresentação de passaporte atualizado e o visto do país de destino", e disse que a emenda nova imigração "está disposta a estender para 24 meses o período para ficar fora de Cuba residentes viajando em assuntos particulares."

Até agora, os cubanos que vivem na ilha pode ficar no exterior por um período de 11 meses, a cada mês pedindo extensões, geralmente caros, para as autoridades.

A medida anunciada seria a primeira flexibilização em meio século para viagens de cubanos ao exteriro, que atualmente só podem legalmente deixar o país para negócios oficiais ou quando são convidados por parentes que vivem no exterior, principalmente na Espanha e nos EUA.

No entanto, segundo a nota do jornal, as autoridades pretendem colocar limites para alguns setores ainda não especificados.

Atualmente médicos, cientistas e militares têm fortes restrições que tornam quase impossível deixar o país temporariamente a trabalho, turismo ou viagens de reencontro com a família no exterior.

"A atualização da política de imigração leva em conta o direito do Estado revolucionário de se defender dos planos intervencionistas e subversivos do governo dos EUA e seus aliados. Por tal motivo, serão mantidas medidas para preservar o capital humano criado pelo Revolução, diante do roubo de talentos aplicado pelos poderosos", acrescentou o Granma.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Prédio mais alto do mundo sofre com escritórios vazios

Com 828 metros, Burj Khalifa, em Dubai, ainda tem grande parte dos escritórios 'às moscas' quase dois anos após ser lançado.

Da BBC


Quando o edifício mais alto do mundo foi inaugurado em 2010, seu nome foi mudado minutos antes de seu lançamento.

De Burj Dubai (Torre Dubai), o arranha-céu foi rebatizado de Burj Khalifa (Torre Khalifa), em homenagem à família real de Abu Dhabi, que havia concedido, naquela ocasião, um empréstimo de US$ 20 bilhões (R$ 40 bilhões) ao emirado considerado por muitos como a 'Nova York do Oriente Médio'.

Vista do Burj Khalifa, considerado prédio mais alto do mundo, em Dubai  (Foto: AP)
Vista do Burj Khalifa, considerado prédio mais alto do mundo, em Dubai
(Foto: AP)

A inauguração deste edifício de 828 metros de altura, com um hotel Armani, 900 luxuosos apartamentos e 37 andares de escritórios, ocorreu apenas algumas semanas após a eclosão de uma crise financeira de grandes proporções no emirado árabe de Abu Dhabi.

Hoje, o hotel tem uma taxa de ocupação de quase 100%, principalmente de hóspedes vindos dos países ricos do Golfo Pérsico.

Em paralelo, centenas de turistas pagam mais de U$ 100 (R$ 200) para apreciar as vistas incríveis do deserto do alto do 124º andar.

Além disso, apesar do tão comentado colapso dos preços dos imóveis em Dubai, quase 80% dos apartamentos de luxo da torre foram vendidos e registraram uma valorização de 10% somente no ano passado.

Os escritórios, por outro lado, não tiveram tanta sorte.

A agência imobiliária Emmar não divulgou números oficiais, mas especialistas afirmam que, embora todos tenham sido vendidos durante os anos da bolha imobiliária, antes do final da construção da torre, quase dois terços dos escritórios, que, juntos, ocupam cerca de 20 andares, permanecem vazios.

Imagem

De acordo com Alan Robertson, diretor-executivo para Oriente Médio da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle, uma das razões para a baixa procura é o preço do aluguel. 'O valor é o dobro do de um imóvel com as mesmas características a 50 metros dali', afirmou.

O edifício de 828 metros de altura, inaugurado pouco após eclosão de crise financeira (Foto: AFP)
O edifício de 828 metros de altura, inaugurado pouco
após eclosão de crise financeira (Foto: AFP)

Ele acrescenta que, devido ao desenho da torre, o espaço do escritório é limitado. Além disso, para uma grande empresa se estabelecer no prédio, precisaria ocupar vários andares. Segundo Robertson, isso seria complicado, uma vez que cada andar pertence a um proprietário diferente.

