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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eu fiz

  
Agenda de visitas

Dilma Rousseff já tem programada uma intensa agenda Brasil afora em setembro. Repete, assim, a estratégia de sair às ruas, que se iniciou este mês — embora mais concentrada em São Paulo.

Um dos objetivos não declarados do périplo é também capitalizar as obras cujos investimentos são do governo federal, mas que, na avaliação do Planalto, somente os governadores tiram proveito político.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dilma resiste a pressões e decide não mexer na equipe

 

Ricardo Stuckert:
Após conversa com o ex-presidente Lula nessa semana, em Salvador, presidente decide que não irá mexer no comando dos ministérios sob pressão, e nem cortar o número de pastas, como sugere a oposição e até o aliado PMDB; ao cacique petista, ela pediu ajuda para conter o racha entre petistas e peemedebistas.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Irritada

  
Entalada com prefeitos

Poucos episódios deixaram Dilma Rousseff tão irada quando a vaia recebida durante a Marcha dos Prefeitos, anteontem, em Brasília.

O achincalhe, ouvido no momento em que o governo anunciava aumento na liberação de recursos aos municípios, ainda está entalado na goela de Dilma (Saiba mais em: Dilma irritada).

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Vinte e oito mil Dilmas novinhas por aí

  

Foto oficial

O Palácio do Planalto mandou produzir 28 000 novas fotos oficiais de Dilma Rousseff para serem distribuídas a órgãos públicos, empresas, prefeituras municipais e estabelecimento de ensino de todo o Brasil.
 
Ao todo serão 20 000 fotos no tamanho 50 x 60 cm e outras 8 000, em 15 x 21 cm.

Para a produção das fotos – sem a moldura – a Planalto pretende gastar até 12 720 reais.

Pacote de bondades

  
Elaborando as boas novas

Dilma Rousseff está finalizando um pacote de boas notícias para apresentar hoje, durante a Marcha dos Prefeitos, em Brasília.

Entre as possíveis novidades está o aumento de um ponto percentual no montante repassado pelo Fundo de Participação dos Municípios.

Outra medida, ainda em avaliação pelo Planalto, é ampliar o valor per capita repassado para saúde municipal, por intermédio Piso de Atenção Básica (PAB).

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Dilma diz que objetivo do ‘Mais Médicos’ é levar profissionais ao interior do país

 

  • Presidente afirma que medidas para a saúde são as mais essenciais dentro dos cinco pactos anunciados pelo governo federal


BRASÍLIA — A presidente Dilma Rousseff, durante o lançamento do programa Mais Médicos nesta segunda-feira, defendeu a importação de médicos estrangeiros. Ela afirmou que o objetivo do programa não é principalmente trazer profissionais de outros países, mas levar médicos para o interior do Brasil.

— Trata-se de um pacto pela vida, pela saúde de todas as brasileiras e todos os brasileiros, em especial daqueles mais pobres, que mais precisam. Eu faço questão de corrigir um conceito: o programa Mais Médicos não tem como principal objetivo trazer médicos do exterior, mas levar mais saúde para o interior — disse Dilma.

— Este governo e esta presidenta não fogem a uma luta. E esta é uma boa luta.

A presidente destacou que o país precisa de médicos de saúde básica, que trabalhem na prevenção e que possam dar diagnósticos de doenças comuns, e que acredita que os profissionais brasileiros irão participar do programa, mas que para os postos que não forem ocupados, o país irá atrair profissionais de outros países.


— Eu acredito no interesse dos jovens médicos brasileiros. Eu tenho confiança que muitos jovens vão comparecer. Mas se não tivermos o número suficiente de brasileiros, nós buscaremos médicos onde houver — disse. — Nos interessa interiorizar e segurar em cada cidade, em cada residência a garantia de assistência e de atendimento médico. O que estamos propondo é que esses médicos que venham aceitem as condições do governo brasileiro — afirmou a presidente, que ainda destacou que o trabalho deses profissionais será fiscalizado pelos órgãos públicos.

A presidente disse que a saúde é o tema mais lembrado nas pesquisas, como o que mais precisa de atenção no país, e que entre os cinco pactos anunciados pelo governo em resposta às manifestações, o que trata de medidas para a saúde “talvez seja o mais essencial deles”.

— Com esse pacto, nós vamos enfrentar de forma célere, firme, três desafios. O primeiro é construir UPAs, postos de saúde e hospitais bem equipados e reformar os existentes. O segundo é garantir que essa imensa rede de saúde funcione direito. O terceiro desafio, talvez o maior de todos, é suprir essa rede com profissionais para atender com qualidade toda a população.

— Nunca é suficiente, nunca é demais que, assim como não se faz a educação sem professores, não se faz saúde pública de qualidade sem médicos. Esse programa trata de garantir médicos e garantir infraestrutura.

Antes do discurso de Dilma, o prefeito de Porto Alegre e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, José Fortunatti (PDT-RS), defendeu a adoção de medidas urgentes para a área da saúde.

— A saúde exige medidas imediatas. Não podemos ficar aguardando para que profissionais sejam formados. Há população que necessita de atendimento urgente com dignidade — disse.
O prefeito ainda brincou com algumas das contrapartidas que os municípios vão ter que oferecer para receber os médicos.

— Além da moradia e da alimentação, estaremos oferecendo uma erva-mate de boa qualidade (aos médicos) — afirmou Fortunati.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Dilma reúne STF, Senado e OAB para discutir proposta de convocação de plebiscito Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/ultimas-noticias/brasil/2013/06/25/dilma-reune-stf-senado-e-oab-para-discutir-proposta-de-convocacao-de-plebiscito


Renata Giraldi
Da Agência Brasil, em Brasília

DILMA PROPÕE PLEBISCITO SOBRE REFORMA POLÍTICA

Pelo segundo dia consecutivo, a presidenta Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje (25) com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Dilma marcou conversas ao longo do dia com os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Em debate, a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.

