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sábado, 18 de maio de 2013


Brasília – O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) descartou ontem a suspeita de que amostras de leite cru colhidas no Rio Grande do Sul tenham sido adulteradas com o uso de antibióticos. Ao todo, 448,3 mil litros foram retidos na empresa Laticínio Vale do Taquari, localizado no município de Estrela (RS), com denúncia de adulteração. A hipótese, no entanto, foi descartada após análises.
Alex RégisO leite cru vem sendo fiscalizado, após casos de adulteraçãoO leite cru vem sendo fiscalizado, após casos de adulteração

Segundo o Mapa, foram coletadas amostras de toda a produção buscando a presença de antibióticos. Após as análises, foi descartada a hipótese de irregularidade. Como o lote estava dentro dos padrões, será liberado para a comercialização. O Mapa submeterá o estabelecimento, porém, a Regime Especial de Fiscalização (REF). O objetivo é fazer um acompanhamento do controle de antibiótico que deve ser realizado no recebimento de leite cru.

As análises envolvendo o leite ocorrem em decorrência da Operação Leite Compen$ado, que descobriu um esquema no Sul do país em que empresas transportadoras adicionavam ureia ao leite cru que era fornecido às indústrias e posteriormente chegava ao consumidor.  As investigações indicaram que alguns transportadores que compram leite dos produtores para revendê-lo à indústria adicionavam água à bebida e, para driblar as análises feitas pelas empresas, acrescentavam uréia, que, por sua vez, contém formol, substância considerada cancerígena. Com isso, conseguiam aumentar o volume que entregavam para beneficiamento em até 10% e lucrar mais.

Coletas

Após as denúncias de irregularidades no Rio Grande do Sul, o Ministério da Agricultura solicitou a coleta de amostras de leite de todos os estabelecimentos produtores de leite longa vida sob inspeção federal no país.

Segundo o Ministério, já foram recebidas 112 amostras pelos laboratórios da rede oficial, que se referem a 66 indústrias distribuídas em 13 estados (Rio de Janeiro, Sergipe, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina, Ceará, Rondônia, Bahia, Pernambuco e Mato Grosso, além do Rio Grande do Sul). Os resultados para formol e ureia deverão sair no início da próxima semana.

“O Programa Nacional de Combate à Fraude no Leite, realizado pelo Mapa, continua sendo desencadeando ações visando coibir as práticas ilícitas relacionadas a este nobre alimento. A população pode continuar consumindo com segurança todos os alimentos de origem animal que são submetidos à fiscalização do Serviço de Inspeção Federal [SIF]”, explicou a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal do Mapa, Judi Nóbrega.

sábado, 11 de maio de 2013

Receita para fraudar leite no RS era vendida por R$ 10 mil, diz promotor

Operação Leite Compensado foi desencadeada na última quarta-feira.


Transportadoras adicionavam água e ureia ao leite para aumentar lucro.

Do G1 RS
 


A fórmula usada para adulterar o leite e aumentar o lucro de transportadoras no Rio Grande do Sul era vendida por R$ 10 mil, segundo o promotor Mauro Rochenback, que comanda a investigação do Ministério Público na Operação Leite Compensado. Depois da ação que foi desencadeada na última quarta-feira (9), lotes de leite de seis marcas foram retiradas do mercado por contaminação.

“Eles descobriram uma fórmula de mascarar a adição de água e com isso lucrar com 10% no volume. Essa fórmula era vendida entre eles por R$ 10 mil”, disse Rochenback em entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV (veja o vídeo). Para cada 100 litros de leite, eram adicionados nove litros de água e um de ureia.

De acordo com a investigação, os suspeitos fraudavam o leite em três núcleos, mas sem vínculo entre eles. O MP passou a monitorar os grupos e, sempre que havia adulteração e depois envio aos postos de resfriamento, os fiscais iam até os locais.

“Os fiscais iam, coletavam amostras. Muitas vezes o leite foi inutilizado no próprio posto de resfriamento com a adição de um corante que tingia o leite de vermelho”, afirma o promotor. O MP reafirma que os produtores e a indústria não tinham participação no esquema. Rochenback, no entanto, critica a falha das indústrias ao não identificar a fraude.

"Essa fraude só ganhou esta dimensão porque os transportadores sabiam deste relaxamento da indústria ao receber o leite cru", diz. Na próxima semana, o promotor deve entregar à Justiça referente aos núcleos em que há presos, em Guaporé e em Ibirubá. Depois disso, o Ministério Público seguirá a investigação em Horizontina.

Mais amostras vetadas

 O Ministério da Agricultura informou na  sexta-feira (10) que os postos de refrigeração interditados continham 28 mil litros de leite cru misturado com formol. O produto havia chegado aos postos no mesmo dia da operação, na última quarta (8), informou a pasta.

Os técnicos coletaram nos tanques de refrigeração, ainda na fase de transporte do produto, 30 amostras, contendo um total de 318 mil litros de leite cru. Dessas amostras, duas, com 28 mil litros, estavam adulteradas, mas como estavam em fase de transporte, não poderiam ser disponibilizadas para o consumidor final. Os outros 600 mil litros de leite adulterados apreendidos na operação já estavam embalados e prontos para consumo.

