sábado, 5 de maio de 2012

Mantega: taxas cobradas pelos bancos são uma “anomalia”

Após mudança na poupança, mercado futuro projeta queda dos juros. Investidores já consideram Selic a 8% ao ano

Roberta Scrivano e Vinicius Neder, O Globo

Apesar dos esforços feitos até agora pelo governo, o crédito continua crescendo abaixo do esperado. Foi o que afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que participou de seminário em São Paulo.

O ministro também voltou a atacar os spreads (diferença entre o que o banco paga para captar dinheiro e o que cobra para emprestar aos clientes) cobrados pelos bancos privados, dizendo que representam uma “anomalia” que não condiz com a atual solidez do país.




Mantega. Foto: O Globo



— Precisamos estimular o crédito e diminuir o custo financeiro (dessas operações) que ainda é incompatível com o país. Ou seja, precisamos aumentar o volume crédito e baixar o juro e o spread. Mas o bancos são um pouco resistentes a isso — disse ele.

Mantega acrescentou que o spread no Brasil está entre os mais altos do mundo, apesar da forte redução da Selic (a taxa básica de juros) nos últimos meses.

— É uma má notícia, porque somos campeões de algo que é negativo, mas a boa notícia é que temos uma grande margem para reduzir esse custo — disse o ministro, acrescentando que a concorrência exercida pelos bancos públicos vai pressionar os privados.

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