A presidenta também tem reuniões marcadas com representantes de movimentos urbanos, no Palácio do Planalto. Paralelamente, várias manifestações estão programadas em todo o país. Nas redes sociais, os líderes dos movimentos organizam assembleias para a definição de mais protestos. Na Universidade de Brasília (UnB) há reunião hoje à tarde.

Em Cristalina (GO), moradores da comunidade Marajó prometem fechar os principais trechos da BR-251, uma das vias de acesso ao Distrito Federal (DF). Os moradores protestam por melhores condições de saúde, educação e segurança. Eles também pedem a emancipação da região.

Ontem (24), durante a reunião com 27 governadores e 26 prefeitos, Dilma detalhou sua proposta para a convocação de um plebiscito que autorize uma Constituinte para fazer a reforma política. "O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado", disse a presidenta.No Rio de Janeiro, um grupo de manifestantes mantém o acampamento perto da residência oficial do governador do estado, Sérgio Cabral. 

Segundo ele, só deixarão o local depois de recebidos por Cabral. O grupo reivindica maior transparência nas contas públicas. Em São Paulo há  três atos de protesto na capital – na zona sul, no Largo do Campo Limpo e no metrô Capão Redondo, assim como na zona leste.

"Junto com a população, podemos resolver grandes problemas. Não há por que ficarmos inertes, acomodados ou divididos", acrescentou ela, informando que "o país deixou de ser governado para um terço da população". O governo vai disponibilizar mais R$ 50 bilhões para investimentos em obras de mobilidade urbana e a criação de um Conselho Nacional de Transporte Público, com a participação da sociedade e que deverá ter versões municipais.


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Transporte escolar pode ser usado por universitários

 

A presidente Dilma Roussef, promulgou a Medida Provisória nº 593/2012, transformando-a na Lei Federal nº 12.816/2013, que dispõe sobre o apoio da União às redes públicas de educação básica na aquisição de veículos pra o transporte escolar.

A medida visa autorizar os municípios a utilizarem o transporte escolar municipal por estudantes universitários.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Presidente da Câmara elogia iniciativa do Governo de suspender dívidas dos agricultores com o BNB

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, aplaudiu a decisão da presidenta Dilma Rousseff de autorizar a suspensão das execuções das dívidas contraídas por produtores rurais junto ao Banco do Nordeste. A suspensão das execuções será assegurada no “Plano safra” específico para o semiárido que a presidenta havia anunciado, segunda-feira, dia 3, durante visita ao Rio Grande do Norte. “O plano – disse a presidenta Dilma nesta terça-feira, dia 4, – será formalizado na próxima semana “em parceria com o Congresso Nacional”.

Para o deputado Henrique Eduardo Alves, “a presidenta Dilma dá mais uma demonstração da firmeza dos compromissos que tem assumido em relação ao Nordeste”. Acrescentou que, com a suspensão das execuções, está sendo atendida legítima reivindicação dos pequenos e médios agricultores que se viam na iminência de perderem suas propriedades (oferecidas como garantia dos empréstimos). “Veio a longa estiagem, com ela uma gama de prejuízos em decorrência não apenas da frustração da safra, como também da perda de parte considerável do rebanho, o que deixou o produtor nordestino sem a menor condição de honrar o pagamento dos empréstimos contraídos”, destacou.

Conforme a presidenta revelou no discurso que proferiu na solenidade de lançamento do “Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014”, no Palácio do Planalto, a suspensão das execuções virá acompanhada de novos mecanismos de renegociação dos débitos. Um deles, lembrou Henrique, vai assegurar a pequenos e médios agricultores do semiárido os mesmos benefícios já assegurados à agricultura familiar, inclusive com a possibilidade de resgate de suas dívidas até o limite de R$ 35 mil, com descontos de até 85%.

sábado, 1 de junho de 2013

Presidenta entregará máquinas e vai liberar recursos federais para o RN

 

A presidenta Dilma Roussef desembarcará no aeroporto internacional Augusto Severo às 10h50 da próxima segunda-feira (03). A chefe do executivo do Brasil virá ao Rio Grande do Norte para entregar de forma simbólica as máquinas para conservação contínua das estradas vicinais (sem asfalto) e a construção de reservatórios de água a 149 prefeitos do estado no pátio do Centro Administrativo. Todos os equipamentos foram adquiridos por meio da segunda fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).

Assim como a presidenta, estarão presentes na solenidade a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, o presidente do Senado Renan Calheiros, o ministro da Previdência Social Garibaldi Alves Filho e o ministro de Desenvolvimento Agrário (MDA), Gilberto José Spier Vargas. Em coletiva de imprensa realizada na governadoria, o cerimonial confirmou que o início das solenidades será às 11h30.

Segundo o delegado federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário no estado, Raimundo Costa Sobrinho, a liberação de recursos oriundos do PAC 2 é uma tentativa de melhor convivência do governo federal com o semi-árido nordestino. “Estamos atendendo o Rio Grande do Norte com motoniveladoras e retroescavadeiras ofertando esses equipamentos para 89% dos municípios do estado”, disse. O investimento total dos equipamentos é de R$ 81, 6 milhões para servir às populações rurais. O Rio Grande do Norte tem uma população rural de 704 mil famílias e algo em torno de 560 mil delas serão beneficiadas, de acordo com levantamento feito pelo MDA.

