- Parlamentares tentam derrubar veto da presidente às perdas de receitas de estados produtores
- Na Rússia, ela disse que não pode evitar parlamentares de votar com a consciência
MOSCOU — A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira em Moscou que, ao vetar artigos do projeto que muda as regras de divisão dos royalties do petróleo, esgotou tudo o que poderia fazer nesta questão. Sem as emendas, os estados produtores, como o Rio, sairão prejudicados. Mas Dilma disse que agora, tudo o que pode fazer, é esperar a decisão do Congresso. Na quarta-feira, a maioria dos deputados e senadores votou pelo regime de urgência na apreciação do veto da presidente Dilma Rousseff ao texto que redistribuía os recursos e causava perdas para os estados produtores. A apreciação definitiva sobre a questão poderá ocorrer já na próxima semana.
— Eu estou aqui, o Congresso está lá. Já fiz todos os pleitos, o maior deles, foi vetar. Não tenho mais o que fazer! Não tem nenhum gesto meu mais forte do que o veto. O resto seria impossível — disse Dilma.
Diante da insistência de jornalistas, sobre se ela pretendia fazer gestões junto à base aliada no Congresso para manter os vetos, ela afirmou :
— Não vou impedir que ninguém vote de acordo com sua consciência.
É uma crise para o governo? — perguntou um jornalista:
— Olha, eu acho que vocês (jornalistas) adoram a palavra crise. Tudo vocês veem crise. Não tem crise, o funcionamento da democracia é assim. Eu sou de uma época…quando era bem mais nova do que sou hoje, em que tudo no Brasil virava crise. Mas um tipo de crise com consequências mais graves: a gente ia para a cadeia.
Dilma insistiu que o Brasil é um país democrático e que as pessoas precisam conviver com as diferenças
— Nada disso pode resultar em crise. Este é o funcionamento normal da democracia num país avançado — disse.
A presidente voltou a defender que o dinheiro dos royalties sejam utilizados para investimentos na educação.
— Que nós tenhamos um compromisso com a educação no Brasil. O recurso do petróleo é um recurso finito. Tudo o que nós ganharmos do petróleo temos que deixar para a riqueza mais permanente, que é a educação que cada um carrega.
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