A Superintendência Federal do Ministério da Agricultura do Rio Grande do Sul ainda detectou a presença de antibiótico em uma amostra de leite em pó fabricado no estado. De acordo com o superintendente Francisco Signor, no entanto, ainda não é possível afirmar que houve adulteração no produto. “Há apenas indícios. Foram feitas cinco coletas e encaminhadas para o laboratório. Só uma delas deu resultado positivo para antibiótico”, explicou o superintendente ao G1.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Usinas poderão usar leite em pó como matéria-prima


Brasília – O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou ontem a produção de leite “longa vida” e pasteurizado a partir do processo chamado reconstituição do leite em pó, por três anos, nos estados do Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Bahia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem.

O sinal verde foi motivado pela seca que afeta a região Nordeste. “A medida deve auxiliar na recuperação dos índices produtivos (de leite) anteriores ao período da seca”, diz o Mapa.

Hudson HelderLeite em pó deve aumentar a oferta de leite, que caiu com a secaLeite em pó deve aumentar a oferta de leite, que caiu com a seca

A reconstituição é a adição de água potável ao leite em pó para torná-lo fluído e com as mesmas características dos produtos já conhecidos pelo consumidor (como o leite UHT, conhecido como “longa vida”). Por lei, as empresas não podem utilizar esse processo para produzir leite longa vida ou pasteurizado, apenas em casos emergenciais. “A situação que tem afetado milhões de nordestinos levou o Ministério da Agricultura a agir rapidamente. O objetivo é evitar prejuízos às economias locais e afastar a possibilidade de ocorrerem desabastecimentos para a população”, explicou o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade.

Seca

Somente estabelecimentos sob Inspeção Federal nos estados nordestinos estão autorizados temporariamente pelo Mapa a esse tipo de produção, limitada a 35% da capacidade produtiva de cada fábrica. Devido à seca que afeta centenas de municípios nordestinos, a escassez de alimentos para os animais reduziu a produção leiteira e levou, até mesmo, à morte do gado na região.

Em 2012, o governo do Rio Grande do Norte acenou com a possibilidade de importar leite em pó como medida emergencial para atender a demanda do Programa do leite. A importação, seria uma alternativa para o caso de a crise no setor – que reduziu a produção no estado e fez encolher a oferta do produto no programa - perdurar e de não haver normalização da oferta. O leite seria distribuído em pó. Não seria diluído, de acordo com informações divulgadas pelo governo em junho de 2012. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE à época, o então diretor da Emater - que administra o programa do Leite - Ronaldo Cruz, disse que a compra de leite em pó seria algo “emergencial”.

Produtores comemoram a alta no preço do leite produzido em MG

Custo de produção mais baixo causa equilíbrio nas contas na propriedade.

Pastos mais altos ajudam a reduzir custos na compra de ração.




Do Globo Rural



A alta no preço do leite deu novo ânimo aos produtores de Leopoldina, na Zona da Mata de Mineira. O custo de produção mais baixo causa equilíbrio nas contas na propriedade.

O criador Rogério Barbosa tem uma propriedade de 48 hectares na zona rural de Leopoldina, com 25 vacas da raça gir em lactação. São realizadas duas ordenhas manuais por dia e produção diária de 280 litros de leite, vendida para um laticínio da região. Atualmente, ele recebe R$ 0,94 pelo litro do leite. "É um preço que ele remunera a sua atividade. A tendência é do preço subir, do insumo básico diminuir. Automaticamente os resultados são favoráveis neste momento”, diz.

O produtor de leite José Luiz Junqueira utiliza um hectare para a pecuária leiteira. A ordenha é mecanizada e ele tem um funcionário para ajudar no trabalho. Ele tem 23 vacas em lactação com produção diária de 500 litros de leite.

A chuva também está ajudando o produtor de leite na Zona da Mata Mineira. Os pastos mais altos ajudam a reduzir custos na compra de ração.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Leite : Governo distribui 43,8% a menos

Ricardo Araújo - repórter
Tribuna do Norte

O flagelo da seca não devasta somente o rebanho bovino e a produção agropecuária no Rio Grande do Norte. Milhares de famílias que dependem da ajuda nutricional do Governo do Estado, através do Programa do Leite, estão sendo prejudicadas pela redução da produção do laticínio que, entre os meses de dezembro de 2012 e fevereiro de 2013, sofreu uma queda na oferta específica ao Programa, da ordem de 43,8%, segundo dados do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RN), em relação ao volume inicialmente contratado que era de 155 mil litros de leite. Em dezembro do ano passado, o Governo distribuiu 105 mil litros por dia. Em janeiro deste ano, a entrega caiu para 102 litros/dia e, em fevereiro, para 87,9 mil litros/dia. Mas, o total distribuído pode estra sendo, agora em março, ainda menor.
Júnior SantosSegundo dados do Sinproleite, agora em março o Governo distribuiu apenas 38,7 por cento do volume inicialmente contratadoSegundo dados do Sinproleite, agora em março o Governo distribuiu apenas 38,7 por cento do volume inicialmente contratado

Dados do Sindicato dos Produtores de Leite (Sinproleite/RN), a redução de março é a maior já registrada, com a entrega de somente 38,70% do montante acordado com o Governo do Estado. Este percentual corresponde à distribuição de 60 mil litros de leite, diariamente. Os produtores que resistem às dificuldades ocasionadas pela estiagem reclamam da falta de subsídios governamentais à produção que ainda resta, e ressaltam que estão afogados em dívidas contraídas para o financiamento da produção.

