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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Brasil Sem Miséria oferece 47,2 mil vagas em cursos de qualificação no RN


O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego do Plano Brasil Sem Miséria (Pronatec Brasil Sem Miséria) oferece este ano 47,2 mil das vagas e fortalecer a intermediação do Sistema Nacional de Emprego (Sine), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) promove reunião nesta quinta (18) e sexta-feira (19), em Natal. Representantes da assistência social e coordenadores das unidades do Sine nas 167 cidades do RN participam do encontro.

“A orientação do MDS é qualificar ainda mais o Pronatec Brasil Sem Miséria no estado e possibilitar que os beneficiários possam acessar as vagas de trabalho oferecidas pelo Sine”, diz o diretor de Inclusão Produtiva do MDS, Luiz Müller. Segundo ele, os municípios também serão orientados sobre a aplicação dos recursos do Programa de Promoção de Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas), que visa à capacitação de equipes de inclusão produtiva nas secretarias de Assistência Social.

No Rio Grande do Norte, 11.532 beneficiários de programas sociais do governo federal passaram pelos cursos de capacitação entre março de 2012 e março deste ano. Do total, 2.299 beneficiários concluíram os cursos somente em Natal. Dos 128 cursos oferecidos, os mais procurados foram os de auxiliar administrativo, eletricista, instalador predial e cuidador de idosos.

O programa é oferecido em 21 municípios do Rio Grande do Norte. A meta do MDS é chegar a todos os 167 municípios até dezembro de 2014.

Brasil deve recuperar posto de 6ª maior economia em 2013, mostra FMI

Em 2012, país voltou a perder a posição para o Reino Unido.


Previsão do fundo é que PIB brasileiro supere o da França em 2016.



Do G1, em São Paulo


RANKING DAS MAIORES ECONOMIAS MUNDIAIS
(PIB NOMINAL)
Posição 2012 2013 2016 2018
Estados Unidos Estados Unidos Estados Unidos Estados Unidos
China China China China
Japão Japão Japão Japão
Alemanha Alemanha Alemanha Alemanha
França Brasil
Brasil França Rússia
Brasil Reino Unido Rússia França
Fonte: World Economic Outlook - FMI
 
Depois de passar o Reino Unido e se tornar a sexta maior economia do mundo em 2011, o Brasil voltou à sétima posição no ano passado. Segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil ficou em US$ 2,396 trilhões em 2012 – US$ 44,5 bilhões abaixo dos US$ 2,44 trilhões do Reino Unido.
 
Apesar do crescimento de apenas 0,9% do PIB brasileiro em 2012, é o câmbio que explica a perda de posição. Isso porque o PIB do Reino Unido cresceu ainda menos: 0,2%. Ou seja, a diferença veio na conversão das moedas dos países para o dólar, que se valorizou mais de 9% frente ao real no ano passado.

Mas depois da queda, o FMI prevê recuperação. Este ano, o Brasil deve voltar à 6ª posição entre as maiores economias globais, superando, novamente, o Reino Unido, ainda que por pouco: a projeção é que o PIB brasileiro fique em US$ 2,456 trilhões – US$ 34 bilhões a mais que o do Reino Unido, com US$ 2,423 trilhões.

E até 2018, último ano das projeções do fundo, o Brasil não deve voltar a perder posição entre as maiores economias. Ao contrário, deve ganhar. A previsão é que, em 2016, o Brasil chegue à 5ª posição no ranking dos maiores PIBs, ultrapassando a França.

A distância até a Alemanha, a quarta maior economia mundial, também deve diminuir, chegando a US$ 568 bilhões em 2018. Mas as duas primeiras posições ainda estarão longe: o PIB chinês deve equivaler, em 2018, a mais de quatro vezes o brasileiro, enquanto o dos Estados Unidos deve ser 6,6 vezes o do Brasil.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Brasil tem nova chance de relação especial com EUA

 

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Encontro costurado entre os presidentes Barack Obama e Dilma Rousseff, nos Estados Unidos, ganha status especial, com direito a tapete vermelho, jantar formal na Casa Branca e cerimônia militar; é a primeira vez que isso acontece em quase duas décadas e pode sinalizar um recomeço nas relações Brasil-EUA, que estiveram congeladas nos últimos anos; na prática, é um reconhecimento do novo peso regional do Brasil e um espaço para reivindicações como a vaga no Conselho de Segurança

 

quarta-feira, 13 de março de 2013

Na prévia para discutir o Pacto Federativo, governadores não chegam a consenso

Na véspera da reunião com os presidentes da Câmara, o deputado federal Henrique Eduardo Alves, e o do Senado, senador Renan Calheiros, os governadores se reuniram para definirem a pauta e reivindicações do encontro que ocorrerá na manhã dessa quarta-feira. No entanto, não houve consenso. No início da manhã de hoje, antes da reunião no Congresso, os chefes do Executivo voltarão a se encontrar para tentarem levar uma pauta comum para o encontro.

“Nossa ideia é levar algo que seja consenso e seja prático, que realmente aconteça”, destacou a governadora Rosalba Ciarlini, que está em Brasília participando das discussões.

A principal divergência dos governadores está concentrada na renegociação das dívidas dos Estados com a União. Rosalba Ciarlini defendeu a proposta que o percentual aplicado de redução das dívidas tenha destinação no investimento na saúde. “Queremos que a redução (das dívidas) seja feita nos Estados de maneira geral. Aqueles que tivessem dívidas menores o percentual seria reduzido, mas o valor que deixasse de ser pago na dívida seria empregado na saúde. O problema da saúde é em todos os Estados”, analisou Rosalba Ciarlini. Ela disse que não houve consenso sobre a sugestão apresentada porque outros governadores apontaram modalidades diversas sobre a mesma temática.

