Eles são acusados de corrupção por autorizarem venda de um
terreno
Odilon Rios, O Globo
Sete vereadores da cidade de Rio Largo, a 25 quilômetros de Maceió, e quatro
empresários - um deles diretor da Usina Utinga Leão, que fica na cidade - foram
presos na noite desta quinta-feira acusados de corrupção, por autorizarem a
venda de um terreno, avaliado em R$ 21 milhões, por R$ 700 mil, pertencente ao
município.
Três vereadores são considerados foragidos. O Ministério Público de Alagoas
pediu a prisão do prefeito da cidade, Toninho Lins, mas o Tribunal de Justiça
ainda não decidiu sobre o assunto.
Conforme investigações do Grupo Especial de Combate às Organizações
Criminosas (Gecoc) - que começaram após denúncia da TV Pajuçara, afiliada da
Rede Record no estado - o prefeito encaminhou à Câmara dos Vereadores da cidade
projeto de lei para adquirir uma área de 252 hectares, da Usina Utinga Leão, em
processo de falência, para a construção de casas populares.
O valor da desapropriação da área seria de R$ 700 mil - a serem pagos à
usina.
A Câmara autorizou a operação, mas, as casas não foram construídas. Assim, o
prefeito encaminhou novo projeto à Câmara, desta vez pedindo autorização para
vender o terreno a uma empresa comercial, pelos mesmos R$ 700 mil. Só que uma
avaliação feita na área, a pedido do MP, contatou que o terreno valia R$ 21
milhões.
Leia mais em Vereadores são presos e prefeito é acusado de corrupção em
Alagoas
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