Além disso, o especialista acredita que, para algumas empresas internacionais, como grandes bancos, não é conveniente montar sua sede no edifício.

'O Burj Khalifa é um ícone mundial, tem um endereço de prestígio e isso é fantástico. No entanto, esse não é o tipo de imagem que uma empresa multinacional de hoje deseja projetar', argumenta Robertson.

'Eles querem projetar uma imagem de racionalidade e sobriedade', acrescenta.

Alguns proprietários optaram em manter o espaço do escritório como um investimento a longo prazo ou simplesmente porque sabem que não têm chance de recuperar o dinheiro aplicado.

Por outro lado, outros estão tentando vender seus imóveis. No mês passado, um proprietário anônimo colocou seu escritório em um leilão nos EUA por um valor inicial de US$ 5,5 milhões (R$ 11 milhões).

O Grupo LFC, responsável pelas vendas, espera vender, no próximo ano, mais escritórios da torre.
No entanto, é improvável que os detalhes dessas operações sejam divulgados publicamente.
'Estamos falando de operações envolvendo grandes nomes que não querem divulgar os detalhes. É bem possível que os resultados nunca sejam conhecidos', disse William Lange, diretor-executivo do Grupo LFC.

Imóveis vazios

O problema em encontrar compradores para imóveis vazios não é exclusividade do Burj Khalifa.
De acordo com o último relatório da Jones Lang LaSalle, cerca de 35% da área total ocupada por escritórios em Dubai está vazia.

Para a empresa, existe uma disparidade em jogo: em uma parte do emirado, a demanda por espaços é elevada, enquanto outras partes são incapazes de atrair inquilinos ou compradores.

'Há uma quantidade razoável de pequenos e médios escritórios e um grande número de escritórios e áreas de má qualidade. Esse desequilíbrio acaba se tornando um impeditivo', afirmou.

A poucos metros do Burj Khalifa fica uma das propriedades citadas por Robertson.

Durante o boom da construção, agentes imobiliários prometeram que Dubai teria um bairro comercial e residencial 'na escala de Manhattan', com mais de 80 torres.

Quando a crise chegou, no final de 2009, a construção começou a abrandar e em alguns casos, parou completamente.

Porém, de acordo com a Dubai Properties Group, a confiança está voltando aos mercados e isso significa que os megaprojetos, suspensos pela crise, serão retomados, incluindo as obras no distrito conhecido como Business Bay.

O Bank of America Merrill Lynch também é otimista quanto à recuperação do setor imobiliário de Dubai.

A instituição financeira prevê que a população de Dubai pode dobrar na próxima década com a criação de novos empregos, o que geraria um aumento na demanda por imóveis comerciais e residenciais.

Mesmo assim, isso não teria impacto sobre o Burj Khalifa, de acordo com Robertson.

'Esta torre interessa somente para um tipo específico de negócio', explica ele. 'Ela atrai o tipo de empresa que quer mostrar ao resto do mundo que tem um escritório lá', explica.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Chávez acusa Paraguai de pedir dinheiro para entrada no Mercosul

O Globo

Durante um discurso na Assembleia Nacional, transmitido pela TV estatal venezuelana nesta quinta-feira, o presidente Hugo Chávez denunciou um grupo de senadores paraguaios, os mesmos que “deram o golpe”, de terem pedido dinheiro em troca da entrada do país no Mercosul.

Segundo o líder venezuelano, o governo se recusou a pagar aos senadores - chamados por ele de “verdadeiras máfias”. A Venezuela também anunciou nesta quinta-feira a retirada de todo pessoal militar de sua embaixada em Assunção, afirmando que os funcionários estavam sendo perseguidos e “até ameaçados de morte”.




quinta-feira, 5 de julho de 2012

França taxa ricos e grandes empresas em 7,2 bi de euros

O Globo

O governo de François Hollande (foto abaixo) anunciou ontem, como parte de seus esforços para equilibrar as contas da França, uma série de aumentos de impostos, no total de 7,2 bilhões, mirando nos ricos e nas grandes empresas. A emenda ao Orçamento de 2012 deve ser facilmente aprovada ainda este mês pelo Congresso, onde os socialistas são maioria.

