quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Vincular salário mínimo a cargos é 'irresponsabilidade', diz líder do PMDB

Henrique Eduardo Alves diz que debate não pode ser 'emocionalizado'.
PMDB reafirmou aliança com PT na disputa pela presidência da Câmara.
Robson Bonin Do G1, em Brasília
O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, divulgou nota nesta quarta-feira (5) na qual classifica como "imperdoável irresponsabilidade" a associação do debate sobre o reajuste do salário mínimo à negociação de cargos no segundo escalão do governo Dilma Rousseff.
"Misturar esse tema [salário mínimo] com a definição de cargos na composição natural do nosso governo é uma absurda e imperdoável irresponsabilidade", diz a nota assinada por Alves.
Ainda de acordo com o comunicado, o líder do PMDB lembra a “responsabilidade” do partido diante do país e defende uma “séria discussão” sobre o reajuste do mínimo com a equipe econômica do governo. Para Alves, o debate “não pode ser "emocionalizado, nem demagógico"”.
"Diante da responsabilidade que temos com o país e com o nosso governo da presidenta Dilma, queremos antecipar a este momento uma discussão séria com a área econômica. Buscar números e razões para enfrentar este debate, que não pode ser emocionalizado nem demagógico", registra a nota.
Presidência da Câmara
Dividida em dois tópicos, além de explicar a posição do PMDB em relação ao mínimo, a nota também reafirma o apoio da bancada peemedebista à candidatura do deputado Marco Maia (PT-RS) para a presidência da Câmara.
"Torcemos e trabalharemos para que ele [Maia] se torne o nome do consenso dos partidos da base do governo, da oposição – dos maiores aos menores - e enfim, o presidente da instituição Câmara dos Deputados", registra Alves na nota. Abaixo a íntegra da nota:

"Diante de tantas notícias, sobre tantos assuntos, nas últimas horas, envolvendo a presidência da Câmara dos Deputados, cabe esclarecer:
1) Salário mínimo
Em relação ao salário mínimo, o governo Lula fixou por meio de medida provisória o valor de R$540. Chegou a hora de o plenário debatê-lo e votá-lo. Muitas outras propostas virão.
Diante da responsabilidade que temos com o país e com o nosso governo da presidenta Dilma, queremos antecipar a este momento uma discussão séria com a área econômica. Buscar números e razões para enfrentar este debate, que não pode ser emocionalizado nem demagógico.
Essa medida tem graves repercussões nos estados e municípios e o PMDB quer sua bancada unida e consciente na discussão e na votação - apenas isto. Misturar esse tema com a definição de cargos na composição natural do nosso governo é uma absurda e imperdoável irresponsabilidade.
2) Eleição da mesa diretora da Câmara
O PMDB e o seu presidente, líder maior, Michel Temer, assinou um documento/compromisso com o PT - partido com a maior bancada na Câmara – baseado no respeito à proporcionalidade e aos direitos de cada partido. Tornou-se, portanto, compromisso de honra para o PMDB. O nosso candidato é o candidato do PT, deputado Marco Maia. Torcemos e trabalharemos para que ele se torne o nome do consenso dos partidos da base do governo, da oposição – dos maiores aos menores - e enfim, o presidente da instituição Câmara dos Deputados.

Henrique Eduardo Alves
Líder do PMDB na Câmara"

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