O juiz João Bosco da Silva, da Segunda Vara Federal do Amapá, enviou ao Conselho Nacional do Ministério Público uma reclamação disciplinar pedindo o afastamento de cinco dos seis procuradores da República de seu estado.
Segundo ele, os procuradores se aproveitavam de Ações Civis Públicas contra projetos de mineração para promover Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) milionários, ficando com o controle dos recursos mesmo sem autorização judicial.
Num deles, firmado com a MMX de Eike Batista em 2007, pouco antes da venda da operação de exploração do minério para a Anglo American, os Procuradores conseguiram 6 milhões de reais para realizar projetos de sua escolha.
Apesar de não haver homologação judicial do TAC, os recursos ficaram à disposição da Procuradoria da República no Amapá. Sabe-se que ela enviou 200 000 reais para aparelhar a Policia Federal no estado. Do restante, nada se sabe. O juiz quer saber o que foi feito com o dinheiro.

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