As despesas não conseguem ser liquidadas em decorrência dos baixos valores pagos pelo Governo por cada litro do produto pasteurizado, apontam os produtores. Uma das soluções encontradas pelos criadores cujos animais não morreram de fome ou sede foi vendê-los. Isto reflete diretamente no número de famílias atendidas pelo Programa do Leite.

Até julho de 2012, em torno de 145 mil famílias eram assistidas pelo Programa em todo o estado potiguar. Não há dados atuais de quantas pessoas foram afetadas pela diminuição da oferta do laticínio. Conforme dados do Sinproleite, menos da metade do total de litros contratados pelo Governo são entregues à população atualmente. Os números de hoje em dia confirmam uma previsão do antigo presidente do Sindicato, Lirani Dantas, em entrevista à TRIBUNA DO NORTE em julho do ano passado.

À época, ele analisou que ocorreria uma diminuição na entrega de litros contratados de 155 mil para 70 mil até o final daquele ano. O que, de fato, aconteceu com um número ainda menor no início de 2013. Hoje, são produzidos algo em torno de 60 mil litros de leite para o Programa. O dado é confirmado pelo atual presidente do Sinproleite, Francisco Belarmino. “Não tenho um número exato. A gente estima que estão sendo entregues entre 35% e 45% do contratado”.

O percentual restante, ainda de acordo com Belarmino, não é reposto. Afinal, os rebanhos que duelam com a falta d’água e comida estão sendo comercializados. Lirani Dantas, que foi dono de 300 vacas leiteiras até o início da estiagem mais severa, em 2012, afirmou que já vendeu 100 reses e colocará mais uma centena à venda.

“O Governo precisa tomar uma atitude para o presente. Tudo o que é anunciado, é para o futuro. O gado está morrendo sem comida”, lamentou o produtor.

Os efeitos da queda

Com baixa produção, os produtores recebem menos do Executivo Estadual. “O dinheiro está ficando no orçamento do Estado”, destacou Francisco Belarmino. Com isto, as dificuldades de manutenção do rebanho produtor, em tempos de seca, aumentam. Os produtores não descartam que possa ocorrer uma redução ainda maior do atual quadro. Descartam, porém, o fim do Programa do Leite.

O presidente da Emater, Ronaldo Cruz, foi procurado pela reportagem para comentar o caso. Entretanto, não foi localizado. De acordo com Francisco Belarmino, os produtores de leite espalhados pelo estado recorreram ao Ministério da Integração Nacional para que haja uma valorização do litro preço do laticínio vendido aos Estados e sugeriram uma equiparação, em nível nacional, do valor do litro em R$ 1,40.

Há aproximadamente 30 dias, o Sinproleite protocolou um pedido na Emater para subir o custo comercializado com o Governo do Estado de R$ 0,93 para R$ 1,30. A Emater, entretanto, ainda não se posicionou em relação à tal demanda. O nível de dependência dos produtores e das usinas em relação ao programa é alto no RN. Segundo o IBGE, 77% do leite beneficiado é destinado ao programa.


Governo estuda propostas para recuperar produção

O secretário estadual de Agricultura, Júnior Teixeira, informou que o Governo trabalha na tentativa da resolução “não só dos problemas relacionados ao leite, mas, também, da agropecuária como um todo”. Ele ressaltou que uma possibilidade de retomada da produção nos mesmos patamares anteriores está sendo analisada. Entretanto, não deu prazos para a apresentação dos resultados dos estudos. Ele ressaltou, entretanto, que numa reunião que ocorrerá hoje em Fortaleza, com governadores do Nordeste, a chefe do Executivo potiguar, Rosalba Ciarlini, irá apresentar propostas de recuperação da produção leiteira no estado à presidenta Dilma Rousseff.

Além disso, Júnior Teixeira pontuou que, pelo menos, três medidas devem ser adotadas para que se tente modificar o atual cenário da produção leiteira local. “Temos que resolver o problema das dívidas dos produtores rurais para tentar normalizar a produção; além de desburocratizar as linhas de financiamento de crédito para todos os tipos de produtores e disponibilizar milho da Conab numa quantidade significativa a esses produtores”, afirmou Teixeira.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), inclusive, anunciou que comprou 50 mil toneladas de milho num leilão realizado no final do mês de março. O Rio Grande do Norte será um dos estados que receberá os grãos a partir da próxima semana. O montante que será enviado ao estado potiguar, porém, ainda não foi divulgado. A TRIBUNA DO NORTE tentou contato com o representante da Conab no RN, mas não obteve êxito.

Sindileite considera inviável a produção de leite no RN

O presidente do Sindileite - outra instituição que representa os produtores de laticínios no Rio Grande do Norte -, Marcelo Passos, afirmou que o Programa do Leite está “capenga”. “Hoje, produzir leite é inviável”, disse quando analisou o valor pelo Governo do Estado por cada litro produzido. Ele destacou que os custos da produção são muito altos e em cidades como Lagoa Nova, na região Seridó, não há mais vacas leiteiras.

