Vereador se envolve em bate-boca com parlamentares Sandro Pimentel, Marcos do PSOL e Amanda Gurgel durante votação de vetos
Por Ciro Marques
Mais uma sessão na Câmara, mais uma discussão “quente” no plenário da Casa
Legislativa de Natal, mais envolvendo os três vereadores considerados “de
esquerda”, Sandro Pimentel (PSOL), Marcos Antônio (PSOL) e Amanda Gurgel (PSTU).
A diferença é que na votação do veto do prefeito Carlos Eduardo Alves, do PDT,
nesta quarta-feira, a discussão envolveu também o vereador Fernando Lucena, do
PT. E ele não aliviou nos comentários sobre a atuação dos três colegas,
apelidados pelo petista como “três mosqueteiros”. “Vocês só têm farofa, só
nhém-nhém-nhém”, atacou Lucena.
O motivo do ataque de Lucena aos três vereadores foi o posicionamento deles com relação ao veto do prefeito. Votaram a favor de Carlos Eduardo, ou seja, contra uma emenda do ex-vereador Enildo Alves, do DEM, que retira R$ 1,2 milhão da estimativa de arrecadação de ISS, IPTU, ITIV ou todo e qualquer imposto municipal e transfere a verba para o Fundo de Modernização, Aperfeiçoamento, Qualificação e Capacitação dos Servidores do Grupo Operacional Fisco (FMAT).
Na votação, o veto foi confirmado (na segunda vez, pois na primeira houve um erro na votação e os votos de alguns vereadores foram registrados mais de uma vez) com apenas três votos contrários. Um deles, de Fernando Lucena. Hugo Manso, mais um petista na casa, foi o outro contrário. Uma vez que a votação foi secreta, o terceiro nome não foi revelado, mas o fato causou um comentário irônico de Lucena.
“Quer dizer então que os da esquerda votaram com o governo?”, ironizou Lucena após a votação. A declaração não repercutiu bem. Amanda Gurgel foi a primeira a se manifestar. “Eu não sou dada a chacota, tenho uma postura séria”, afirmou, acrescentando que votou contra a emenda porque ela contém vícios na sua formação, uma vez que não contempla de onde é retirado o valor.
O discurso foi seguido por Sandro Pimentel, que ainda acrescentou não aceitar fiscalização de voto de nenhum vereador e, nessa lista, claro, inclui Fernando Lucena. Foi aí que o petista atacou. “Vou fiscalizar sim do PSOL, do PSTU, do ‘P’ que for. Vocês que ficam pastorando o voto de todo mundo vem dizer que não aceita fiscalização? Pois vou fiscalizar sim!”, repetiu Lucena, acrescentando que “na hora H, vocês votaram com o prefeito”. Segundo o vereador, na emenda de Enildo Alves não havia vícios como os denunciados porque ela foi aprovada “quase que por unanimidade na Câmara”. “Como é que tem vícios só agora?”, questionou.
A discussão não parou depois da fala de Lucena. Pelo contrário. Ganhou força. “Sou contrário a votação secreta, mas ficar tentando adivinhar voto assim remete a práticas da ditadura”, comparou o vereador Sandro Pimentel. Foi mais “lenha na fogueira” do petista. “É muito bom falar de ditadura quando não era nem nascido. É muito bom colocar um ‘brochinho’ e dizer que é revolucionário”, ironizou Lucena. “Eu, que enfrentei a ditadura, me senti atingido. Eu estava lá, na linha de frente”, acrescentou o vereador.
Depois da resposta do vereador e da participação de alguns outros parlamentares, como Aroldo Maia, do PSDB, e Luiz Almir, do PV, o clima ficou mais tranquilo na Casa Legislativa. A votação foi confirmada pelos vereadores e o veto foi mesmo mantido, baseado no fato de que, segundo o prefeito Carlos Eduardo Alves, “a modificação parlamentar provocou um desequilíbrio orçamentário-financeiro, elevou as despesas contidas na ‘peça orçamentária’ como um todo e ainda incorreu em inconstitucionalidade”.
O motivo do ataque de Lucena aos três vereadores foi o posicionamento deles com relação ao veto do prefeito. Votaram a favor de Carlos Eduardo, ou seja, contra uma emenda do ex-vereador Enildo Alves, do DEM, que retira R$ 1,2 milhão da estimativa de arrecadação de ISS, IPTU, ITIV ou todo e qualquer imposto municipal e transfere a verba para o Fundo de Modernização, Aperfeiçoamento, Qualificação e Capacitação dos Servidores do Grupo Operacional Fisco (FMAT).
Na votação, o veto foi confirmado (na segunda vez, pois na primeira houve um erro na votação e os votos de alguns vereadores foram registrados mais de uma vez) com apenas três votos contrários. Um deles, de Fernando Lucena. Hugo Manso, mais um petista na casa, foi o outro contrário. Uma vez que a votação foi secreta, o terceiro nome não foi revelado, mas o fato causou um comentário irônico de Lucena.
“Quer dizer então que os da esquerda votaram com o governo?”, ironizou Lucena após a votação. A declaração não repercutiu bem. Amanda Gurgel foi a primeira a se manifestar. “Eu não sou dada a chacota, tenho uma postura séria”, afirmou, acrescentando que votou contra a emenda porque ela contém vícios na sua formação, uma vez que não contempla de onde é retirado o valor.
O discurso foi seguido por Sandro Pimentel, que ainda acrescentou não aceitar fiscalização de voto de nenhum vereador e, nessa lista, claro, inclui Fernando Lucena. Foi aí que o petista atacou. “Vou fiscalizar sim do PSOL, do PSTU, do ‘P’ que for. Vocês que ficam pastorando o voto de todo mundo vem dizer que não aceita fiscalização? Pois vou fiscalizar sim!”, repetiu Lucena, acrescentando que “na hora H, vocês votaram com o prefeito”. Segundo o vereador, na emenda de Enildo Alves não havia vícios como os denunciados porque ela foi aprovada “quase que por unanimidade na Câmara”. “Como é que tem vícios só agora?”, questionou.
A discussão não parou depois da fala de Lucena. Pelo contrário. Ganhou força. “Sou contrário a votação secreta, mas ficar tentando adivinhar voto assim remete a práticas da ditadura”, comparou o vereador Sandro Pimentel. Foi mais “lenha na fogueira” do petista. “É muito bom falar de ditadura quando não era nem nascido. É muito bom colocar um ‘brochinho’ e dizer que é revolucionário”, ironizou Lucena. “Eu, que enfrentei a ditadura, me senti atingido. Eu estava lá, na linha de frente”, acrescentou o vereador.
Depois da resposta do vereador e da participação de alguns outros parlamentares, como Aroldo Maia, do PSDB, e Luiz Almir, do PV, o clima ficou mais tranquilo na Casa Legislativa. A votação foi confirmada pelos vereadores e o veto foi mesmo mantido, baseado no fato de que, segundo o prefeito Carlos Eduardo Alves, “a modificação parlamentar provocou um desequilíbrio orçamentário-financeiro, elevou as despesas contidas na ‘peça orçamentária’ como um todo e ainda incorreu em inconstitucionalidade”.


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