Teve senador aliado do governo e insatisfeito com ele que votou na última quarta-feira contra um novo mandato de quatro anos para Bernardo Figueiredo, ex-diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Quis dar seu recado, apenas isso.
Mas teve senadores que votaram contra movidos pela intenção de tentar controlar a ANTT, onde rola muito dinheiro.
São cinco os diretores da agência.
Bernardo, indicado pelo governo, dançou por 36 votos contra 31.
Ivo Borges, indicado pelo senador Gim Argelo (DF), vice-líder do PMDB, tem mais um ano de mandato. Assim como Jorge Bastos, indicado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL).
Em breve, o Senado examinará os nomes de Heverton Andrade Santos e de Mário Rodrigues indicados para os cargos de diretores pelo governo e pelo deputado Waldemar Costa Neto (PR-SP), respectivamente.
A eventual aprovação do nome apadrinhado por Waldemar, que em 2005 renunciou ao mandato para não ser cassado como mensaleiro, dará à turma da pesada maioria de votos na direção da agência.
Logo em abril próximo, a direção da ANTT tomará duas milionárias decisões. Uma sobre a redução das tarifas ferroviárias. A outra sobre a licitação de linhas de ônibus interestaduais.
Nunca houve até aqui uma licitação nessa área. Os governos outorgavam as linhas e renovavam sua exploração.
A Constituição de 1988 manda que haja licitação.
O ex-presidente Itamar Franco baixou um decreto garantindo a outorga por 15 anos renováveis por mais 15.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso baixou outro decreto acabando com a renovação por mais 15 anos.
São cerca de 250 as empresas de ônibus interestaduais. Que faturam por ano algo como R$ 5 bilhões.
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