O uso desses equipamentos estão direcionados para a recuperação de estradas vicinais de forma contínua que dê a possibilidade de escoamento de produção e bem como dar reforço a infraestrutura hídrica dos municípios. “Reconhecidamente temos uma deficiência muito grande em reservatórios de água e com esses equipamentos tanto a recuperação como a construção de pequenos reservatórios, tipo barreiras, pequenos açudes e barragens subterrãneas “, disse Raimundo Sobrinho.

sábado, 25 de maio de 2013

Presidente Dilma Rousseff afirma que aliança com PMDB está garantida

 

Presidente disse que já está certo que o vice de sua chapa continuará a ser o pemedebista Michel Temer

Por FP

Em meio a recentes embates do Planalto com a bancada do PMDB na Câmara, a presidente Dilma Rousseff dá como certa a reedição da aliança com o PMDB em 2014, quando deve disputar a reeleição. Em entrevista ao jornal “O Globo”, a presidente disse que já está certo que o vice de sua chapa continuará a ser o pemedebista Michel Temer.

Após o confronto entre governo e PMDB na votação da Medida Provisória dos Portos, na semana passada, a cúpula pemedebista fez duras críticas a Dilma em um jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. Na avaliação de peemedebistas, Dilma agiu bem ao não comparecer ao encontro que reuniu governadores, ministros e líderes do PMDB.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, um deles classificou o jantar de “indigesto” para a presidente, marcado por críticas ao Palácio do Planalto e ao PT da “entrada até a sobremesa”. Dilma recusou o convite do vice para participar do encontro alegando que sua família estava em Brasília.

 Uma das origens da crise está no enfrentamento entre pré-candidatos dos dois partidos nos Estados. No Rio de Janeiro, onde a situação é mais tensa, o senador Lindbergh Farias (PT) quer lançar candidatura própria contra o escolhido do governador Sérgio Cabral, o vice Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Na entrevista ao “Globo”, Dilma foi suscita sobre a questão. “É matéria vencida.”  A presidente também elogiou o seu principal adversário na eleição de 2010, o ex-governador José Serra (PSDB).

”Não é porque ele foi meu adversário na eleição que eu vou deixar de reconhecer sua importância, sua inteligência! Posso discordar, como discordo, do Serra, mas não deixo de reconhecer sua capacidade, sua inteligência.”

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Autor de boato sobre Bolsa Família é 'desumano' e 'criminoso', diz Dilma


Beneficiários correram às lotéricas no final de semana devido à informação.

Segundo a presidente, boato 'leva intranquilidade às famílias mais pobres'.

Do G1, em Brasília e em Ipojuca

 

Dilma com ministros, parlamentares e o governador de Pernambuco durante cerimônia da viagem inaugural do petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca (PE) (Foto: Roberto Stuckert Filho /  PR)Dilma com ministros, parlamentares e o governador de Pernambuco durante cerimônia da viagem inaugural do petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca (PE) (Foto: Roberto Stuckert Filho / PR)

A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (20), em Ipojuca (PE), que o autor do boato de que o programa Bolsa Família iria acabar é "desumano" e "criminoso".

Informações sobre o fim do pagamento do benefício geraram tumulto no final de semana em estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba, Ceará e Maranhão. Nesses locais, beneficiários correram às lotéricas após o boato de que o recebimento de valores do programa só seria feito até este sábado.

"É algo absurdamente desumano o autor desse boato. Por isso, além de desumano, ele é criminoso. Por isso, nós colocamos a Polícia Federal para descobrir a origem de um boato que tinha por objetivo levar a intranquilidade aos milhões de brasileiros que nos últimos dez anos estão saindo da pobreza extrema", afirmou Dilma em discurso na cerimônia que marcou a viagem inaugural do petroleiro Zumbi dos Palmares, em Ipojuca.

"Espalhou-se um boato falso, negativo, esse boato que leva intranquilidade às famílias mais pobres", reclamou a presidente.

Antes, pelo Twitter, a ministra da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, havia afirmado que o boato "deve ser da central de notícias da oposição”. O líder do PSDB na Câmara, deputado Carlos Sampaio (SP), pediu explicações à ministra sobre a frase.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Federal a investigação da origem do boato.

No discurso, a presidente disse que não abre mão de compromissos com o Bolsa Família e com a construção nacional de navios.

"O compromisso do meu governo com o Bolsa Família é forte profundo e definitivo. Nós não abriremos mão do Bolsa Familia, assim como não abriremos mão do nosso compromisso com o conteúdo nacional para a indústria naval", declarou.

Segundo Dilma, o dinheiro do Bolsa Família é "sagrado". "Enquanto for necessário e tiver algum brasileiro vivendo abaixo da linha da pobreza, iremos buscar esse brasileiro e garantir a ele esse direito de cidadania que é viver com o mínimo de dignidade em nosso país", afirmou.

Indústria naval

 Sobre a indústria naval, a presidente disse que o melhor "está no futuro". Segundo ela, além de de petróleo e gás, o Brasil poderá se tornar em produtor de navios e plataformas marítimas.

"O presente é o momento que temos de comemorar. O melhor está no futuro. A Petrobras vai produzir daqui a pouco 4 milhões de barris. Depois, vai produzir daqui a mais um pouco, 5 milhões de barris. Não há como produzir isso sem construir plataformas, navios, equipamentos. Não há como produzir petróleo sem empregos qualificados.

Portanto, estamos falando de uma indústria que tem futuro, que vai passar gerações, e isso é muito importante porque queremos ser não só um grande produtor de petróleo e gás. Queremos ser um grande produtor de navios, um grande produtor de plataformas, de equipamentos para a Petrobras", afirmou.

O petroleiro Zumbi dos Palmares foi construído no Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros, em Pernambuco.

Para o governador Eduardo Campos, "a decisão de trazer o estaleiro para cá e desconcentrar o desenvolvimento é fundamental para construir o Brasil que todos nós sonhamos".

"É o dia de saudar negros, reconhecer o legado do presidente Lula, agradecer a Dilma e aplaudir a raça e a disposição dos pernambucanos”, declarou Campos.

sábado, 18 de maio de 2013

Agora é minha vez

  
Parabéns aos líderes

Ideli Salvatti e Gleisi Hoffmann acompanharam juntas a sessão de quinta do Senado, em que foi aprovada MP dos Portos.