Este ano será cobrado um tributo único sobre famílias com renda líquida anual superior a 1,3 milhão, eliminando um benefício concedido por Nicolas Sarkozy. Essa taxa deve arrecadar de 2,3 bilhões e afetar 300 mil pessoas, calcula o governo. Também haverá uma taxa extraordinária de 1,1 bilhão sobre grandes bancos e empresas de energia detentoras de ações de petróleo.






Leia mais em França taxa ricos e grandes empresas em 7,2 bi de euros

terça-feira, 26 de junho de 2012

OEA se reúne para definir medidas após saída de Lugo no Paraguai

EUA acenaram com adotar posições tomadas por organização.

Na sexta (29), Unasul e Mercosul também debatem crise no país.


Amauri Arrais Do G1, em Assunção (*)



A Organização dos Estados Americanos (OEA) se reúne nesta terça-feira (26) para estudar eventuais medidas diante dos acontecimentos no Paraguai, depois que o Congresso destituiu Fernando Lugo da presidência na última sexta.

Segundo o comunicado divulgado na segunda pela organização, a OEA debaterá "a situação na República do Paraguai e, caso necessário, tomará as decisões que o Conselho Permanente acordar. A reunião, em Washington, ocorre às 15h30 de Brasília.

A decisão tomada pelo órgão ganhou peso após a porta-voz do Departamento de Estados dos EUA afirmar que o país adotará a resolução tomada pelo conselho permanente da OEA sobre o Paraguai.
O Estados Unidos se declararam na segunda “bastante preocupados” com a rapidez do julgamento político que destituiu o presidente Fernando Lugo, disse a porta-voz, segundo a qual a secretária de Estado, Hillary Clinton, conversou com seu par brasileiro, Antonio Patriota, durante o fim de semana sobre a situação paraguaia

A OEA realizou uma primeira reunião de emergência na sexta-feira sobre os acontecimentos no país, que serviu para que os países da organização hemisférica apresentassem suas dúvidas sobre o processo político.

O secretário-geral da organização, José Miguel Insulza, assegurou nesta segunda o organismo não tem atribuições para intervir no Paraguai.

"Ninguém tem atribuição para intervir", disse em entrevista à chilena "Rádio Infinita".

"Quando a OEA age, é principalmente para tentar resolver os conflitos pondo às partes de acordo, inclusive no caso de Honduras, que foi um golpe de Estado", explicou Insulza.

Unasul e Mercosul

Esta será a primeira das três reuniões de organizações internacionais para discutir a situação no país.
Também na segunda, a Unasul (União das Nações Sul-americanas) decidiu remarcar para a sexta-feira (29), na cidade argentina de Mendonza, sua reunião para discutir o caso Paraguai.

Segundo a chancelaria do Peru, país que sediaria o encontro na quarta, a intenção é que a reunião coincida com a Cúpula do Mercosul, já marcada para Mendonza nesta data, para aproveitar a presença dos chefes de Estado na cidade.

infografico cronologia paraguai 25/7 versão 2  (Foto: 1)

Presidentes dos dois grupos diplomáticos devem discutir uma posição sul-americana conjunta sobre o impeachment do presidente Fernando Lugo e a consequente posse de Federico Franco no governo paraguaio.

O rápido julgamento político de Lugo levou o Paraguai a um crescente isolamento diplomático na região, com a sua suspensão de encontros tanto do Mercosul como da Unasul.

O presidente afastado Lugo, no entanto, afirmou estar em contato com a presidente argentina Cristina Kirchner, que ocupa a presidência temporária do Mercosul, para ir à reunião do bloco "prestar explicações" sobre a situação.

O julgamento político sumário que destituiu Lugo na sexta-feira, alçando à presidência o então vice-presidente Federico Franco, recebeu uma forte condenação dos países do continente, muitos dos quais anunciaram que não reconhecerão o novo governo.

Crise no Paraguai

Federico Franco assumiu o governo do Paraguai na sexta-feira (22), após o impeachment de Fernando Lugo. O processo contra Lugo foi iniciado por conta do conflito agrário que terminou com 17 mortos no interior do país.