“Se não chover nos próximos dias, iremos perder mais rebanho”, disse Marcelo Passos. Ele destacou que, em decorrência da seca, somente os grandes produtores conseguiram se manter no mercado. “Os médios e pequenos produtores de leite desapareceram. Falta oxigênio ao Programa do Leite”, enfatizou. Marcelo Passos comentou, ainda, que muitos dos empresários que se mantém no mercado o fazem porque vendem o leite produzido a supermercados, queijeiras e consumidores divergentes do Governo.

Para o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Vieira, se o Governo do Estado “não intervir, de forma imediata, ocorrerá um colapso na produção”. A Federação defende que o Governo adote medidas de contratação de financiamentos junto ao BNDES ou Banco do Nordeste, com a oferta de um fundo de aval para captação de recursos. Para recuperar o rebanho potiguar e, consequentemente a produção leiteira, a Faern defende que o Governo contrate o financiamento de aproximadamente R$ 250 milhões. O Executivo Estadual, porém, ainda não sinalizou se irá acatar a recomendação da Faern.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Produtores e laticínios podem requisitar pagamentos com reajuste a partir de hoje

A partir de hoje, dia 25 de julho, os produtores e laticínios podem solicitar os pagamentos referentes ao reajuste do litro do leite fornecido ao Programa Leite Potiguar, executado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, através da Emater-RN. Os pagamentos com reajuste serão retroativos ao mês de maio. Para isso, os laticínios estão devidamente instruídos quanto aos procedimentos junto à Coordenadoria do Programa do Leite na Emater-RN.

O litro do leite de gado passa de R$ 1,32 para R$ 1,53, sendo R$ 0,93 pago diretamente ao produtor e R$ 0,60 ao laticínio. Já o leite de cabra passa de R$ 1,82 para R$ 2,10, sendo R$ 1,50 para o produtor e R$ 0,60 para o laticínio.

O Programa Leite Potiguar estava inicialmente orçado em R$ 62 milhões, mas com o reajuste no valor do litro do leite, terá um acréscimo de R$ 8 milhões até dezembro de 2012, pagos exclusivamente pelo Governo do Estado.

A Emater-RN reforça que a dívida contraída no exercício de 2010, que havia sido dividida em oito parcelas, foi totalmente quitada em junho passado

sábado, 7 de julho de 2012

Rosalba discutirá recuperação do programa do leite

Roberto Guedes
 
Expoentes da Federação da Agricultura e da Associação Norte-rio-grandense de Criadores (Anorc) esperam ser recebidos na próxima segunda-feira, 9, depois de amanhã, pela governadora Rosalba Ciarlini, a fim de examinarem a possibilidade de ela criar um programa de emergência visando a reposição do plantel leiteiro do Rio Grande do Norte, a exemplo do que lançou na última quarta-feira, 4, visando ressuscitar o estamento estadual de saúde pública.

Diferentemente do que colocaram em destaque em conversa que mantiveram com o secretário estadual da Agricultura, deputado federal Betinho Rosado (Dem), cunhado e liderado de Rosalba, a pauta de segunda-feira não prioriza a necessidade de apoio do executivo estadual para que a Anorc promova a edição deste ano da "Festa do Boi", que seus dirigentes viram ameaçadas de ser realizada devido à desatenção que o Estado concede ao segmento. Eles garantem que querem tentar salvar o programa estadual de distribuição de leite a famílias carentes, que até poucas semanas atrás vinha sendo condenado a morrer à míngua pelo governo do Estado.
 
Os pecuaristas criticam Rosalba por se inclinar a aumentar a importação de leite, inclusive em pó, de outras unidades federativas, em detrimento de uma das três propostas do programa estadual de distribuição gratuita de leite a famílias carentes. Ele visa reforçar a alimentação dos mais pobres, fortalecer e ampliar o gado bovino e incentivar o desenvolvimento de uma industria local de pasteurização e fabricação de produtos derivados do leite. Se Rosalba mudar sua atitude em relação ao programa, todas as mais de vinte usinas de laticínios que se desenvolveram no Rio Grande do Norte à sombra do programa poderão voltar a operar à plena carga, comprando e distribuindo mais leite e absorvendo mais mão de obra.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Governo do RN propõe aumento e litro do leite bovino passa a R$ 0,93

Acrescentar um bônus de R$ 0,10 ao litro de leite fornecido ao Programa Leite Potiguar, que totalizará R$ 0,93 centavos, com pagamento retroativo ao mês de maio. Esta é a proposta do Governo do RN apresentada aos produtores de leite do Rio Grande do Norte como uma alternativa para solucionar o problema do desabastecimento de cerca de 50 mil litros de leite por dia, que corresponde 33% da produção de leite contratada pelo programa, estimada em 155 mil litros/ dia.


