Lei orçamentária prevê crescimento de 4,5% e receita de R$ 2,276 trilhões.
Governo já havia garantido por medida provisória salário mínimo de
R$ 678.
O Congresso Nacional concluiu nesta terça-feira (12) a votação iniciada na semana passada e aprovou o Orçamento de 2013, com previsão otimista de crescimento de 4,5% da economia e receitas de R$ 2,276 trilhões. Desse total, R$ 610,1 bilhões serão usados para refinanciamento da dívida pública. Sem considerar esse valor, o orçamento previsto para investimentos, custeio e pagamentos da seguridade social soma R$ 1,66 trilhão.
Na semana passada, a lei orçamentária havia sido
aprovada pela Câmara dos Deputados, em votação simbólica, mas a apreciação pelos
senadores ficou para esta semana. Na noite desta quarta, o Senado aprovou por
53 votos a favor, um contra e duas abstenções. O único
voto contrário foi o do próprio relator do Orçamento, senador Romero Jucá (PMDB-RR). Ele disse que se confundiu e
apertou a tecla errada no momento da votação.
O Orçamento acabou sendo aprovado 71 dias depois do
previsto. Pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, se o Orçamento não é sancionado
pela presidente da República até 31 de dezembro, o governo não pode gastar no
ano seguinte o dinheiro das receitas previstas para novos projetos. Para
contornar essa restrição, o governo
lançou mão de uma medida provisória.
saiba
mais
A votação só foi concluída no terceiro mês de 2013
porque o Congresso entendeu, no final do ano passado, que uma decisão liminar
(provisória) do ministro Luiz
Fux, do Supremo Tribunal
Federal, trancava a pauta e impedia a votação do Orçamento.
Com a decisão de Fux, a votação do Orçamento para 2013, ficou suspensa, porque havia receio entre parlamentares e também dentro do governo de que a liminar do ministro se aplicasse não só ao veto à Leo dos Royalties, mas a qualquer outro projeto em tramitação no Congresso.
No final do mês passado, porém, o plenário do STF revogou a liminar e permitiu aos parlamentares votar os royalties antes dos demais vetos.
Assim que saiu a decisão, o presidente do Congresso,
Renan Calheiros (PMDB-AL),
marcou a votação do Orçamento. Para garantir a continuidade de programas e
investimentos do governo federal até a aprovação da lei, o governo federal
editou uma medida provisória com créditos extraordinários no valor de R$ 42,5
bilhões.
A presidente Dilma Rousseff também editou medida
provisória para garantir reajuste do salário mínimo de R$ 622 para R$ 678 a
partir de janeiro. O valor fixado para o mínimo no relatório final do Orçamento
era de R$ 674,95.
O Orçamento de 2013 prevê reajuste de 5% a servidores dos três poderes, Judiciário, Legislativo e Executivo. O aumento é menor do que o reivindicado pelo Judiciário e já estava previsto no texto do Orçamento enviado pelo Executivo.
Em setembro, o então presidente do Supremo Tribunal
Federal, Carlos Ayres
Britto, enviou projeto de lei ao Congresso solicitando ajuste de 7,12% em
2013. Com o aumento de 5%, o salário de ministro do Supremo passará de R$
26.737,13 para R$ 28.059,28.
Para os servidores do Legislativo será de R$ 285 milhões. Para servidores do Ministério Público da União, será de outros R$ 123 milhões. No total, a despesa com pessoal, somado Executivo, Legislativo e Judiciário, além do MPU, será de R$ 12,912 bilhões no ano que vem.O total de recursos destinados a despesas de pessoal R$ 203,24 bilhões.
Economia
O Congresso manteve previsão inicial do Executivo de crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto em 2013. Após resultados do primeiro bimestre, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já reviu para baixo as projeções. Anunciou que a economia deve crescer entre 3% e 4%.
O Orçamento prevê superávit primário [economia
feita para pagar os juros da dívida pública] de 3,12% do PIB para todo o setor
público (R$ 155,851 bilhões) e de 2,16% (108,99 bilhões) para o governo
federal.
Saúde e educação
Para o Ministério da Saúde, a lei orçamentária destina R$ 99,8 bilhões. O texto também prevê que cada parlamentar apresente, no mínimo R$ 2 milhões em emendas individuais para projetos da área da saúde. Para o Ministério da Educação, o Orçamento prevê R$ 81,1 bilhões.
Liberdade ao Executivo
O texto aprovado concede ao Executivo o maior grau de liberdade para movimentar os investimentos previstos no Orçamento.
O governo poderá, por exemplo, remanejar 30% das dotações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) inscritas no orçamento fiscal e da seguridade, que somam R$ 51,9 bilhões, conforme o texto aprovado hoje.
Saúde e educação
Para o Ministério da Saúde, a lei orçamentária destina R$ 99,8 bilhões. O texto também prevê que cada parlamentar apresente, no mínimo R$ 2 milhões em emendas individuais para projetos da área da saúde. Para o Ministério da Educação, o Orçamento prevê R$ 81,1 bilhões.
Liberdade ao Executivo
O texto aprovado concede ao Executivo o maior grau de liberdade para movimentar os investimentos previstos no Orçamento.
O governo poderá, por exemplo, remanejar 30% das dotações do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) inscritas no orçamento fiscal e da seguridade, que somam R$ 51,9 bilhões, conforme o texto aprovado hoje.
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