Do R7
A operação padrão nos aeroportos brasileiros, liderada pelo SNA (Sindicato Nacional dos Aeroviários) e pelo Sindicato Nacional dos Aeronautas, deverá causar atrasos de até duas horas e cancelamentos de voos no fim da tarde desta sexta-feira (3). Até o fim da manhã, o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) não registrou nenhum atraso motivado por mudanças nos procedimentos dos funcionários.
Os aeronautas e aeroviários reivindicam um reajuste salarial de 15%, enquanto as empresas aéreas oferecem apenas o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 – de 5,47%.
Em protesto ao desacordo salarial, os sindicatos convocaram os trabalhadores a “seguir o manual”, adotando os procedimentos recomendados em convenção entre empregados e empresas aéreas.
Entre as mudanças estão o respeito à velocidade máxima de 20km/h de veículos dentro da pista, pausa para lanche de 15 minutos, recusar mudanças repentinas nas escalas de trabalho e duplicação da carga horária – o que ocorre sobretudo com mecânicos.
Embora os aeroportos ainda não apresentem os reflexos da manifestação, os usuários sentirão os impactos com filas nos check-in e atrasos em decolagens ainda nesta tarde, já que, pelo menos, 70% dos funcionários estão envolvidos com a causa, explica a presidente do SNA, Selma Balbino.
- Você só sente o atraso de ponta a ponta. Por exemplo, no caso de um voo que começa no Rio e tem escala em dois lugares, a média de atraso vai ser de duas horas. Isso já acontece desde cedo nos voos que começaram de manhã. Agora, isso vocês vão sentir com o público usuário, por meio dos tribunais que existem nos aeroportos [juizados especiais cíveis]. O termômetro é notar como estão as reclamações de atraso a partir de hoje.
Até o final da manhã desta sexta-feira, entretanto, o Snea afirmou, por meio do seu porta-voz, Jorge Honório, que não havia qualquer reflexo da operação padrão nos voos programados.
- Acabei de receber o último relatório [das empresas aéreas]. Não houve nenhum atraso em função do movimento de paralisação dos sindicatos. Nada. Os atrasos são normais. Temos pequenos problemas de chuva, de mau tempo, no Norte e Centro-Oeste do país e manutenções não previstas. Nenhum caso de atraso foi motivado por força dessas operações.
No caso dos voos internacionais, os atrasos atingiram 15,9% do total – dos 69 programados, 11 só decolaram mais de 30 minutos depois do horário previsto. Além disso, quatro decolagens foram canceladas (5,8% do total).
Faltam empregados
Em entrevista ao R7 na última quarta-feira (1º), a presidente do SNA afirmou que faltam funcionários tanto nas empresas aéreas como no solo dos aeroportos. Com isso, os funcionários têm que acelerar o trabalho para dar conta do recado.
- No caso de voo com conexão em solo, os trabalhadores têm que fazer o mais rápido que podem para poder atender outros voos porque não há o número de trabalhadores suficiente. Está faltando trabalhador há muito tempo no conjunto das empresas áreas.
Os aeronautas e aeroviários reivindicam um reajuste salarial de 15%, enquanto as empresas aéreas oferecem apenas o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado entre dezembro de 2009 e dezembro de 2010 – de 5,47%.
Em protesto ao desacordo salarial, os sindicatos convocaram os trabalhadores a “seguir o manual”, adotando os procedimentos recomendados em convenção entre empregados e empresas aéreas.
Entre as mudanças estão o respeito à velocidade máxima de 20km/h de veículos dentro da pista, pausa para lanche de 15 minutos, recusar mudanças repentinas nas escalas de trabalho e duplicação da carga horária – o que ocorre sobretudo com mecânicos.
Embora os aeroportos ainda não apresentem os reflexos da manifestação, os usuários sentirão os impactos com filas nos check-in e atrasos em decolagens ainda nesta tarde, já que, pelo menos, 70% dos funcionários estão envolvidos com a causa, explica a presidente do SNA, Selma Balbino.
- Você só sente o atraso de ponta a ponta. Por exemplo, no caso de um voo que começa no Rio e tem escala em dois lugares, a média de atraso vai ser de duas horas. Isso já acontece desde cedo nos voos que começaram de manhã. Agora, isso vocês vão sentir com o público usuário, por meio dos tribunais que existem nos aeroportos [juizados especiais cíveis]. O termômetro é notar como estão as reclamações de atraso a partir de hoje.
Até o final da manhã desta sexta-feira, entretanto, o Snea afirmou, por meio do seu porta-voz, Jorge Honório, que não havia qualquer reflexo da operação padrão nos voos programados.
- Acabei de receber o último relatório [das empresas aéreas]. Não houve nenhum atraso em função do movimento de paralisação dos sindicatos. Nada. Os atrasos são normais. Temos pequenos problemas de chuva, de mau tempo, no Norte e Centro-Oeste do país e manutenções não previstas. Nenhum caso de atraso foi motivado por força dessas operações.
De acordo com relatório da Infraero (estatal que administra os aeroportos brasileiros), dos 1.102 voos domésticos programados até as 12h desta sexta-feira, 124 estavam atrasados em mais de 30 minutos. Isso representa 11,3% do total. Outros 38 foram cancelados (3,4% do total).
No caso dos voos internacionais, os atrasos atingiram 15,9% do total – dos 69 programados, 11 só decolaram mais de 30 minutos depois do horário previsto. Além disso, quatro decolagens foram canceladas (5,8% do total).
Faltam empregados
Em entrevista ao R7 na última quarta-feira (1º), a presidente do SNA afirmou que faltam funcionários tanto nas empresas aéreas como no solo dos aeroportos. Com isso, os funcionários têm que acelerar o trabalho para dar conta do recado.
- No caso de voo com conexão em solo, os trabalhadores têm que fazer o mais rápido que podem para poder atender outros voos porque não há o número de trabalhadores suficiente. Está faltando trabalhador há muito tempo no conjunto das empresas áreas.
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