Vencida a batalha, a dupla juntou-se à chefe. Dilma Rousseff ligou para os líderes da base aliada e, antes de se despedir, passava o telefone para as fiéis escudeiras também darem parabéns pela vitória.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Em Porto Alegre, Dilma exalta política externa do governo petista


Presidente participou de seminário do PT na noite desta terça-feira (14)

Ato com a presença de Lula comemora 10 anos do partido no Planalto.
Felipe Truda Do G1 RS
 

Lula Dilma Tarso Genro evento 10 anos de governo do PT Porto Alegre (Foto: Mauro Vieira/Agência RBS)Dilma (C) ao lado de Lula (E) e Tarso Genro (D) durante evento do PT no RS (Foto: Mauro Vieira/Agência RBS)

A projeção do Brasil no cenário internacional foi o fio condutor do discurso da presidente Dilma Rousseff durante o seminário organizado pelo PT para tratar dos 10 anos do partido no governo federal. O evento foi realizado na noite desta terça-feira (13), em Porto Alegre.

Também participaram do ato político o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro; o presidente nacional do PT, Rui Falcão; o assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia; além de outras políticos e militantes do partido.

Diante do teatro do shopping Bourbon Country lotado, Dilma enumerou o que considera as maiores conquistas da política externa brasileira e afirmou que o país atualmente assumiu um papel de protagonismo no mundo, que não ocupava anteriormente.

“Somos umas das vozes que hoje se erguem para dar ao mundo um caminho que não seja a desesperança e a inexistência de perspectivas. Ao contrário de muitos segmentos pessimistas, a visão que se tem sobre o Brasil lá fora é muito mais realista, porque se percebe o imenso potencial do Brasil. Há um respeito porque somos o país que mais criou empregos durante a crise de 2009 a 2012”, discursou a presidente.

A presidente afirmou que a recente eleição de Roberto Azevedo para comandar a Organização Mundial do Comércio (OMC) mostra que os demais países têm “respeito pela política brasileira”. Segundo ela, esse respeito não foi conquistado casualmente, mas é fruto de um processo progressivo de “conquistas de espaços”.

Dilma destacou o que considera o fortalecimento do Mercosul, conduzido por Brasil e Argentina, da União de Nações Sul-Americanas (Unasul), da Comunidade dos Estados Latinoamericanos e Caribenhos (Celac) e do Brics, sigla formados com as iniciais dos países que formam o chamado bloco dos emergentes, com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

“Os países Brics são extremamente importantes porque juntos têm um poderio econômico inequívoco. Criamos duas instituições, o acordo contingencial de reservas, entre bancos centrais, em que os Brics podem acessar os recursos em momentos de crise. Os países Brics tem um ativo que qualquer um pode acessar. A outra é uma espécie de Banco Mundial, o Banco de Desenvolvimento dos Brics. Significa se fortalecer internamente e se projetar para fora”, definiu Dilma.

No discurso, a presidente também enalteceu as políticas sociais implementadas pelo governo na última década, como os programas “Bolsa Família” e “Minha Casa, Minha Vida”. Defendeu também as políticas econômicas do governo, rebatendo principalmente as críticas em torno de uma suposta fragilidade da Petrobras.

Por fim, Dilma citou a Lei de Acesso à Informação e a criação da Comissão Nacional da Verdade como exemplos de transparência e de compromisso com a verdade do governo e garantiu que o país estará com tudo pronto para receber a Copa de 2014.  Encerrou o discurso de forma bem-humorada, destacando seu carinho pelo Rio Grande do Sul.

“O governo tem compromisso com todos os estados, mas eu pessoalmente tenho compromisso com o Rio Grande do Sul. Quando eu estava indo para participar do governo Olívio Dutra, o Luis Fernando Verissimo falou um pouco sobre cada membro do governo. Ele disse que eu era gaúcha de propósito. E ser gaúcha de propósito é teimar e ter opiniões próprias”, brincou a presidente.

Protesto contratação de médicos estrangeiros Porto Alegre (Foto: Fábio Almeida/RBS TV)
Médicos e estudantes aproveitaram presença
da presidente em Porto Alegre para protestar
(Foto: Fábio Almeida/RBS TV)

Contratação de médicos estrangeiros motiva protesto antes do evento

 A presença de Dilma em Porto Alegre atraiu manifestantes para as proximidades do shopping. Desde o início da tarde, um grupo de estudantes de medicina, residentes e médicos se reuniu no Parque Germânia para protestar contra a intenção do governo federal de contratar cerca de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas remotas do país.

A manifestação foi organizada pelo Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers). A entidade diz que não faltam médicos no Brasil, mas sim condições adequadas de trabalho e salários atrativos para os profissionais se fixarem nos municípios do interior. Segundo a categoria, a criação de planos de carreira para os médicos, como ocorre com promotores e juízes, seria uma medida eficaz para resolver o problema.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Nova lei regulamenta aposentadoria de pessoas com deficiência

 


Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (9) a Lei Complementar nº 142, que reduz a idade e tempo de contribuição à Previdência Social para a aposentadoria de pessoa com deficiência. As novas regras entrarão em vigor daqui a seis meses, de acordo com o Diário Oficial da União.

Nos casos de deficiência grave, a aposentadoria será concedida após 25 anos de tempo de contribuição para homens e 20 anos para mulheres. O tempo de contribuição passa para 29 anos para homens e 24 anos para mulheres no caso de deficiência moderada. Não houve redução para os portadores de deficiência leve, pois, nestes casos, não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição.



Leia mais em Nova lei regulamenta aposentadoria de pessoas com deficiência

terça-feira, 7 de maio de 2013

Dilma anuncia Afif como ministro da Micro e Pequena Empresa

Vice-governador paulista será o ocupante do 39º ministério do governo.


