Com decisão, rendimento da poupança também tem nova queda.
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central, reduziu de 8,5% para 8% a taxa básica de juros da economia. O corte,
definido por unanimidade pelo colegiado na noite desta quarta-feira (11), foi o
oitavo consecutivo na taxa Selic, que começou a recuar em agosto do ano
passado.

Expectativa do mercado e explicação do
BC
A decisão do Banco Central confirmou
a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. A
previsão dos analistas dos bancos é de que o Copom promova um novo corte dos
juros em sua reunião de 28 e 29 de agosto, desta vez para 7,5% ao ano - patamar
no qual a taxa terminaria 2012.
Atividade, inflação e setor produtivo
Ao baixar os juros, o BC busca estimular a atividade e combater os efeitos da crise financeira internacional na economia brasileira. Mesmo com oito cortes consecutivos nos juros, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre deste ano.
A autoridade monetária avalia que os cortes de juros demoram de seis meses a um ano para terem impacto pleno na economia, e informa que espera um crescimento maior do PIB brasileiro no segundo semestre de 2012.
Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012 e 2013, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.
O Copom tem argumentado que a crise financeira internacional possui "viés desinflacionário" e que, por isso, tem sido possível reduzir a taxa básica de juros sem comprometer o controle da inflação.
Os cortes de juros também facilitam o financiamento da atividade produtiva. "A economia real passa a ter uma dimensão muito mais relevante, muito mais atraente, em relação à economia financeira, o que significa dizer que devem aumentar os investimentos e o movimento em torno das empresas produtivas. E renasce com muita intensidade o mercado de capitais. Isso vai ser uma revolução no financiamento das empresas brasileiras", declarou o consultor do Iedi, Júlio Sérgio Gomes de Almeida.

Rendimento da poupança
O corte
dos juros básicos por parte do Banco Central reduz, novamente, a rentabilidade
da poupança. Pelas novas regras definidas pelo governo, a poupança
passou a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da
aplicação, mais a Taxa Referencial, quando a taxa básica estiver abaixo de 8,5%
ao ano.
Segundo o administrador de investimentos, Fabio
Colombo, a caderneta
de poupança continua atraente para os pequenos investidores. "Os juros reais
[calculados após o abatimento da inflação] estão caindo. Nesse cenário, para
quem tem volumes pequenos e não tem acesso a fundos de investimentos DI, ou
renda fixa, com taxas de administração abaixo de 1,5% ao ano, a melhor opção
ainda é a poupança", afirmou ele.
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