Por Jeferson Ribeiro
BRASÍLIA (Reuters) - A presidente eleita Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira a nomeação de mais dez ministros para sua equipe de governo. Além dos nomes indicados pelo PMDB, maior partido da aliança que sustentará o governo Dilma, aliados petistas e do Partido da República (PR) foram confirmados.
Até agora, ela já nomeou 16 ministros e para preencher todos os ministérios ainda precisa escolher 22 auxiliares. Ou seja, Dilma ainda não escolheu nem metade da sua equipe.
Entre os nomes anunciados nesta quarta, por meio de nota, Dilma confirmou depois de muita negociação a cota de peemedebistas no primeiro escalão. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi confirmado no comando na pasta de Minas e Energia, posto que já ocupava no governo Lula.
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) será o novo ministro da Previdência Social. Ele foi o relator da CPI dos Bingos, que em 2006 ficou conhecida como a 'CPI do Fim do Mundo' por atacar o governo Lula em várias frentes e era dominada pela oposição. Na terça-feira, o parlamentar chegou a reclamar do 'desafio' que era a pasta da Previdência, mas aceitou o convite de Dilma.
Dilma também atendeu aos pedidos dos peemedebistas da Câmara dos Deputados para nomear o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) para a pasta do Turismo e para manter Wagner Rossi no comando do Ministério da Agricultura.
A nota divulgada pela equipe de transição de governo não confirma oficialmente a manutenção do peemedebista Nelson Jobim no ministério da Defesa, mas ele deve ser nomeado nos próximos dias. Já o ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, que trabalhou na elaboração do plano de governo de Dilma na campanha, foi nomeado ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Ele resistiu à indicação no começo, mas depois aceitou a oferta.
ALIADOS DERROTADOS
Além dos peemedebistas, Dilma também anunciou que o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) continuará como ministro dos Transportes, cargo que exerceu no governo Lula também. Nascimento está entre os aliados derrotados nas eleições que conseguiram um lugar na Esplanada dos Ministérios. Ele disputou o governo do Amazonas e perdeu para Omar Aziz (PMN).
Outra aliada que perdeu a campanha, mas virou ministra é a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Ela ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo de Santa Catarina. A nova relatora do Orçamento desse ano - assumiu o posto depois da renúncia do senador Gim Argello (PTB-DF) - será a nova ministra da Pesca e Agricultura. Desde que foi criado, esse ministério sempre foi ocupado por aliados catarinenses.
PT
O partido da presidente, o PT, aumentou seu espaço na Esplanada e com os anúncios desta quarta-feira já soma o comando de oito ministérios. Além de Ideli, Dilma nomeou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria de Direitos Humanos e também confirmou que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assumirá o Ministério das Comunicações. Essa pasta é considerada estratégica pela presidente eleita porque por lá passarão as negociações do novo marco regulatório para o setor, e a Empresa dos Correios e Telégrafos (ECT) tem enfrentado problemas de gestão.
A jornalista Helena Chagas ganhou a confiança de Dilma durante a campanha e foi nomeada ministra da Secretaria de Comunicação Social.
Agora, Dilma vai começar a analisar os pedidos dos demais partidos aliados para compor o restante do ministério. Segundo o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, a presidente deve se reunir com o partido na próxima semana.
'Na semana que vem nós devemos sentar para conversar sobre a participação no governo', revelou Campos após cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), na manhã desta quarta-feira.
Nas semanas anteriores, Dilma já havia nomeado os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central), Guido Mantega (Fazenda), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral).
(Com reportagem adicional de Bruno Peres; Edição de Maria Pia Palermo)
BRASÍLIA (Reuters) - A presidente eleita Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira a nomeação de mais dez ministros para sua equipe de governo. Além dos nomes indicados pelo PMDB, maior partido da aliança que sustentará o governo Dilma, aliados petistas e do Partido da República (PR) foram confirmados.
Até agora, ela já nomeou 16 ministros e para preencher todos os ministérios ainda precisa escolher 22 auxiliares. Ou seja, Dilma ainda não escolheu nem metade da sua equipe.
Entre os nomes anunciados nesta quarta, por meio de nota, Dilma confirmou depois de muita negociação a cota de peemedebistas no primeiro escalão. O senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi confirmado no comando na pasta de Minas e Energia, posto que já ocupava no governo Lula.
O senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) será o novo ministro da Previdência Social. Ele foi o relator da CPI dos Bingos, que em 2006 ficou conhecida como a 'CPI do Fim do Mundo' por atacar o governo Lula em várias frentes e era dominada pela oposição. Na terça-feira, o parlamentar chegou a reclamar do 'desafio' que era a pasta da Previdência, mas aceitou o convite de Dilma.
Dilma também atendeu aos pedidos dos peemedebistas da Câmara dos Deputados para nomear o deputado Pedro Novais (PMDB-MA) para a pasta do Turismo e para manter Wagner Rossi no comando do Ministério da Agricultura.
A nota divulgada pela equipe de transição de governo não confirma oficialmente a manutenção do peemedebista Nelson Jobim no ministério da Defesa, mas ele deve ser nomeado nos próximos dias. Já o ex-governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, que trabalhou na elaboração do plano de governo de Dilma na campanha, foi nomeado ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Ele resistiu à indicação no começo, mas depois aceitou a oferta.
ALIADOS DERROTADOS
Além dos peemedebistas, Dilma também anunciou que o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) continuará como ministro dos Transportes, cargo que exerceu no governo Lula também. Nascimento está entre os aliados derrotados nas eleições que conseguiram um lugar na Esplanada dos Ministérios. Ele disputou o governo do Amazonas e perdeu para Omar Aziz (PMN).
Outra aliada que perdeu a campanha, mas virou ministra é a senadora Ideli Salvatti (PT-SC). Ela ficou em terceiro lugar na disputa pelo governo de Santa Catarina. A nova relatora do Orçamento desse ano - assumiu o posto depois da renúncia do senador Gim Argello (PTB-DF) - será a nova ministra da Pesca e Agricultura. Desde que foi criado, esse ministério sempre foi ocupado por aliados catarinenses.
PT
O partido da presidente, o PT, aumentou seu espaço na Esplanada e com os anúncios desta quarta-feira já soma o comando de oito ministérios. Além de Ideli, Dilma nomeou a deputada Maria do Rosário (PT-RS) para a Secretaria de Direitos Humanos e também confirmou que o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, assumirá o Ministério das Comunicações. Essa pasta é considerada estratégica pela presidente eleita porque por lá passarão as negociações do novo marco regulatório para o setor, e a Empresa dos Correios e Telégrafos (ECT) tem enfrentado problemas de gestão.
A jornalista Helena Chagas ganhou a confiança de Dilma durante a campanha e foi nomeada ministra da Secretaria de Comunicação Social.
Agora, Dilma vai começar a analisar os pedidos dos demais partidos aliados para compor o restante do ministério. Segundo o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, a presidente deve se reunir com o partido na próxima semana.
'Na semana que vem nós devemos sentar para conversar sobre a participação no governo', revelou Campos após cerimônia de posse do novo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), na manhã desta quarta-feira.
Nas semanas anteriores, Dilma já havia nomeado os ministros Antonio Palocci (Casa Civil), Miriam Belchior (Planejamento), Alexandre Tombini (Banco Central), Guido Mantega (Fazenda), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Gilberto Carvalho (Secretaria Geral).
(Com reportagem adicional de Bruno Peres; Edição de Maria Pia Palermo)
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