Pela manhã, presidente tinha feito elogios a Afif durante evento em SP.

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília

 

O vice-governador de São Paulo e novo ministro da Microempresa, Guilherme Afif Domingos (Foto: Eliana Rodrigues/Governo de SP)
O vice-governador de São Paulo e novo ministro da
Microempresa, Guilherme Afif Domingos
(Foto: Eliana Rodrigues/Governo de SP)

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta segunda-feira (6) que o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), será o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. A nomeação ocorre quase 40 dias após a criação do ministério, o 39º do governo. A posse está marcada para a próxima quinta-feira, às 10h.

A assessoria de Afif informou que, mesmo como ministro, ele se manterá na função de vice-governador, mas renunciará à presidência do Conselho Gestor do Programa Estadual de Parcerias Público-Privadas de São Paulo.

Pela manhã, Dilma fez diversas referências a Afif e prestou uma homenagem a ele em discurso durante cerimônia de posse das diretorias da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo. A confirmação oficial da indicação de Afif saiu no final da tarde.

"Afif tem tido papel relevante em todos os processos que, nos últimos anos, resultaram no estímulo e na valorização das micro e pequenas empresas no país", diz nota assinada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

Afif será o primeiro ministro filiado ao PSD a integrar o governo. Mas, em março, o presidente do partido, o ex-prefeito Gilberto Kassab, disse que, se Dilma escolhesse Afif, seria na cota pessoal da presidente. Na ocasião, ele afirmou que, embora apoiando o governo, o PSD manteria uma posição de "independência".

A nova secretaria terá status de ministério. Segundo prevê a lei que a criou, a pasta formulará políticas de apoio a microempresas e empresas de pequeno porte e de artesanato. Cuidará, por exemplo, de promover a qualificação, aumentar a competitividade e incentivar as exportações de bens e serviços.

O projeto de lei que previa a criação da secretaria foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional no início da gestão de Dilma, em 2011. Passou primeiramente pela Câmara e foi aprovado no início de março pelo Senado.

A nova secretaria terá 68 cargos, incluindo o ministro de Estado e o secretário-executivo, número dois na hierarquia dos ministérios. A estrutura será composta pelo gabinete, pela secretaria-executiva e por até mais duas secretarias, conforme determina a lei.

A pasta será vinculada diretamente à Presidência da República, a exemplo da Secretaria de Direitos Humanos e da Secretaria de Políticas para as Mulheres.

Atualmente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior é quem cuida da área de micro e pequenas empresas no governo. A lei prevê que o acervo patrimonial e o quadro dos servidores dos órgãos que tiveram suas competências absorvidas pela nova pasta serão transferidos para a secretaria.

Perfil

 O empresário Guilherme Afif Domingos, 69 anos, começou sua carreira política como secretário de Agricultura e Abastecimento do estado de São Paulo na gestão do ex-governador Paulo Maluf.
Foi deputado federal constituinte pelo Partido Liberal (PL) em 1986. Três anos depois, candidatou-se à Presidência da República e terminou a disputa em sexto lugar.

Em 1998, filiado ao PFL, assumiu a Secretaria de Planejamento do município de São Paulo, cargo no qual permaneceu por poucos meses. Candidatou-se sem êxito ao Senado Federal, por duas vezes, em 1990 e em 2006.

Em 2005, foi um dos articuladores da criação do "impostômetro", aparelho eletrônico que mede a arrecadação tributária federal.
De 2007 a 2010, foi secretário de Emprego e Relações do Trabalho, na gestão de José Serra (PSDB).

Pouco mais de um ano após tomar posse como vice-governador na chapa encabeçada por Geraldo Alckmin, anunciou sua desfiliação do DEM para entrar no PSD de Gilberto Kassab.

Leia abaixo a íntegra da nota divulgada pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República sobre a indicação de Afif:

Nota à imprensa

A presidenta Dilma Rousseff convidou Guilherme Afif Domingos para chefiar a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O Ministério vai formular políticas de apoio às micro e pequenas empresas, segmento fundamental para a geração de empregos e o desenvolvimento da economia brasileira.

Por duas vezes presidente da Associação Comercial de São Paulo, ex-presidente do Conselho do Sebrae, ex-Deputado Federal Constituinte e atual vice-governador de São Paulo, Afif Domingos tem tido papel relevante em todos os processos que, nos últimos anos, resultaram no estímulo e na valorização das micro e pequenas empresas no país.

A presidenta desejou sucesso a Guilherme Afif Domingos e manifestou sua confiança no desempenho do novo ministro à frente da pasta. A posse será na próxima quinta-feira, dia 9, às 10h.

Secretaria de Imprensa da Presidência da República

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Dilma pede urgência para projeto que destina royalties para educação

Presidente enviou projeto de lei ao Congresso Nacional nesta quinta.


Com urgência, projeto tramitará 45 dias na Câmara e 45 no Senado.

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília
 

A presidente Dilma Rousseff pediu regime de urgência constitucional para o projeto de lei enviado por ela nesta quinta-feira (2) ao Congresso Nacional que trata da destinação da totalidade dos royalties do petróleo para a educação.

O regime de urgência constitucional estabelece prazo de votação de 45 dias para a Câmara dos Deputados e de mais 45 dias para o Senado Federal. Após esse período, o projeto passa a trancar a pauta da Casa em que estiver tramitando, o que significa que nenhuma outra proposta pode ser votada.

O "Diário Oficial da União" publicou em edição extra nesta quinta-feira mensagem na qual a presidente encaminha ao Congresso um projeto de lei que determina que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados exclusivamente na educação.