A oposição acusou Lugo de ter agido mal no caso e de estar governando de maneira "imprópria, negligente e irresponsável".

Ele também foi acusado por outros incidentes ocorridos durante o seu governo, como ter apoiado um motim de jovens socialistas em um complexo das Forças Armadas e não ter atuado de forma decisiva no combate ao pequeno grupo armado Exército do Povo Paraguaio, responsável por assassinatos e sequestros durante a última década, a maior partes deles antes mesmo de Lugo tomar posse.
O processo de impeachment aconteceu rapidamente, depois que o Partido Liberal Radical Autêntico, do então vice-presidente Franco, retirou seu apoio à coalizão do presidente socialista.

A votação, na Câmara, aconteceu no dia 21 de junho, resultando na aprovação por 76 votos a 1 – até mesmo parlamentares que integravam partidos da coalizão do governo votaram contra Lugo. No mesmo dia, à tarde, o Senado definiu as regras do processo.

Na sexta, o Senado do Paraguai afastou Fernando Lugo da presidência. O placar pela condenação e pelo impeachment do socialista foi de 39 senadores contra 4, com 2 abstenções. Federico Franco assumiu a presidência pouco mais de uma hora e meia depois do impeachment de Lugo.
Em discurso após o impeachment, Lugo afirmou que aceitava a decisão do Senado.

Mas, neste domingo, Lugo voltou atrás, aumentou o tom disse que não reconhece o governo de Federico Franco e que não deve, portanto, aceitar o pedido do novo presidente para ajudá-lo na tarefa de explicar a mudança de governo a países vizinhos.

Isolamento

O analista político José Carlos Rodríguez, um consultor em Assunção, disse à Reuters que, apesar do isolamento internacional, o apoio das forças políticas locais a Franco é amplo, mas advertiu que o cenário interno pode mudar.

Franco "tem um apoio político gigantesco, mas é conjuntural e não sabemos quanto tempo vai durar", disse.

O novo governo de um dos países mais pobres da América do Sul está isolado regionalmente, depois que Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Peru e Uruguai retiraram ou chamaram para consultas seus embaixadores em Assunção.

A pressão da região é bastante perigosa para a pobre economia do Paraguai, que depende dos portos de seus vizinhos Argentina, Brasil e Uruguai para o transporte e o abastecimento, além das exportações.

O governo brasileiro disse que não tomará medidas que "afetem o povo irmão paraguaio".

O Uruguai também afirmou que não adotará sanções econômicas.

A Venezuela anunciou a interrupção do envio de petróleo ao Paraguai, mas o presidente da estatal paraguaia Petropar garantiu o abastecimento no país, um importador.

O novo chanceler paraguaio, José Félix Fernández Estigarribia, que tentou sem sucesso fazer contato com seus pares da região, disse que nem sequer o diplomata responsável pela embaixada da Argentina em Assunção o atendeu pelo telefone.

"Telefonei ao encarregado de negócios da Argentina e eles têm ordens de ainda não atender ao telefone", disse.

A Alemanha afirmou que a Europa estava seguindo com preocupação os acontecimentos no Paraguai.

Os Estados Unidos, por sua vez, informaram que a sua secretária de Estado, Hillary Clinton, conversou com o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, no fim de semana sobre a situação.

"Estamos muito preocupados pela velocidade do processo utilizado para esse impeachment", disse em entrevista coletiva a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Lugo e ex-ministros se reúnem para definir rumo da oposição paraguaia

Ex-secretário de gabinete nega que intenção seja retomar a Presidência.

Ele foi deposto na sexta após processo rápido; país pode enfrentar sanções.


Amauri Arrais Do G1, em Assunção


Presidente deposto do Paraguai, Fernando Lugo se reúne com ex-ministros nesta segunda-feira (25) (Foto: Amauri Arrais/G1)
Presidente deposto do Paraguai, Fernando Lugo,
se reúne com ex-ministros nesta segunda-feira
(25) (Foto: Amauri Arrais/G1)

O presidente destituído do Paraguai, Fernando Lugo, se reúne com ex-ministros, colaboradores e a Frente Guasú, coalizão de partidos de esquerda, na manhã desta segunda-feira (25) na sede do Partido País Solidário, em Assunção, para definir os próximos passos da oposição.