Já o novo modelo de divisão do Fundo de Participação dos Estados parece estar mais próximo de consenso entre os chefes do Executivo estadual. A governadora potiguar observou que a tendência é ser levado para reunião de hoje o projeto de divisão do FPE, já em tramitação no Senado, mas com um reforço a partir da inclusão de tributos que o Governo Federal recebe e ainda não é incluído para divisão do Fundo.

Rosalba Ciarlini explicou ainda que a proposta “mais equilibrada” para os governadores é incluir para cálculo do FPE, além do IPI e Imposto de Renda, outros tributos embolsados pelo Governo Federal.

segunda-feira, 11 de março de 2013

A fonte secou

 

Despoluição deixada de lado
 
Sem alarde, Eike Batista retirou o apoio que vinha dando ao projeto de despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O dinheiro para projetos sociais no grupo EBX está sendo enxugado.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Reinaldo, o rei do mimimi

 

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Primeiro, o blogueiro neocon de Veja.com protestou contra a aprovação do brasileiro às cotas. Depois, porque a imprensa livre não repercutiu a última canoa furada de Veja, sobre um eixo PT-Havana. Agora, sua revolta é com a ABI e a OAB, que não soltaram notas em defesa de Yoani

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os ‘hoyts’ é nosso

 

Erro de grafia

Seria cômico se não fosse deprimente. Mas no primeiro dia do encontro dos prefeitos, em Brasília, já deu para sentir o nível de instrução e escolaridade de alguns mandatários de cidades do país.

A presidente da União dos Municípios da Bahia, Maria Quitéria, resolveu estender uma faixa, na Esplanada, para marcar posição e reivindicar seu quinhão na distribuição dos royalties do petróleo.

 Até aí, beleza.

Mas eis o texto: “A presidenta da União dos Municípios da Bahia, Maria Quitéria, e os prefeitos baianos presentes na luta dos hoyts (sic) pela Bahia e pelo Brasil”.

É triste.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BB diz torcer para que conquistas do vôlei inspirem Felipão na seleção

Banco lamentou 'comentário infeliz' de Luís Felipe Scolari.


Se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil', disse Felipão.



Do G1, em São Paulo



O Banco do Brasil "lamentou" nesta quinta-feira (29) as declarações do novo técnico da seleção brasileira de futebol, Luís Felipe Scolari, sobre os trabalhadores do banco e afirmou que torce para que as conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pela instituição, "inspirem o trabalho da seleção".

Em entrevista nesta quinta, ao assumir oficialmente o comando da seleção, Felipão afirmou que a conquista do título em casa, em 2014, é obrigação para o Brasil e declarou: "Se não tiver pressão, vai trabalhar no Banco do Brasil, senta no escritório e não faz nada".
 
O vôlei brasileiro se transformou nos últimos anos numa das maiores potências mundiais. Entre as principais conquistas, o esporte soma quatro medalhas de ouro olímpicas (duas no masculino e duas no feminino). O time masculino acumula ainda três títulos mundiais e nove da Liga Mundial. O feminino levou oito títulos do Grand Prix, além de três pratas em Mundiais.

"O Banco do Brasil lamenta o comentário infeliz do técnico Luis Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso país", afirmou o BB, em comunicado.

Bancários repudiam declaração

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, repudiou as declarações do novo técnico da seleção. “Começou muito mal. Espero que o Felipão não esteja tão desatualizado no futebol como está em relação ao trabalho nos bancos. E espero que a gestão dele na seleção não seja tão irresponsável como a dos bancos", afirmou Cordeiro, em entrevista ao G1.

Para os bancários, Felipão não apenas desrespeita a categoria como demonstra desconhecimento sobre a realidade do trabalho no sistema financeiro brasileiro.

"Não só o trabalhador do Banco do Brasil sofre pressão, mas também os dos outros bancos. Por mês, cerca de 1.200 funcionários são afastados no país por problemas de saúde, por pressão dos bancos que pressionam os bancários a cumprirem metas absurdas e a venderem produtos que os clientes não querem comprar", afirmou o presidente da Contraf.

Confira a íntegra da nota do Banco do Brasil:

"O Banco do Brasil, junto com todo o povo brasileiro, deseja boa sorte ao técnico Luís Felipe Scolari em seu novo desafio à frente da Seleção, e torce para que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo BB há mais de 20 anos, inspirem o trabalho da Seleção.

Entrentanto, o Banco do Brasil lamenta o comentário infeliz do técnico Luis Felipe Scolari e afirma que se orgulha por contar com 116 mil funcionários que todos os dias vestem a camisa do Banco, com as cores do Brasil, e trabalham com dedicação e compromisso para atender com excelência às necessidades de nossos clientes e do nosso País.

Para a família BB, planejamento, respeito e organização são os segredos para uma estratégia de sucesso que transforma a pressão do dia-a-dia em motivação para as conquistas e para o apoio ao desenvolvimento do Brasil."

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

CBF demite Mano Menezes e anunciará novo técnico em janeiro

Tite, Muricy Ramalho e Felipão são os favoritos para assumir o cargo. Andrés Sanches, diretor de Seleções, pede tempo para responder se fica


Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro e São Paulo
 

POSIÇÃO JOGADORES (total = 102)
GOLEIROS (13): Júlio César, Diego Alves, Jefferson, Victor, Rafael, Gabriel, Renan, Renan Ribeiro, Gomes, Neto, Fábio, Cássio e Diego Cavalieri
LATERAIS-DIREITOS (9): Daniel Alves, Maicon, Danilo, Fábio, Rafael, Mariano, Mário Fernandes, Lucas Marques e Marcos Rocha
LATERAIS-ESQUERDOS (8): André Santos, Adriano, Cortês, Kleber, Alex Sandro, Marcelo, Carlinhos e Fábio Santos
ZAGUEIROS (16): Thiago Silva, David Luiz, Lúcio, Dedé, Réver, Juan, Bruno Uvini, Luisão, Leandro Castan, Henrique, Alex, Breno, Rhodolfo, Emerson, Leonardo Silva e Durval
VOLANTES (18): Lucas, Jucilei, Ralf, Paulinho, Sandro, Ramires, Hernanes, Wesley, Anderson, Henrique, Luís Gustavo, Elias, Rômulo, Casemiro, Fernandinho, Fernando, Jean e Arouca
MEIAS (23): Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Oscar, Ganso, Carlos Eduardo, Thiago Neves, Douglas Costa, Lucas, Éderson, Giuliano, Elano, Douglas, Jadson, Renato Augusto, Renato Abreu, Cícero, Willian, Elkeson, Diego Souza, Bruno César, Dudu, Bernard e Fellype Gabriel
ATACANTES (15): Neymar, Robinho, Alexandre Pato, Diego Tardelli, André, Hulk, Phillipe Coutinho, Nilmar, Kléber, Leandro Damião, Luis Fabiano, Jonas, Fred, Borges e Wellington Nem
 
Mano Menezes foi demitido pela CBF e não é mais técnico da seleção brasileira. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira após reunião na Federação Paulista de Futebol (FPF), em São Paulo, entre o presidente da CBF, José Maria Marin, o vice Marco Polo del Nero, e o diretor de Seleções, Andrés Sanches. A entidade confirmou a informação em seu site, às 16h06m, e comunicou que toda a comissão técnica foi afastada. O novo comandante será apresentado apenas no início de janeiro: Tite (Corinthians), Muricy Ramalho (Santos) e Luiz Felipe Scolari (ex-Palmeiras) estão cotados.
 
Andrés Sanches deixou o encontro com uma dúvida: permanecer ou não no cargo após a saída de Mano. O ex-presidente do Corinthians pediu mais tempo para tomar a decisão e deverá dar uma coletiva ainda nesta sexta, a partir das 17h, também na sede da FPF.

Mano foi comunicado da decisão por Andrés logo após a reunião. O treinador está em São Paulo e não vai se pronunciar sobre a demissão no momento. O técnico foi contratado em julho de 2010 pelo ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como susbtituto de Dunga.

No comunicado oficial desta sexta, a CBF informou que o técnico da Seleção sub-20, Emerson Ávila, continua no cargo, enquanto Márcio Oliveira assume o comando da equipe feminina.

A era Mano Menezes: 102 convocados
No comando da Seleção principal em 33 partidas, Mano conseguiu 21 vitórias, seis empates e seis derrotas desde que estreou no dia 10 de agosto de 2010. O treinador deixa o cargo apenas com as taças do Superclássico das Américas de 2011 e de 2012, fracassos na Copa América e nas Olimpíadas e queda histórica no ranking mensal da Fifa.

Após muitas críticas por ter perdido títulos importantes e por não ter formado uma base para a Copa das Confederações de 2013 e, principalmente, a Copa do Mundo de 2014, o técnico vinha de elogios por três boas atuações contra Iraque (6 a 0), Japão (4 a 0) e Colômbia (1 a 1), mas não resistiu mesmo com a conquista do segundo Superclássico na última quarta.

Galeria Mano Menezes seleção Brasil (Foto: Editoria de Arte / Globoesporte.com)Os momentos de Mano na Seleção: fracasso na Copa América e em Londres (Fotos: Editoria de Arte)
 
No total, Mano convocou 102 jogadores diferentes depois que substituiu Dunga. O principal nome desta fase foi Neymar, que ficou fora do Mundial da África do Sul, estreou junto com Mano e terminou a era Mano como artilheiro da Seleção: 17 gols em 27 jogos. Por outro lado, Paulo Henrique Ganso, que também iniciou sua carreira com a amarelinha com grande atuação no 2 a 0 sobre os Estados Unidos em 10 de agosto de 2010, perdeu espaço e estava fora dos planos do treinador recentemente.

Poucos jogadores da Copa de 2010 continuaram no grupo. O zagueiro Thiago Silva, o meia Kaká, o lateral-direito Daniel Alves e o volante Ramires foram os remanescentes para o período de renovação promovido por Mano de olho no Mundial no Brasil. Além de Neymar, a Seleção passou a contar com nomes como Oscar, Lucas, Leandro Damião, David Luiz, Paulinho e Hulk frequentemente na lista de convocados do treinador.

O primeiro grande teste de Mano foi a Copa América do ano passado, na Argentina. Sem apresentar grandes atuações, a Seleção acabou eliminada nos pênaltis pelo Paraguai nas quartas de final, com cobranças erradas de Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred.


Mesmo com o fracasso, o técnico foi mantido pela CBF e sobreviveu também à mudança na presidência da entidade: saiu Ricardo Teixeira, entrou José Maria Marin em março de 2012. Pressionado, o técnico viajou para Londres neste ano em busca do ouro inédito. O time chegou à final, mas voltou para casa sem a sonhada medalha: derrota de 2 a 1 para o México na decisão em Wembley.

O fraco desempenho nos duelos com seleções tradicionais pesou contra Mano. Foram cinco derrotas, dois empates e duas vitórias (ambas no Superclássico das Américas contra a Argentina, quando as equipes só podiam contar com jogadores que atuassem nos dois países): Brasil 0 x 1 Argentina (2010); Brasil 0 x 1 França, Brasil 0 x 0 Holanda, Brasil 2 x 3 Alemanha, Brasil 0 x 0 Argentina e Brasil 2 x 0 Argentina (2011); Brasil 3 x 4 Argentina, Brasil 2 x 1 Argentina e Brasil 1 x 2 Argentina (2012).