Esta é a segunda tentativa da presidente em destinar os recursos do petróleo para a educação. Em dezembro de 2012, ela enviou sob forma de medida provisória um texto que também tratava desse tema. Mas a tramitação da MP, que tem validade até dia 12, foi suspensa pelos parlamentares na semana passada até que o Supremo Tribunal Federal decida sobre a constitucionalidade da Lei dos Royalties.

O novo projeto de lei foi recebido pela Secretaria-Geral da Mesa no final da tarde desta quinta (2) e publicado na página da Câmara na internet. O pedido de urgência consta na mensagem encaminhada pela presidente ao Congresso.

Juntamente com o texto, está uma mensagem assinada pelos ministros Aloizio Mercadante (Educação) e Edison Lobão (Minas e Energia) na qual eles pedem justificam o teor do projeto.

O texto, de acordo com a mensagem dos ministros, tem por objetivo “destinar recursos para a educação, a fim de cumprir as metas, presentes e futuras, estipuladas na área educacional”.

Os ministros afirmam que a verba poderá ser usada para a expansão da pré-escola, para a implementação do ensino integral, para a valorização do professor e para o cumprimento do Plano Nacional de Educação, em tramitação no Senado Federal.

“A proposta é investir as receitas provenientes dos royalties e das participações especiais sobre a produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos no incremento da educação”, informa a mensagem.

Segundo o texto, o pedido de urgência na tramitação é motivado pela "premente necessidade de reforçar os vários programas e projetos para desenvolvimento da educação”.

“Daí a conveniência de se solicitar ao Congresso Nacional [...] a urgência na apreciação do projeto”, afirmam os ministros.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Dilma afirma na TV que não vai 'descuidar nunca' da inflação

 

Presidente fez pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.
Política econômica do governo foi alvo de crítica em eventos de 1º de Maio.

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília


A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (1º) durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que o governo não vai "descuidar nunca" do controle da inflação.

O pronunciamento foi motivado pelo Dia do Trabalho, comemorado nesta quarta. A presidente gravou no Palácio da Alvorada (residência oficial), e a fala foi exibida a jornalistas no final da tarde no Palácio do Planalto.

Nos eventos do 1º de Maio em São Paulo, políticos e sindicalistas fizeram críticas à política econômica do governo. O senador Aécio Neves (PSDB) disse que o governo é "leniente" com a alta dos preços.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho,defendeu o governo.

Ele afirmou que Dilma é "uma leoa" contra a inflação".

Dilma disse que governo continuará “sua luta firme” pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para produtores e consumidores, “mesmo que tenha que enfrentar interesses poderosos”.

É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa dessa maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente. Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade."
 
Presidente Dilma Rousseff
 
“É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa dessa maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente.

Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade. E não abriremos mão jamais dos pilares fundamentais do nosso modelo: a distribuição de renda e a diminuição da desigualdade no Brasil”, afirmou.

Apesar da fala sobre inflação, o pronunciamento de Dilma na TV acentuou as ações do governo na área da educação e sobre a importância de se ampliar os recursos para essa área. Dilma anunciou que enviou ao Congresso Nacional um novo projeto que determina que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam aplicados, exclusivamente, na educação.

A presidente pediu que os trabalhadores “acreditem apaixonadamente no Brasil” e disse que o país vai seguir “na rota de crescimento com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades”.

Dilma destacou dados da economia brasileira.

Segundo ela, somente durante o seu governo, o país criou 3,9 milhões de novos empregos com carteira assinada e conseguiu reduzir em 30% a taxa de desemprego entre 2008 e 2012.

“Em 2012, enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário”, afirmou.
 
De acordo com a presidente, tem ocorrido uma redução da desigualdade entre homens e mulheres, entre brancos e negros e entre as áreas urbanas e rurais.

“Os brasileiros estão se tornando mais iguais”, disse, antes de mencionar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) aprovada pelo Congresso que amplia os direitos de empregados domésticos.

“Os direitos trabalhistas avançam, e as dívidas sociais históricas estão sendo resgatadas, como ocorreu recentemente com a aprovação da PEC que estende os direitos previstos na CLT [Consolidação das Leis do Trabalho] aos trabalhadores domésticos”.


Leia a íntegra do pronunciamento da presidente:

Queridas trabalhadoras e queridos trabalhadores,
O Brasil passou a ser mais Brasil quando o brado por mais emprego, mais salário e mais comida deixou de ser um grito solitário dos trabalhadores para ser a voz e o compromisso de toda uma nação. É por isso que nós, brasileiras e brasileiros, estamos tendo, nos últimos anos, a alegria de comemorar o 1º de Maio com recordes sucessivos no emprego, na valorização do salário e nas conquistas sociais dos trabalhadores.

Neste 1º de Maio, o Brasil pode garantir outra vez a vocês que nada ameaça estas conquistas. Ao contrário, elas vão se ampliar ainda mais, beneficiando a todos vocês, sem exceção. O Brasil vai continuar usando instrumentos eficazes para ampliar o emprego, o salário e o poder de compra do trabalhador.

Mas, a partir de agora, vai privilegiar como nunca o instrumento que mais amplia o emprego e o salário: a educação. Para isso, várias medidas estão sendo executadas e outras estão em discussão. A mais decisiva delas é a que determina que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados, exclusivamente, na educação.
Anuncio hoje a vocês que enviei ao Congresso Nacional uma nova proposta para que isso possa virar realidade.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil avançou muito nos últimos anos por causa de políticas econômicas corretas e de políticas sociais profundas. Hoje, há um reconhecimento internacional de que temos as políticas sociais mais amplas e modernas do mundo. Isso nos orgulha e nos estimula. Mas há um ponto que tem passado desapercebido: o fato do emprego e do salário terem se tornado os dois maiores fatores de diminuição da desigualdade. Mesmo com a importância dos programas sociais, foi a renda do trabalho que mais contribuiu na diminuição da desigualdade.

