Roberta Scrivano e Vinicius Neder, O Globo
Apesar dos esforços feitos até agora pelo governo, o crédito continua crescendo abaixo do esperado. Foi o que afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou de seminário em São Paulo.
O ministro também voltou a atacar os spreads (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra para emprestar aos clientes) cobrados pelos bancos privados, dizendo que representam uma “anomalia” que não condiz com a atual solidez do país.

Mantega. Foto: O Globo
— Precisamos estimular o crédito e diminuir o custo financeiro (dessas operações) que ainda é incompatível com o país. Ou seja, precisamos aumentar o volume crédito e baixar o juro e o spread. Mas o bancos são um pouco resistentes a isso — disse ele.
Mantega acrescentou que o spread no Brasil está entre os mais altos do mundo, apesar da forte redução da Selic (a taxa básica de juros) nos últimos meses.
— É uma má notícia, porque somos campeões de algo que é negativo, mas a boa notícia é que temos uma grande margem para reduzir esse custo — disse o ministro, acrescentando que a concorrência exercida pelos bancos públicos vai pressionar os privados.
Leia mais em Mantega: taxas cobradas pelos bancos são uma “anomalia”
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