Sob o comando do técnico, o Brasil caiu para sua pior posição na história do ranking da Fifa: 14º lugar em outubro. Atualmente, o time pentacampeão mundial está em 13º. Apenas em cinco oportunidades, a Seleção ficou fora do “top 10”. Em todas, sob o comando de Mano em 2012: 11º em julho; 13º em agosto; 12º em setembro; 14º em outubro; e 13º em novembro.

Além de artilheiro, Neymar também foi o jogador que mais atuou sob o comando de Mano. O craque do Santos entrou em campo em 27 oportunidades, contra 25 do capitão Thiago Silva. O segundo goleador é Alexandre Pato, que balançou a rede oito vezes.

Prédio da FPF reunião  (Foto: Leandro Canônico / Globoesporte.com)
Reunião que decidiu queda de Mano foi realizada
na FPF (Foto: Leandro Canônico/Globoesporte.com)
 
A maior decepção da era Mano foi Ganso. Agora no São Paulo, o meia sofreu com contusões no Santos e demorou a recuperar espaço na Seleção. Após a boa estreia, não aproveitou as oportunidades que recebeu, mal apareceu nas Olimpíadas e foi desbancado por Oscar, que cresceu de produção e passou a ser destaque também no Chelsea.

Entre os veteranos, a primeira grande aposta do treinador foi Ronaldinho Gaúcho, que voltou a ser chamado após algumas boas exibições no Flamengo em 2011. Porém, o atual ídolo do Atlético-MG também não caiu nas graças do técnico e foi esquecido nas últimas listas. Por outro lado, Kaká acabou ganhando as primeiras chances neste ano e passou a ser nome forte para a Copa das Confederações.

A demissão do treinador foi anunciada por Marin nesta sexta, dois dias após a conquista do Superclássico das Américas. No jogo de ida, em Goiânia, no dia 20 de setembro, a Seleção venceu a Argentina por 2 a 1 em partida marcada por vaias da torcida contra Mano e pedidos por Luiz Felipe Scolari. A volta seria em outubro na cidade argentina de Resistencia, mas o confronto foi adiado por causa de um apagão no estádio quando as equipes já estavam em campo.

Apesar de a CBF ter manifestado o desejo de ver a Seleção declarada bicampeã do Superclássico, a Conmebol remarcou a final do torneio para a última quarta, na Bombonera. O Brasil perdeu por 2 a 1 no tempo normal e conseguiu o bi do torneio com 4 a 3 nos pênaltis.

Confira todos os jogos da era Mano Menezes na Seleção principal (sem olímpica):
DATA JOGO COMPETIÇÃO LOCAL
10/08/2010 Brasil 2 x 0 Estados Unidos Amistoso Nova Jersey (EUA)
07/10/2010 Brasil 3 x 0 Irã Amistoso Abu Dhabi (Emirados)
11/10/2010 Brasil 2 x 0 Ucrânia Amistoso Derby (Inglaterra)
17/11/2010 Brasil 0 x 1 Argentina Amistoso Doha (Qatar)
09/02/2011 Brasil 0 x 1 França Amistoso Paris (França)
27/03/2011 Brasil 2 x 0 Escócia Amistoso Londres (Inglaterra)
04/06/2011 Brasil 0 x 0 Holanda Amistoso Goiânia
07/06/2011 Brasil 1 x 0 Romênia Amistoso São Paulo
03/07/2011 Brasil 0 x 0 Venezuela Copa América La Plata (Argentina)
09/07/2011 Brasil 2 x 2 Paraguai Copa América Córdoba (Argentina)
13/07/2011 Brasil 4 x 2 Equador Copa América Córdoba (Argentina)
17/07/2011 Brasil 0 x 0 Paraguai Copa América La Plata (Argentina)
10/08/2011 Brasil 2 x 3 Alemanha Amistoso Stuttgart (Alemanha)
05/09/2011 Brasil 1 x 0 Gana Amistoso Londres (Inglaterra)
14/09/2011 Brasil 0 x 0 Argentina Superclássico Córdoba (Argentina)
28/09/2011 Brasil 2 x 0 Argentina Superclássico Belém
07/10/2011 Brasil 1 x 0 Costa Rica Amistoso San José (Costa Rica)
11/10/2011 Brasil 2 x 1 México Amistoso Torreón (México)
10/11/2011 Brasil 2 x 0 Gabão Amistoso Libreville (Gabão)
14/11/2011 Brasil 2 x 0 Egito Amistoso Doha (Qatar)
28/02/2012 Brasil 2 x 1 Bósnia Amistoso St.Gallen (Inglaterra)
26/05/2012 Brasil 3 x 1 Dinamarca Amistoso Hamburgo (Alemanha)
30/05/2012 Brasil 4 x 1 Estados Unidos Amistoso Washington (EUA)
03/06/2012 Brasil 0 x 2 México Amistoso Dallas (EUA)
09/06/2012 Brasil 3 x 4 Argentina Amistoso Nova Jersey (EUA)
15/08/2012 Brasil 3 x 0 Suécia Amistoso Estocolmo (Suécia)
07/09/2012 Brasil 1 x 0 África do Sul Amistoso São Paulo
10/09/2012 Brasil 8 x 0 China Amistoso Recife
19/09/2012 Brasil 2 x 1 Argentina Superclássico Goiânia
11/10/2012 Brasil 6 x 0 Iraque Amistoso Malmo (Suécia)
16/10/2012 Brasil 4 x 0 Japão Amistoso Breslávia (Polônia)
14/11/2012 Brasil 1 x 1 Colômbia Amistoso Nova Jersey (EUA)
21/11/2012 Brasil 1 (4) x (3) 2 Argentina Superclássico Buenos Aires (Argentina)

sábado, 17 de novembro de 2012

Promotor visa bloqueio de R$ 3,5 bi de Maluf

 

Jamil Chade, Estadão

Promotores brasileiros acreditam que a decisão de justiça de Jersey, que considerou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) culpado por desvio de US$ 22 milhões, abra as portas para um bloqueio definitivo de US$ 1,7 bilhão (R$ 3,5 bilhões) em ativos do ex-prefeito em todo o mundo.