Com os programas de transferência de renda, já tiramos 36 milhões de brasileiros da miséria. Mas são o emprego e o salário que estão impedindo que essas pessoas voltem para a pobreza, e também aceleram a ascensão social de milhões de outros brasileiros. Foi assim que 40 milhões de brasileiros foram para a classe média. Isso se deu por causa da valorização do salário-mínimo, do recorde na geração de emprego com carteira assinada e do ganho real em todas as faixas salariais.

O Brasil gerou, nos últimos dez anos, 19 milhões e 300 mil empregos com carteira assinada, e o salário-mínimo cresceu mais de 70% em termos reais. Somente nos dois anos do meu governo foram criados 3 milhões e 900 mil novos empregos. Segundo o Fundo Monetário Internacional, o FMI, isso nos colocou numa situação privilegiada no mundo: fomos o país que mais reduziu o desemprego entre 2008 e 2012, ou seja, reduzimos em 30% a taxa de desemprego. Por sinal, em 2012 enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário.

Tivemos o menor índice de desemprego da história e, segundo o Dieese, o melhor ano de reajustes, com 95% das categorias conquistando aumento real de salário. Não houve apenas aumento, mas também melhoria na qualidade do emprego: cresceram os níveis de escolaridade dos empregados e ampliou-se a formalização do emprego. Ao mesmo tempo, diminuiu a taxa de desemprego entre os jovens e aumentou o emprego entre os mais maduros. E, em termos gerais, ocorreu uma queda acentuada no tempo de procura por trabalho. Levando-se em conta a renda das pessoas, tem ocorrido também uma redução da desigualdade entre homens e mulheres, entre brancos e negros, e entre as áreas urbanas e rurais. Os brasileiros estão se tornando mais iguais.

Os direitos trabalhistas avançam e as dívidas sociais históricas estão sendo resgatadas, como ocorreu recentemente com a aprovação da PEC que estende os direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos.

Tudo isso ocorre porque o Brasil tem uma política eficiente de emprego e salário, porque o país dialoga com o trabalhador e os sindicatos e respeita os direitos trabalhistas. Inclusive, devido a este diálogo, os trabalhadores, entre outras vantagens, obtiveram a isenção do Imposto de Renda na participação dos lucros e resultados.

O mais importante é que os efeitos da renda do trabalho e das políticas sociais reduziram pela metade o risco das pessoas ficarem mais pobres, e praticamente dobraram a possibilidade das pessoas melhorarem de vida.

Estes fatores têm garantido a diminuição das desigualdades e inibido, entre nós, os efeitos da prolongada crise financeira que ainda atinge o mundo.

Trabalhadoras e trabalhadores, acreditem apaixonadamente no Brasil e na força do trabalho de cada um de vocês. Não tenham dúvida de que o Brasil, com a força de vocês, pode e vai crescer mais, garantindo o emprego de hoje e o de amanhã.

Vamos seguir na rota de crescimento com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades. Este governo vai continuar sua luta firme pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para o produtor e consumidor, mesmo que tenha que enfrentar interesses poderosos.

É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa desta maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente. Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade. E não abriremos mão jamais dos pilares fundamentais do nosso modelo: a distribuição de renda e a diminuição da desigualdade no Brasil.

Minhas amigas e meus amigos,

Só uma educação de qualidade pode garantir mais avanço para o emprego e para o salário. Nos últimos anos, ampliamos o acesso e melhoramos a qualidade do ensino. Já estamos com 32 mil escolas funcionando em tempo integral, ou seja, em dois turnos.

Tivemos o maior avanço da história do Brasil nos cursos técnicos e de qualificação profissional. Geramos, com o Pronatec, mais de 3 milhões de novas vagas e vamos chegar, até o final de 2013, a quase 5 milhões de matrículas.

Mais de 1 milhão e 200 mil jovens já receberam bolsas do ProUni, 870 mil estudantes estão sendo beneficiados pelo financiamento do Fies e 41 mil estudantes brasileiros já tiveram bolsas aprovadas para estudar nas melhores universidades do mundo no Programa Ciência sem Fronteiras.

E tudo isso está sendo acompanhado pela expansão das universidades federais, que já oferecem mais de 1 milhão de matrículas. A partir deste ano, de forma crescente, vamos garantir, através da nossa política de cotas, que metade das vagas de todos os cursos das nossas universidades federais seja ocupada por alunos das escolas públicas.

Tudo isso é muito bom, mas ainda é pouco. O Brasil precisa de uma grande revolução no ensino capaz de garantir o nosso futuro como nação líder e soberana no mundo. Vamos, principalmente, formar os jovens, as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros para que possamos triunfar num mundo cada vez mais desenvolvido e altamente competitivo.

A educação deve ser uma ação permanente em todos os instantes da vida de uma pessoa. Ela começa na creche, passa pela escola de tempo integral, pelo ensino médio, pela qualificação profissional, pela universidade, o mestrado, o doutorado e tem que prosseguir, de forma ininterrupta, até o fim da vida.

O papel do Estado é criar condições para isso, em especial, abrindo portas para os que mais precisam. Mas um governo só pode cumprir bem o seu papel se tiver vontade política e se contar com verba suficiente.

Por isso, é importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação. Peço a vocês que incentivem o seu deputado e o seu senador para que eles apoiem esta iniciativa.

Para encerrar, faço um chamamento decisivo a você, trabalhador, e a você, trabalhadora: a educação não é apenas um dever do Estado e um direito do cidadão. É também tarefa da família e responsabilidade de todos, sem exceção. A educação começa com você.


Todos têm que procurar a educação por seu próprio desejo, e lutar pela educação com sua própria força.

Somente sua força de vontade vai fazer você descobrir tempo e meios para educar-se. Somente sua atenção como pai, como mãe vai estimular seu filho na escola. Somente sua dedicação de mestre fará você, professor, superar as dificuldades que enfrenta.

