Alex Costa, especial para o Diário de Natal
Em breve passagem por Natal, a presidente nacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Wasmália Bivar, palestrou, pela manhã, para alunos do curso de Estatística da UFRN. Baseada no tema "Novas Pesquisas do IBGE e Transformações Estatísticas Brasileiras", a presidente realçou a importância do mais novo projeto da entidade, que deverá ser implantado definitivamente em 2013: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
"A ideia não é a de excluir o censo, mas sim dar valores, números e dados mais atualizados e mais próximos da realidade de cada estado brasileiro. Atualmente, o PNAD abrange apenas 12 estados brasileiros e é referência para todo o país. Agora, com essa nova ferramenta, será possível dar detalhes que servirão para que as administrações estaduais e municipais trabalhem para reverter um número negativo ou para melhorar ainda mais os pontos positivos", explica Wasmália Bivar. Segundo a presidente do IBGE, a pesquisa será realizada em 3.328 municípiosdo país, sendo que a maior parte do Rio Grande do Norte será atendida pelos agentes do Instituto.
O programa federal Minha Casa, Minha Vida é um exemplo de como esses medidores das necessidades da população podem ultrapassar a teoria. Com o déficit habitacional em mãos, através da PNAD, em 2007, a União verificou novas medidas para atender à demanda. Eram moradores que sonhavam com a residência própria, apesar de compartilharem moradia com pais, irmãos, parentes ou amigos; números que mudaram desde então.
Coleta
O chefe geral do IBGE no RN, José Aldemir Freire, explicou como funciona a coleta de dados. "A nova pesquisa domiciliar servirá para avaliar o trabalho e percentual de desemprego na região. Quatro municípios do nosso país passam pela fase de testes dessa pesquisa desde 2008. Agora, quatro anos depois, será possível fazer a análise geral dos dados e constatar dados objetivos que não seriam possíveis de obter se o trabalho não fosse tão específico", coloca.
A médio prazo, a PNAD Contínua irá substituira Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que, por dois anos, ainda se mantêm em paralelo para viabilizar comparativos. A PNAD Contínua distribuirá dados mensais de todo o Brasil e trimestrais por cada estado. Os dados coletivos também podem ser acessados pelo cidadão, para municiar suas reivindicações em busca de seus direitos.
O levantamento, sob responsabilidade do IBGE, será realizado pelo sistema de amostragem. Na área de abrangência do IBGE do Rio Grande do Norte, 98 municípios foram selecionadas para este primeiro ano levantamento, porém, desde outubro de 2011 que a pesquisa já decorre na região metropolitana. No total, 35 agentes efetuam o trabalho de coleta de dados referentes a emprego, situando os cargos ocupados, número de ocupados e desocupados, renda, horas trabalhadas, iniciativa para procurar emprego, taxas de participação e outros detalhes. Em conjunto, alguns temas como saúde, tecnologia e educação serão pesquisados.
"Mesmo em anos em que tivermos o Censo iremos estar atuando com o PNAD Contínuo. O nosso objetivo é varrer todo o país e obter números mais consistentes e fidedignos. Em seis anos teremos um acervo de informações importantíssimo para os municípios que poderão utilizar os dados como um meio de destacar em que locais são encontrados falhas e por onde trabalhar as políticas de geração de emprego e renda", avalia Bivar.
"A ideia não é a de excluir o censo, mas sim dar valores, números e dados mais atualizados e mais próximos da realidade de cada estado brasileiro. Atualmente, o PNAD abrange apenas 12 estados brasileiros e é referência para todo o país. Agora, com essa nova ferramenta, será possível dar detalhes que servirão para que as administrações estaduais e municipais trabalhem para reverter um número negativo ou para melhorar ainda mais os pontos positivos", explica Wasmália Bivar. Segundo a presidente do IBGE, a pesquisa será realizada em 3.328 municípiosdo país, sendo que a maior parte do Rio Grande do Norte será atendida pelos agentes do Instituto.
O programa federal Minha Casa, Minha Vida é um exemplo de como esses medidores das necessidades da população podem ultrapassar a teoria. Com o déficit habitacional em mãos, através da PNAD, em 2007, a União verificou novas medidas para atender à demanda. Eram moradores que sonhavam com a residência própria, apesar de compartilharem moradia com pais, irmãos, parentes ou amigos; números que mudaram desde então.
Coleta
O chefe geral do IBGE no RN, José Aldemir Freire, explicou como funciona a coleta de dados. "A nova pesquisa domiciliar servirá para avaliar o trabalho e percentual de desemprego na região. Quatro municípios do nosso país passam pela fase de testes dessa pesquisa desde 2008. Agora, quatro anos depois, será possível fazer a análise geral dos dados e constatar dados objetivos que não seriam possíveis de obter se o trabalho não fosse tão específico", coloca.
A médio prazo, a PNAD Contínua irá substituira Pesquisa Mensal de Emprego (PME) e a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) que, por dois anos, ainda se mantêm em paralelo para viabilizar comparativos. A PNAD Contínua distribuirá dados mensais de todo o Brasil e trimestrais por cada estado. Os dados coletivos também podem ser acessados pelo cidadão, para municiar suas reivindicações em busca de seus direitos.
O levantamento, sob responsabilidade do IBGE, será realizado pelo sistema de amostragem. Na área de abrangência do IBGE do Rio Grande do Norte, 98 municípios foram selecionadas para este primeiro ano levantamento, porém, desde outubro de 2011 que a pesquisa já decorre na região metropolitana. No total, 35 agentes efetuam o trabalho de coleta de dados referentes a emprego, situando os cargos ocupados, número de ocupados e desocupados, renda, horas trabalhadas, iniciativa para procurar emprego, taxas de participação e outros detalhes. Em conjunto, alguns temas como saúde, tecnologia e educação serão pesquisados.
"Mesmo em anos em que tivermos o Censo iremos estar atuando com o PNAD Contínuo. O nosso objetivo é varrer todo o país e obter números mais consistentes e fidedignos. Em seis anos teremos um acervo de informações importantíssimo para os municípios que poderão utilizar os dados como um meio de destacar em que locais são encontrados falhas e por onde trabalhar as políticas de geração de emprego e renda", avalia Bivar.
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