O promotor Silvio Marques, do Ministério Público Estadual de São Paulo, comemorou a decisão da Justiça de Jersey, apontando que ela terá um "efeito direto" nos processos que Maluf sofre no Brasil.






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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Diga-me quem nomeias: Marconi Perillo ainda não substituiu secretários

 
Marconi: poucas alternativas e nenhuma pressa

Só Deus sabe o que está passando Marconi Perillo. Depois de mais de dois meses, ainda não conseguiu dar início à reforma no seu secretariado. Ao tornar pública sua intenção, em agosto, esperava que parte de seus subordinados colocasse a cadeira à disposição. Nada.

Agora, tem receio de exonerar alguns, que conhecem a extensão de seus laços com Carlinhos Cachoeira, e temor de convidar outros. Quem vai topar integrar o governo do tucano que está na alça de mira da CPI de Cachoeira?

Enquanto não soluciona a equação, a administração dele continua loteada de personagens que ganharam fama nacional nas operações da Polícia Federal. A cascata de denúncias não foi forte o bastante para tirá-los o emprego.

Só no primeiro escalão, seguem com salários em dia os secretários João Furtado Neto (Segurança), Alexandre Baldy (Indústria e Comércio) e Jayme Rincón (Agetop).

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Brasil avança, mas é quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU

Relatório do programa ONU-Habitat traz dados sobre distribuição de renda.


Segundo o estudo, país só está atrás de Guatemala, Honduras e Colômbia.

Bernado Tabak Do G1, no Rio
 

arte_onu_desigualdades_300 (Foto: Editoria de Arte/G1)

Apesar do crescimento econômico, que levou o país a ultrapassar o Reino Unido e consolidar o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) do planeta, o Brasil ainda é uma nação de desigualdades. Segundo relatório sobre as cidades latino-americanas feito pelo Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), o Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina em distribuição de renda, ficando atrás somente de Guatemala, Honduras e Colômbia.

arte_onu_desigualdades2_300 (Foto: Editoria de Arte/G1)

O Brasil, no entanto, avançou no combate a desigualdades nas últimas décadas. De acordo com o estudo, o país era, em 1990, o número 1 do ranking das nações com pior distribuição de renda.
De acordo com o levantamento “Estado das cidades da América Latina e do Caribe 2012 – Rumo a uma nova transição urbana”, divulgado nesta terça-feira (21), a América Latina é a região mais urbanizada do mundo. O relatório projeta que a taxa de população urbana chegará a 89% em 2050. O índice de urbanização brasileira foi o maior em toda a América Latina, entre 1970 e 2010. Hoje, 86,53% da população brasileira vivem em cidades.

O rápido crescimento, no entanto, não significou o desenvolvimento das regiões urbanas do país, que sofrem com problemas de infraestrutura, moradia, transporte, poluição e segurança pública. Além disso, cinco cidades brasileiras estão entre as que têm pior distribuição de renda entre as camadas da população em toda a América Latina: Goiânia, Fortaleza, Belo Horizonte, Brasília e Curitiba.

O estudo destaca o forte crescimento do PIB brasileiro, de 1970 a 2009, deixando para trás o México e os países que formam o Cone Sul – Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai – e “cobrando relevância mundial”. Hoje, o PIB do país representa 32% do total do PIB da América Latina. Ainda assim, quando se analisa o PIB per capita, o Brasil ocupa uma modesta 13ª colocação, de pouco mais de US$ 4 mil por ano, abaixo da média latino-americana e dos países mais desenvolvidos da região, como México, Chile, Argentina e Uruguai, e até mesmo da Venezuela, que tem a economia muito dependente do petróleo.

O Brasil ainda perde para a maioria dos vizinhos na questão da pobreza. Pouco mais de 20% da população vivem em situação de pobreza ou indigência, percentual maior do que no Uruguai, na Argentina, no Chile e no Peru. Costa Rica e Panamá também ficam a frente do Brasil, com menores percentuais na Taxa de Pobreza Urbana.

Brasil avança, mas é quarto país mais desigual da América Latina, diz ONU (Foto: Reprodução)
Estudo do programa ONU-Habitat traz Brasil como
quarto país mais desigual (Foto: Reprodução)
 
Entretanto, o número de pobres e indigentes no Brasil caiu pela metade em duas décadas: de 41%, em 1990, para 22% da população em 2009. Argentina e Uruguai também reduziram pela metade o número de pobres, que hoje são 9% da população, em ambos os países. Mas foi o Chile o grande campeão no combate à pobreza, com redução de 70% - de 39%, em 1990, para 12%, em 2009, referente a percentual da população pobre no país.

De acordo com o pesquisador Erick Vittrup, oficial principal de assentamentos humanos da ONU-Habitat, hoje existem 124 milhões de pessoas pobres vivendo nas cidades, o que equivale a cerca de 25% da população total da América Latina. Destes, 111 milhões moram em favelas.

A ONU-Habitat considera como pobre quem vive com menos de US$ 2 por dia (cerca de R$4). “Se nada for feito para mudar esse panorama, em nível mundial, toda a população urbana de hoje, que corresponde a 3,5 bilhões de pessoas, vai morar em favelas, em 2050”, afirmou. Atualmente, 1 bilhão de pessoas vivem em favelas, em uma população global de 7 milhões de pessoas.