A proposta foi feita em reunião que contou com a presença do diretor geral do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte, Emater-RN, Ronaldo Cruz, do Coordenador do Programa do Leite, Isaac Alves, do presidente do Sindicato dos Produtores de Leite Carne e Derivados do RN (Sinproleite), Marcelo Passos, associados e do representante da Associação Norte-Rio-Grandense de Criadores (Anorc), Antônio Teófilo Filho. O período de estiagem e a consequente queda na produção da bacia leiteira do RN foi o tema do encontro de terça-feira (19), na sede da Emater-RN.


De acordo com o diretor-geral da Emater, Ronaldo Cruz, com o aumento do valor pago no litro do leite o produtor terá maior atrativo para ampliar o seu fornecimento para o Programa Leite Potiguar, que estará, assim, estimulando a bacia leiteira num momento de severa estiagem no estado. Segundo Ronaldo Cruz, com o ajuste anunciado pelo Governo, de R$ 0,93, o litro de leite do Programa do RN terá um acréscimo de 12%, passando de R$ 0,83 para R$ 0,93, ficando 16,25% acima do valor pago normalmente na média dos outros estados, que é de R$ 0,80.


“O problema do desabastecimento do leite deve ser resolvido o mais rápido possível, mesmo sabendo das dificuldades apresentadas pela seca que assola mais de 70% da população rural do RN, visto que atinge principalmente crianças, gestantes, nutrizes e idosos, enfim, todos beneficiários do Programa do Leite”, ressalta Ronaldo Cruz.


O valor de R$ 0,93 a ser pago pelo litro do leite bovino, retroativo a maio, contribuirá para a solução do desabastecimento do leite, em função da estiagem. Como medida complementar, para garantir o abastecimento, se for necessário, o Governo poderá distribuir leite em pó. “O Programa de Aquisição de Alimentos da Conab (PAA-Conab) já distribui leite em pó em alguns estados da federação. A distribuição de leite em pó, caso os consórcios contratados não venham a suprir a demanda, será feita em caráter emergencial e temporário, até a normalização da oferta. Não será, entretanto, nenhuma medida pioneira em sua execução, pois o próprio Governo Federal já faz”, salientou Ronaldo Cruz.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A EMATER realiza pesquisa de Preço do Leite do PAA LEITE

A Emater/RN realizou nesta quinta-feira (14/06) pesquisa sobre o preço do Leite praticado no PAA LEITE, nos Estados do Nordeste e Minas Gerais (o nordeste de Minas Gerais também é atendido pelo Programa).


Os dados mostram que apenas o Estado do Rio Grande do Norte faz o pagamento diretamente ao Laticínio e ao produtor, de forma separada. Assim, no RN, o preço do leite anunciado no programa é o preço efetivamente pago ao produtor. Nos demais estados, o pagamento é feito somente ao laticínio, que repassa a parcela do produtor. Nesta operação os laticínios descontam do produtor 2,3% sobre o preço do litro estabelecido no programa, referente à Contribuição Especial da Seguridade Social Rural (CESSR) e o valor do frete, que é função da distância entre o produtor e o laticínio que faz o processamento.


Dos valores obtidos, observa-se que o preço do leite de gado já assegurado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte é o 3º maior praticado nos programas estaduais, isto sem considerar, no cálculo, o desconto do frete.


A depender do desconto do frete, que é variável, o valor do preço do leite anunciado pelo Governo do Rio Grande do Norte, em algumas situações, pode chegar a ser o maior valor pago, comparativamente aos demais programas estaduais do leite.


O preço anunciado pelo governo para o produtor (R$ 0,83) atinge 3,6% acima da média dos demais estados (R$ 0,80).


Os estados do Piauí e de Sergipe atualmente não estão operando o Programa do Leite. A tabela abaixo mostra os números do Programa do Leite nos Estados do Nordeste e Minas Gerais.



PREÇO DO LEITE NOS ESTADOS

(que operacionalizam o PAA- Leite)


ESTADO
VALOR PAGO AO PRODUTOR (R$)
Pagamento efetuado ao Laticínio
Leite Bovino
Leite Caprino
Valor PAA (R$) (1)
Valor pago pelo Governo (2)
Valor máximo efetivamente pago pelo Governo(3)
Valor PAA (R$) (1)
Valor pago pelo Governo
ALAGOAS
0,70
0,82
0,80
1,20
1,50
BAHIA
0,74
0,74
0,72
1,25
1,25
CEARÁ
0,69
0,73
0,71
1,20
1,20
MARANHÃO
0,77
0,83
0,81
-
-
PARAÍBA
0,76
0,92 ( 4)
0,90
1,30
1,40
MINAS GERAIS
0,70
0,70
0,68
-
-
PERNAMBUCO (5)
0,76
1,00
0,98
1,30
1,65
PIAUÍ (6)
-
-
-
-
SERGIPE (7)
-
-
-
-
Pagamento efetuado ao Laticínio e ao produtor separadamente
Valor PAA (R$) (1)
Valor pago pelo Governo (2)
Valor efetivamente pago pelo Governo
Valor PAA (R$) (1)
Valor pago pelo Governo
RIO GRANDE DO NORTE (8)
0,74
0,83
0,83
1,30
1,50


Observações:


(1) Preço estabelecido para o Programa de Aquisição de Alimentos – modalidade Leite (PAA-Leite) pela Resolução nº 38, de 27 de novembro de 2009, do Grupo Gestor do Programa de Aquisição de Alimentos.


