Para Sindicato, a alteração só poderá ser vista na terça-feira (16).
Sefaz afirma que aumento no valor não será sentido
pelo consumidor (Foto: Girlene Medeiros/G1 AM)
O aumento do preço da gasolina, publicado no Diário Oficial da
União (DOU) desta terça-feira (10), não deve influir diretamente no valor
praticado por litro do combustível. A informação é da Secretaria de Fazenda do
Estado do Amazonas (Sefaz/AM). Mas, de acordo com o Sindicato dos Revendedores
dos Combustíveis do Amazonas (Sindicam), a variação pode prejudicar os donos de
postos de combustíveis e a mudança, que afeta o consumidor final, só deve ser
conhecida na próxima segunda-feira (16), quando estava prevista a validação da
alteração pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) do Ministério
da Fazenda.
A variação corresponde ao Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) que altera a tabela de preços de combustíveis, como a gasolina e álcool etílico hidratado. Segundo o titular da Sefaz-AM, Isper Abrahim, os estados brasileiros passam por pesquisas mensais sobre a venda do combustível, e o Confaz interfere no valor do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) através da média do preço praticado pelos postos no mês anterior.
No Amazonas, com o aumento do preço do litro da
gasolina, de R$ 2,89 para R$ 2,93, o imposto é cobrado diretamente às
distribuidoras de combustível. “O dono de posto de gasolina não sairá
prejudicado. Neste próximo mês, o imposto vai representar 25% sobre R$ 2.93, o
que dá R$ 0,73 para cada litro pago. Não há aumento de preço nenhum. O
combustível tem um imposto retido na fonte que é a Petrobras, quando procede a
venda da gasolina à distribuidora. A modificação de valor está na Sefaz que
informa sobre o preço da gasolina para a distribuidora que tem que reter o
imposto”, explicou o secretário da Sefaz.
Mas, de acordo com o presidente da Sindicam, Luiz Felipe Moura Pinto, os donos de postos de gasolina podem ser afetados com a variação e alterar o valor do litro do combustível atingindo o consumidor final. “Nós não tratamos de preço até porque não sabemos se as distribuidoras vão absorver o aumento do valor. O que sabemos é que não se entende o motivo do porquê passar de 2,88 para 2,93”, questionou o sindicalista.
Mas, de acordo com o presidente da Sindicam, Luiz Felipe Moura Pinto, os donos de postos de gasolina podem ser afetados com a variação e alterar o valor do litro do combustível atingindo o consumidor final. “Nós não tratamos de preço até porque não sabemos se as distribuidoras vão absorver o aumento do valor. O que sabemos é que não se entende o motivo do porquê passar de 2,88 para 2,93”, questionou o sindicalista.
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