Veja o que o relatório fala sobre alguns indicadores brasileiros:

Saneamento

O estudo da ONU-Habitat mostra que o Brasil é apenas a 19ª nação da América Latina em atendimento de saneamento básico. De acordo com a pesquisa, pouco mais de 85% da população urbana têm saneamento em casa, sendo que as cidades intermediárias são as menos favorecidas neste quesito.
Água

Erick Vittrup ressalta que, apesar de quase a totalidade do território urbano brasileiro ser coberto por abastecimento de água encanada, ainda há muitos problemas de fornecimento em favelas e em áreas na periferia das cidades, onde o fornecimento sofre interrupções com alguma frequência. “A qualidade da água em muitas regiões também é ruim, pois existe uma cobertura precária de estações de tratamento”, disse.

Favelas

O Brasil é o 14ª país da América Latina, segundo o relatório, com mais pessoas vivendo em favelas. No país, 28% da população moram em comunidades com infraestrutura precária, a grande maioria em situação informal. O índice de moradores de favelas no Brasil é mais alto do que a média latino-americana, de 26%.

Poluição

O levantamento afirma que o Brasil é o segundo maior poluidor da América Latina, responsável pela emissão de 23% gases que provocam o efeito estufa na região. O percentual é igual às emissões de todos os países do Caribe somados aos quatro países do Cone Sul. O Brasil só perde para o México, que é responsável pela emissão de 30% dos gases poluidores na região. De acordo com a pesquisa, 77% do gás carbônico emitido na cidade de São Paulo são originados de veículos de transporte individual, como carros de passeio, caminhonetes, picapes e motos – o percentual mais alto do Brasil.

Transportes

São Paulo também é citada no estudo como uma das cidades brasileiras que mais sofrem com o trânsito. Segundo o relatório, cada ocupante de um automóvel produz, em quantidade de horas, 11 vezes mais congestionamento do que o passageiro de um ônibus. Ainda de acordo com o estudo, os engarrafamentos na capital paulista ocasionam um custo adicional de operação de 15,8% para os transportes públicos.

Violência e feminicídio

O relatório afirma que a violência e a delinquência são consideradas, de acordo com pesquisas de opinião, as principais preocupações dos cidadãos latino-americanos. A Taxa de Homicídios anual da Região é a mais elevada do mundo, com mais de 20 mortes por cada 100 mil habitantes. “O Rio de Janeiro já esteve no top 10 das cidades mais violentas. Agora, as cidades mais inseguras se encontram na Guatemala e no México. Mas o Brasil ainda tem cidades muito violentas”, afirma Erick Vittrup.

O estudo ainda afirma que o Brasil é um dos países com a mais alta taxa de feminicídio - todos os assassinatos de mulheres relacionados à violência de gênero - do mundo, ficando na 11ª colocação na América Latina.

Futuro promissor à vista

O levantamento da ONU-Habitat ressalta que, apesar dos problemas e desafios para desenvolver as cidades, o Brasil e a América Latina estão prestes a viver um novo ciclo de transição urbana, que tem como objetivo garantir a “melhora fundamental da qualidade de vida nas cidades”, com igualdade e sustentabilidade.

O estudo ainda afirma que “um dos casos mais famosos e exitosos” da América Latina com relação à regulamentação da administração pública das cidades é a Lei de Responsabilidade Fiscal, promulgada no Brasil em 2000. A lei impõe um controle na capacidade de endividamento e equilíbrio nas contas públicas, e proíbe a acumulação de déficits de um período de governo para outro.

Para Erick Vittrup, as principais soluções para as cidades consistem em promover políticas de harmonização e coesão territorial, acelerar o ritmo das reformas urbanas e investir mais esforços no monitoramento das cidades. Para ele, existe experiência, capacidade, recursos e consciência política para melhorar a qualidade de vida nas cidades. “O principal desafio é como desenvolver instrumentos para combater as desigualdades enormes dentro das cidades”, finaliza.

domingo, 12 de agosto de 2012

Sindicalistas ameaçam deflagrar o “Volta Lula”


Sindicalistas ameaçam deflagrar o “Volta Lula”Foto: Edição/247

Greves no setor público, que já causam transtornos à população, podem se transformar em oportunidade para abrir o debate eleitoral de 2014, que hoje só tem duas alternativas: Dilma Rousseff e o "Super Lula"; categorias em greve criticam o estilo Dilma de gestão dos conflitos e podem iniciar um movimento nas ruas pela volta do ex-presidente


247 – As greves do setor público, além dos transtornos que têm causado à população, já serviram, ao menos, para opor os estilos de negociação do ex-presidente Lula e da atual Dilma Rousseff (leia mais aqui). Uma consequência mais drástica pode ser o início do movimento “Volta, Lula”. É o que afirma o colunista Ilimar Franco, no jornal “O Globo”. Leia mais aqui:

Sindicalistas e o “Volta Lula”

Os sindicatos vinculados à CUT estão irritados com a atitude da presidente Dilma diante da greve dos servidores. Reclamam que ela fechou as portas de seu gabinete e atribuem à esta atitude hostil o impasse nas negociações e as greves no setor público. Dizem que seu governo não negocia e empurra com a barriga as negociações. Eles lembram que desde o governo Sarney não há uma greve envolvendo funcionários de 26 órgãos federais. E comparam Dilma com Lula que nunca deu tudo o que pediram, mas recebia todos. Os sindicalistas ameaçam deflagrar uma campanha, a “Volta Lula”, para que concorra à presidência em 2014.

Ilimar Franco ouviu ainda Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. “Paulo Bernardo (ministro do Planejamento no governo Lula) não era santo. Mas estamos morrendo de saudades dele”, disse. Hoje, quem negocia em nome do governo, é Miriam Belchior, que vem sendo alvo de críticas frequentes dos sindicalistas.

De acordo com uma pesquisa recente feita pela Confederação Nacional do Transporte, Lula teria 69% dos votos se fosse candidato à reeleição. Dilma ficaria com 59%. Ou seja: ambos venceriam seus adversários com facilidade, mas os sindicalistas, aparentemente, preferem Lula.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A todo vapor


Investimentos abaixo apenas da União

A cidade do Rio de Janeiro ultrapassou o estado e a capital de São Paulo e é hoje o segundo maior orçamento de investimentos em obras do Brasil.