Lugo chegou às 6h (horário local) e não quis falar com a imprensa. Colaboradores do ex-presidente, como o ex-secretário de gabinete, López Perito, disseram que a intenção é que "os que usurparam o poder o restituam aos devidos ocupantes". López, no entanto, negou que a esquerda esteja se organizando para tentar retomar a Presidência.
O Paraguai foi suspenso temporariamente do Mercosul e da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) até que a "ordem democrática seja restabelecida". O Paraguai também teve suspensa sua participação na cúpula do Mercosul, que ocorre na sexta-feira (29), em Mendonza, na Argentina. A decisão foi tomada em conjunto por Argentina, Brasil, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador e Peru.

A decisão ocorre apenas um dia após Franco, em sua primeira entrevista à imprensa internacional, no sábado (23), ter confirmado a presença do país na reunião do grupo.

Por sua vez, o ex-presidente Lugo, que inicialmente aceitou a votação no Congresso, disse no domingo que o novo governo é ilegítimo e garantiu que ele é que irá à cúpula do Mercosul. Lugo também rejeitou o aceno do seu ex-vice-presidente, que pediu ajuda para gerenciar a crise com os vizinhos.

Petróleo e paralisações

Internamente, o novo presidente pode enfrentar sanções econômicas, como o corte no fornecimento de petróleo venezuelano anunciado pelo presidente Hugo Chávez no domingo.

infografico cronologia paraguai 24/7 (Foto: 1)
infografico cronologia paraguai 24/7 (Foto: 1)

O presidente da Petropar, a estatal de petróleo paraguaia, Sergio Escobar, disse ao diário “ABC Color” que o país tem reservas de petróleo que garantem o abastecimento do país por ao menos dois meses, além de contratos com outras empresas, como a Petrobras.

Já a Frente pela Defesa da Democracia, que reúne partidos de esquerda, centro-esquerda e movimentos sociais do Paraguai, promete uma série de atos e paralisações pelo país pela renúncia do novo presidente e o retorno de Lugo.

Crise no Paraguai

Federico Franco assumiu o governo do Paraguai na sexta-feira (22), após o impeachment de Fernando Lugo. O processo contra Lugo foi iniciado por conta do conflito agrário que terminou com 17 mortos no interior do país. A oposição acusou Lugo de ter agido mal no caso e de estar governando de maneira "imprópria, negligente e irresponsável".

Ele também foi acusado por outros incidentes ocorridos durante o seu governo, como ter apoiado um motim de jovens socialistas em um complexo das Forças Armadas e não ter atuado de forma decisiva no combate ao pequeno grupo armado Exército do Povo Paraguaio, responsável por assassinatos e sequestros durante a última década, a maior partes deles antes mesmo de Lugo tomar posse.

O processo de impeachment aconteceu rapidamente, depois que o Partido Liberal Radical Autêntico, do então vice-presidente Franco, retirou seu apoio à coalizão do presidente socialista. A votação, na Câmara, aconteceu no dia 21 de junho, resultando na aprovação por 76 votos a 1 – até mesmo parlamentares que integravam partidos da coalizão do governo votaram contra Lugo. No mesmo dia, à tarde, o Senado definiu as regras do processo.

Na sexta, o Senado do Paraguai afastou Fernando Lugo da presidência. O placar pela condenação e pelo impeachment do socialista foi de 39 senadores contra 4, com 2 abstenções. Federico Franco assumiu a presidência pouco mais de uma hora e meia depois do impeachment de Lugo.
Em discurso após o impeachment, Lugo afirmou que aceitava a decisão do Senado.

Mas, neste domingo, Lugo voltou atrás, disse que não reconhece o governo de Federico Franco e que não deve, portanto, aceitar o pedido do novo presidente para ajudá-lo na tarefa de explicar a mudança de governo a países vizinhos.