 Somente a pressão de todos vai fazer os governos, as empresas, as igrejas, os sindicatos, em suma, toda a sociedade trabalharem ainda mais pela educação.

Somente assim poderemos gritar, em uma só voz, uma nova marca de fé e amor para nosso país.


Poderemos gritar, do fundo do nosso coração: Brasil, pátria educadora!

Viva o Brasil! Viva a trabalhadora! Viva o trabalhador brasileiro!

Obrigada e boa noite.
 

 

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Juros vão continuar 'subindo e descendo', afirma Dilma a prefeitos

Presidente ressalvou que juros brasileiros estão em 'patamares aceitáveis'.


Na semana passada, Copom elevou taxa básica de 7,25% para 7,5%.



Priscilla Mendes Do G1, em Brasília



A presidente Dilma Rousseff discursa em abertura do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)A presidente Dilma Rousseff discursa em abertura do II Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

A presidente Dilma Rousseff afirmou na noite desta terça-feira (23), em discurso durante um evento de prefeitos em Brasília, que os juros no Brasil foram reduzidos para "patamares aceitáveis", mas vão continuar "subindo e descendo".

No início da tarde, em entrevista no Palácio do Planalto, a presidente disse que não falaria mais sobre juros para não dar base à "especulação"

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu elevar a taxa de juros de 7,25% para 7,5% ao ano, a primeira elevação da Selic desde julho de 2011, quando a taxa subiu de 12,25% para 12,5%.
 
 
Reduzir os juros para patamares menores não significa que ele não suba e não desça, não suba e não desça. Ele vai continuar subindo e descendo, mas ele vai fazer isso num nível mais adequado para os padrões internacionais."
 
Presidente Dilma Rousseff
 
No discurso, que abriu o 2º Encontro dos Municípios com o Desenvolvimento Sustentável – Desafios dos Novos Governantes Locais, promovido pela Frente Nacional de Prefeitos, Dilma afirmou que o país precisa crescer “num ritmo acelerado”, antes de fazer o comentário sobre a variação da taxa de juros.

“Este país tem de crescer acelerado. Para ele crescer acelerado, ele tem que ser competitivo. Daí porque fizemos um grande esforço, do início do governo até hoje. Primeiro, nós reduzimos os juros brasileiros para patamares aceitáveis. Reduzir os juros para patamares menores não significa que ele não suba e não desça, não suba e não desça. Ele vai continuar subindo e descendo, mas ele vai fazer isso num nível mais adequado para os padrões internacionais e portanto mais competitivo”, declarou.

A presidente também também defendeu o controle da inflação e pediu aos prefeitos uma “gestão eficiente” porque, segundo ela, nenhum país do mundo virou um país desenvolvido sem que se tornasse "crescentemente mais eficiente". "Isso é um esforço de cada um de nós”, declarou.

A presidente disse que é “obrigação” do Estado ajudar os municípios a manter seus programas sociais, mas disse que precisa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal e garantir que a inflação “esteja sob controle”.


“Eu cumpro a Lei de Responsabilidade Fiscal e garanto que as contas fiscais brasileiras sejam estáveis. Eu tenho de garantir também que a inflação neste país esteja sob controle. Então eu tenho um orçamento dado e regras bem claras. Não posso criar despesa sem apontar receita, e isso cria para o governo federal regras bem claras de gestão dos recursos públicos", declarou.

Ela também destacou o fato de ter desonerado a folha de pagamentos de diversos setores e afirmou que o Brasil tem um dos menores níveis de desemprego do mundo, atualmente em 5,7%.

“Esse menor nível de desemprego no mundo permite também que tenhamos hoje um mercado pujante, uma demanda imensa no setor de serviços e permite também que nos tenhamos junto o controle da inflação, o fato de termos um país fiscalmente estável”, afirmou a presidente.

Parcerias

Dilma disse que o governo ganhou uma “imensa capacidade” de se relacionar com os estados de forma republicana. Segundo ela, no passado, “se olhava muito para que time torcia o prefeito, o governador ou o presidente da República ou de que partido ele era”.

“Esse relacionamento de forma republicana é algo que só engrandece os agentes públicos aos olhos do país e isso de fato é fazer política com P maiúsculo. Isso é o que significa de forma efetiva utilizar os recursos públicos”, declarou.

Dilma defendeu a parceria entre governo federal e municípios no cadastramento de beneficiários do Bolsa Família, na construção e custeio de creches e no combate ao crack.

“Vocês podem ter certeza que vocês terão um governo propenso, disposto e interessado em parcerias”, disse aos prefeitos. “Queremos melhorar, com obras de mobilidade, de saneamento e de habitação, o perfil das cidades brasileiras”.

A presidente defendeu a construção de metrôs nas grandes capitais e falou sobre o que o escritor Nelson Rodrigues definiu como “complexo de vira-lata”.

“O complexo vira-lata é o fato de acharmos que não merecíamos muitas coisas. Isso explica porque nós não tenhamos uma estrutura de metrô como muitos outros países têm, porque diziam que isso não era adequado para o Brasil”, afirmou.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Visita de Dilma Rousseff ao RN está descartada em abril

 

 
 
O chefe de gabinete da Presidência da República, Giles Azevedo, descartou a visita da presidente Dilma Roussef ao Rio Grande do Norte neste mês de abril. A informação foi dada a Fátima Bezerra, deputada do PT.
 
Giles disse a Fátima que a presidente tem uma série de compromissos ainda este mês, incluindo viagens internacionais, que impossibilitam a agenda no Estado.

Segundo o chefe de gabinete da presidente, o Planalto está trabalhando para viabilizar a visita em maio, ainda sem data confirmada.

Portanto, Dilma não virá ao RN em abril como afirmou o deputado Henrique Eduardo em encontro com os prefeitos, esta semana em Brasília.