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Apesar do cenário
de incerteza da economia mundial e da instabilidade climática do semiárido, o
Produto Interno Bruto (PIB) da Região Nordeste deve crescer 3,7% neste ano, mais do que o Brasil (3,4%). A estimativa é do
Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao
BNB, e tem como base projeções realizadas no
último mês.
Para o
superintendente do Etene, Fran Bezerra, o crescimento do PIB nordestino está
associado aos investimentos em infraestrutura que vêm sendo realizados em
estados da Região, reforçado pelo desempenho positivo das atividades comerciais
e de produção física industrial.
“O consumo das
famílias é o grande trunfo da economia regional, e reflete as condições
favoráveis de expansão do crédito e da massa salarial. Além disso, a indústria
nordestina vem se recuperando nos últimos meses. Isto se deve sobretudo aos
incentivos à produção de calçados, vestuário e têxtil, que utilizam mão de obra
intensiva, e aos segmentos vinculados ao setor de bens intermediários, como
produtos químicos, papel e celulose”, avalia o
superintendente.
Ele acredita que a
Região continuará crescendo um pouco mais do que o país, uma vez que a relação
entre a arrecadação do ICMS do Nordeste, que deve crescer acima dos 5%, e a do
Brasil é uma aproximação aceitável da relação entre os dois
PIBs.
Ainda segundo o
superintendente, as indústrias brasileira e nordestina devem crescer 3,3% e
4,4%, respectivamente, apesar da perda de competitividade inovadora num ambiente
internacional crítico e do acirramento do protecionismo cambial, além, da
agressiva concorrência asiática.
O Etene também
indica que, neste ano, o comércio poderá registrar menores taxas de crescimento,
comparados a 2012, para o Brasil no agregado e na média regional do Nordeste,
muito embora, ainda, sejam crescimentos expressivos. Assim, as projeções de 2013
para o Brasil e Nordeste indicam elevação de 8,14% e 8,20%,
respectivamente.
Com relação ao
crédito, a demanda deverá continuar aquecida, influenciada pela retomada da
atividade econômica e pela continuação do crescimento do emprego e da massa
salarial, esperando-se, contudo, uma leve subida na taxa de inadimplência. No
Nordeste, o índice de aumento das operações de crédito também deverá em 2013
manter-se elevado (18,0%). Em 2012, os bancos oficiais responderam pela maior
parcela dos depósitos (66,8%) e das operações de crédito (74,2%), cabendo à
banca privada as parcelas restantes. Os bancos oficiais deverão continuar
expandindo seus negócios a um ritmo bem superior aos da banca
privada.
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segunda-feira, 15 de abril de 2013
Nordeste cresce apesar da recessão econômica mundial
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