(2) No preço dos estados, à exceção do Rio Grande do Norte, que paga diretamente ao Produtor, são descontados do produtor, além do custo do transporte (frete), a taxa de 2,3% referente à Contribuição Especial da Seguridade Social Rural (CESSR).


(3) Valor descontado 2,3% referente à Contribuição Especial da Seguridade Social Rural (CESSR). O valor do frete não foi descontado, por ser variável.


(4) O preço é R$ 0,82 centavos + R$ 0,10 centavos em forma de bônus, totalizando R$ 0,92, reajuste assumindo pelo governo do Estado.


(5) A partir de 15/05/2012, em função da seca, o Governo do Estado assumiu a diferença do reajuste.


(6) e (7) Os Estados do Piauí e Sergipe não estão operando o Programa do Leite.


(8) valor já anunciado pelo Governo (referência – maio/2012).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Novo presidente da ANORC fala sobre os riscos da imp ortação do leite em pó

"A importação do leite em pó estará para a bacia leiteira do RN como o bicudo esteve para o algodão. Vai destruir a produção".

O alerta é do novo Presidente da Anorc - Associação Norteriograndense de Criadores - José Teixeira de Souza Junior, eleito em chapa de consenso e empossado ontem.

Na opinião do Presidente, o momento é de "união entre produtores, industriais, classe política e Governo do Estado para fortalecer o setor e mostrar que é possível, mesmo no ambiente de seca, aumentar a produção de leite".

Ele revela que a Anorc quer estabelecer uma convivência harmoniosa e técnica com o Governo do Estado e pede apoio do Sebrae, da Fiern, da Faern e de outras entidades, colocando suas equipes para produzir estudos que viabilizem e fortaleçam a bacia leiteira do RN.

"Tenho convicação que é possível um aumento de até 30% na produção de leite do RN, atendendo assim as necessidades do Programa do Leite, que é de 120 mil litros. O preço é importante, mas agora queremos evitar que toda a cadeia produtiva seja destruída pela importação do leite em pó".

Atualmente a produção comprada pelo Governo é de 90 mil litros.

Além de ameaçar fechar todas as vacarias do RN, a importação tem outra face devastadora: gera emprego na Argentina, de onde vem a maior parte do produto, e reduz no Estado.

Presidente da Anorc teme fim do “Programa do Leite”

Deu no Blog do Carlos Santos
A Associação Norteriograndense de Criadores (ANORC) elegeu à noite de ontem o criador de cavalos José Teixeira de Souza Júnior como seu novo presidente. Terá dois anos de mandato e de problemas.

Entrevistado pelo programa “Bom-dia, RN” da InterTV Cabugi, nesta quarta-feira (13), ele manifestou preocupação com algumas dificuldades naturais e gerenciais ligadas às atividades do campo. A seca, por exemplo, é um grande temor.

Mas listou que o problema do Programa do Leite é bem pior, pois o setor produtivo não tem conseguido uma resposta às suas preocupaões, por parte do Governo do Estado.

Disse que atualmente a cadeia produtiva fornece 90 mil litros dia e poderia cobrir os 120 mil necessários. Entretanto, não sente estímulo para o setor que envolve cerca de 100 mil pessoas.

Chegou a afirmar, que o cogitado uso de leite em pó será o “bicudo” dessa área econômica, dizimando “uma atividade com mais de 300 anos” no Rio Grande do Norte.

Nota do Blog – O Governo do Estado informa em sua página oficial na Internet, que na verdade faz distribuição de 155 mil litros por dia, desse produto (Veja AQUI). Uma mentira deslavada que a própria Anorc rebate.

O projeto tem como objetivo reduzir as carências nutricionais de crianças com faixa etária entre seis meses e três anos, desnutridos de três a seis anos de idade, gestantes, nutrizes, idosos a partir de 60 anos, portadores de deficiência impossibilitados de trabalhar, portadores do vírus do HIV e tuberculose e pessoas com câncer.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Pesquisa aponta que consumo de pelo menos um copo de leite por dia turbina o cérebro




Não são apenas os ossos que saem ganhando quando a bebida entra na dieta. Uma pesquisa da Universidade de Maine, nos Estados Unidos, mostra que o cérebro é outro grande favorecido.

Foi o que os estudiosos averiguaram ao submeter 900 homens e mulheres de 23 a 98 anos a uma bateria de testes. Ao rastrear o hábito de consumo de leite entre os participantes, viram que os melhores resultados foram alcançados por aqueles que tomavam pelo menos um copo diário do líquido.

“Os produtos lácteos são ricas fontes de nutrientes importantes para a função mental, como cálcio, magnésio, fósforo e vitamina D”, observa a nutricionista Fernanda Serpa, diretora da Nutconsult, no Rio de Janeiro.

“Por outro lado, como possui proteínas de difícil digestão, nem todos se beneficiam ao consumir leite de vaca”, pondera a nutricionista Isabella Correia, da Clínica Patricia Davidson Haiat, também na capital fluminense. Nesse caso, as versões de soja, arroz e quinua são boas pedidas.

