domingo, 12 de agosto de 2012

Sindicalistas ameaçam deflagrar o “Volta Lula”


Sindicalistas ameaçam deflagrar o “Volta Lula”Foto: Edição/247

Greves no setor público, que já causam transtornos à população, podem se transformar em oportunidade para abrir o debate eleitoral de 2014, que hoje só tem duas alternativas: Dilma Rousseff e o "Super Lula"; categorias em greve criticam o estilo Dilma de gestão dos conflitos e podem iniciar um movimento nas ruas pela volta do ex-presidente


247 – As greves do setor público, além dos transtornos que têm causado à população, já serviram, ao menos, para opor os estilos de negociação do ex-presidente Lula e da atual Dilma Rousseff (leia mais aqui). Uma consequência mais drástica pode ser o início do movimento “Volta, Lula”. É o que afirma o colunista Ilimar Franco, no jornal “O Globo”. Leia mais aqui:

Sindicalistas e o “Volta Lula”

Os sindicatos vinculados à CUT estão irritados com a atitude da presidente Dilma diante da greve dos servidores. Reclamam que ela fechou as portas de seu gabinete e atribuem à esta atitude hostil o impasse nas negociações e as greves no setor público. Dizem que seu governo não negocia e empurra com a barriga as negociações. Eles lembram que desde o governo Sarney não há uma greve envolvendo funcionários de 26 órgãos federais. E comparam Dilma com Lula que nunca deu tudo o que pediram, mas recebia todos. Os sindicalistas ameaçam deflagrar uma campanha, a “Volta Lula”, para que concorra à presidência em 2014.

Ilimar Franco ouviu ainda Roberto Leão, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. “Paulo Bernardo (ministro do Planejamento no governo Lula) não era santo. Mas estamos morrendo de saudades dele”, disse. Hoje, quem negocia em nome do governo, é Miriam Belchior, que vem sendo alvo de críticas frequentes dos sindicalistas.

De acordo com uma pesquisa recente feita pela Confederação Nacional do Transporte, Lula teria 69% dos votos se fosse candidato à reeleição. Dilma ficaria com 59%. Ou seja: ambos venceriam seus adversários com facilidade, mas os sindicalistas, aparentemente, preferem Lula.

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