quinta-feira, 7 de junho de 2012

Praça que homenageia desembargador é alvo de vândalos

Folha de São Paulo

Uma homenagem a um desembargador envolvido no maior escândalo recente da história do Judiciário do Rio Grande do Norte vem sendo alvo de críticas no Estado.

A principal praça de Taipu (52 km de Natal) ganhou em 2001 o nome do desembargador Osvaldo Soares da Cruz, nascido no local há 66 anos.

A designação causa polêmica desde então, mas a divergência cresceu após o magistrado ter sido citado em esquema de fraudes montado no Tribunal de Justiça do RN (TJRN).

Ex-presidente do órgão, Cruz está afastado desde abril, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que investiga desvios acima de R$ 11 milhões.

Na praça, pedradas e pichações marcam agora o busto que cita o “filho ilustre” do município.

O Ministério Público do Rio Grande do Norte pede na Justiça o retorno ao nome original –10 de Março, data da emancipação do município.

A Promotoria, cuja sede fica na mesma praça, entende que a homenagem ao desembargador fere a Constituição (que proíbe a promoção pessoal de autoridades ou servidores) e uma lei federal que veta a atribuição de nome de pessoa viva a bem público.

O prefeito Sebastião de Melo (PSB) recebeu recomendação da Promotoria e da Justiça para fazer a mudança, mas disse esperar a decisão judicial porque a cidade está dividida e “é ano eleitoral”.
O batismo foi sancionado pelo ex-prefeito Marcelo Queiroz (PMDB na época), que era amigo do desembargador, segundo o atual prefeito. A reportagem não conseguiu localizá-lo.

Uma ex-funcionária do TJ-RN (Carla Ubarana) diz ter entregue a Cruz, durante cinco anos, envelopes com dinheiro desviado de processos de precatórios. O desembargador nega.

Saiba mais clicando AQUI.

Nota do Blog do Carlos Santos – Difícil encontrar um ensinamento tão sábio como uma pregação hindu, que sintetiza em duas palavras o que é a passagem humana sobre a terra: “Tudo passa!”

Mas lamentavelmente, muitos babaquaras que andam de nariz empinado em face de alguns cargos ou projeção social-financeira, têm certeza que tudo é eterno.

O ‘doutor’ Osvaldo é um exemplo de como tudo é fugaz. No escândalo do “Caso dos Precatórios” no TJRN, ele é protagonista de uma forma abjeta. Não é estranho que de filho ilustre de Taipu, o desembargador tenha passado à condição de vergonha coletiva. Um ultraje.
Aprendamos com seu triste exemplo.

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