Só perde para o governo federal. No primeiro quadrimestre, a prefeitura do Rio investiu 2,7 bilhões de reais. À sua frente, apenas a União (11,1 bilhões de reais).

terça-feira, 10 de julho de 2012

Moradores de rua que acharam R$ 20 mil relatam à polícia ameaças

O Globo

O casal de moradores de rua que encontrou nesta madrugada R$ 20 mil que haviam sido furtados de um restaurante de comida japonesa na região do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, e entregou o dinheiro para a Polícia Militar, esteve nesta tarde na delegacia, onde relatou ameaças de morte. Um suspeito foi preso, mas deve responder ao crime, considerado de menor poder ofensivo, em liberdade. A polícia agora apura se ele participou do furto.

Os proprietários do restaurante fizeram duas propostas: bancar a viagem dos dois para o Maranhão ou para o Paraná, onde cada um tem família, ou oferecer condições para que ambos saíssem da rua.






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Presidente da CUT recua mas não descarta manifestação contra STF


Fernando Gallo, Estadão.com.br

Embora tenha evitado dizer textualmente que descartava a ideia de uma manifestação nas ruas, o novo presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, recuou nesta segunda-feira, 9, das declarações de que a central sindical pode mobilizar trabalhadores caso o Supremo Tribuna Federal (STF) faça um julgamento político do processo do mensalão. Ele repetiu diversas vezes que o Supremo fará um julgamento técnico, em cima dos autos.

"Acreditamos nas instituições que nós mesmo criamos. Não temos dúvida nenhuma de que teremos um julgamento técnico, no campo jurídico. O Supremo, como órgão competente que é, tem toda a confiança da população brasileira para fazer um julgamento no campo técnico, daquilo que está escrito nos autos. Era isso o que eu gostaria de ter dito hoje" disse, referindo-se à entrevista que deu ao jornal Folha de S.Paulo. "Esse era o recado que queríamos dar em nome da CUT".

sábado, 30 de junho de 2012

Declaração obtida por CPI mostra que Perillo dobrou patrimônio em 2011

Governador tinha no fim de 2010 R$ 1.548.227 em bens e direitos; valor saltou para R$ 3.182.549 no fim de 2011

Alana Rizzo e Fábio Fabrini, O Estado de S. Paulo

No ano em que assumiu o governo de Goiás e, segundo investigações da Polícia Federal, vendeu uma casa ao contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o governador Marconi Perillo (PSDB) dobrou seu patrimônio com a compra de imóveis e cotas de participação numa empresa.

Suspeito de negociar a mansão no Condomínio Alphaville diretamente com o contraventor e por valor maior que o declarado, o tucano omitiu as transações realizadas em 2011 em depoimento à CPI do Cachoeira. Ano após ano, ele justifica a entrada de capital em suas contas graças a débitos contraídos com um de seus secretários.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Brasil "olímpico" goleia EUA por 4 a 1

A seleção de Mano Menezes volta a campo no próximo domingo diante do México, em Dallas.

Por Redação, Site da Fifa

Getty Imagens
Oscar e Neymar foram importantes na construção da vitória da seleção sobre os EUA
Com mais uma atuação sólida, a base olímpica montada por Mano Menezes para defender o Brasil animou o torcedor ao golear os Estados Unidos por 4 a 1 na noite desta quarta-feira, em Washington, nos EUA. Depois de um desempenho convincente e da boa vitória por 3 a 1 sobre a Dinamarca, no último sábado, a Seleção Brasileira dominou com sobras o time americano e ampliou a série invicta para dez jogos (foram nove vitórias, sendo oito seguidas, e um empate). O Brasil volta a campo no próximo domingo diante do México, em Dallas.

Os anfitriões tentaram impor um ritmo forte no começo da partida, mas não demorou a ficar evidente que faltava poder de ataque aos americanos. Logo aos 11 minutos, a Seleção jogou um balde de água fria nas aspirações dos donos da casa ao abrir o placar em um lance de velocidade: Leandro Damião recebeu na entrada da área, cortou para o meio e soltou uma bomba que encontrou a mão de Onyewu, gerando a marcação de pênalti. Frio, Neymar converteu com categoria e comandou uma alegre dança na comemoração.

O entrosamento vindo do Internacional também beneficiava a Seleção Brasileira em Washington. Aos 21 minutos, no passe caprichado de Oscar, Leandro Damião invadiu a área livre e finalizou para grande defesa de Howard. O Brasil só precisou de mais cinco minutos para ampliar a vantagem. Aos 26, Neymar caprichou na cobrança de escanteio da esquerda e colocou a bola na cabeça de Thiago Silva, que fulminou o arqueiro americano.

Tranquila no fim do primeiro tempo, a Seleção passou a criar jogadas mais rebuscadas, com direito a passe de calcanhar. Mas, pouco antes do intervalo, um cochilo da defesa proporcionou o gol norte-americano. Aos 44 minutos, Gomez balançou as redes ao aproveitar cruzamento de Johnson.

A Seleção Brasileira voltou mais concentrada para a segunda etapa e em apenas seis minutos marcou o terceiro. Em jogada criada pela esquerda, Neymar foi acionado por Hulk e, da linha de fundo, cruzou para trás, encontrando Marcelo livre para chutar no contrapé de Howard: 3 a 1.

A partir dos 19 minutos, Mano Menezes promoveu um teste importante, com a entrada de Alexandre Pato no comando de ataque. Na primeira participação, o jogador do Milan perdeu uma chance clara na cara do gol. O goleiro Rafael ainda justificaria sua escalação ao operar um verdadeiro milagre - defendendo dois arremates de Torres e Gomez na mesma jogada e uma cabeçada de Bradley - antes de Pato se redimir. O atacante transformou a vitória em goleada com o quarto gol, em um chute firme de perna direita.