Confira a indicação para cada tipo de leite:

Integral – É o menos indicado, já que possui altas taxas de gordura saturada. “Ela é responsável por aumentar o peso e o risco de doenças cardiovasculares”, aponta a nutricionista Isabella Correia.

Semidesnatado – A quantidade de gordura saturada encontrada nessa versão é considerada intermediária. Portanto, engorda menos que o integral, mas não é tão magrinho como o desnatado.

Desnatado – Apresenta, no máximo, 0,5% de gordura saturada. Assim, é ótima opção para quem deseja emagrecer ou conservar o peso. Além disso, todos os nutrientes são preservados.

sábado, 5 de maio de 2012

Produtores rurais vão entregar documento sobre setor


Na próxima segunda-feira (07) as principais entidades agropecuárias do Rio Grande do Norte entregarão – no Parque Aristófanes Fernandes -, aos parlamentares do Estado e ao Governo Estadual, um documento elaborado em conjunto para nortear as ações sobre a atividade pecuária do RN.

Das dificuldades do setor, passando pelo Programa do Leite, o calhamaço será o pedido dos produtores rurais.

Nessa quarta-feira (02) as entidades (Sinproleite, Sindileite, Ancoc, Anorc e Faern) se reuniram, na sede da Federação da Agricultura para definir os pontos do documento e elaborar a programação para a próxima segunda-feira.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Produção de leite está defasada no RN, diz pesquisa

Há 17 anos o salário mínimo era pago com a venda de 195,3 litros de leite. Se a mesma comparação for feita hoje, seriam necessários 777,5 litros para chegar aos R$ 622 pagos aos brasileiros desde o início do ano. Os números compõem um estudo do Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RN) e atestam a defasagem da cadeia produtiva no Rio Grande do Norte.

Junto à realidade mostrada pelos dados, a grave seca no interior motivou entidades envolvidas direta ou indiretamente ao setor a exigirem medidas dos governos estadual e federal. Um documento, no qual estão uma série de reivindicações será apresentando a bancada federal e representantes do Governo do Estado na próxima semana.

Entre as principais exigências do documento está o reajuste de R$ 0,80 para R$ 1,04 no preço pago por litro no Programa do Leite. De acordo com o estudo do Sebrae, o custo do conjunto de insumos necessários à cadeia produtiva subiram 540,4% em mais de uma década, enquanto a remuneração pelo litro de leite cresceu 142,4%. "O leite ficou totalmente defasado", afirma o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern), José Vieira ao falar dos 397,9% de diferença entre a variação no custo dos insumos e o preço da produção leiteira.

Para o presidente da federação, a gravidade do momento vivido pela agropecuária potiguar pede urgência. "O governo tem que decidir se quer ou não salvar o rebanho", reforça. Sobre a correção no preço, Vieira conta que historicamente o leite do Nordeste é 20% mais caro do que o vendido no Sul devido aos custos de produção mais vantajosos nos estados sulistas.

No estudo do Sebrae/RN foram contabilizados na conta dos insumos o preço do concentrado, que engloba fontes de alimentação de fontes protéicas como farelo de soja, além da evolução nos custos de medicamentos básicos, energia, sal mineral, uréia, combustíveis, e o salário mínimo pago ao trabalhador.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Governo quita débitos com produtores de leite do RN

Com o pagamento de R$ 1.178.668,30 realizados na última sexta-feira, o Governo do Estado do Rio Grande do Norte quita o pagamento das duas quinzenas de Janeiro/12 e duas quinzenas do mês de fevereiro/12 do Programa do Leite, relativos ao Programa de Aquisição de Alimentos - modalidade leite (PAA-Leite), parte do programa do Leite que é realizado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à fome (MDS).


O governo realizou, também, na última sexta-feira (23) o pagamento de mais R$ 2,5 milhões, que quita o pagamento das duas quinzenas do mês de janeiro/12, referentes à parte do programa que é realizado exclusivamente com recursos do Governo do Estado. Até a próxima terça-feira (27) o Governo do Estado do Rio Grande do Norte quitará o pagamento das duas quinzenas do mês de fevereiro/12, efetuando o pagamento de mais R$ 2,5 milhões.


"Assumimos um compromisso com a cadeia produtiva do leite e estamos cumprindo. Reorganizamos o programa e as finanças; saldamos as dívidas. O programa Leite Potiguar contempla nova organização e estrutura do "programa do leite", com mais agilidade e menos burocracia, para que os benefícios desse programa sejam sentidos por todos: produtores e população", disse a governadora Rosalba Ciarlini anunciando mudanças do programa do leite que passa a se chamar Leite Potiguar, que entrega, por dia, 113.425 litros de leite de gado e 4.233 litros de cabra em todos os municípios do Rio Grande do Norte, totalizando 117.658 litros/dia para as famílias beneficiadas.


No dia 15 de março a governadora Rosalba Ciarlini recebeu 11 associações e sindicatos do agronegócio potiguar, na Governadoria, e entre os compromissos firmados; o de regularizar o pagamento do programa até o final do mês de março.


Sensível ao pleito dos representantes, a governadora Rosalba Ciarlini em relação ao "Programa do Leite" comunicou que todos os processos que estivessem em conformidade teriam as quinzenas quitadas, como efetivamente estão sendo pagas. Por ano são investidos R$ 62 milhões no programa, somente com recursos do Governo do Estado.


Está mantido, também, o acordo feito com o Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN (SINDLEITE-RN) para quitar os débitos deixados pela gestão anterior. O valor devido, cerca de R$ 3,4 milhões, será pago em oito quinzenas, a partir deste mês de março, paralelamente ao pagamento das quinzenas de 2012.


Além de quitar a dívida da gestão anterior, o Governo do Estado trabalha para reestruturar o Programa do Leite a partir de sua municipalização. Este novo formato vai facilitar a logística de distribuição tanto para as cidades quanto para a população.


"Com as medidas que estão sendo adotadas, como a centralização do orçamento na Emater e com a municipalização do programa, vamos garantir a agilidade do pagamento, a melhora e o controle da distribuição e entrega do leite aos beneficiários, numa parceria exitosa com as prefeituras", afirmou Ronaldo Cruz, diretor-presidente do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater).


Os municípios de Georgino Avelino, Bom Jesus, Monte Alegre, Cerro Corá, Tibau do Sul e São Paulo do Potengi foram visitados por uma Comissão de Inspeção para a pré-implantação do novo formato que se chamará Leite Potiguar. A intenção é implantar a filosofia do novo programa em todos os 167 municípios.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Programa do Leite agoniza, depois de ser referência

O Programa do Leite do Rio Grande do Norte, que já foi referência no Brasil, como segurança alimentar a segmentos com carência nutricional, além de garantir suporte a uma cadeia econômica estratégica, está se desmanchando. Pode acabar.

A InterTV Cabugi mostrou reportagem agora há pouco dissecando o caso.

Produtores estão se descredenciando do programa, pequenos e médios criadores começam a vender rebanho e os beneficiados finais, também se queixam do não-recebimento do leite.

Na página na Internet do Governo do Estado, a informação é que existe distribuição direta, diariamente, a 155 famílias. Uma mentira deslavada.

Informações extraoficiais apontam que o programa hoje não passaria de 80 mil litros por dia.

Rubens Suassuna, coordenador do Programa do Leite, lotado na Secretaria da Agricultura do Estado, foi entrevistado. Afirmou que existem dificuldades “pontuais”, mas admitiu que “não há recurso para pagar folha de pessoal e 13] do servidor e os fornecedores ao mesmo tempo”.

Prometeu que nos próximos dias estará havendo pagamento da 1ª quinzena de novembro e a partir de janeiro de 2012 haverá regularização de repasses.

domingo, 20 de novembro de 2011

Proposta do Governo normaliza pagamento do Programa do Leite


A governadora Rosalba Ciarlini e o Diretor Geral da EMATER, Ronaldo Cruz, receberam na tarde desta sexta-feira (18) representantes do Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do RN para discutir a melhor forma de pagamento dos fornecimentos atuais e os recursos atrasados ainda do exercício de 2010 do Programa do Leite.

Atualmente são distribuídos 155 milhões de litros de leite para os beneficiados que são, crianças entre dois e sete anos, idosos, aidéticos, mulheres grávidas, portadores de necessidades especiais entre outros. Todos os municípios do Estado são atendidos que conta com 22 usinas de beneficiamento.

O Programa estimula o desenvolvimento da bacia leiteira e pecuária no estado e assim movimenta a economia em todas as regiões do Rio Grande do Norte além de atender aos mais necessitados. “O programa do leite tem prioridade no governo e estamos desenvolvendo todos os esforços para mantê-lo e vamos melhorá-lo ainda mais em 2012”, disse a governadora Rosalba Ciarlini.

As prefeituras têm uma participação importante, pois elas atendem diretamente ao cidadão, com isso facilita o cadastramento e o acompanhamento dos beneficiários, que se transformam em dados para serem mostrados junto ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a Fome e assim buscar mais recursos.

Diante do Presidente do SINDILEITE, Francisco Neri, do Gerente Executivo do Sindicato, Luis Neto, e demais membros, a Governadora apresentou a proposta para quitar todos os débitos com a categoria.


PARCELAS
MÊS
DATAS
SETEMBRO
22/11 a 25/11
OUTUBRO
22/11 a 25/11
OUTUBRO
28/11 a 02/12
NOVEMBRO
até 15/12 (+ 50% dívida de 2010 até 30/12 dos Laticínios)
NOVEMBRO
até 10/01/2012
DEZEMBRO
até 10/01/2012
DEZEMBRO
Final Janeiro de 2012


A partir de fevereiro de 2012 o pagamento estará normalizado. A dívida do ano passado é de mais de R$ 3 milhões de reais, e após discutirem a proposta da tabela acima foi aprovada por todos, com o restante do pagamento dos outros 50% dos Laticínios para ser discutido em Janeiro.

Os diretores do SINDILEITE colocaram a instituição à disposição do Governo para, em parceria, ajudar no melhoramento do Programa onde será totalmente administrado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca.

Com relação aos produtores, o Governo do Estado paga nas datas entre 28 de novembro e 2 de dezembro a terceira parcela da dívida, quitando o débito com a categoria.