FICHA TÉCNICA

ESTADOS UNIDOS 1 x 4 BRASIL

Estádio: FedEx Field Stadium, em Washington D.C. (EUA)
Data-Hora: 30/5/2012 - 21h07 (de Brasília)
Árbitro: Jeffrey Calderón
Cartões amarelos: Torres (12'/1ºT), Oscar (19'/1ºT), Marcelo (15'/2ºT)

GOLS:
Neymar, 11'/1ºT (0-1); Thiago Silva, 25'/1ºT (0-2); Gomez, 44'/1ºT (1-2); Marcelo, 6'/2ºT (1-3); Alexandre Pato, 42'/2ºT (1-4)

ESTADOS UNIDOS:
Howard, Cherundolo (Parkhust, 27'/2ºT), Onyewu, Bocanegra e Johnson (Castillo, 34'/2ºT); Edu (Boyd, 27'/2ºT), Bradley, Jones (Beckerman, 34'/2ºT) e Donovan; Gomez e Torres (Dempsey, 10'/2ºT). Técnico: Jürgen Klinsmann

BRASIL:
Rafael Cabral, Danilo, Thiago Silva, Juan e Marcelo (Alex Sandro, 44'/2ºT) ; Sandro, Romulo e Oscar (Giuliano, 44'/2ºT); Hulk (Casemiro, 36'/2ºT), Neymar (Lucas, 38'/2ºT) e Leandro Damião (Alexandre Pato, 19'/2ºT). Técnico: Mano Menezes


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Câmara e Senado divulgarão salários de servidores, diz Marco Maia

STF e governo já anunciaram que fornecerão detalhes de remunerações.

Dados serão divulgados após regulamentação do Planejamento.


Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília


Os presidentes da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e do Senado, José Sarney (PMDB-AP), decidiram nesta quarta-feira (23) divulgar os salários dos servidores do Legislativo. A medida será tomada para cumprir a Lei de Acesso à Informação, que entrou em vigor na última semana.

"A partir de um entendimento entre o presidente da Câmara e o presidente do Senado, o Legislativo passará a divulgar o salário dos servidores", disse nota divulgada pela assessoria de Marco Maia.

Os dados dos servidores serão fornecidos após a regulamentação da matéria pelo Ministério do Planejamento, que vai definir os critérios e formatos de divulgação das informações. A tendência é de que sejam divulgados nominalmente os salários e gratificações dos servidores.


"A ideia é que a informação seja nominal, com o salário recebido por cada um dos funcionários e suas gratificações", afirmou Marco Maia na tarde desta quarta.

O presidente da Câmara afirmou que não há data prevista para o início da divulgação, já que a posição é de esperar a edição de regulamentação pelo Ministério do Planejamento.
"Não há previsão de data. Temos uma decisão tomada de divulgar todos os dados da ficha funcional dos servidores, inclusive salários. Mas vamos aguardar o decreto do ministério, para fazer isso de forma organizada e conectada com o Executivo", disse.

Marco Maia negou que a divulgação dos salários possa expor os funcionários da Câmara a ponto de deixá-los mais vulneráveis a assaltos e sequestros. "Acho que não é o caso do Brasil. Também não são salários exorbitantes, que levem a uma situação de perigo, de sequestro. São salários normais, naturais, pagos por um país que está se desenvolvendo nos últimos anos. Então, não vejo nenhuma crise, nenhum problema."

Na última quinta (17), a presidente Dilma Rousseff editou decreto determinando que os ministérios e órgãos do Executivo federal divulguem quanto ganha cada servidor, inclusive auxílios, ajudas de custo e vantagens. Nesta terça (22), o Supremo Tribunal Federal aderiu à iniciativa e decidiu que divulgará nominalmente todos os salários vantagens e subsídios dos servidores da Corte. A medida vale somente para o STF e não para todo o Judiciário.

O Legislativo era o único Poder que ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o assunto.
"Os Poderes estão em sintonia com os anseios da sociedade. Conversei com o presidente Sarney e decidimos o que o Parlamento, o mais transparente dos Poderes, deveria dar esta resposta à sociedade", disse Marco Maia.

A Lei de Acesso à Informação, obriga órgãos públicos federais, estaduais e municipais (ministérios, estatais, governos estaduais, prefeituras, empresas públicas, autarquias etc.) a oferecer informações relacionadas às suas atividades a qualquer pessoa que solicitar os dados.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Cabral vê 'zero risco' de ter caído em grampo com dono da Delta

Wilson Tosta, Estadão.com.br

Diante das suspeitas sobre sua relação com Fernando Cavendish, controlador da Delta, um dos focos da CPI do Cachoeira, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), traçou uma estratégia baseada na inexistência - pelo menos por ora - de indícios que o envolvam no escândalo.

“Zero, zero risco de haver uma conversa minha tratando de assuntos públicos com o Fernando”, disse o governador a interlocutores do PMDB, no fim de semana. Dois pontos sustentam a tática de Cabral: não foram encontrados grampos da Operação Monte Carlo nos quais o peemedebista apareça beneficiando Cavendish.


Foto: Arquivo / O Globo



E segundo a versão do governador, eles só costumam abordar assuntos privados, sem tocar em interesses públicos. A Delta tem, com o Estado do Rio, contratos de obras que somam R$ 1,49 bilhão.

Cabral tem deplorado, contudo, o que chama de “exposição de famílias” - segundo ele, iniciado com a divulgação de fotos de casais que o acompanhavam em viagens ao exterior pelo blog do ex-governador e deputado Anthony Garotinho (PR-RJ).